Posts Tagged ‘Maria Sampaio’

Continhos para cão dormir & Caixa preta

30/08/2009

De hoje a 15

18/08/2009
continhos mais caixa-preta
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O contador do blog http://mariaenilsonmil.wordpress.com/já registra 14 dias, algumas horas e outros tantos minutos para os lançamentos de Maria Sampaio e Nilson Galvão, na Tom do Saber, dia 1º de setembro, das 17 horas até o último convidado.

Mas em bom baianês, e eu nunca entendi muito bem por que, o lançamento será de hoje a quinze. Tá certo, se você conta hoje, amanhã, depois…e a terça-feira do lançamento você chega a 15. Então vence a tradição contra a matemática.

Pois é, de hoje a 15 Maria e Nilson terão diante de si uma pilha de pelo menos 100 livros cada um já devidamente autografados, prontos para serem entregues aos respectivos donos. Até agora já são 126 reservas. Não tenho dúvida que chegarão a 200.

E sabe quem fez o último pedido? Jussara Silveira. Então senta que lá vem história.

Teve uma época lá em casa, enquanto nossa renca éramos apenas eu e Soraya, ou no máximo Luísa bem pequena, que quase todo dia a gente ouvia Jussara. Além de sua bela interpretação de Dama do Cassino, outra música sempre me impressionou, especialmente o verso amigos são parentes que pude escolher. O nome da música estava lá bem grande, Bolero Maria Sampaio (letra de J. Velloso e música do Mestre Almiro Oliveira).

Mas o distraído alqui  nunca associou o nome à pessoa. Pois Maria Sampaio, descubro recentemente, é Maria Sampaio a quem o bolero é muito bem dedicado, esta figura impar, agora minha parente, que junto com este outro parente, ambos de primeiro grau, de hoje a quinze vão lançar dois belos livros. E são bons mesmo.

Eu já  me decretei oficialmente propagandista dos dois na internet  (a assessora de imprensa é Ana Lívia. Sim, o baba é organizado),  e estou aqui e no http://mariaenilsonmil.wordpress.com a apregoar estas duas mercadorias de grande valor.

E você, o que está esperando, já reservou os seus?

Quem sobe nos ares não fica no chão,

10/08/2009

Nós vamos invadir sua praiaquem fica no chão não sobe nos ares

A foto ao lado é da finalização do terceiro quadro do painel Nós Vamos Invadir sua Praia, que conta a história de Jailton Carneiro. Tive o privilégio de acompanhar a criação dos quadros, um dos primeiros assuntos do recém-criado  circopicolino.org.br .

Escola Picolino de Artes do Circo + Rede de Pontos de Cultura da Bahiacontinhos para cão dormir & caixa-preta são parcialmente os responsáveis por meu sumiço deste coco pequeno. Vivo incutido com os três e pensando seriamente em retomar os abandonados 416 Destinos e Pequenas estórias de viagens e acontecimentos.

Pensando seriamente mesmo, porque tive um insight, acompanhado de uma pequena satisfação. Há poucos dias, diante de um convite para uma vivência onde se compartilhariam conhecimentos, fiquei com a velha angústia de não dominar nenhum ofício, a angústia de não saber fazer nada de palpável nesta vida.

Descobri então que tenho feito ultimamente muito uma coisa: transformar informação em conteúdo e colocá-lo rede.

E tudo começou quando aceitei ser professor por um dia e  tudo vai continuar, espero não queimar o filme falando antes, com uma viagem à Chapada, para repassar este conhecimento. E pode continuar numa oficina na Picolino… Enfim, não aprendi a fazer pão mas estou aprendendo a inventar blogues.

Mas este incutimento a a urgência do calendário me retiraram o que mais gosto de fazer, ficar futucando na blogolândia. Acho que é melhor retomar pé do deste meu lado direito do blog e esquerdo do peito.

