Tenho que comemorar
Estava vasculhando os rascunhos do blog e descobri este post. E tenho o que comemorar. Terminei de ler o tal livro. Levei exatamente o mesmo tempo que o autor gastou para escrever. Conheço uma garota de 12 anos que leu mais ou menos 50 livros no ano passado. Eu li apenas este. Ainda bem que este meu traço de personalidade não foi transferido por hereditariedade. Deixo a seguir registrado o post/rascunho porque pretendo voltar ao assunto O Processo nos próximos dias:
Há certas coisas comuns, bestas, fáceis de realizar por qualquer mortal mas que pra o portador de TDAH se tornam tarefas intransponíveis. Minha tarefa quase impossível é terminar de ler um livro. Sem essa dificuldade seria um cara lido. Mas não sou leitor, sou começador.O engraçado é que largo, abandono, perco, empresto até, mesmo estando envolvido, interessado, falando o tempo todo sobre o assunto.Às vezes nem começo, leio um pedaço e largo. Nem o Jogo de Amarelinha , que pode ser lido de trás pra frente, ao gosto do freguês, consegui terminar. Houve um tempo em que eu lia até o fim. Nesse tempo li A Metamorse, de Kafka.Mas O Processo entra no rol daqueles que já tentei várias vezes, onde também me esperam Os Irmãos Karamazov e Sagarana. Todos literatura básica, mas que o cidadão aqui não conseguiu compartilhar com a humanidade.E a vontade de ir adiante no Processo já dura quase um ano. Seria uma oportunidade para também até o fim em Crime e Castigo, que segundo Modesto Carone, seria uma das matrizes da obra de Kafka. Quem sabe um dia chego lá…Sem culpa.
E este blog já virou uma sociedade (sem autorização prévia) com o Olho da rua Mas este Vivas não fotografa…



Roland Barthes diz que há várias maneiras de ler um livro: ler a orelha, manuseá-lo apenas, ler de trás para frente, ler o final, ler o meio… enfim, todas as leituras são sempre válidas e ficam cravadas em nós. Grande abraço.
aeronauta
19/02/2008 em 08:01