Os pais da ponte

16/01/2012

O fracasso é órfão e o sucesso é filho de mulher-dama, ensina a sabedoria popular. O abandono da estação ferroviária de João Amaro, por exemplo, é órfão. Já a ponte que liga os municípios de Itaberaba e Iaçu sobre o Paraguaçu e a estrada Iaçu-Milagres estão com fila pra teste de DNA. Tem ex-prefeito, prefeito, ex-ministro e governador disputando paternidade.

É uma peleja intrincada. O ex-prefeito, que fez dois mandatos coligado com o PFL/DEM, hoje é PT desde criancinha e amarga geladeira nos direitos políticos por conta de contas não aprovadas. O atual prefeito é PMDB, aliado nacional mas inimigo local do PT. Será que Wagner vai conseguir reunir este saco de gatos sobre o palanque no próximo sábado, em nova data prevista para a inauguração oficial?

Mas o verdadeiro pai da ponte é o contribuinte, que de cada 10 reais gastos, tem 4 recolhidos como impostos. Os barnabés que assinaram a ordem de serviço, seja prefeito, ministro ou governador, não fizeram mais que obrigação. E demoraram.

Disputas políticas à parte, a ponte é bonita  e deságua de forma elegante sobre a cidade. Mas no conjunto fica meio esquisita, apertada entre a velha ponte de ferro e madeira, inaugurada em 1904, e a ponte ferroviária caída, da metade do século passado.


Ao observar a imagem do Google, ainda desatualizada, dá pra ver que a decisão foi prática. A locação da velha ponte é precisa, num ponto de  menor distância entre as duas margens. Acima e abaixo o rio se abre em ilhas e exigira obra bem maior e mais cara. Acima um pouco, pela imagem,  parece até que daria, mas exigiria desvio da estrada.

A ponte e a estrada também são filhas do momento econômico que vive a região. Em breve será asfaltada a estrada Iaçu-Itaetê, que servirá de escoamento para o ferro que vem de Marcionílio Souza e Piatã e será embarcado na ferrovia num ponto próximo a João Amaro, distrito de Iaçu.

Então, como já explicaram em outro contexto,  “é a economia, idiota!”


Pequeno inconveniente

05/01/2012

O chato da decisão de dar um tempo nas redes da internet é que quem mais sente falta de você é você mesmo.


Vou batê pa tu

14/12/2011

Fui acordado há pouco pelo toque do telefone, pouco antes da minha insônia da madrugada. Liguei de volta com a pulga atrás da orelha, a me sussurrar xiiiii, deu merda! Porque além de minha amiga, minha despertadora está também minha chefe por conta de um frila fixo.

Ela então se desculpou sem graça mas na última frase antes de desligar me permitiu ouvir o nascimento de um novo verbo. Pela primeira vez na vida testemunho o nascimento de um novo verbo.

Sou da geração do disco nos telefones de baquelite, pretos e elegantes. Lembro do disco voltando lentamente, com uma leve resistência sonora de catraca, giro após giro, até completar os poucos números de então.

Lembro também da rapidez ao teclar ou digitar nos telefones brancos, substitutos da esfera preta do disco e responsáveis pelo início da mudança, ainda em curso, do verbo discar por teclar ou digitar.

Ao se despedir, minha amiga chefe disse: – Desculpa, bati errado.

Lembrei então do japa Chorik. Outro dia ele espancou em vão a tela de um pobre caixa eletrônico das antigas, já mal acostumado com o novo verbo bater.


A casa das crianças

01/12/2011

Temos 13 anos de Crear, ininterruptos!

Lá brincou, brincou, brincou e se alfabetizou Luísa. No Crear brincou, brincou, brincou e se alfabetizou André. E lá brincou, brincou, se alfabetizou e ainda brinca, pelo menos por mais uma semana, Maria.

Sim, Maria se forma no Crear na próxima semana.