P.S: Se você não entrou no poema lá de cima, entre agora aqui para entender esta angústia de macaco velho com a mão na cumbuca.

Hiperfoco

23/07/2009

Rede dos Pontos de Cultura da bahia

Ando monotemático estes dias, viajando em duas variações sobre o mesmo tema.
Não me pergunte absolutamente nada sobre outra coisa.

Maria Sampaio e Nilson Galvão

Os reais livros

16/07/2009

sony-prs-505-ebook-lg1

Taí um sonho de consumo.
Mais hoje quero falar sobre  outra coisa. Sobre os virtuais livros de Maria e Nilson. Veja aqui

Fogueiras

19/06/2009

são joão fogueiras

Inaguro com esta  noite chuvosa de São João que passou, uma sequência de fotos bacanas. Os outros posts entrarão amanhã e terça, sempre às 23:59, na programação automática do blogue. Estaremos em   Iaçu, com nossa renca desfalcada de Luísa. Ela vai  para Cachoeira, lugar das bandeirolas de amanhã, de Adenor Godim. Luísa deve  passar por  Santo Amaro, lugar destas belas  fogueiras de Maria. Vivá São João.

Maria Guimarães Sampaio

14/06/2009

(…) - Isabel, ainda não lavou os caranguejos? (ela quieta…)
- Isabel, os caranguejos sujos, na corda! (ela quieta…)
Tempo.
- Num dianta don Maria. Si quisé té mi mandimbora.
Entre admirada e irritada olho para Isabel.
- Esse bicho aí (aponta com o queixo, bem de longe) num chego nem perto. (…)

Esta é uma banda amputada de um post bacana, editado em 13 capítulos. Basta navegar em Continhos do Interior, ops! Continhos para Cão Dormir, para acompanhar as aventuras de Isabé apocalíptica.
Ou clicar em cada um dos capítulos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13.

Estampas Eucalol

27/05/2009

Luiza Meira

Alegria grande. Vi há pouco um comentário num post recente, um poema de Nilson Pedro. Era de Luiza Meira, que embarcou conosco no passeio de trem, como convidada de Franciel, um cara cujo sucesso do blog gerou até uma legião de francietes. Cliquei no link com o nome e shazam… é esta imagem que você vê acima.  Ouça também. Hoje a tarde estive a ouvir idéias interessantes de quatro escritoras, ao lado de uma escritora e fotógrafa, Maria Sampaio.

Poetas, escritores, musicistas, fotógrafa. Continuo platéia do mesmo jeito, mas estas pessoas estão ao alcance num clique e também acessíveis na vida real. Eu os conheço e eles me conhecem. Somos contemporâneos, eu os vejo também pessoalmente e isto me torna uma pessoa importante, isto me alegra.

Tudo isso para falar sobre blog e esta atividade de escrever coisas diárias nesta tela que você lê. Este negócio aqui me conecta ao mundo, a pessoas bacanas, pessoas especiais. Como naquela propaganda da loja de sanduíche, amo muito tudo isso.

Voltaire, Maria e Verger

28/01/2009

Interrompo aqui, extraordinariamente, esta série sobre as férias para registrar um comentário enviado  hoje ao post Sapatadas por  Alex Baradel:

Prezada Maria Sampaio,
li artigo sobre Voltaire Fraga no “Muito” e confesso que gostaria de conhecer melhor a obra dele. Onde é possivel ver mais fotos desse fotógrafo? (além da exposição em São Paulo?)Estou muito interessado por Pierre Verger e sua obra, e não entendo que mal Pierre Verger fez em relação a Voltaire Fraga para a senhora parecer tão amarga contro Verger (é apénas porque Verger é mais conhecido que o Voltaire Fraga? E porque Verger é francês de nascimento? Ele se comportou mal por alguma coisa?).
Li no Muito que Verger teria copiado a obra do Voltaire Fraga. Me interesse muito em saber se os dois fotógrafos se conheceram, fotografaram junto, como o Verger tomou conhecimento da obra fotográfica do Voltaire Fraga, etc…
Agradecendo.”

