Arquivo para julho, 2008

O Picolino, o marketing viral e o Oratório de Aurélia

29/07/2008

É impressionante a força da audiência da Globo. Algumas pessoas que sabem que eu sou colaborador eventual e macaco de auditório do circo me avisaram que viram a matéria. Também tenho aquele sentimento meio estúpido  de assessor,  que ficar feliz com este tipo de repercussão mas também  a consciência de que esta felicidade não passa de uma grande bobagem. A repercussão ajuda, mas não é tudo. Se fossem alinhadas todas as matérias sobre o Picolino que saíram nestes mais de 20 anos do circo e escola de circo daria para ir de Pituaçu a Abaeté e isso não mudou muito a realidade de carência e as dificuldades de Anselmo, que arranca seus últimos grandes fios de cabelos brancos para levar o barco.
Romário de Assis, o garoto que encerra a matéria, enfrentou uma bateria de testes e conquistou o papel de Professor, um dos protagonistas do filme Capitães da Areia

Clique na imagem para ver o vídeo

Falar em Anselmo, foi ele que deu a senha:  L’Oratorio d’Aurélia é imperdível (clique aí e veja o depoimento de um dos que piraram com o espetáculo). Anselmo viu uma performance da protagonista num festival de circo e recomenda.
E por falar em Picolino e Anselomo, encontrei casualmente uma das envolvidas na produção do Picolino no TCA no ano passado e ela sugeriu que eu repetisse a dose de um spam que deu certo.
Seguinte: o 
medo de cadeiras vazias na apresentação num domingo pela manhã, em um projeto recém-lançado, fez com que eu disparasse mais de 1500 e-mails  para a as minhas listas e para a rede do circo. O e-mail pedia que as pessoas convidassem quem nunca havia ido ao TCA. Não sei o grau de influência do e-mail mas não só o teatro lotou como houve necessidade de sessão extra. Fiquei com a fama.
Resolvi aceitar  a sugestão e vou repetir a dose. Caso você queira entrar na corrente é só copiar, alterar o que achar conveniente  e enviar para a sua lista o sequinte e-mail:
 

Você que gosta de teatro, de gente, de circo, de poesia – não necessariamente nesta ordem – pode ser patrocinador cultural. E terá que fazer apenas duas coisas: repassar este e-mail e levar a informação contida nele para quem não tem acesso à internet.
Explico: muito provavelmente as pessoas que trabalham na sua casa, na portaria do seu prédio, ou nos serviços gerais do seu trabalho nunca foram ao Teatro Castro Alves. Se estas pessoas tiverem filhos, possivelmente eles também não. E certamente nem pensariam em ir ao Oratório de Aurélia, espetáculo internacional que mistura circo, teatro e ilusionismo e encerra sua turnê no Brasil neste domingo, dia 03, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia. Mas você pode informá-las que no mesmo domingo, às 11 da manhã, o espetáculo será 60 vezes mais barato, com inteira a R$ 1,00 e meia a R$ 0,50. Mas também é importante lembrar para seu convidado chegar pelo menos uma hora mais cedo. Para eliminar a ação dos cambistas, o teatro vende o ingresso na catraca, na hora da entrada. Bom espetáculo!

O Cuil ignora o Licuri e a si próprio

28/07/2008

Sucesso absoluto no Google, o Licuri é um ilustre desconhecido do Cuil, o novo site de buscas que estreiou hoje com estardalhaço e ganas de detonar o gigante, embora negue de forma bem pedante. Não vai competir simplesmente porque é diferente, porque é uma nova forma de busca e que escolhe pelo contexto.

Mas, de cara, senti falta do Você quis dizer: estreou  do google, que fala melhor o português do que eu e evita a publicação de muitas barbaridades ortográficas como esta do primeiro parágrafo. Senti falta também da busca por imagens. Mas achei interessante sim, embora a maioria dos leitores do Terra Magazine e do Globo On Line não tenha gostado. O Cuil, apesar de potente, inteligente, bonito, é também distraído e generoso como eu. Por exemplo, se você busca por Google ele apresenta o concorrente logo de primeira. Mas se você busca por Cuil, ele não se acha (veja na imagem acima). NOTA POSTERIOR: Não se achava. Ele resolveu se assumir mas continua ignorando este Licuri até hoje (31 de julho).

