Arquivo para fevereiro, 2012

Dois altos, dois autos. Mas já de volta.

28/02/2012

Todo viciado quando se vê no aperto corre pro vício. Desde a manhã de hoje estou me contendo para  não correr pro teclado mas quem é viciado sabe, e seu Oscar já disse,  que a melhor maneira de resovler uma tentação é cedendo.

O que aconteceu comigo hoje acontece com muita gente mas poucos correm pra inernet pra contar. Meu vicio é esse, talvez ao final do texto eu me sinta melhor e aí o ciclo do vício vai se repetir.

Minha tentativa de contenção incluía também dizer dois altos para as redes na internet, buscar o foco e a concentração para resolver o problema surgido na manhã de hoje e os tantos outros que se acumulam.

Isso tudo pra contar  que dois autos se encontraram hoje no trânsito estressante de Salvador.

Um dos dois autos era o meu possante corsa sem seguro. O outro, um hyundai.

Não foi um encontro violento, nem deixou vítimas, tecnicamente foi um albaroamento, mais fraco do que eu tive há uns meses com um ônibus, eu com razão, mas que tive que assumir O prejuízo por preguiça de enfrentar Detran e justiça.

Cheguei a prestar queixa, cheguei a ir até à garagem da empresa no fim do mundo, mas desisti. 

Hoje, eu desde o começo achei que estava errado, embora talvez nem esteja. Ainda estou nas trocas de telefonemas com a outra vítima, que em princípio se mostrou bastante acessível.

Surpreendente também foi o comportamento de Soraya, que costuma derrubar o mundo por meus deslizes banais, como deixar a pia molhada,  mas na hora do aperto hoje se comportou como jurou no altar – naquela parte ruim do juramento – e ficou do meu lado e tentou até me consolar.

Espero que o resultado não seja uma colisão fatal de frente com o já atopelado e endividado orçamento.

Pronto, já estou melhor. Coisa de viciado que fuma um cigarro, bebe um gole etc.

Fim do breve dois altos na internet. Estou de volta.

Trapiá

21/02/2012

Hoje eu quero visitar meu pai, disse seu Rubem.

Ontem à noite ele lembrou do pai, lembrou da infância no Trapiá. O filtro do tempo se encarregou de decantar possíveis sofrimentos, possíveis tropeços. E e o pai, a mãe, a infância ressurgiram felizes.

E fomos hoje, com a filha Conceição, em direção à felicidade do passado  mais que perfeito, a cada dia mais perfeito.

Tivemos sorte de peregrinos. De Iaçu a João Amaro foi fácil,  pela margem esquerda do rio, menos usada e mais habitada, por uma estrada vicinal. Um vaqueiro  indicou o caminho certo em duas bifurcações e o motorista de um caminhão carregado de lenha (foram três na curta viagem e isto é outro assunto,  o resto de caatinga  queimando nos fornos de cerâmica) resolveu a dúvida em outra encruzilhada.

Na estrada a memória voltava forte como na noite de ontem, e de outros dias recentes, quando lembrou do jogo de bola de meia, da brincadeira no quintal, no dia em que presenteou o pai com um rádio de ondas curtas e do espanto do velho  ao escutar o locutor solenemente anunciar: -  Aqui fala a BBC de Londres, em transmissão para o Brasil.

- É verdade, disse João Reis,  onde o homem chegou. Um fala na Inglaterra e a gente escuta aqui!

Uma placa do progama luz para todos nos informa que estamos no município de Boa Vista do Tupim. Sempre ouvi  seu Rubem dizer que nasceu em João Amaro. A memória não respeita as novas divisões geográficas.

No caminho, lembranças do mix total de minha renca, com ancestralidade Africana, Européia e Árabe há apenas quatro gerações. E de novo a sorte de peregrino nos colocou diante de um jovem que informou não mais existir a casa da fazenda e nos  indicou três porteiras adiante. Na primeira encontramos Jurandir, filho do vaqueiro do Trapiá. Desmontou e se juntou a nós como guia.

