Posts Tagged ‘Fotografia’

Presente de Shirley

02/06/2009

242 - Ser Infinito

Foto: Shirley Stolze

Um presente de Shirley e o meu desejo futuro.
Navegar.
Uma canoa serve. Miro Salinas das Margaridas.

Estampas Eucalol

27/05/2009

Luiza Meira

Alegria grande. Vi há pouco um comentário num post recente, um poema de Nilson Pedro. Era de Luiza Meira, que embarcou conosco no passeio de trem, como convidada de Franciel, um cara cujo sucesso do blog gerou até uma legião de francietes. Cliquei no link com o nome e shazam… é esta imagem que você vê acima.  Ouça também. Hoje a tarde estive a ouvir idéias interessantes de quatro escritoras, ao lado de uma escritora e fotógrafa, Maria Sampaio.

Poetas, escritores, musicistas, fotógrafa. Continuo platéia do mesmo jeito, mas estas pessoas estão ao alcance num clique e também acessíveis na vida real. Eu os conheço e eles me conhecem. Somos contemporâneos, eu os vejo também pessoalmente e isto me torna uma pessoa importante, isto me alegra.

Tudo isso para falar sobre blog e esta atividade de escrever coisas diárias nesta tela que você lê. Este negócio aqui me conecta ao mundo, a pessoas bacanas, pessoas especiais. Como naquela propaganda da loja de sanduíche, amo muito tudo isso.

Tempo virou

20/05/2009

228 - Chegando a ChuvaPraia de Itapema, Santo Amaro da Purificação.  Foto: Shirley Stolze.

Fernando Vivas não perde a viagem

18/04/2009

fernando-vivas_foto-do-dia_a-tarde-18_04_2009-copia

A sugestão de pauta estava marcada para 9 da manhã. Do jornal A Tarde vieram Meire Oliveira para o texto e Fernando Vivas para as fotos. Só que o caminhão com as 7 lonas do edital da Funarte destinadas aos circos baianos quebrou em Conquista e só chegaria no final da tarde. Meire se virou, entrevistou os donos de circo e membros da Cooperativa de Circenses da Bahia que ali estavam, entrevistou Anselmo, foi na casa de Jailton, o artista que começou na Picolino e hoje é um dos integrantes do espetáculo Quidam, que o Soleil vai trazer a Salvador. E o texto ficou bem bacana, saiu hoje na página 7 do jornal, alto de página, colorida, enfim, uma senhora matéria. Infelizmente A Tarde não coloca muitos dos seus textos no on line e somente assinantes podem ler (aqui).

E a foto?  Um  fotógrafo normal xingaria, reclamaria da vida, diria que sem lona não há fotos, voltaria mal humorado pro jornal – conheci muitos destes. Vivas não é nem uma pessoa normal, nem um fotógrafo normal. Não só fez a foto da matéria, numa bela composição com donos de circo e artistas em ação no fundo, como  emplacou também a foto do dia na página 2 do jornal (acima). O jornal pediu pra avisar quando as lonas chegassem para mandar outro fotógrafo. Não precisou. Sempre fui macaco de auditório de Vivas. Confira com vagar seu trabalho no Olho da Rua.

E eu estou de volta mais intensamente à Picolino, participando da equipe que prepara uma publicação para os 25 anos da escola, divulgando os cursos.

Conheça mais a Picolino no blog da Escola, no fotolog e neste novo blog específico criado por mim ontem para divulgar os cursos e que ainda está em (argh!) em construção.

O correio também deu duas páginas de seriviço hoje no caderno vida  sobre as vantagens das aulas de circo sobre as academias para manter a forma de maneira mais lúdica, com destaque para os cursos da  Picolino. A matéria é assinada por Dóris Miranda, as fotos por Angeluce Figueiredo, mas já está fora do ar no site, onde não há a opção edições anteriores. Vou pedir um pdf ao pessoal da redação para colocar lá no blog.

Para completar o dia, encontrei por acaso o recém-criado  Picadeiro – A magia do Circo, das jornalistas  Cassandra Barteló, Giovanna Castro e Paula Pitta, do curso de pós-graduação em Jornalismo e Convergência Midiática da Faculdade Social da Bahia (FSBA).  Muito bacana! Tem vídeos do Quidam postado lá, tem histórias de circo. Vale uma conferida.

