![luisa-14-anos[1] luisa-14-anos[1]](http://licuri.files.wordpress.com/2009/09/luisa-14-anos11.jpg?w=400&h=419)
Quero que você cresça ainda muito mais, menina de 14.
![luisa-14-anos[1] luisa-14-anos[1]](http://licuri.files.wordpress.com/2009/09/luisa-14-anos11.jpg?w=400&h=419)
Quero que você cresça ainda muito mais, menina de 14.
A foto
A pedidos, da Aeronauta e de M., negociei a foto, feita domingo no passeio de aniversário.
O poema
Fui lá no Bu! e roubei…
(…) Seria o saber mera ilusão ?
e se soubéssemos tudo errado ?
a chance de saber certo pode ser
uma em um milhão.
O presente
Passei ontem parte da tarde ouvindo com os vizinhos a música que dá título a este post e que veio no presente. Só conhecia a moça da má fama.
Confesso que temo pelo primeiro piercing, pela primeira tatuagem, pelo primeiro gole.
Mas quem há de negar o talento desta criatura?
O vídeo vale tembém pelo pai gordinho e simpático, motorista de taxi. Uma figura.
Sorte grande. 13 anos.
Parabéns, Luísa.
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(ai, ai caramba, dois anos não são dois dias, principalmente na vida de uma adolescente. Este post foi publicado no dia 29 de agosto de dois anos passados e sua releitura e reedição revista só comprova que de fato elas envelhecem numa velocidade assustadora. Hoje Lulu já é uma adolescente típica e eu sou o ridículo que a expõe ao mico de ficar fazendo post sobre… esqueci que estou proibido)
Até outro dia era Lego-lego do papai. Hoje já usa Mall-Estar cor-de-rosa, prenúncio do vermelho dos primeiros raios de mulher. Luluthca vive atracada com um tal de Artemis Fowl, que descobriu sozinha. Nem a mãe sabe tudo, a indicadora oficial de livros, sabia quem era o tal. Entrou na fase de mãe que não faz a menor idéia.
Ela era tão bonitinha devorando todos de Pipi Meia Longa, todas as Crônicas de Nárnia, o Lobatão em edição completa comprado no sebo…
O google me conta que este tal Artemis é um garoto de 12 anos, dois a mais do que ela, e que tem o maior QI da Europa. [ Xiiiiiii, e se ela se encanta, se pica com ele e deixa o papai aqui a ver blogs, como fizeram com seus papais a Maria, o Cido e a Pururuca aí do lado?]
O jeito é ir se acostumando e ficar com Rubem Alves, que altera Gibran: “Ser pai é alegrar-se com o vôo do pássaro, livre, para longe, numa direção não sonhada”. Minha Luluthica ainda continua aqui no ninho. Não cabe mais no meu colo, já se incomoda com os hábitos toscos do pai (melhor não descrever aqui): ôôô meu pai… protesta. Mas continua carinhosa e doce. E procupada com meu peso. Virou fiscal de balança. Com sucesso.
Mas Lu ainda é capaz de passar o dia inteiro lá embaixo brincando de boneca com a meninada. Ganhamos uma prorrogação. E ainda conta (alguns) segredos. Normalmente depois de algum longo silêncio no trânsito, quando se queixa de algum menino chato [graças a Deus eles ainda são chatos]. E ela vai crescendo, crescendo – já é maior que a avó. E segredando cada vez menos. Não somos amigos, somos pais. É assim e está certo. Saudades do tempo em que ela chegou pra mãe com toda a confiança do mundo e propôs:
_ Mãe, vou lhe contar um segredo tão segredo, mas tão segredo, que você não pode contar pra ninguém, nem pra mim.
…Bem-vinda a Salvador. A faixa compunha uma algazarra de apitos, camisetas com a foto de Ariana, spray de espuma, colares havaianos cor-de-rosa, óculos gigantes de plástico cor-de-rosa, grandes pentes cor-de-rosa, apitos, maracas de brinquedo. Enquanto Ariana não chegava, a turba gastava a tarde de ontem sacaneando qualquer um dos que surgiam no corredor do salão de desembarque com gritos e festa, ampliada pelos berimbaus do receptivo turístico. Quem será Ariana? Passou um cara com a camiseta, arrisquei a pergunta mas fiquei na mesma: – É minha irmã.
George Gurgel, militante do PPS, esperava alguém no mesmo vôo. Não era Ariana. Sem graça pra fazer nova abordagem, quando a gente está trabalhando é mais fácil, encostei novamente em outro membro uniformizado e mudei a pergunta: de onde vem Ariana? – Do México, estava no intercâmbio. Compartilhei a suada informação com o casal de amigos que esperavam também a filha.
Finalmente a charanga aumentou o volume e todos cercaram Ariana, que chegou contida, meio envergonhada, empurrando um carrinho com sua mala cor-de-rosa e muitos pacotes cobertos por dois imensos chapéus mexicanos.
No meio da confusão e abraços passa batido Juca Ferreira, o quase sempre ministro interino da Cultura, que se esquivou para não levar um empurrão no meio da algazarra de fotos e gritos. Em seguida vem o ex-eterno-presidenciável Roberto Freire, também anônimo, seguido de Daniela Mercury, empurrando seu carrinho, absolutamente livre de assédio, enquanto a turba se afasta aos apitos e gritos atrás de Ariana.
Finalmente apontou minha Lulúthica, acompanhada das duas amigas e a mãe de uma delas. Lu, alforriada de mais um ano de férias de junho em Iaçu, conheceu São Paulo graças a um convite da amiga e uma promoção de 300 contos da Gol. Recebi um abraço de minha filhota de 12 anos, numa recepção menos barulhenta, mas com o coração tão feliz quanto o dos pais de Ariana.