Posts Tagged ‘E-amigos’

O cabelo e a sopa

31/05/2009

gráfico Licuri

O Licuri  bateu  a marca de 5.000 visitantes no  mês nesta tarde de domingo. Como naquela história do fio de cabelo  – que é pouco na cabeça e muito na sopa  - este coco pequeno tem sobrado  na sopa da minha renca.

Mais, quero mais,  digo eu repetindo Chico. Mas a renca não acha a menor graça e quer menos, menos tempo de tela do viciado aqui.

Soraya diz, com toda a razão, que isto aqui é meu mundo da fantasia. E dá a sentença reveladora: quem não te conhece que te compre no Licuri. Portanto navegante, não diga que não foi avisado.

Mas nem tudo é engano. Isto aqui é como este povo que faz literatura, é puro fingimento verdadeiro.

E  eu quero tudo. Quero a renca, quero Soraya e quero o Licuri.

Quando digo quero o Licuri, estou dizendo quero as pessoas que por aqui transitam e por onde transito.  Mas quem são?

Nestas pouco mais de  5.0000 visitas em maio estão incluidas pessoas como aquele carinha carente que  escreveu buceta cabeluda no Google e caiu no poema de Bráulio Tavares publicado aqui. Encontrou uma bela e poética buceta,  mas não a foto procurada. Não deve nem ter lido o poema. Ou quem sabe? Enfim, este não conta

Cotam as visitas conscientes ao Licuri e minhas visitas aos blogues daí do lado, que me dizem muito, onde aprendo, me emociono e troco. Mas quem são estes blogs mais frequentes? Eles estão nas duas listas das que seguem, que  revelam os top 10 endereços  para onde vou e para onde envio leitores e os top 10 de onde vem e de onde me mandam  leitores, desde junho de 2007, quando me mudei do uol para cá.

Eis, portanto,  o meu grande pequeno mundo nesta blogolândia.

Os 10 Blogues de onde vieram mais visitas ao licuri:

continhosparacaodormir.blogspot.com 932
mmeka.wordpress.com 684
blogdogalinho.blogspot.com 510
estranhamentos.zip.net 434
nilsonpedro.wordpress.com 415
xeudizer.blogspot.com 384
cacosmeusbotoes.blogspot.com 322
blogdochorik.blogspot.com 190
coisasaudiveis.blogspot.com 126
indagacoesperenes.blogspot.com 115

Os 10 blogues com mais visitas a partir do Licuri:.

olhodarua.blogger.com.br 137
mateipormenos.blogspot.com 121
nilsonpedro.wordpress.com 111
sarapatel.wordpress.com 104
continhosparacaodormir.blogspot.com 96
mmeka.wordpress.com 91
ingresia.opensadorselvagem.org 73
wwwaeronauta.blogspot.com 68
sustologias.blogspot.com 64
cacosmeusbotoes.blogspot.com 58

Observações:

4. Continhos, Blag, Madame e Cacos estão nas duas listas.

2. Mesmo estacionado em 20 de dezembro do ano passado, o Blog do Galinho ainda é o terceiro  a enviar visitantes ao Licuri.

3. O último post de Marcinha foi no dia 1 de setembro do ano passado, mas ainda está no terceiro lugar entre os que receberam mais visitas a partir daqui.

4.  Só Maria Sampaio mandou mais gente para este coco pequeno do que todos 10 destinos somados visitados a partir daqui. Ou seja, o Licuri é péssimo em influenciar pessoas. E o Continhos… manda ver!  Vivá Maria.

Choveu mais fotos

15/04/2009

Continua chovendo fotos do passeio pelo subúrbio ferroviario. Clique nas imagens e nos links para viajar mais uma vez.

caze-jpgWladimir Cazé, no Silva Horrida – Guia de Cidades.

marceloMarcelo de Trói, no Gregos & Baianos,  no Flickr e no Orkut.

Já registradas  nos posts anteriores: 

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

Talita Nunes, no Picasa

Gilberto Lyrio, no Orkut e no Flickr

E vem aí o passeio de catanica… Aqui.

