Proibido?

12/11/2009

Sem título

Diversão garantida checar como as pessoas chegam ao seu blog. Observe a tela de 00:20 de hoje deste coco pequeno.

Será que este  primeiro curioso da madrugada ficou satisfeito com o que encontrou? Será que ele leu a charge? Será que entendeu? Será que gostou do comentário  de que de vez em quando bate um vento frio, feito por Madame K

Possivelmente tenha se picado no primeiro segundo.

Portanto estas estatísticas não medem muita coisa. Servem apenas como fonte para posts como esse. E quase nada mais, embora certamente muita busca tenha sentido e resulte em leitura mesmo.

Futucando mais, pincei 10 palavras ou grupos de palavras que resultaram em mais de cem acessos desde que me mudei aqui pro wordpress. Não informam qual buscador foi usado, mas fui ao google e tentei fazer o mesmo caminho usando as mesmas palavras, acrescentadas de + licuri.  

Possivelmente eles chegaram a um destes  resultados, que vão registrar também a partir de agora este post de hoje. Confira nos links:
proibido - 1.975
licuri – 1.376
iaçu - 1170
cachoeira dos prazeres – 495
cloridrato de metilfenidato – 460
voyer – 368
zero – 139
pó Royal - 128
Henfil - 124
índias nuas – 106


Sem comentários

11/11/2009

bosta no blogspot

Mas mesmo com o risco de topar  palavras de verificações como esta acima, vale a pena conferir as flores nativas de Luli Facciolla no Ainda Conto aqui.


É hoje

10/11/2009

Edu

09/11/2009


Mais sobre Edu, nos Monólogos da Madrugada.


Elevador

08/11/2009

Gosto de elevadores com portas sanfonadas. No Palacete das Artes tem um, possivelmente dos primeiros de Salvador, mas desativado.

Tem também um no cafofo, apelido carinhoso dado por minha mãe ao apartamento do Areal de Cima onde ela é hóspede da minha irmã, numa das mais belas vistas da baía e onde já desejei morar.

Ontem fui pegar minha mãe no cafofo e resolvi fazer imagens da porta do elevador. Mantive a câmara ligada e ela acabou revelando suas lembranças de Anselmo Duarte, que para mim era apenas o diretor de o Pagador de Promessas. E não ia além disso minha ignorância.

Ontem fiquei mais ilustrado depois que acompanhei no twitter os posts de André Setaro e Symon Nascimento  e resolvi ir ao ao Google. No You Tube vi esta cena que deveria ser obrigatória para todo estudante de jornalismo e que traduz muito bem uma postura ainda reinante.

Minha mãe sempre faz as contas e se compara com os mortos da sua geração. É assim que ela se coloca diante da iminência de todos nós, mas que para ela tem mais iminência pela probabilidade. E só por isso, porque meu pai teve um AVC,  morreria na semana seguinte mas passou muitos anos seguintes acompanhando enterro de parentes e amigos bem menos iminentes.

No vídeo ela compara também a idade de Anselmo Duarte com a de seu Rubem, avô de Soraya, de quem já foi parceira de baralho, em Iaçu.

Na saída, torcedores do Bahia, que assistiam ao jogo num boteco ao lado, comemoram mais uma derrota do Vitória.

Minha mãe vive o drama dos velhos. Pela necessidade da proximidade dos médicos e hospital, virou hóspede das filhas. Como todos os parceiros de idade, é teimosa. Não aceita acompanhamento, nem monitoramento dos remédios que toma. Está agora em Salvador porque há duas semanas baixou no hospital em Conquista depois de tomar em quatro dias seguidos comprimidos para osteoporose prescritos para intervalos de uma semana.

Garante que foi brindada com uma graça.

A orverdose, de fato, deixou a garota mais disposta. Parece que ativou também a memória.


Solução seu Valera, meu mestrado na Facom e a cachaça

07/11/2009

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Não é que funcionou?  No último final de semana fui com André e Maria ao Parque da Cidade de Feira de Santana e tive de amargar a culpa por levar o pequeno pra casa com a perna arranhada. O parquinho público absolutamente abandonado – pelos administradores, não pelas crianças – exibia uma armadilha fatal em cada brinquedo. Pontas de madeira lascada e metal enferrujado eram o mínimo do risco.

A culpa me levou a buscar providências e usei como emissário o Blog da Feira. Bingo! Na próxima viagem,  São Tomé vai conferir se o trabalho foi feito apenas pela assessoria de imprensa da prefeitura.  E como tomei gosto, vou mandar outra reclamação sobre o abandono das praças.

Falar em solução seu Valera / Bocão, aproveito pra  contar outra recente.  A irmã da moça que trabalhava  conosco teve diagnóstico confirmado de câncer de mama.  O médico pediu então uma cintilografia, exame imprescindível para definir o tratamento.