Graças a Jurandir chegamos ao lugar exato da casa, onde em 9 de abril de 1921 nasceu o filho único de João dos Reis Almeida e Maria dos Santos Almeida, onde “sentiam-se felizes; densa caatinga, grande fauna, muita paz e muito amor”, como escreveu seu Rubem no dia dos 90 anos, no ano passado, numa caligrafia segura, sem erros e correções, de um sujeito que teve educação formal apenas até a quarta série primária.

Seu Rubem reconheceu os pés de amargoso, o poço hoje seco, que abrigava peixes e sanguessugas, as pedras dos morros onde caçava tatu, cotia, mocós e outros bichos. Não saiu do carro. Ficou observando, em silêncio.

Passei pela cerca, fui no ponto exato da antiga casa,  de frente para um pé de amargoso ainda em pé e dois no chão, como esqueletos do tempo. Vivo ainda estava também  o pé de umbu da sua época. A mangueira ao lado de um dos poços da casa é também esqueleto. O poço maior, também seco, reviveu a memória de Conceição,  que sente o  sabor de uma paçoca feita com as piabas pescadas com um cesto na lagoa.

Seu Rubem ficou silencioso a maior parte do tempo. Repetia agradecido, na volta,  a oportuidade de realizar um sonho, de retornar  ao lugar onde foi feliz e não havia voltado em mais de 50 anos. Mas Conceição disse a Soraya que ele não desceu porque ficou triste. Talvez esperasse encontrar a casa, mesmo diferente. Mais uma vez se confirma o conselho antigo, de que não devemos  retornar ao lugar onde fomos felizes.

Enquanto fazia as fotos imaginava o menino correndo, o barulho das galinhas, ovelhas e outros bichos que fazem a trilha sonora de quem vive no mato, a fumaça subindo da chaminé, o som chiado do  rádio de ondas curtas.

Se pela minha cabeça passou um filme,  imagine na do seu Rubem.

Em dez folhas de caderno, seu Rubem agradeceu um a um filhos e netos pelo aniversário de 90 anos, em abril do ano passado.

Em frente da antiga casa, o pé de amargoso remanescente dos três.

O umbuzeiro da porta da casa.

A mangueira do poço do fundo

Um dos pés de amargoso da porta da casa

A lagoa,o poço principal, que fornecia água para a casa. Hoje seco.

Ilhas de pedras

19/02/2012


Sou doido por pedras. E estas, na região de Itatim-Milagres-Castro Alves sempre me encheram os olhos, desde criança. Um dia ainda largo o carro  e sigo andando. Ontem deu vontade de fazer isso. Ainda não foi desta vez.


Havia fotografado com Soraya da janela do carro em movimento na viagem para Iaçu mas as fotos não prestaram. Além do movimento, nosso sentido era de contraluz, no fim da tarde.


Por sorte, precisei ir ontem a Feira de Santana e fui sozinho, parando. Deu pra fazer estas imagens. Nao estão 50%  mas pelo menos permitem compartilhar a grandiosidade deste lugar.


Estas formações são chamadas pelos geológos de ilhas de pedras ou inselbergs. Achei um trabalho de três geógrafos formandos da UEFS sobre a gênese deste lugar. Veja aqui. E  quando eu for a pé, vai ser ver de perto a vegetação, descrita neste trabalho,


De repente as pedras surgem isoladas, exibindo  as mais variadas formas, esculpidas em pacientes quase 140 milhões de anos.  Para se ter uma idéia deste tempo, se você, como eu, tem 50 anos, isto seria algo como vivermos dois milhões e 800 mil vezes para testemunhar  este processo. Ou 70 mil vezes a era cristã. Santíssimas pedras.


Quem nunca teve a atenção chamada para esta boca? Está desdentada e merece ser tombada e recuperada por pertencer a memória afetiva de milhões de nordestinos e seu vai-e-vem em direção a sumpalo.


