Posts Tagged ‘André’

Oito anos do meu magricela

31/10/2009

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Até os 33 eu era 100% Brás Cubas. Aí aos 34 veio Luísa e eu virei a folha.
Quando ele se anunciou, temi. Pai de homem significa ser o exemplo, forte, vencedor, bom de bola.
Quando ele era menor, era mais fácil manter a fachada. Aí ele foi crescendo, crescendo, a verdade aparecendo e hoje já anda um pouco desconfiado, às vezes até compreensivo com este arremedo de pai, que sai até bem na foto.

São oito anos desde aquela lua cheia como hoje, quando atravessei a Paralela a mais de 100 no possante Escort Hobby enquanto Soraya segurava a dor.

Nasceu rápido e, pra meu desespero, puxou muito a mim, principalmente na distração. Pelo menos é magricela.

Tem mais noção de valor que o pai, mas se satisfaz com o que está incutido no momento. Leu numa revistinha da Turma da Mônica uma história sobre o tamagotchi e, imagine só, encontramos o brinquedo no Feiraguai, a módicos R$ 4. Já tinha aceitado receber o carro de controle remoto total desejado lá pra frente, mas acabou se encantando com um encontrado também no Feiraguai, com preço um pouco mais salgado, sem garantia, mas que está funcionando que é uma beleza ali na sala pós-aniversário básico em Feira.
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7 anos

31/10/2008

Nosso  guerreiro Jedi em dia de parabéns.

O guerreiro magricela

01/09/2008

André, de bermuda preta, no Campo Grande em 2006

 (mesma estrada, mesmo carro, mesmas pessoas com o acréscimo da sogra, viajei hoje segunda-feira desde Feira de Santana e o fim-de-semana lá me tirou o show de Tom Zé aqui, disseram que foi muito bom. Mas como dizia a Cecília, é isto ou aquilo. Lá teve aniversário da vó Conceição dos meninos, os primos, os tios, o bisavô e cachorros, muitos cachorros. E neste ritmo família, inicio aqui a republicação de três posts sobre os miúdos, redigidos em seqüência há  dois anos. Abaixo, o primeiro, numa segunda-feira, Feira de Santana, 26 de agosto de 2006)

Dia amanhece nesta segunda-feira, Feira de Santana-Salvador. Os cincos viajantes balançam as cabeças na cadência das ondulações e buracos da BR 324. Uns sonham acordados, outros dormem. O silêncio trafega sobre o ruído contínuo do motor. De repente um grito:
-Atacaaaar!
Algumas ordens ininteligíveis são dadas e o guerreiro magricela vira a cabeça para o lado e continua sua batalha em silêncio. Quem ainda estava dormindo acorda com as gargalhadas. Só não o guerreiro magricela que continua em sonho profundo. Naves? Cavaleiros? Ninjas?
Este Budegão vive a guerrear desde que nasceu. Primeiro nos seus primeiros cinco dias de apitos e picadas da UTI neonatal. Depois no semi-abandono após os quatro meses da licença maternidade com mãe e pai trabalhando o dia todo. E depois a eterna busca de espaço, sanduichado entre duas mulheres. 
Vive imprensado nos seus menos de cinco anos, entre a cabeça cheia de palavras e argumentos da 10 anos Lego-Lego e os olhos azuis ainda mais cintilantes na idade engraçada da Pachuluca de ano e meio.
E o guerreiro navega em busca de atenção. Sofre, porque não deu a sorte de herdar a memória da mãe. Herdou a vaga lembrança do pai. E como o pai, busca em frases recuperar as palavras esquecidas ou ainda não aprendidas. Esmalte vira aquela tinta que pinta unha de menina. Como o pai, das músicas só sabe o refrão.
Viajo segunda-feira, Feira de Santana, viajo segunda-feira, Feira de Santana, repete ao infinito, repetindo o pai que também avança muito pouco no refrão da canção de Tom Zé.
Do pai quer herdar a barriga. A mãe não cansa de elogiar os seus olhos amendoados cor de mel, sua cabeça de muitas fantasias. Já domina os plurais mas ainda se aperta nas pronúncias: álgum de sigurinha, caneta de hidropon. Uma coisa grande vira digantesca. Sabe tudo sobre seus super-heróis e como eles quase não anda, vive pela casa aos saltos. Quando tinha três anos, Lego-lego quis saber o seu signo:
Sou Libra e você?
Sou Homem-Aranha, respondeu com convicção.
Foi por esta época que a mãe um dia explodiu e clamou aos céus:
_ Eu não agüento mais. Minha vida é cuidar de menino.
Budegão, que até então estava invisível na cena, murmurou em protesto:
_ E de menina também!

 

(Sobre os comentários de então: mudei de idéia sobre a inveja e ainda devo o livro a Nilson)

 

 

Dragão

31/10/2007

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André, que se chama Dragão, cumpre seis voltas hoje. Parabéns meu filho!

Parabéns, Lívia!

28/02/2007
Lívia e André, em traje de gala, inauguram o Licuri em Família. A foto é de janeiro do ano passado, no casamento da tia Eró. Mas os cinco bisnetos de seu Rubem Reis se encontraram ontem no aniversário de quatro anos de Lívia. Lá estavam também Maria, Luísa e Davi, o caçula dos bisnetos.