O Crear é uma casa, uma tribo, uma reunião de pessoas que ainda apostam no lúdico como melhor caminho para aprender. Aprender  a viver.

Lá tem Carmem, tem Kátia, tem Jô, tem Fernanda, tem Oriana, tem Mônica, tem Dina, tem Marcos, tem Luciana. Tem este povo todo que a gente e as crianças conhecemos pelo nome.

Lá tem uma história toda de nossos últimos 13 anos. O Crear é nossa casa.

E pra quem não acredita na força do brincar como aprendizagem, posso argumentar sem gabolice, porque sabemos que isso não é o mais importante,   que Luísa está no ensino médio e desconhece prova final, André vai muito bem obrigado com seu boletim excelente  e Maria segue no mesmo caminho.

Enfim, só temos a agradecer e  recomendar o Crear.

E  quem quiser conhecer, o Crear tem também uma atividade de férias bem bacana pra  quem fica em Salvador, com as crianças em casa.

Veja como funciona:

Clique na imagem para ampliar.


O presente de André

31/10/2011

Acordo hoje de madrugada  atropelado pelo tempo. Na minha cabeça o mundo roda como aquelas bolas cheias de pontas destes jogos de televisão. Você tem que se livrar de uma ponta, dar um salto, se livrar da outra que já vem chegando, dar outro salto. O mundo o os prazos rodam na minha cabeça como estas bolas do  programa de televisão.

Perco quase todos os prazos e fico com a impressão de que o presente é muito curto, o presente não dá pro gasto, tudo é passado não resolvido e o futuro uma bola cheia de pontas do programa de televisão. Que derrubam.

Chego à conclusão de  que o presente não existe, mas meus conhecimentos de psicologia de botequim me dizem que é da natureza dos neuróticos não reconhecer o presente. Vivem angustiados com o passado ou sobressaltados com o futuro. Fudeu.

Acordo Soraya e faço a pergunta: quanto tempo dura o presente? ela me dá uma resposta convincente, mas que não me convence.

Mais tarde, no caminho da Escola de André, já atrasado, lanço a pergunta pro menino. Menino que fez 10 anos no dia 31 de outubro. Perdi o tempo de postar seu aniversário neste coco abandonado. Posto agora, dou uma banana pro tempo e faço de conta que hoje é 31 de outubro, que hoje é sábado passado, dia em que ele ficou bem feliz ao ganhar seu cordão amarelo

Pronto, faço destes dois momentos presentes. Agora.

E ganho de André a resposta, na lata, sem pensar muito. Resposta igual à de Soraya, só que resumida em uma só palavra.

O presente é…. infinito.


Quatro estações

20/10/2011

Vento e chuva fina de Inverno, horário de Verão, calendário de Primavera e  meu espírito de Outono.

foto: Helder Reis.


Não durou uma lua

17/10/2011

A ideia era cortar a internet pessoal, sair da rede e aproveitar o tempo desperdiçado na tela do computador  para colocar a agenda em dia.

O erro foi tratar consequência como causa. Continuarei a buscar as causas.

Estou de volta também  porque preciso disso aqui, me acostumei a isso aqui. Mal me comparando ao sujeito que recebe os conselhos de velho poeta por carta, estou naquela condição de quem não sobrevive sem escrever.

Mesmo que não seja poesia mas o registro de banalidades cotidianas pra desabafo e  consumo próprio e dos amigos mais chegados.

Como ver um outdoor na rua em que um locutor de rádio anuncia uma entrevista com Frei Betto e a foto é do locutor de rádio? Como ver isso e não registrar aqui o nonsense petulante, exibicionista e eleitoreiro?

Onde vou dizer como  fiquei puto com a forma pela qual o  horário de Verão foi enfiado goela abaixo de quem mora em Sussuarana e trabalha na Pituba e agora vai acordar  às quatro e sair no escuro  porque o nome Partido dos  Trabalhadores é a cada dia mais nome fantasia?