Repassei o comentário para Maria, mas resolvi dizer o seguinte:

Monsieur Alex Baradel,

Enviei seu questionamento e perguntas a Maria Sampaio. Como foram dirigidos a ela, cabe a ela responder. Mas como eu também sou fã de Verger, de Maria e de Voltaire, me autorizo a responder a algumas de suas questões.

Li a matéria da Muito, um ótimo trabalho do repórter Vitor Pamplona, e não me recordo da afirmação de que Verger teria copiado Voltaire. Também é injusta a atribuição de amargura a Maria. Tai, quem conhece um pouco Maria sabe que amargura é um sentimento distante, muito distante dela.

Não conheço nada desabonador em Verger. Ao contrário. A única pessoa de quem ouvi falar mal de Verger foi eu mesmo. E explico: vi numa exposição sobre sua obra uma linha do tempo em que na primeira foto ele aparece garotinho, de paletó, com a família, na França. E na última, com uma bata africana, já sarcedote. Ou seja, Verger nasceu francês e morreu afro-baiano. Pensei.

Tempos depois assisti a um documentário (aqui relatado) com depoimentos de Arlete Soares sobre sua relação com Verger,  de amiga e produtora.

Acontece o seguinte. A última atitude de Verger foi passar em vida a sua obra para o controle de franceses. Minha nova dedução: o cara na verdade nasceu e morreu europeu. Pensando em proteger seu trabalho, confiou apenas nos seus iguais.

Diante da morte, não confiou seu trabalho aos neguinhos que tanto retratou e amou. Acabou se repetindo a velha história do branco que vem, se locupleta (não é só de bens que a gente se locupleta) e depois dá uma banana para os selvagens, que são, na maioria das vezes,  objetos.

Falo tudo isso com nenhuma amargura ou rancor contra Verger, um grande artista. Continuo fã deste artista europeu.

Sapatadas

17/12/2008

voltaire-fraga

Ao folhear o livro A Fotografia na Bahia (1839-1936), presente duplo de Maria Sampaio, eu me dei conta de que a recente sapatada de Tom Zé em Caetano tem um valor simbólico e universal muito maior do que a mágoa e o ressentimento do enterrado vivo e ressuscitado, graças a David. A sapatada de Tom Zé traz a mágoa daqueles que são preteridos, que não alcançam o reconhecimento, embora mereçam muitas vezes  até mais do que os glorificados.  Talvez Voltaire Fraga também lançasse seus sapatos sobre Verger. Eu lançaria os sapatos de  Lazzo  sobre Carlinhos Brown. Os de Claude Santos sobre o júri do salão do MAM. Os de Zé Dantas sobre Luiz Gonzaga.

Será que só há lugar para poucos no reconhecimento e na fama? Será que nossas manias de classificações nos tornam cegos diante da pluralidade?

Até 20  dias atrás, eu era completamente ignorante sobre Voltaire Fraga, que morreu em 2006 mendigando apoio ao governo, que lhe foi negado.

Ainda sou. Mas por que o mesmo ignorante aqui sabe bem mais e já viu bem mais imagens de Verger?  Verger sempre esteve “na mídia”, como diria o amigo gay de Marcinha.

Vejo Verger em Voltaire. Vi quando Ana Beatriz me mostrou o catálogo da exposição que está em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, vi quando Maria Sampaio me mostrou o livro que traz cinco fotos obras-primas dele e no texto dela sobre ele, que está também no seu outro blog, “alguém escreveu” .  Espero poder conhecer mais para ver também Voltaire em Verger.

E você caro e raro leitor, em quem atiraria seus sapatos e os sapatos alheios? Não vale dizer que não atiraria em ninguém. Este post é dedicado aos xiitas e aos ressentidos e não aos bonzinhos.

Mais fotos aqui.