A grandiosidade das esculturas e a tentativa de imaginar isso se formando no tempo ajuda pensar o quanto tudo é tão maior do que a gente é quanto é curta nossa estadia nestes tempos corridos.

me faça sempre peregrino, Maria.

16/02/2012

Ontem Maria completou 7 anos de caçulice. No final da tarde, depois de um dia corrido e engarrafado, fomos todos para uma praça aqui perto e o acaso nos levou a terminar o dia numa pizzaria desconhecida por nós e na companhia de amigos encontrados casualmente na praça.

A menina  insistia em ir para uma pizzaria onde comemoramos outros aniversários, e que para ela era a melhor do mundo. Em fração de segundo,  convencida por um amigo de André,  mudou de opinião e o lugar mais bacana do mundo mudou de lugar.

Maria é assim. Intensa nas suas crenças, passa do choro e berros ao sorriso e fala mansa numa rapidez tão grande que sempre desconfio errado de fingimento.

Maria tem tudo para ser peregrina em vez de turista nesta vida. Tomara.

Esta história de peregrino e turista surgiu sábado,  quando comentei com Soraya sobre o meu encantamento com as pedras abauladas pelos pés das portas da básilica do Mosteiro de São Bento, sobre as marcas de joelhos no confessionário, sobre a atmosfera  daquele lugar de 430 anos.

Soraya então me elogiou de peregrino, porque eu havia transformado em viagem uma  ida à igreja como acompanhante da minha mãe, que na verdade queria ir para a Igreja de São Pedro, na Piedade, mas eu confundi os santos e fomos parar numa missa de formatura com direto a incenso e cantos dos monges beneditinos.

Soraya então explicou as diferenças entre peregrino e turista, como o desapego aos destinos carimbados e aos roteiros traçados torna o primeiro  uma criatura livre e o segundo um quase escravo. Mas, diante do meu espanto com a concordância do que ela dizia com o que sempre pensei, fez questão de lembrar que este papo é velho e que muitas pessoas já escreveram sobre isso. Talvez temesse que eu corresse praqui, para anunciar a minha descoberta da pólvora.

Mas voltando a Maria agora uma menina de 7 anos, no final de tarde ontem fomos todos peregrinos, Maria à frente, sem se importar em comemorar o aniversário na companha de amigos de Andŕe.

Resultado:  conhecemos um novo lugar que sempre esteve sob o nosso nariz, conversamos boas conversas voluntárias e casuais com os amigos, e o mais importante, Maria voltou feliz para casa.

Foto de Luísa, descolorida.

Em ca(u)sa própria

15/02/2012

O bloco de protesto mais divertido do Carnaval baiano deverá ter  este ano a participação de clientes da PDG, que amargam espera de quase 18 meses no recebimento de apartamentos comprados na planta, no condomínio Pátio Jardins, em Brotas. A ideia surgiu nas redes sociais, onde diversos compradores têm protestado contra o atraso, colocando na foto do perfi: Sou Cliente PDG e não estou satisfeito.

Na manhã deste domingo, cerca de 50 pessoas trocaram a praia por um protesto bem humorado na Avenida Paralela, em frente ao stand da empresa. Com apitos, cornetas,  faixas, mamães-sacode, chapéus de bobos-da-corte e perucas, estenderam duas faixas de protesto pelo atraso de frente para o fluxo de veículos.
Como no próximo domingo é Carnaval, surgiu a ideia de participar da festa fazendo a mudança simbólica, já que estão impossibilitados de fazer a mudança real.
Liana Baqueiro, funcionária pública, é uma das que já está bolando o pirulito de protesto para portar no trajeto da mudança do Garcia, na segunda-feira de Carnaval e que tem como marca registrada o protesto bem humorado. “Quem sabe o bom humor das nossas mensagens  não faça a empresa cair na real e ver que não adianta lançar  vários empreendimentos na cidade se não consegue dar conta dos que estão em andamento”, diz.
“O contrato com a PDG é absurdamente assimétrico, e isso a gente só descobre depois. Qualquer atraso, de um dia sequer, no pagamento previsto no contrato gera multas pesadas. Já a empresa vai atrasar quase 18 meses e não quer tomar conhecimento dos prejuízos dos compradores, como o pagamento de aluguel durante o atraso, por exemplo”, diz o também  funcionário  público Marcus Vinícius Gusmão, um dos clientes insatisfeitos com a empresa.