Estou acostumado com o Google mas qualquer coisa que venha ajudar a minha não-memória e o meu desconhecimento é bem-vinda. Portanto, vou ficar ligado no Cuil d’agora em diante, mesmo que ele não dê muita bola para o Licuri. E ainda  esculhamba. Diz que pesquisa uma quantidade de páginas três vezes maior que o google e que o resultado não é pela popularidade superficial e sim pelo conteúdo e relevância. Garante também que preserva  privacidades ao não fuçar nossos históricos de busca. Vou acreditar.

Mas se o Cuil não dá muita bola para o Licuri blog,  registra muito do que os gringos dizem sobre a planta, principalmente o interesse estrangeiro (bem-vindo, é claro), pela nutrição das araras azuis em extinção. O licuri é um alimento importante para os famélicos do sertão, para a cultura local, mas isto não desperta muito a atenção em língua inglesa. Quem sabe um dia?

Cultura argentina também é derivado do petróleo

25/07/2008

Clique na charge e veja um vídeo sobre o google que não tem graça nenhuma.

Fui ao Google e não encontrei esta frase que ouvi há algum tempo: Cultura hoje no Brasil é derivado do petróleo. É uma boa frase. Ontem pensei numa derivação dela. Cultura argentina também é. Fui ontem ao TCA fazer programa cult e ver filme argentino. Nos créditos iniciais de ”Café de los Maestros”, belíssimo registro sobre o tango, uma espécie de Buena Vista do Rio da Prata, tava lá nos créditos: sob lo auspício de… quem… de quem… da PETROBRAS! Confesso que senti uma ponta de ciúmes. E até os autores do filme se surpreenderam com o patrocínio.  O  Petrobras Cultural que fala espanhol  patrocina também a ArteBA. Não se animem baianos. B de Buenos e A de Aires.

Mas toda esta digressão é para falar do Google. Como mostra o vídeo Google Master Plan, postado ai em cima, o dinheiro move este novo império da internet. Os malucos que imaginaram uma rede solidária, de troca de informações para melhorar o mundo perderam o baba. Quem manda, ainda, é o dinheiro. E hoje em dia vale muito, mas muito dinheiro mesmo, saber o que as pessoas estão falando, pensando, sentindo.

Mas ninguém há de negar que, mesmo com este viés da grana e do poder, o Google mudou nossa forma de escrever,  estudar e trabalhar. E de aprender.
Eu capitulei e pago pra ver. Ou pra deixar eles me verem.

 E advinha onde encontrei o vídeo que espinafra o google?

 Peguei a charge aqui.

 

Incutido é pior do que doido…

24/07/2008

…ou do que criança com álbum novo de figurinhas. E quando eu incuto (?) com uma coisa, sai de baixo. No momento, assim como André que só pensa no álbum do Kung Fu Panda, estou incutido com o Site Meter. Finalmente consegui instalar o treco anteontem neste Licuri.

ATUALIZADO EM 06 DE AGOSTO: DE UMA HORA PRA OUTRA O SITE PAROU DE CONTAR. DEI UM RESET E RECOMECEI DO ZERO HOJE.

É  uma viagem. Uma viagem já viajada há muito por blogueiros experientes como Maria (veja aqui o Licuri registrado lá no Site Meter do  Montanha, como visitante 655.028)  ou sabidos o suficiente para aprender rápido como Paulo Galo, que na primeira semana já tirava onda informando o que eu havia feito no seu Blog do Galinho, por onde eu havia entrado e para onde fui. Eu já havia tentado instalar há cerca de um ano o google analytics sem sucesso, talvez por conta do meu inglês the book is on the table.

O site meter é um abelhudo. Você que lê agora estas palavras já ganhou o número 1, ou seja, última visita. Ao clicar em você,  encontro suas pegadas e as dos 100 últimos visitantes. 

A partir de agora, portanto,  eu saberei quanto tempo você passou aqui, quantas páginas você visitou, como entrou, por onde saiu, seu país, Estado, cidade e o IP do seu computador.
Portanto, fale apenas bem de mim.
Claro que isto não é nenhuma novidade. É como aqueles e-mails que circulam anos e de repente você vê um entusiasmado com ele, como quem descobriu a pólvora. Este um sou eu agora com o Site Meter.