Choveu fotos

08/04/2009

Continuam chegando as fotos.

talita-flickr2

Que trem é esse? Clique para ver a viagem de Talita Nunes

gilberto-lyrio

Clique para ver a viagem de Gilberto Lyrio

Veja as demais fotos desta chuva:

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

vem aí ainda as viagens  de Trói, Dalize, Luísa, Marcus…

Catanica

07/04/2009

Esbarrei  com esta e outras 57 fotos antigas ao buscar no google informações sobre  a história dos buzus de Salvador para ilustrar este texto sobre um possível  próximo passeio, já que muitos pediram bis.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

A idéia é simples:

Escolher uma linha circular que passe pela orla e percorra variados bairros da cidade. Marcar uma data, num feriado ou domingo. (1º , 3 ou 10 de maio).

Estabelecer o horário de circulação nos ônibus, num intervalo de mais ou menos quatro horas, pela manhã.

Cada pessoa ou grupo embarca no ponto e horário mais convenientes, da mesma linha, e todos se encontram  num piquenique, no final da manhã, em um lugar por onde passe a  linha escolhida (Pituaçu, Passeio Público, Parque da Cidade).

A idéia veio com a experiência recente como fotógrafo de janela de buzu, eu que ando neste troço desde o tempo em que existia Vibensa, eu que sou fascinado por este bonde de rodas, desde o tempo em que ele se chamava catanica, em Conquista.

O ônibus se  revela um eficiente praticável móvel sobre o cotidiano da cidade.

Vamos nessa de renca, de novo? Nilson já se “inscreveu”,   Maria e Pepe já demonstraram interesse e Mariana avisou que Regina e Madame Kátia também querem.

Choveu gente

06/04/2009

Acima, os 360º de Haroldo Abrantes

E gente das mais preciosas fontes. Cinquenta almas, contadas em casa por mim e Soraya, na lembrança de cada uma delas. Vivi um dia de pinto no lixo. Feliz com minha renca, com uma renca de gente bonita, astral, divertida. Enfim, sem palavras, começo a receber as imagens. As primeiras vieram de Haroldo/Martha. Depois as de Giuseppe Fiorentino (Pepe), Gilberto, Shirley, Fátima, Mariana…
O post continua em construção, com a adição as fotos que chegam. Última atualização, 06/04 às 22:48.

haroldo

A viagem, por Haroldo Abrantes. Clique na imagem para ver as demais fotos.

pela-fresta1

A viagem, por Giuseppe Fiorentino (Pepe). Clique.

trem-ponte1

A viagem, por Shirley Stolze. Clique.

A viagem, por Fátima Caires

A viagem, por Fátima Caires. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

Um trem de fuxico

29/03/2009

O trem

MariaSampaio_Miro_Edu_ShirleySolze_
ShirleyPinheiro_Pepe_
_Marcus_Soraya_
Luísa_André_MariaGusmão_Eliene_
Eliomar_
_Nilson_Emília_Caio__Marcelo
_Cazé_Bárbara_Dalise_Lucas_Vida_

Fátima_Iuri_Sami__Taiane_Mariana_
Fernando_Guilherme_Sérgio_Franciel_
_Gilberto_Regina_Glória__Nana_
Danilo_Liz_Flávio_Talita_Lívia_Davi_
Neto_
_Neuza_Rodrigo_AnaLívia_Izabel_
Thiago_YuriAlmeida_Berna_
_Márcia_
MarcosSenghor_Aspri_Umbelina_Val_Zezão_Diego_
Mônica_Luiza_
Martha_Beatriz
_Haroldo
_Anselmo_Jana

O fuxico

@Blag@
@MonólogosnaMadrugada
@
@Etc.etal..
@
@ContinhosparaCãoDormir@
@FórmulaCarango@

@Pequenópolis,criançasàsolta…@
@BU
@
@Gregos&Baianos
@
@Comocoxico@
@
HerdeirodoCaos@
@
UMBEMCOMUM@
@
SilvahorridaGuiadecidades
@
@IndagaçõesPerenes@
@Licuri@
@BEABA@
@Ingresia@
@MariaMuadiê@
@Olhares@

 

Atualizado em 03/04  às 9 horas

Resolvemos fazer neste domingo uma prévia do passeio. Afinal depois de convidar tanta gente era preciso ter uma idéia de como seria.

Tudo mais simples do que eu pensava.