Os compradores do Pátio Jardins não estão sozinhos na espera. Cerca de 1.240 famílias, incluindo os adquirentes s dos empreendimentos Ikê, Tamari, atrás do Extra,  e Felicitá Garibaldi  estão prejudicadas com uma espera  de mais de 15 meses pela entrega dos seus imóveis.

“Quando fechamos o contrato, a previsão de entrega era para 2011. Depois tivemos adiamentos para março de 2012 e janeiro de 2013, que seria a data definitiva, mas  a PDG acaba de informar que tem uma nova data, fevereiro de 2013. Isso gera insegurança, não dá pra programar a mudança com essa incerteza nos prazos”, afirma o jornalista Nílson Galvão, também comprador de uma das unidades.

Além de se recusar a solucionar várias inconformidades na obra, a empresa também não quer ressarcir as perdas provocadas pelo atraso, como pagamento de aluguel, e continua reajustando o saldo devedor pelo Índice Nacional de Preços da Construção Civil. Os compradores reclamam também da falta de transparência da empresa, que tem adiado sucessivamente os prazos para entrega dos apartamentos, atrapalhando os planos das famílias.Na internet
Youtube: http://www.youtube.com/user/atrasopatiojardins

Blog: http://atrasopatiojardins.blogspot.com/
Twitter: http://twitter.com/patiojardinspdg
Grupo no Facebook: http://www.facebook.com/groups/134631869953120/
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Hitórico do grupo em: http://groups.google.com/group/patiojardins

Saiba mais sobre a Mudança do Garcia no blog de onte foi copiada a foto que ilusttra este post: http://mudancadogarcia.wordpress.com/

O mundo já é mau o bastante, não precisa esfregar na nossa cara

09/02/2012

Sou sensível à imagem, como a maioria. Uma bela foto me pega mesmo, me comove, muda meu humor, muitas vezes me devolve a confiança perdida na raça humana.

Infelizmente, por conta do mesmo modelo de fabricação ou formação, também sou sensível, e muito, a uma foto macabra. A imagem fica na minha cabeça por horas, às vezes dias. Talvez por isso não goste de filme de terror.

E não tem coisa que mais me incomode no facebook do que uma imagem macabra, principalmente porque, normalmente, é real. E, muitas vezes, postada com a intenção de ajudar ou mostrar aos demais como o mundo é mau. O mundo já é mau o bastante, não precisa esfregar na nossa cara.

Gosto de assistir facebook, coloco na página inicial e fico vendo a banda passar. Mais aí, de vez em quando, ela surge de repente, levo um tempo pra entender, e, bingo, adeus paz. O diabo é que macabro pra mim não é para outros e aí fica difícil.

Gosto de ter muitos “amigos” aqui, e estes amigos dão o tom do que vejo. Adiciono quem solicita e não hesito em solicitar a “amizade” de alguém quando vejo algo bacana postado por ou um comentário interessante, justamente para tornar melhor este meu filme.

Portanto, sem solução para o problema, fica só o apelo no ar: menas, por favor, menas…

Imagem daqui.

