Em ca(u)sa própria

15/02/2012

O bloco de protesto mais divertido do Carnaval baiano deverá ter  este ano a participação de clientes da PDG, que amargam espera de quase 18 meses no recebimento de apartamentos comprados na planta, no condomínio Pátio Jardins, em Brotas. A ideia surgiu nas redes sociais, onde diversos compradores têm protestado contra o atraso, colocando na foto do perfi: Sou Cliente PDG e não estou satisfeito.

Na manhã deste domingo, cerca de 50 pessoas trocaram a praia por um protesto bem humorado na Avenida Paralela, em frente ao stand da empresa. Com apitos, cornetas,  faixas, mamães-sacode, chapéus de bobos-da-corte e perucas, estenderam duas faixas de protesto pelo atraso de frente para o fluxo de veículos.
Como no próximo domingo é Carnaval, surgiu a ideia de participar da festa fazendo a mudança simbólica, já que estão impossibilitados de fazer a mudança real.
Liana Baqueiro, funcionária pública, é uma das que já está bolando o pirulito de protesto para portar no trajeto da mudança do Garcia, na segunda-feira de Carnaval e que tem como marca registrada o protesto bem humorado. “Quem sabe o bom humor das nossas mensagens  não faça a empresa cair na real e ver que não adianta lançar  vários empreendimentos na cidade se não consegue dar conta dos que estão em andamento”, diz.
“O contrato com a PDG é absurdamente assimétrico, e isso a gente só descobre depois. Qualquer atraso, de um dia sequer, no pagamento previsto no contrato gera multas pesadas. Já a empresa vai atrasar quase 18 meses e não quer tomar conhecimento dos prejuízos dos compradores, como o pagamento de aluguel durante o atraso, por exemplo”, diz o também  funcionário  público Marcus Vinícius Gusmão, um dos clientes insatisfeitos com a empresa.

Os compradores do Pátio Jardins não estão sozinhos na espera. Cerca de 1.240 famílias, incluindo os adquirentes s dos empreendimentos Ikê, Tamari, atrás do Extra,  e Felicitá Garibaldi  estão prejudicadas com uma espera  de mais de 15 meses pela entrega dos seus imóveis.

“Quando fechamos o contrato, a previsão de entrega era para 2011. Depois tivemos adiamentos para março de 2012 e janeiro de 2013, que seria a data definitiva, mas  a PDG acaba de informar que tem uma nova data, fevereiro de 2013. Isso gera insegurança, não dá pra programar a mudança com essa incerteza nos prazos”, afirma o jornalista Nílson Galvão, também comprador de uma das unidades.

Além de se recusar a solucionar várias inconformidades na obra, a empresa também não quer ressarcir as perdas provocadas pelo atraso, como pagamento de aluguel, e continua reajustando o saldo devedor pelo Índice Nacional de Preços da Construção Civil. Os compradores reclamam também da falta de transparência da empresa, que tem adiado sucessivamente os prazos para entrega dos apartamentos, atrapalhando os planos das famílias.Na internet
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Saiba mais sobre a Mudança do Garcia no blog de onte foi copiada a foto que ilusttra este post: http://mudancadogarcia.wordpress.com/

2 Respostas para “Em ca(u)sa própria”

  1. Chorik Diz:

    Que merda.

  2. Alano Filho Diz:

    Marcus, isso é um absurdo.


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