Enfim, estou de volta e peço a minha nova inscrição.

Clique aqui ou na lua para ver as fases de outubro

O mundo está isolado

03/10/2011

Estou desconectado de internet pessoal até 31/12/211. Se for urgente ou pessoal disque (71) 9266 4097. Se for profissional redirecione para  bahianarede2@gmail.com,

E já estou me sentindo a própria Inglaterra quando se rompeu um cabo de comunicação com a Europa: “O mundo está isolado”.


16

28/09/2011

Luísa completa 16 anos hoje. Roubo dela esta foto e desejo boa viagem.


Bom-dia, primo ácaro

19/09/2011

Tive um insight hoje, ao acordar. Nada de novo, nada de especial, nada além do conhecido há séculos, filosofia barata mesmo.

Mas o bacana de um insigth é que ele é seu, construído do seu ponto de vista, e desta perspectiva é quase uma epifania, cujo resultado é um  modo de ver o mundo um pouco diferente.

Foi muito semelhante ao que me ocorreu quando  encontrei uma pinaúna na praia e soube do nosso parentesco de DNA com o bicho.

Ou seja,  por questões apenas de casualidade, encontros e desencontros marcados pelas leis das  probabilidades no decorrer do tempo, hoje eu poderia ser um ácaro, uma pinaúna, uma tartaruga ou uma árvore.

Reparando bem,  nesta condição de  viventes, temos todos em comum revestimento, sensores, locais de entrada e de saída de matéria orgânica misturada a água (ou seja, tudo primo também),  mecanismo de reprodução e  tempo de validade curtíssimo, num ritual de vida e morte que se repete há bilhões de anos.

Simples assim, olhando desta maneira, encontrei um bom motivo pra deixar de ser um pouco menos metido a besta a partir de hoje.

Carpe diem.

E o começo desta história:

http://licuri.wordpress.com/2009/12/22/pianauna/

http://licuri.wordpress.com/2009/12/23/passar-uma-chuva-em-itapua/

http://blogdochorik.blogspot.com/2010/01/ouricados.html

Ilustração daqui.


Não sonho mais

07/09/2011

Acordei há pouco de um sonho medonho.  Vou contar pra aliviar.

Vinha  nas imediações do Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo,  quando vi sair do prédio um grupo de desembargadores sorridentes, nas suas roupas brilhosas de desembargadores, com seus colorares de desembargadores refletindo o sol a pino. Eu pequeno e eles enormes, gargalhavam.

Ao me aproximar comecei a a sentir náusea e calafrios e ao mesmo tempo contava quantos eram eles. Eram exatamente 29 dos 32 desembargadores baianos.

E quanto mais eu me aproximava e contava, eu crescia, eles diminuíam, a náusea aumentava, eles riam, diminuíam, a  náusea  aumentava, eles riam, gargalhavam,  conversavam entre si. Caminhava em direção a eles, a minha náusea aumentava, eu crescia eles diminuíam.

Se não tiver estômago,  fique por aqui na leitura.

De repente abriu-se uma fenda e eles caíram todos numa vala. Eu me aproximei e comecei a vomitar um jato verde misturada a notas de RS100 e R$50. Quanto mais eu crescia eles diminuíam e o jato de uma gosma verdemisturada ao dinheiro aumentava e escorria sobre as roupas brilhantes dos 29 desembargadores. Eles gargalhavam e a gosma verde misturada às notas de RS100 e R$50 enchia  a vala. E eu me inclinava e vomitava jatos e mais jatos de notas de R$100 e R$50 em cima deles, e contava… 1, 2, 3, 15, 19, 25, 29 desembargadores.

Até que a vala se encheu. Continuavam a gargalhar, mas as gargalhadas viraram borbulhas e eles afundaram na gosma verde misturados às notas de R$100 e R$50.

Sonhar com dinheiro dá sorte?