Clique e passe o mouse para ver onde estão os últimos 100 que quebraram este coco

 

 

Nem tudo é 100% e muitos registros ficam incompletos, repletos de “unknown”, como o da minha máquina, ainda vou saber o motivo. Mas do ponto de vista do blogueiro, é instigante saber de onde vieram e o que leram os últimos 100 visitantes. Parece que o programa só registra tempo a partir de 15 segundos. A maioria, portanto, fica no zero segundo. É o povo que faz uma busca, vê que aqui não tem o que buscou e sai imediatamente.  Mas tem os que ficam, passam mais de uma hora e visitam 15,  20 posts e até mais. Será que gostaram? Será que riram? Recentemente um confessou lágrimas e eu marejei também ao responder. Foi um sertanejo chamado Geraldo Vianna, com um depoimento sobre o licuri e sua infância, na página é coco pequeno. Mostrei a Soraya e ela viu um sentido maior aqui, o de aproximar pessoas, idéias, sentimentos, memórias.

É como jogar uma garrafa ao mar e constatar que foi encontrada.

Mas me intriga a facilidade com que estes dados sobre você e sua visita são capturados. Imagine então  a quantidade de informação sobre nosotros acumulada pelo google?

 

O mar quando quebra na praia

23/07/2008

Para ouvir também o barulhinho das ondas e do vento clique na foto

Águas Claras, Mata Escura,  Mata dos Oitis, Barra, Boca da Mata, Rio Vermelho, Boca do Rio. Nomes de bairros de Salvador inspirados na natureza, como o Costa Azul, na margem esquerda até a foz do Rio Camurugipe (foto).
Mas como nos avisou o velho Heráclito e os cabelos já brancos de Nelson Motta, tudo muda o tempo todo no mundo, como uma onda no mar, como o rio que corre para o mar.
A costa tem hoje um azul tingido de marrom e o Camurugipe já não é mais nem rio. Basta uma chuvinha para o lixo avançar pelo canal, descer às toneladas para o mar e ficar mais visível na praia, numa manifestação  intensa e  malcheirosa  do que acontece cotidianamente de forma mais imperceptível.
Resta apenas o otimismo do meu seis anos André ao ver outro dia um garoto catando lixo, como na foto acima.
- Ele tá reciclando, né pai?

Quem despreza um grande amor não merece ser feliz

22/07/2008

Clique no sonzão acima e volte no tempo

Marcelão, meu cunhado atleta, gatão de meia idade e recém-tatuado,  manda de Conquista e-mail com link para esta coletânea de músicas do meu, do dele e do seu tempo, um tempo maaaassa.
Compartilho aqui.
Equivocadamente carimbadas de trash 80’s e de brega  por quem reuniu, tem no repertório as inesquecíveis Eu não sou Cachorro Não, de 1974, Sorria meu Bem, de 1972, I Will Survive, do final dos 70, Você não soube me amar, Entre Tapas e Beijos, Garçom, Fogo e Paixão  e outras tantas que eu classificaria como clássicos.

E por falar nele,

 

Mostrando quase tudo

21/07/2008

Em vez de um longo post sobre o lado confessional dos blogs e deste Licuri, resumo tudo novamente nesta tirinha de Angeli. É também uma homenagem a minhas blogueiras viscerais prediletas: Madame K e Aeronauta. Clique na figura para ampliar.

O amor fala mais alto às 7 da manhã, no Dia da Criação

19/07/2008

Não fale nada agora pra mim / Deixa assim, dê mais um tempo / Espere o coração decidir / O que vai ser depois desse momento / Será que é pra sempre?,..  de Eduardo Costa, que pode ser visto hoje em Goiatuba, GO.

Porque hoje é sábado.

Lá fora

17/07/2008

É ridículo quando no meio de uma conversa uma pessoa que a gente mal conhece busca desculpas esfarrapadas para informar viagens ou experiências lá fora. Começam invariavelmente assim: porque lá fora é diferente. Ou: eu ficava impressionado com… . Tem a variação sobre o mesmo tema que começa com o baiano é isso, o brasileiro é aquilo, para em seguida, a pretexto de protesto, encaixar sua viagem, sua experiência lá fora.

 

Pode falar, pode rir de mim, mas hoje eu vou protestar também.

 

O baiano é foda. O baiano que frequenta o TCA é mais foda ainda. E o baiano que frequenta a Série TCA, de concertos pré-pagos com atrações internacionais, piorou. Quando eu freqüentava a sala Tchaikovsky, em Moscou, ficava impressionado com o silêncio durante os concertos. No intervalo era um sinfonia de pigarros, coça-coça, tosse-tosse, remelexo na poltrona, cochicho com o vizinho. As pessoas faziam todos os pequenos barulhos aprisionados durante a música e ainda se antecipavam e tossiam o que teriam vontade de tossir e coçavam o que sentiriam vontade de coçar quando a música recomeçasse.