E não teve preço ouvir de Soraya todo o tempo: que domingo maravilhoso. Frase raríssima, porque assim como a Aeronauta e a metade do mundo, Soraya odeia os domingos. Que lugar maravilhoso, repetia também outro mantra, ouvido pela última vez em Barra do Serinhaém.

Concordo. Lugar e dia maravilhosos. As crianças também viajaram. Fizemos fotos, da estação, do cotidiano domingueiro na margem da ferrovia, da ponte, do mar, mas não teria a menor graça me antecipar aqui.

A partir da experiência de hoje sugiro o seguinte roteiro, flexível e aberto, para o próximo domingo.

Embarque na estação da Calçada: 10h20. Quem perder esse, pega o trem às 11. Novo horário: aqui.

Aos domingos são gratuitos e partem em intervalos de 40 minutos a partir das 7 horas. Seria interessante ter o registro em foto dos grupos no embarque.

O Boca de Galinha fica na terceira estação, a Almeida Brandão. Quem for almoçar ali pode ir até a estação final e voltar no mesmo trem. O importante é chegar antes das 12 horas, porque domingo é o dia mais lotado. Quem pegar o trem das 11 deve descer logo na ida.

O preço é bastante em conta e a comida boa. Uma moqueca de camarão (R$45) ou de peixe (R$28) dá pra três, a cerveja é tamanho normal, o refrigerante de litro e a sobremesa R$ 2,00. Pagamento em dinheiro ou cheque.

Sugiro um novo reencontro no embarque para a Ribeira por volta das 14 horas, no cais que fica ao lado da estação Almeida Brandão. Há barcos em pequenos intervalos e a travessia dura cerca de oito minutos. A estação de desembarque fica em frente à Sorveteria da Ribeira.

A partir daí o programa pode prosseguir em função do pique de cada um e das crianças. Para quem deixou o carro na Estação da Calçada há ônibus à vontade e vazios para o retorno.

Se você desembarcou agora por aqui, leia então os posts anteriores Vê, ói que céu e No clima.

Vê, ói que céu

27/03/2009


Se a gente vai de trem e traz fotos de balaio, a culpa só pode ser de  Maria Sampaio. Ela, que fez recentemente a mesma viagem,  me passou pessoalmente a missão, ontem, após o  show de Jussara. Escrever um post organizativo para o passeio fotográfico Calçada-Plataforma-Ribeira, com possível pit stop no Boca de Galinha, no dia 05 de abril, um domingo, com partida da estação da Calçada prevista para entre 8:30 e 9:00 horas, a depender do horário do trem. De corpo presente, já confirmaram Maria, Miro, Edu e Shirley Stolze. Havia comentado no meu trabalho sobre a idéia e Marcelo e Cazé toparam na hora. A partir de agora este post vai listar os interessados. Deixe um comentário confirmando presença ou mande e-mail para gusmaomarcus@gmail.com

Roteiro incompleto e provisório:

Domingo (não é esse, é o próximo, viu Maria?), dia 05 de abril:
Estação da Calçada – 8:30 veja novo roteiro e horários aqui.
Estação Almeida Brandão – Boca de Galinha (a confirmar)
estação Plataforma
Travessia de barco até a Ribeira
Sorveteria da Ribeira

Presenças confirmadas:

  1. André (de Soraya e Marcus)
  2. Bárbara Maia 
  3. Caio Valente – Fórmula Carango (de Emília e Nilson)
  4. Dalise Figueirêdo
  5. Edu O. – Monólogos na Madrugada
  6. Emília Valente
  7. Fátima Caires
  8. Fernando
  9. Franciel – Ingresia
  10. George Sami – UMBEMCOMUM
  11. Guilherme (de Mariana e Fernando)
  12. Lucas Barbosa
  13. Luísa – BU (de Soraya e Marcus)
  14. Marcus – Licuri
  15. Maria – Continhos para Cão Dormir (a culpada)
  16. Maria (de Soraya e Marcus)
  17. Mariana – Pequenópolis, crianças à solta na Soterópolis
  18. Miro Paternostro – BE-A-BA
  19. Nilson Galvão – Blag
  20. Pepe
  21. Sérgio Berbert
  22. Shirley Stolze
  23. Soraya Gusmão
  24. Taiane – Indagações Perenes
  25. Tró – Gregos & Baianos
  26. Vida (de Lucas)
  27. Wladimir Cazé – Silva horrida – Guia de cidades

Aguardo confirmações e sugestões. Atualizado em 27/03, às 19:58.  Última confirmação: Pepe.