Raul Seixas no Salão Imobiliário da Bahia

01/09/2011

Centro de Convenções. Adultos,  adolescentes,  crianças,  como na publicidade do  Salão Imobiliário da Bahia, portam balões coloridos e cartazes em forma de colete com os sequntes dizeres:

Comprei um apartamento  no edifício X da construtora ou incorporadora  Y e o atraso já é de Z meses.

Eles atrasam e ainda ganham com nosso juros.  é justo?

Comprei um apartamento mas estou morando na casa da sogra? é justo?

Circulam, pegam folhetos, brincam, correm felizes, tudo como na propaganda dos lançametnos imobiliários.

De repende, do nada, surge Raul Seixas começa a cantarolar Prelúdio. E todos, num crescendo, começam a repetir o refrão: sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só.

Nas escadas rolantes, nos vãos, nos estandes, todos dançam, cantam e a multidão  segue em direção à Orla ao som de O dia em que a terra parou.

Veja. Isso tudo foi um  sonho  estranho eu tive esta noite.

Centro de Convenções. Adultos, crianças, como na publicidade, portam balões e cartazes: comprei aptº no edifício X da construtora Y. O atraso é de Z meses. Circulam, pegam folhetos, brincam. Do nada, surge Raul e inicia Prelúdio. E todos, num crescendo: é só um sonho que se sonha só. Nas escadas rolantes,nos vãos,dançam,cantam e seguem para a orla ao som de O dia em que a terra parou. Veja só que sonho mais estranho.

Pum imobiliário

31/08/2011

A bolha ainda nem estourou mas já pegou pra mim e pra muitos.

Juntamos eu e Soraya  nossas parcas economias e demos  entrada num apertamento na planta em 2009 na mão de uma empresa chamada Agra que não existe mais porque se juntou com outra e se transformou em Agre que não existe mais porque se transformou numa  holding que atende por PDG e diz ter o Poder de Garantir.

Pois bem, a PDG deveria usar esse poder todo e nos entregar o apertamento agora em agosto. De posse do habite-se eu poderia ir a um banco para  garantir o financiamento do restante da dívida. Mas a PDG informa: só garante apartamento pronto em janeiro de 2013. Ou seja, garante um atraso de um ano e cinco meses.

E agora José? Vai sobrar pra mim pagar juros de 2% ao mês a correção pelo Índice Nacional de Custo da Construção sobre o saldo devedor até janeiro de 2013? É justo? tem culpa eu no atraso?

O duro é encontrar em cada sinaleira, em cada esquina,  jovens oferecendo muitos e muitos empreendimentos da PDG. Mas como, se ela não tem tempo de terminar o nosso apertamento, diz que choveu, diz que falta mão de obra, diz que falta material, diz que a rocha não prevista apareceu na fundação, diz que teve greve, mas anda por aí oferecendo novos lançamentos, assumindo e garantindo novos prazos?

Taí uma boa sugestão para o Ministério Público: Empresas, como a PDG, com empreendimentos em atraso, deveriam ser  impedidas de fazer novos lançamentos. De sair por aí garantindo o que não pode dar conta.

Ainda bem que outras pessoas são mais antenadas e ágeis do que eu. Um grupo de compradores  já se reuniu, já criou e-mail, blog, orkut e comissão para conversar com a PDG. De minha parte contribuo agora entrando criando num grupo também no facebook. Se você conhece alguém que esteja na mesma situação, repasse estes endereços.

Blog: http://atrasopatiojardins.blogspot.com

E-mail grupo: patiojardins.googlegroups.com

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community?cmm=63919833

Grupo no Facebook: http://www.facebook.com/#!/groups/patiojardins/

PS: Alguém comprou ou conhece quem comprou apto na planta e não pôde fazer o financiamento para o restante porque a empresa não cumpriu o prazo de entrega? Alguém conhece advogado especialista neste assunto? Alguém quer escrever sobre isso? Fiz este post pessoal  mas pretendo fazer um post jornalístico colaborativo no Bahia Na Rede. Estamos em busca de fontes, de textos.