 

Pois bem. Realizei ontem um antigo desejo. O de ouvir pessoalmente o violoncelista cabra da peste pernambucano Antônio Menezes. Pela fama e pela qualidade. Dizem que ele é o nosso melhor violoncelista de todos os tempos. Veja o sujeito em ação aí em cima, regido por Karajan, em 1986.

 

Gosto muito do som do violoncelo, o caminho do meio das cordas. Não é tão pequeno quanto o violino nem tão grande quanto o contrabaixo. Consegue reunir as qualidades de um e de outro. Ri e chora pesado, vai aos dois extremos com sonoridade, principalmente quando o tocador é uma fera, como neste caso.

 

E ainda tem outra qualidade extramusical. É o instrumento muito sensual em mãos femininas. Na época em que eu ainda desejava outras mulheres, e isto já vai fazer  15 anos agora em agosto, ficava nervoso na platéia ao ver uma violoncelista que havia na Osba, que ainda maltratava o público, de safadinha, ao  puxar levemente o vestido preto até um pouco acima do joelho quando cravava a ponta do instrumento entre os pés afastados e se ajeitava na cadeira antes começar a tocar.

 

Mas voltando ao que interessa, ontem chegou o grande dia. E pra completar a quase felicidade, o cabra ainda tocou um concerto de Dvorak que a gente tem aqui em casa. Que sensação boa. É como ir para um show de lançamento de disco e lá pelo meio nosso ídolo tasca aquela música que a gente conhece.

 

Mas a felicidade terminou aí.

 

Sabe todos aqueles barulhos descritos acima, no intervalo dos movimentos de um concerto na sala  Tchaikovsky? É puro silêncio se comparado ao comportamento da platéia de ontem no TCA durante o concerto. O cara lá arrancando aquele último som, do último milímetro da corda, no último milímetro do arco do violoncelo e atrás de você um casal cochicha, como se estivesse ouvindo um cover de Oswaldo Montenegro no extinto Casquinha de Siri. Outra dupla resolve sair no meio do concerto e uma senhora toda empeterecada insiste em tirar algo de uma embalagem de plástico de dentro da bolsa. Pára e começa, pára e começa, num scrisch-scrisch-scrisch-scrisch-scrisch só interrompido com o psssssiiiiiiiu! de um neurótico como eu sentado do outro lado. No intervalo do primeiro para o segundo movimento, que para azar nosso tinha ares  de gran finale, o teatro veio abaixo em aplausos, enquanto o maestro mexicano permanecia com a batuta em riste, talvez na tentativa de segurar a concentração do grupo para seguir em frente. Nada contra aplaudir entre os movimentos de uma música ou até em cena aberta. Se a emoção bateu, bater palmas é saudável. Não vou censurar a emoção de ninguém.  O problema é que estas palmas, tenho quase certeza, foram motivadas apenas pelo sentimento de rebanho dos meus queridos conterrâneos. Baiano é foda.

 

Mas ontem aconteceu algo louvável. Não ouvi tocar nenhum celular.

Por Zeus! Por Júpiter! Por Nhanderuvuçu!

15/07/2008

500 AC. Paternon, Atenas.

490 AC. Templo de Saturno, Roma.

2008 DC. Portal de Iaçu.

 

 

 

Atualizado em 19/07/2007

Disseram que eu fui sutil demais. Serei  explícito então: bizarro este portal!

 

E este licuri bem que podia se chamar Blog de Iaçu. Os posts mais lidos falam da cidade, as fotos das pontes são as mais acessadas. Por isso, o coco pequeno se alia aos que querem ver a ponte Severino Vieira novinha em folha como este negócio bizarro daí de cima. Você pode notar na segunda foto que o  motorista nem suspeita do risco que corre seu valioso automóvel. Clique na primeira foto para ver o emocionante momento em que  sobrevivemos à travessia e na segunda para ver a situação da parte de baixo da ponte. Veja mais informações no tópico A ponte cai-não-cai do fórum desta comunidade de Iaçu no orkut.

 

A ponte é de 1904. Clique para ver o vídeo da travessia

Rachaduras num dos pilares. Clique para ver mais.