Pernambuco é aqui

08/02/2012

E não é que encontrei os soldados pernambucanos duas vezes hoje pela frente ao ir ao trabaho? E me deparei também com uma realidade prática: o Centro Administrativo da Bahia é hoje território federal, e quem manda lá é o general aquariano, que deve tomar uma decisão, iá que tá no camando: ou toma essa zorra ou isola o CAB e avisa pro governador parar de nos obrigar a esse teatr…o de que tá tudo normal.
Repare só: liguei a televisão pela manhã e recebo a informação de que basta apresentar identificação para ter acesso ao trabalho.
Segui pela Paralela e avistei a primeira alça do CAB desboqueada e pensei, liberou geral. Qual o quê, na primeira barreira o soldado foi inflexível. – Vá pela Sussuarana.
Pernambucano, ele não tinha a menor idéia de onde ficava essa onça. Retornei pelo viaduto Dona Canô, entrei em direção ao Tribunal de Contas e o engarrafamento antes da barreira fazia chegar aos 100ºC o velho motor do meu possante. E se essa zorra ferver aqui?
Lá na frente, outro pernambucano: Se o senhor chegasse há 5 minutos entrava, mas o general passou aqui e disse que não entra mais ninguém. Só a pé.
Parei então o carro a cerca de mil metros do trabalho e passei pela frente das duas tropas, na ALBA, uma de frente pra outra, que brincam de gato e rato há uma semana. Bizarra a cena, mas o coro é animado: Ôôoooo o Carnaval acabôôô, o Carnaval acabôôô…

Por vício do ofício fiquei um pouco por ali, de curioso. Mas colegas de trabalho também obrigados a percorrer a zona de conflito a pé ficaram deveras assustados e temerosos de a zorra pipocar e sobrar uma bala perdida para um barnabé desavisado. A coisa não é mais assustadora porque como bem lembrou Sami George Sami, “Bala de borracha não apaga”

Rio Azul, 18 anos

02/02/2012

Depois de uma saída de casa tumultuada, a renca atravessou um Rio Azul, ensolarado, ao som dos atabaques, dos carros de som, dos carrinhos de som, das bandinhas organizadas,  quase tudo azul e branco.

Não encontramos ninguém conhecido desta vez.

Compramos três rosas brancas e uma amarela na mão de uma baiana de vermelho e branco,  ao lado da barraca onde ofereciam água mineral de graça, junto com a mensagem do novo testamento: quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será uma fonte a jorrar para a vida eterna” João 4:13 -14. Bebemos a água cristã e seguimos com as rosas para Yemanjá.

No caminho muitos, muitos lançam suas redes, tentando pescar infiéis. Leve desconfiança de que esta é uma solução inconsciente dos evangélicos para também participar da festa.

Flores agradecidas ao mar, enfrentamos espreme gato na contramão da fila dos presentes, mas encontramos abrigo e sombra próximo ao tabuleiro  da Cira,  onde um grupo rastafari dançava ao som do reggae.

Nesta parte os meninos, que até então não estavam viajando muito no programa,  se acalmaram com acarajé e refrigerante.

A festa são várias festas, os sons se misturam, as pessoas se misturam – pelo menos neste território público – e dois grandes fluxos se encontram como caminhos de formiga: os que chegam e os que já vão embora.

Tomamos a fila das formigas que dão adeus à festa ao meio-dia.

Não sei quais destas lembranças ficarão na cabeça das crianças nestas  seguidas imersões no Rio Azul e sonoro do 2 de fevereiro.

Talvez lembrarão do dia em que os pais, discretamente, comemoravam mais um ano de casamento.

Imagem: daqui

De volta

01/02/2012

Você nunca deve voltar ao lugar onde foi feliz, já avisaram. O lugar é outro, você é outro e são outras as circunstãncias. Mas voltamos ao Pratigi para uma curta permanência de três dias e não perdemos a viagem. Estavam lá o Chalé Sabiá e a hospitalidade de Orlando. E a praia, imensa, amigável com as crianças, morna e iluminada no final da tarde. Enfim a alma resiste em ser pequena e o Pratigi é imenso. De volta à rotina, fica a lembrança das águas, aguas do mar, águas da Pancada Grande. Viva Oxum, viva Iemanjá, salve o 2 de fevereiro que chega daqui a pouco.

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