Game over?

21/03/2009

Estou numa lan house em Feira de Santana e começo agora o post mais longo deste coco pequeno. Vou falar demais porque tenho muito a dizer não tenho o poder da síntese para resumir esta saudade de tudo que vi e ainda não vi, como dizia o Renato. E de tudo que vem na minha cabeça. Se segura aí, tome um dramin, porque de agora em diante voam parágrafos e maiúsculas, o que não é lá muito original mas me libera de pensar demais para desabafar aqui e pedir compreensão por estar com uma pressão de 17 por 11 e não suspeitar disso nem hoje nem nos últimos dias em que tenho sentido muita dor de cabeça e enjôo mas insisto em ignorar minha ascendência de gente de veias entupidas, circunferência abdominal pra lá de 120 e vida sedentária. acabo de ler os vestígios da senhorita belmonte, lido de três fôlegos, no ônibus da viação santana em meios às solicitações da renca, antes e depois do almoço. não li com olhos de ensaísta, coisa que não sou. li com olhos de cumplicidade e isto me torna impedido de julgar. mas não de dizer que me sentia exatamente como ela na hora da escolha dos times no baba do canteiro da rua das flores em castro alves e nas muitas mensagens de game over que vida afora me enviaram. o livro tem um formato delicioso, soluções gráficas simpáticas e um texto elegante, que flui de forma inteligente. um livro de bela e fera. esta mesma fera acuada que sempre existiu também em mim mas jamais teve os superpoderes de explodir a cara dos inimigos em fogos de artifícios. pra mim sobrou apenas a imensa culpa, sentimento presente em praticamente todas as entrelinhas de vestígios. tenho memória zero mas lembrei de carta ao pai de kafka. vestígios é uma espécie de carta aos seus pais, a todos os pais, estes seres aniquiladores a quem entregamos nossa inocência. outro dia fiz andré chorar apenas com palavras e senti o tamanho do monstro pai que também habita em mim. brinquei com nilson antes de chegarmos ao lançamento do livro sobre a possibilidade de a senhorita renata ter voz de pato donald e de bernardo ser gago. assim como nilson, eu estava bem nervoso e superei o nervosismo soltando a matraca e falando pelos cotovelos. sentia a boca seca mas não queria pedir nada porque estava apenas com cinco reais na carteira e tinha vergonha de pagar 10 ou 15 com cartão. consegui pedir uma coca paga gentilmente por vera, pessoa por quem senti uma enorme simpatia mas troquei poucas palavras. fiquei tão alegre por constatar que bernardo estava com uma sandália de couro igual à minha, usada em todos os momentos e ambientes e cheguei a pensar alto. fiquei aliviado com a afinidade e por não ter conseguido tempo pra ir à rua comprar um sapato novo para o lançamento. senti um certo medo da menina da ilha, que mais observava do que falava, suspeitei de alguns pensamentos perversos que certamente passaram pela sua cabeça. senti uma enorme simpatia pelo xará vinícius e me arrependi de não ter levado luísa já que soraya estava acamada com dalila mas suspeito que além de dalila havia também o medo do encontro com os seres que a gente conhecia por muitas letras e parcas fotos e desconhecia a voz, um dos elementos mais reveladores da alma humana, segundo eu mesmo. maria como sempre forte, decidida, emocionante e emocionada. e muito divertida, com maria não foi necessário nenhum ajuste de imagem/presença. falar em imagem, as pessoas mais de bem com a vida são aquelas que conseguem aproximar o máximo a imagem que ela tem de si própria com a que os outros têm dela. quanto maior a distância maior a infelicidade e o risco do ridículo. imaginava miro um senhor e encontrei um garotão bem humorado, humor ferino. bernardo me pareceu mais triste do que a alegria que costuma vir dos seus posts, e, principalmente, dos seus comentários. de resto, é cópia fiel dos seus textos na inteligência e generosidade. e renata, felizmente, não tem a voz de pato donald. tem as mãos, os pensamentos e os olhos inquietos, que transmitem sinceridade. faltou dona maria marta, mas fica pro próximo lançamento. e eu vim aqui na lan house em feira de santana para postar mais fotos do centro histórico, deste meu novo incutimento e encantamento de sair de casa com a máquina em punho fotografando tudo e todos. se o sonho de belmonte de ser escritora se torna realidade nos seus livros, o meu de ser fotógrafo se concretiza neste blog. não tive coragem de ser fotógrafo. entrei na faculdade com esta vontade, fui pra a cccp com a intenção de fugir para a alemanha então oriental para estudar fotografia mas acabei vivendo da palavra, com a qual nunca tive muita intimidade. o fotógrafo encubado que há em mim sai do armário com os elogios de vocês, principalmente os de maria. não sei se há tempo nesta vida ainda para virar fotografo mas me sinto o próprio aqui neste licuri e no orkut. recebi há pouco um convite de miro para sairmos por aí fotografando, de ônibus. topei na hora. mas estendo o convite a todos vocês, todos de máquina em punho, num passeio de trem pelo subúrbio ferroviário semelhante àquele feito por maria. sem pressa e agonia, uma sábado ou domingo deste qualquer. está feito o convite. mas outro assunto que não me sai da cabeça é a morte e venho pensando muito nela nos últimos tempos a ponto de ter tido o insight de um paradoxo. não posso falar sobre o insight nem sobre o paradoxo porque a lan house vai fechar e só me restam dois minutos para postar o que escrevi. fico também devendo as fotos. [voltei aqui no dia seguinte para revisar e colocar os links. nada mais a dizer]