Choveu mais fotos

15/04/2009

Continua chovendo fotos do passeio pelo subúrbio ferroviario. Clique nas imagens e nos links para viajar mais uma vez.

caze-jpgWladimir Cazé, no Silva Horrida – Guia de Cidades.

marceloMarcelo de Trói, no Gregos & Baianos,  no Flickr e no Orkut.

Já registradas  nos posts anteriores: 

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

Talita Nunes, no Picasa

Gilberto Lyrio, no Orkut e no Flickr

E vem aí o passeio de catanica… Aqui.

Choveu fotos

08/04/2009

Continuam chegando as fotos.

talita-flickr2

Que trem é esse? Clique para ver a viagem de Talita Nunes

gilberto-lyrio

Clique para ver a viagem de Gilberto Lyrio

Veja as demais fotos desta chuva:

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

vem aí ainda as viagens  de Trói, Dalize, Luísa, Marcus…

Catanica

07/04/2009

Esbarrei  com esta e outras 57 fotos antigas ao buscar no google informações sobre  a história dos buzus de Salvador para ilustrar este texto sobre um possível  próximo passeio, já que muitos pediram bis.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

A idéia é simples:

Escolher uma linha circular que passe pela orla e percorra variados bairros da cidade. Marcar uma data, num feriado ou domingo. (1º , 3 ou 10 de maio).

Estabelecer o horário de circulação nos ônibus, num intervalo de mais ou menos quatro horas, pela manhã.

Cada pessoa ou grupo embarca no ponto e horário mais convenientes, da mesma linha, e todos se encontram  num piquenique, no final da manhã, em um lugar por onde passe a  linha escolhida (Pituaçu, Passeio Público, Parque da Cidade).

A idéia veio com a experiência recente como fotógrafo de janela de buzu, eu que ando neste troço desde o tempo em que existia Vibensa, eu que sou fascinado por este bonde de rodas, desde o tempo em que ele se chamava catanica, em Conquista.

O ônibus se  revela um eficiente praticável móvel sobre o cotidiano da cidade.

Vamos nessa de renca, de novo? Nilson já se “inscreveu”,   Maria e Pepe já demonstraram interesse e Mariana avisou que Regina e Madame Kátia também querem.

Choveu gente

06/04/2009

Acima, os 360º de Haroldo Abrantes

E gente das mais preciosas fontes. Cinquenta almas, contadas em casa por mim e Soraya, na lembrança de cada uma delas. Vivi um dia de pinto no lixo. Feliz com minha renca, com uma renca de gente bonita, astral, divertida. Enfim, sem palavras, começo a receber as imagens. As primeiras vieram de Haroldo/Martha. Depois as de Giuseppe Fiorentino (Pepe), Gilberto, Shirley, Fátima, Mariana…
O post continua em construção, com a adição as fotos que chegam. Última atualização, 06/04 às 22:48.

haroldo

A viagem, por Haroldo Abrantes. Clique na imagem para ver as demais fotos.

pela-fresta1

A viagem, por Giuseppe Fiorentino (Pepe). Clique.

trem-ponte1

A viagem, por Shirley Stolze. Clique.

A viagem, por Fátima Caires

A viagem, por Fátima Caires. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

Um trem de fuxico

29/03/2009

O trem

MariaSampaio_Miro_Edu_ShirleySolze_
ShirleyPinheiro_Pepe_
_Marcus_Soraya_
Luísa_André_MariaGusmão_Eliene_
Eliomar_
_Nilson_Emília_Caio__Marcelo
_Cazé_Bárbara_Dalise_Lucas_Vida_

Fátima_Iuri_Sami__Taiane_Mariana_
Fernando_Guilherme_Sérgio_Franciel_
_Gilberto_Regina_Glória__Nana_
Danilo_Liz_Flávio_Talita_Lívia_Davi_
Neto_
_Neuza_Rodrigo_AnaLívia_Izabel_
Thiago_YuriAlmeida_Berna_
_Márcia_
MarcosSenghor_Aspri_Umbelina_Val_Zezão_Diego_
Mônica_Luiza_
Martha_Beatriz
_Haroldo
_Anselmo_Jana