Internet faz a vara crescer

22/08/2011

Cutucar o cão com a vara curta é esparro, aprendemos desde cedo no sertão. Cão ou onça, tanto faz. O computador, a internet, os e-mails, as listas, o facebook funcionam hoje como encompridadores de vara, ou de tridentes.

Diante do teclado e da tela, distante do alvo, as pessoas, mea culpa, eu incluído, tornam-se mais destemidas, mais valentes, mais irônicas, mais mal educadas, mais agressivas…

A tela em branco funciona como o papel onde se publica, e a palavra, ainda mais a publicada, tem força.

Pra piorar, lembra um psicanalista amigo meu, muitos não dominam a língua, não só para escrever, como também pra ler.

Pra piorar ainda mais, o  ambiente de rede é como uma mesa de bar, onde o mundo é reformado, reconstruído,  onde o outro é lembrado para o bem e para o mal… o problema é que o outro lembrado pode estar  ali, ao lado,  on line e devolve a “gentileza”.

E e aí o pau, ou a vara,  quebra.


Cuidado ao postar sobre a sua felicidade. A inveja tem facebook, twitter, alerta no gmail e acesso aos arquivos do google.

19/08/2011

“Não divulgue sua felicidade”…..A Inveja tem Facebook! Vi esta frase bacana no twitter e lembrei que já falei sobre a inveja neste coco pequeno, há quase quatro anos,  ao refletir sobre a expressão inveja boa. Ontem também vi um busdoor da Igreja Universal convocando os fieis para combater o monstro com vela (e dízimo).

Futucando mais, achei esta outra ótima de Zuenir Ventura: “O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde”

Repito aqui trecho principal  do texto publicado:

Admiração sempre me pareceu uma definição incompleta. Também não vale a  máscara atenuada pelo complemento boa. Inveja boa não existe. Às vezes, o sentimento vem como  um pouco mais que admiração. Tratei de ir mais fundo. E a sugestão veio de Soraya. Tem que ler.
Fui ao  texto de Renato Mezan, sobre a Inveja, publicado no velho e bom Os Sentidos da Paixão. E aí a leitura acaba trazendo conhecimento, esta praga que diminui nossas certezas.
O cara começa com um conto de Clarice Lispector, do livro A Legião estrangeira, onde ela narra o sentimento de inveja de uma menina ao descobrir um pintinho na casa da vizinha. A meninar quer aquele pintinho. Mais. Não serve outro. Mais. Ela quer também tirar o bicho da outra. Mais: “não estivesse eu ali, ela roubava minha pobreza também”, diz a narradora. A inveja quer mais, sempre mais, quer tudo. Quer a nossa alegria.
Mas o melhor do texto até onde eu li é a revelação de que a palavra inveja traz na raiz o verbo ver. E esta raiz está presente também em outras línguas, como o russo, por exemplo em que os verbos ver e invejar tem “vid” na raiz. E inglês e francês têm também o V pelo meio. Do olhar invejoso talvez derive a expressão olho gordo, olho de seca pimenteira. Ou, o que os olhos não vêm o coração não sente. Ou seja, o mesmo olhar, fonte também do desejo. Mas aí já é outro livro da mesma série.
Voltando ao Mezan, ele  me assustou com o destino dos invejosos em Dante, em cujo purgatório os invejosos  têm os olhos cosidos com fios de arame.

E ataca de Ovídio:  “A inveja habita no fundo de uma vale onde jamais se vê o sol… Ela ignora o sorriso, salvo aquele que é excitado pela visão da dor”.

Bom, não cheguei nem à metade do texto, mas já encontro uma certa dificuldade em admitir que sou este monstro. Não, definitivamente este tipo de inveja não sinto. Pé de pato, mangalô, três vezes. Sai pra lá olho gordo.


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