Quanto é? – R$ 3. Custou R$ 20.

17/02/2009
imagem_0592
Alegria, alegria… Ele voltou.
 
O ex-hipertenso, ex-depressivo e logo, logo ex-ex-empregado Chorik voltou.
E eu que ia aqui retomar as aventuras da minha renca no baixo-sul, adio mais uma vez porque imperdível mesmo estão as aventuras do japaiano com Zezé e sua renca em Portos Seguro (foto), com direito até a assédio italiano.
Saiba os detalhes de como quase, quase, por pouco, não  foi deflagrado um novo conflito internacional nas areias do litoral da Bahia.
 
Assunta só:
 
Teve também inflação instantãnea:
 
e muitos riscos:
 
 
Melhor clicar para ver o desfecho ou os desfechos  aqui.

Sábio é Cícero

08/02/2009

Mesmo de alta da terapia do elogio, não deu para processar o título. No máximo, volto a citar e parodiar Doutor  Guimarães, o Rosa,  aceito apenas que posso até ter  horinhas de descuido de sabedoria. Sobre este assunto de amizade, sábio de verdade é seu Cícero.

Este texto seria dedicado ao post do doutor Bernardo e ao doutor  Bernardo. Mas ele será retomado depois.

Fico aqui com uma pequena história da vida real, só para ilustrar como a palavra tem força, como é difícil aceitar certos títulos. Vamos lá:

E*****  era uma das  figuras mais divertidas da AMC da Coelba. Não sei por que toda assessoria de comunicação tem fama de lugar onde não se trabalha. O povo só lê jornal, vê televisão, fala da vida dos outros e conta piada. Mas é quase tudo relacionado ao trabalho, e isso ninguém entende.  

A AMC da Coelba, por exemplo, e seu Ari pode testemunhar, era conhecida como a sala dos Pataxó Hã-Hã-Hãe. Nada a ver com a tribo, apenas com as gargalhadas ouvidas no prédio  inteiro, cotidianamente. E uma das responsáveis por tanto riso, tanta alegria era justamente  E*****. E ela jurou. A história era verídica e teria se passado com uma amiga.

O casamento ia morno quase parando. Até que a moça chegou com uma idéia para esquentar o negócio, talvez lida naquela revista de sacanagem chamada Nova (toda capa de Nova traz, pelo menos, uma receita de sacanagem). E esta seria infalível. Xingar, xingar muito.

Vinho para desinibir, beijos e mão boba no sofá, eis que os dois começaram a testar ali mesmo na sala, diante da TV,  a fórmula do sucesso.