Exame marcado pelo SUS, aquele sistema cuja qualidade é universal, segundo nosso  presidente. Um mês depois, isso mesmo, um mês depois, a clínica informou que ainda não havia previsão.

Ligamos  então para o repórter de plantão de A Tarde. Por coincidência, o cara tinha conhecimento de causa acima da média das redações. A mãe dele teve câncer.

Menos de meia hora,isso mesmo, menos de meia hora  depois recebemos uma ligação da clínica com a informação de que havia uma desistência e o exame poderia ser marcado para o dia seguinte, no primeiro horário.

Se eu fosse estudante e tivesse paciência para o dialeto dos caras, perdão, para o discurso acadêmico, já teria meu projeto de mestrado na pós  da Facom:

O paradigma  Varela /Bocão sob uma perspectiva da análise do discurso midiático num estudo de caso com  análise textual sobre os modelos e mecanismos que revelam a  necessidade do sujeito versus a temporalidade no atendimento das reivindicações básicas do cidadão na construção do sentido de atualidade da prestação dos serviços públicos.  

Tradução: pra resolver esta porra, tem que ligar pra Seu Valera.

P.S: 

E o que tem  a ver a garota com garrafa de cachaça, na praia do Rio Vermelho? É só para lembrar que na próxima terça, ali perto, quase 40 anos depois, a garota  – a mesma da foto abaixo - vai estar presente nos versos de Kátia Borges. Leia mais sobre o livro  aqui.


Olha o carteiro!

04/11/2009

Ipês

02/11/2009

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Eles estão floridos há algum tempo. Mas desta vez invadiram meus olhos nestes dias de Feira de Santana. A cidade pela primeira vez me parece bonita. Graças aos ipês.

Feira é uma cidade estranha,  pouco acolhedora. As praças estão abandonadas,  povoadas por moradores de rua. A  prioridade da prefeitura são os viadutos. Já são quatro e estão construindo o quinto. Certa vez João Ubaldo chamou  Salvador  de Los Ângeles de pobre. Feira está no mesmo caminho.

Mas os Ipês estão floridos. E nossa candidata a Los Ângeles de pobre do sertão está mais bonita.

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Incutido com uma música

02/11/2009

Um rio chamado Olodum

01/11/2009

Era um Carnaval da década de 80. Eu de bobeira subindo a Castro Alves em direção à Rua Chile e de repente me vi no meio da bateria do Olodum. A batida vinha no coração, jamais tinha ouvido um som daquele. Impossível descrever o que eu sentia, não sei se carregava uma tristeza semelhante à de Paulino da Viola, mas mal comparando, o Olodum naquele dia também foi um rio que passou em minha vida.

A morte de Neguinho do Samba me tocou.  Um pouco pela idade parecida, tenho apenas alguns anos a menos que ele, um pouco por ter sido de infarto, muito por aquele dia.

E ao buscar uma fala de Neguinho do Samba, encontro justamente num depoimento em um vídeo sobre o trabalho de Ramiro Mussoto, que também se foi há pouco.

Atualizado  às 18h30. Li e recomendo:
Blog do Galinho: http://blogdogalinho.blogspot.com/2009/11/neguinho-do-samba-do-olodum-da-bahia.html

Atualizado às 15h30 de 02/11

Finalmente o  UOL, maior portal de notícias do país, registrou, dois dias depois,  a morte do músico Neguinho do Samba. Mesmo assim, por nota da  agência de notícias  espanhola EFE,  no melhor estilo Gilette Press,  jargão jornalísitico para notícias reaproveitadas de outros meios de comunicação, aqui identificado como imprensa local:
:UOL - EFE Neguinho do Samba


Oito anos do meu magricela

31/10/2009

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Até os 33 eu era 100% Brás Cubas. Aí aos 34 veio Luísa e eu virei a folha.
Quando ele se anunciou, temi. Pai de homem significa ser o exemplo, forte, vencedor, bom de bola.
Quando ele era menor, era mais fácil manter a fachada. Aí ele foi crescendo, crescendo, a verdade aparecendo e hoje já anda um pouco desconfiado, às vezes até compreensivo com este arremedo de pai, que sai até bem na foto.

São oito anos desde aquela lua cheia como hoje, quando atravessei a Paralela a mais de 100 no possante Escort Hobby enquanto Soraya segurava a dor.

Nasceu rápido e, pra meu desespero, puxou muito a mim, principalmente na distração. Pelo menos é magricela.

Tem mais noção de valor que o pai, mas se satisfaz com o que está incutido no momento. Leu numa revistinha da Turma da Mônica uma história sobre o tamagotchi e, imagine só, encontramos o brinquedo no Feiraguai, a módicos R$ 4. Já tinha aceitado receber o carro de controle remoto total desejado lá pra frente, mas acabou se encantando com um encontrado também no Feiraguai, com preço um pouco mais salgado, sem garantia, mas que está funcionando que é uma beleza ali na sala pós-aniversário básico em Feira.
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