Difícil esquecer Marcinha. Estávamos eu e Soraya ontem lembrando disso. Difícil esquecer uma pessoa tão presente em nossas vidas. Tão presente na vida de muita gente. Lembro de Marcinha sempre, lembrei dela na sexta quando uma pessoa se queixava dos maltratos da chefe, que só enxergava o trabalho. Marcinha enxergava o trabalho e as pessoas.
Impressionava a intimidade com que conversava com o ascensorista da Agecom e com o governador. Via a pessoa por trás da farda de ascensorista, via a pessoa por trás do séquito de puxa-sacos do governador. E isso pra quem é olhado faz uma diferença absurda, por isso era tão querida.
Era nato em Marcinha este poder de olhar e enxergar as pessoas.
Marcinha adorava ter (e passar) informação, de preferência em primeira mão. Levei uma geladeira dela apenas porque insinuei certa vez, numa bricadeira, que ela estava desinformada.
Adorava ter poder. E usava este poder, adquirido com sorriso, jogo de cintura e raciocínio rápido, em favor de quem precisava. Era absurdamente humana, no sentido mais amplo possível desta definição.
Releio agora e me emociono com dois textos. Um meu, feito para ela , publicado no Blog Sarapatel no dia 16/08/07 , e outro feito por ela para mim no dia do meu aniversário (09/03/07). Constato mais uma vez que perdi uma pessoa muito, muito especial.
Hoje ela receberia meu abraço de parabéns pelos 38 anos. Certamente estaria cercada de amigos. Como sempre esteve, até o fim.
P.S – Marcinha resolveu nascer no dia do aniversário de minha Maria, assim como eu também resolvi nascer no dia do aniversário de Caio de Nilson. São formas que encontramos para ficar mais próximos dos amigos.