Putinha! Começou ele. Canalhinha! devolveu ela, os dois já no chão. E o os  xingamentos seguiam, volume e  variedade num crescendo, intercalados com tapinhas, mordidinhas e arranhões.

Funcionou. A chama reacesa, os 11 minutos de Paulo Coelho (que na época nem havia escrito ainda o Alquimista) no chulé, os dois já suavam como antigamente, o paraíso. Até que ela, quase chegando lá, diminuiu o volume e soltou um longo gemido entredentes: – Coooorrrrrrno ! 

Fim de baba. O sujeito deu um pinote, se desconectou geral. Com a mão esquerda apoiada no chão, rosto vermelho pingando de suor, veia saltando no pescoço  e o dedo em riste,  bradou tão alto que a voz saiu  quase rouca: – Corno, não!

e-amizade

06/02/2009

Esta história de e-amizade (em baianês,  é-amizade) surgiu de um papo com Nilson, que na mesma época inventou o e-mundo (pronuncia-se i-mundo). Concluímos que no e-mundo, lugar de tanta porcaria, há espaço também para a e-amizade.

E a e-amizade está para a amizade assim como caneta, papel e selo estão para  teclado, tela e mouse.

Há uma multiplicação e um ganho de tempo absurdos na e-amizade. Com a vantagem adicional de apenas uma mensagem chegar a todos os destinatários, como numa roda de bate-papo, numa roda de samba, numa terapia de grupo.

Os detratores dos blogs perguntam: por que não mandar um e-mail ou telefonar em vez de ficar se exibindo para o mundo? Mas é justamente essa a vantagem. Você envia a mensagem para todos e lêem ou respondem aqueles que estão sintonizados com o que você quer dizer. A e-amizade é focada nas idéias e não nas pessoas, embora esta seja uma fronteira discutível.

Você é amigo dos sentimentos, das agruras, dos questionamentos e das alegrias. Pode, mesmo sem nunca ter visto a pessoa mais gorda, sentir empatia, compaixão, se enternecer ou rir com o outro. Isto explica uma característica essencial da e-amizade: sobreviver e funcionar muito bem na tela com todos os ingredientes da amizade tradicional.

E os sentimentos são os mesmos. Ciúme, saudade, alegria, mágoa e até  pirraça. Eu por exemplo, perco a e-amiga Aeronauta mas não deixo de fazer pirraça com a relação dela com a irmã, Menina da Ilha. Bernardo diz que não o procuramos, mas ele viajou o tempo todo conosco. Não posso ver um cachorro que me lembro de Maria. Vejo notícia de um temporal em São Paulo e penso em Chorik. Vejo uma lagartixa e me lembro de Martha. Vou ver o Bahia ganhar do Vitória no domingo e vou me lembrar de Franciel. Vejo um livro editado e me lembro de Kátia , Janaina e Renata e dos seus projetos. Cometo uma barbaridade no trãnsito e lembro da gentil  campanha de Ari, ouço uma música antiga dos Beatles e me lembro de Chico Muniz.  Soube que vão trazer minério de ferro utilizando água, desde Caetité até o porto de Ilhéus, e penso logo em Christiana, que nunca falou sobre isso, mas é de Caetité. Qualquer notícia da Suécia leva meu pensamento para Maria Fabriani. E por aí vai. Enfim, lembro dos e-amigos tanto quanto dos amigos.

A e-amizade tem vida própria e pode conviver com a amizade convencional, cada qual no seu cada qual. Eu, por exemplo, me considero amigo e e-amigo de Nilson. Ele chegou de férias e conversamos longamente ao telefone, soube da sua fantástica viagem marinha,  mas eu estou aqui a esperar  a novidade num post, numa foto, num ponto de vista do e-amigo e poeta.

Muitas vezes a gente fica mais atualizado sobre a vida do e-amigo, sabe mais do dia-a-dia do e-amigo do que daquele velho amigo guardado no lado esquerdo do peito.

Claro, um amigo de antigamente, daqueles da canção de Milton, é bom, essencial, insubstituível e prescinde das palavras, da tela, até da presença.

Mas na vida de hoje a gente precisa dos dois.