O fuxico

@Blag@
@MonólogosnaMadrugada
@
@Etc.etal..
@
@ContinhosparaCãoDormir@
@FórmulaCarango@

@Pequenópolis,criançasàsolta…@
@BU
@
@Gregos&Baianos
@
@Comocoxico@
@
HerdeirodoCaos@
@
UMBEMCOMUM@
@
SilvahorridaGuiadecidades
@
@IndagaçõesPerenes@
@Licuri@
@BEABA@
@Ingresia@
@MariaMuadiê@
@Olhares@

 

Atualizado em 03/04  às 9 horas

Resolvemos fazer neste domingo uma prévia do passeio. Afinal depois de convidar tanta gente era preciso ter uma idéia de como seria.

Tudo mais simples do que eu pensava.

E não teve preço ouvir de Soraya todo o tempo: que domingo maravilhoso. Frase raríssima, porque assim como a Aeronauta e a metade do mundo, Soraya odeia os domingos. Que lugar maravilhoso, repetia também outro mantra, ouvido pela última vez em Barra do Serinhaém.

Concordo. Lugar e dia maravilhosos. As crianças também viajaram. Fizemos fotos, da estação, do cotidiano domingueiro na margem da ferrovia, da ponte, do mar, mas não teria a menor graça me antecipar aqui.

A partir da experiência de hoje sugiro o seguinte roteiro, flexível e aberto, para o próximo domingo.

Embarque na estação da Calçada: 10h20. Quem perder esse, pega o trem às 11. Novo horário: aqui.

Aos domingos são gratuitos e partem em intervalos de 40 minutos a partir das 7 horas. Seria interessante ter o registro em foto dos grupos no embarque.

O Boca de Galinha fica na terceira estação, a Almeida Brandão. Quem for almoçar ali pode ir até a estação final e voltar no mesmo trem. O importante é chegar antes das 12 horas, porque domingo é o dia mais lotado. Quem pegar o trem das 11 deve descer logo na ida.

O preço é bastante em conta e a comida boa. Uma moqueca de camarão (R$45) ou de peixe (R$28) dá pra três, a cerveja é tamanho normal, o refrigerante de litro e a sobremesa R$ 2,00. Pagamento em dinheiro ou cheque.

Sugiro um novo reencontro no embarque para a Ribeira por volta das 14 horas, no cais que fica ao lado da estação Almeida Brandão. Há barcos em pequenos intervalos e a travessia dura cerca de oito minutos. A estação de desembarque fica em frente à Sorveteria da Ribeira.

A partir daí o programa pode prosseguir em função do pique de cada um e das crianças. Para quem deixou o carro na Estação da Calçada há ônibus à vontade e vazios para o retorno.

Se você desembarcou agora por aqui, leia então os posts anteriores Vê, ói que céu e No clima.

Vê, ói que céu

27/03/2009


Se a gente vai de trem e traz fotos de balaio, a culpa só pode ser de  Maria Sampaio. Ela, que fez recentemente a mesma viagem,  me passou pessoalmente a missão, ontem, após o  show de Jussara. Escrever um post organizativo para o passeio fotográfico Calçada-Plataforma-Ribeira, com possível pit stop no Boca de Galinha, no dia 05 de abril, um domingo, com partida da estação da Calçada prevista para entre 8:30 e 9:00 horas, a depender do horário do trem. De corpo presente, já confirmaram Maria, Miro, Edu e Shirley Stolze. Havia comentado no meu trabalho sobre a idéia e Marcelo e Cazé toparam na hora. A partir de agora este post vai listar os interessados. Deixe um comentário confirmando presença ou mande e-mail para gusmaomarcus@gmail.com

Roteiro incompleto e provisório:

Domingo (não é esse, é o próximo, viu Maria?), dia 05 de abril:
Estação da Calçada – 8:30 veja novo roteiro e horários aqui.
Estação Almeida Brandão – Boca de Galinha (a confirmar)
estação Plataforma
Travessia de barco até a Ribeira
Sorveteria da Ribeira

Presenças confirmadas:

