Vá trabalhar, vagabundo!
Procrastinar é o verbo metido a besta para substituir enrolar no diagnóstico de TDAH (se você não sabe ainda direito o que é isso, vá ao dia-adia).
Pago caro na vida por ser um procrastinador ou um cara enrolado. Boto o verbo no presente, porque mesmo com a intenção de mudar, mesmo com esta pauta na terapia, mesmo indo fundo na tentativa de diminuir tal traço de personalidade, continuo na mesma. Escrever este post, por exemplo, não é a minha prioridade neste momento e portanto fruto da minha procrastinação.
Outro dia vi no programa da Ana Maria Braga, numas daquelas pílulas de auto-ajuda que ela ministra pela manhã, uma historinha que casou bem com meu momento – é da essência da auto-ajuda e do horóscopo combinar com o nosso momento. E como você não assiste Ana Maria Braga, vou contar aqui a historinha/charada, levemente alterada:
Tem três sapinhos numa folha. Um decide pular na água, outro diz que vai pular em cinco segundos e o terceiro vai esperar a sessão de terapia pra decidir. Quantos sapinhos restaram na folha? Acertou você que respondeu… três.
Decidir, marcar para daqui a pouco ou esperar a ajuda alheia, do ponto de vista prático, é absolutamente a mesma coisa. Nada ainda aconteceu. Portanto, entre minhas decisões e minhas ações estão minhas procrastinações, num longo, tortuoso, sofrido e engordante processo. Sim, porque procrastinar envolve ansiedade crescente e muita geladeira até o prazo final, que será estourado, é claro.
Mas, como estou melhorando, vou parar por aqui e convidar você para o post que escreverei no dia-adia, uma tradução didática pra mim mesmo deste texto do psicólogo portuga Nuno Conceição. Se eu não estivesse melhorando, estaria agora a resumir o tal texto, pois, pois.
Onde achei este urso do meu time? aqui.


Oi, Marcus, sabe que sou igualzinha? Tenho tanta coisa pra escrever e ler, na conclusão da especialização da Facom, e estou aqui deixando um coment, passeando pelos blogs, enfim… Será que tem remédio?
katiaborges
22/11/2007 em 15:22
vinícius, bacana…
protelamos o q nos enfada, aburre, molesta.
essa hábito novo, de viver digitalmente, nos apetece hoje bem mais, até pelo risco de extinçãoo -q sofremos à vera- e pela percepção do futuro virtual q se configura.
Talvez, caro dinossauro, o senhor não tenha se apercebido de q não é só a preguicinha genética q o atormenta.
É tabém a tentativa de se adapar, enquanto descarta fórmulas e práticas profissionais contraproducentes -e até fatais.
por exemplo, se estressar, cumprir horário, bater ponto, e aceitar exigências autoritárias e descabidas…
Issomata, e nem áassim a tão çlongo prazo, q nossa validade já, jáse esgota, cambada!!!
se possso, aconselho-o: livre-se disso o quanto antes
produzir não é se se encabrestar e obedecer.
não é carregar o piano sem questionar!?!?
é adaptar-se aos novos tempos é às excigências da hora.
abs
alf
oflamboyant
23/11/2007 em 00:54
Gusmão,
Sei não, no fundo, no fundo, desconfio dessa sua PMNA, TDHAA, CDMA. ou seja lá o que for. Acho que vc usa isso para aplacar seu tédio com a vida.
E, além do mais, enrolar é preciso!!!
marcia rodrigues
23/11/2007 em 12:15