Oxalá

14/07/2008
Ao acompanhar a notícia da semana, me vieram à cabeça duas coisas: a música de Tom Zé:
…Sei que quem rouba um, é moleque
Aos dez, promovido a ladrão
Se rouba 100 já passou de doutor
E 10 mil, é figura nacional
E se rouba 80 milhões…
É a diplomacia internacional
A “Boa Vizinhança” e outras tranças

 

É que na profissão de ladrão
Injustiça e preconceito
Dá chuva pra inundação
Para alguns fama e respeito
Pra outros a maldição
Pois o tamanho do roubo
Faz a honra do ladrão

 

E é por isso que eu só vou para o xadrez
Seu delegado
Se o senhor trouxer primeiro
Toda a classe para o meu lado
Mas neste dia de aflição
Não vai ter prisão no mundo
Pra caber a multidão…

Veja a música toda aqui

 … e a história da doméstica  Angélica Aparecida Souza Teodoro, 19 anos, já citada aqui  neste Licuri, que passou 128 dias na cadeia por tentar roubar um pote de 200 g de manteiga em São Paulo.

E por falar em nossa honestidade brasileira, o CQC fez uma pesquisa bem bacaninha. Confira.

Mas o que o Oxalá do título e da imagem abaixo, uma das esculturas de Mário Cravo nos jardins da sede dos Correios, tem a ver com tudo isso? Quase nada. É só para colocar uma palavra com boas energias  neste post e mostrar esta foto que fiz no sábado. 

 

 

 

Dez

09/07/2008

Um fio de cabelo é pouco ou muito?  Pouco na cabeça, muito na sopa. Baseado nesta teoria da relatividade de buteco comemoro hoje 10 mil visitas a este pequeno coco desde a véspera do são João do ano passado. Consegui trazer outros blogs anteriores, mas não o Licuri do UOL, que não se entende com o wordpress.
Dez mil é apenas uma referência,  quase um nada se comparado aos números da blogosfera, mas para mim é um senhor número. Mesmo subtraindo uns 9 mil 900 leitores que esbarraram aqui via sites de busca  -  alguns atrás de “buceta”, sem a foto desejada caem fora antes do primeiro verso de Bráulio Tavares – dos cem que sobraram, tenho que abater uns 90, já que o marcador é de páginas e não de visitantes.
Sobraram dez valiosos leitores, cinco deles silenciosos.
Mas é por estes dez leitores, você está entre eles, é que prossigo completamente fisgado por esta minha nova(?) mania, misto de vício e terapia.

Chegue perto, bem perto, pero no mucho

08/07/2008

 

 

Se de perto ninguém é normal, de muito perto piorou. Para conhecer e amar uma pessoa anormal, a começar por nós mesmos, é fundamental encontrar a distância ideal. Recomento carregar uma lupa imaginária  no bolso e ir encostando aos poucos. Quando tudo parecer bem nítido, é melhor se dar por satisfeito. Basta mais um milímetro para tudo ficar borrado novamente.

Minuto de paz

07/07/2008

Fim de férias das crianças, renca novamente reunida e recolhida em Iaçu. Na viagem de volta, uma pausa rara na guerra contínua de tapas, cotoveladas, socos, cusparadas, gritos, puxões de cabelos.
Pááááára André, páááááara Mária, foi ele que começou, ela me bateu na cara,  ai meu olho, foi ela que começou, ela está me pirraçando, ele está empurrando minha cadeirinha, ajuda aí Luísa, Marcus tome uma providência. Vou parar o carro…

Mas, como visto acima, há também pequenos intervalos de harmonia, papos non sense e gargalhadas, devidamente registrados por Lulu.

São João sabor uva ou menta?

06/07/2008

Tudo que precisa de resgate me lembra aquele padre dos balões, que não quis esperar o terceiro dia para subir aos céus. Ou seja, já foi, Banda Mel. Não me chame para resgatar nada que eu não vou. Se você observar os patrocínios no palco acima e o super trio elétrico Mega Love estacionado ao fundo vai ver que este negócio de Forró Pé de Serra também precisa de resgate. Pior para ele.

Ano de eleição, este foi o cenário que se viu Bahia adentro, Bahia afora. É só clicar duas vezes no vídeo e ver os similares lá no Tubo. Eu não sou saudosista, se tem que ser assim, que seja.

E as crianças, que não estão nem aí,  gostaram e pelo menos se divertiram  ao som dos Bárbaros do Morro, bloco afro de Iaçu. Maria, a menorzinha, mandou ver devidamente incentivada pela prima Lívia, que tem  talento. E André também caiu no reggae. Mas os três foram devidamente recolhidas ao pé da fogueira antes dos  subcovers das calcinhas pretas e dos cavalos  não sei das quantas  se revezassem noite adentro com seus cantos de amores em falsetes esganiçados: Eu vou fazer um leilão…

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