  1. André (de Soraya e Marcus)
  2. Bárbara Maia 
  3. Caio Valente – Fórmula Carango (de Emília e Nilson)
  4. Dalise Figueirêdo
  5. Edu O. – Monólogos na Madrugada
  6. Emília Valente
  7. Fátima Caires
  8. Fernando
  9. Franciel – Ingresia
  10. George Sami – UMBEMCOMUM
  11. Guilherme (de Mariana e Fernando)
  12. Lucas Barbosa
  13. Luísa – BU (de Soraya e Marcus)
  14. Marcus – Licuri
  15. Maria – Continhos para Cão Dormir (a culpada)
  16. Maria (de Soraya e Marcus)
  17. Mariana – Pequenópolis, crianças à solta na Soterópolis
  18. Miro Paternostro – BE-A-BA
  19. Nilson Galvão – Blag
  20. Pepe
  21. Sérgio Berbert
  22. Shirley Stolze
  23. Soraya Gusmão
  24. Taiane – Indagações Perenes
  25. Tró – Gregos & Baianos
  26. Vida (de Lucas)
  27. Wladimir Cazé – Silva horrida – Guia de cidades

Aguardo confirmações e sugestões. Atualizado em 27/03, às 19:58.  Última confirmação: Pepe.

Pleonasmo

05/03/2009

Escrota, malvada, vil, torpe, criminosa, que age de má-fé, mentirosa, enganadora, maquiavélica. Origem no latim abjetu. Mais: degradante, desprezível, indigna, imunda, baixa. Pois é, encontrei todos estes significados para abjeta, todos iguaiszinhos à morte. Portanto, chego à conclusão, sem ter concluído a leitura, de que o título do livro de Bernardo Guimarães e Maria Judith, Morte abjeta é um redondo, completo e definitivo pleonasmo.

Não, ainda não é sobre o livro de Bernardo e Maria que eu escrevo. Estou é puto com esta velha abjeta da foice. Anteontem ela me levou Fafá, a colisa lalia sobreviente do aquário dos meninos, logo ela que foi bem cuidada, foi medicada com antibióticos [nunca entendi este prefixo exterminador antes da bio, já que é remédio]. Fafá estava ótima, pra cima e pra baixo, serelepe, até desconfiei que a malvada vivia mais feliz com a viuvez.

Chega hoje e recebo a notícia da morte do retratista Aurelino Costa [veja sua foto no post Haletos de Ouro], pessoa com quem sequer eu havia trocado uma palavra mas imaginava simpática, daquelas do tipo não vi e  gostei. Planejava conhecer pessoalmente Aurelino Costa agora na semana santa [olha ela aí de novo, desta vez disfarçada de santificada].

Não deu. Recebo o recado de Déborah  dando a notícia. Ontem mesmo ela esteve com ele, estavam se falando sempre, ela entusiasmada com o encontro, ele generoso, forneceu todo o seu acervo para o projeto Iaçu Cultural, projeto de memória visual,  cultura digital e o escambau, meu atual incutimento.

Sou inconformado sim, talvez por não crer em mais nada a não ser nos vermes e no calor do fogo, escolha um ou outro. Melhor para quem acredita que o baba continua. Pra mim é fim de jogo.

Comecei a ler um livro fantástico [já comecei a ler talvez mais de uma centena de livros fantásticos na vida] Breve história de quase tudo que  Ana Lívia levou emprestado com a promessa de devolução breve e a mim só resta sugerir como opção de presente para os meus  48 anos, na segunda. [Falar em piscianos, além de minha irmã Stael, Caio de Nilson, Bernardo e Renata Belmonte, Trasmonte fez uma pequena lista aqui].

Pois bem, neste livro se confirma algo que eu já havia pensado. Somos combinações, acidente matemático programado para se desintegrar e voltar a se integrar de novo à massa cósmica. Sob este prisma, somos imortais.

Mas o euzinho aqui, esta combinação impar de gosmas, terminações nervosas, ossos, dentes maltratados e muita dúvida existencial, tudo ensacado em tamanho GG, assim que o game for over, babau. 

Portanto,  essa identidade, esse pronome pessoal da primeira pessoa, tão caro a cada um de nós, dos mais humildes aos mais assumidos na vaidade,  vai pro espaço, literalmente.

Dá licença então poetas e crédulos, aproveito minha inconformidade e minha pouca poesia para deixar um joguinho vagabundo de rimas desta primeira pessoa que é singular e finita,  revelador  da minha birra com ela, a abjeta:

Eu?
morreu,
fudeu.