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¡Viva Argentina!

25/05/2009

Joguei Argentina na pesquisa aí do lado superior direito desta página e encontrei a última data em que fui ao cinema ver um filme adulto: 24 de julho do ano passado, uma história sobre a Argentina, Café de los Maestros. E eis que encontro novamente a Argentina no meu caminho hoje em A Janela, de Carlos Sorín, numa grata surpresa. Que filme belo,  me pegou de jeito em tudo o que me interessa nestes dias. O coração claudicante, o passado, a velhice, o pai, o rural em contraste com o urbano, o tempo.

O cara diz muito com apenas uma casa, oito atores, uns seis pontas e algumas mais umas poucas tomadas externas, num tempo que não alcança as 24 horas. Após o filme, um giro na internet decifra o sentimento de que eu estava diante de um conto, onde vale, e muito, os detalhes. O autor se inspirou em Tchecov.

De quebra conheci o novo cine Glauber Rocha, fiquei extasiado. Tudo do melhor, bom gosto na arquitetura, no visual, na decoração. Não perde nada para as melhores salas do pais. Qualidade da projeção impecável, tecnologia que enche os olhos.

Mas na platéia apenas 7 pessoas além de mim e Soraya. Tá certo, hoje é segunda, mas dá dó ver poltronas vazia, cena cada vez mais comum nesta cidade. E a questão não é o preço do ingresso.

Fomos  assistir eu Soraya e Luísa à estréia de A Gaviota, coincidentemente de Tchecov, com o Grupo Piolin, um dos melhores do Brasil, no Centro Cultural da Caixa, ali pertinho, no ano passado. Saltei do ônibus na entrada da Lapa e percorri uma verdadeira festa de largo de barracas, bebidas, churrasco de gato, mesas na calçada até chegar à Piedade. A galera se divertia e gastava. Mas no pequeno teatro de arena o público não era nem a metade da capacidade. Detalhe, o preço do ingresso era um kg de alimento, ou seja, algo em torno de R$ 2 ou 3.

Também assisti recentemente a um concerto de Antônio Menezes, um dos melhores violoncelistas do mundo, com ingressos a preços populares, nas quintas sinfônicas, os convites sobrando na entrada,  e a sala do TCA com público que não ocupava nem a metade da parte de baixo.

Portanto, os motivos da ausência de público nas salas de cinema, de teatro e de concertos  vão bem mais além do preço do ingresso. Pelo visto, gente como eu, que vou ao cinema uma vez por ano, está cada dia mais comum nesta cidade.

P.S: a efusividade do título deste post vale para  os territórios Argentino e Brasileiro  menos, menos mesmo,  para os estádios de futebol e transmissões futebolísticas.

Abrigo para a chuva, bilhetes para a catanica

17/04/2009

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 A viagem real e gráfica de Taiane Oliveira, a garota  do quartoamarelo e das Indagações Perenes. 

Como contiua chovendo foto do passeio, resolvi criar um abrigo permanente numa página especial, cujo link está aqui do lado direito da página, mas você pode entrar por aqui .

E mesmo com toda a fama, com toda a lama, com todo  o drama da violência a gente vai levando adiante a idéia do passeio de catanica, de buzu. E como  já temos também passageiros com  bilhetes reservados, abrimos também uma página, que recebe a partir de agora as novas inscrições e também informará sobre data, horário e percurso, assim que forem decidos. Veja a página ao lado também ou por aqui.

Atualizado em 19/04/2009

E a chuva continua. Toda  Plataforma é a viagem de Regina de Sá e Glória Venceslau. Clique na imagem a abaixo e veja as demais fotos.

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Estrupício

14/04/2009

Deveria entrar aqui mais fotos da viagem de trem, do passeio fotográfico a João Amaro, ia até revelar uma bela notícia para o próximo passeio de buzu, mas encontrei uma palavra deliciosa no miniconto Dos piores castigos, de Aeronauta. E fui às gargalhadas no rebatimento de Chorik.

E como a palavra tem força, e como preciso de um bocadinho de força pra enfrentar os entraves deste cotidiano que nos leva prum lado quando quermos mesmo é ir  pro outro, as fotos e a boa notícia ficam pra depois.

Fico então me deliciando com a palavra estuprício, redescoberta no miniconto de Aeronauta.

Estrupício, estrupício, estrupício… Vou sair por aí dizendo pro motorista escroto que me atravessar: estrupício.

Pro burocrata imbecil que só entende a burocracia: estrupício.

Pro político sacana que pensa que nos engana: estrupício.

Pra balança que não desce: estrupício.

Pra pressão nas alturas: estrupício.

Pro desânimo: estrupício.

Pro orçamento que não fecha: estrupício.

Pra qualquer pessoa que se acha: estrupício…

 

Obrigado, aeronauta, você me lavou a alma hoje com este estrupício.

Olhos que nos olham

26/03/2009
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mãos

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mãos, pés

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olhos, laços, bico

Como na maioria das fotos antigas, estes olhos da foto abaixo nos olham com uma expressão rara, especial. As mãos se escondem, buscam refúgio. Os pés revelam um tempo também. Tempo de pé no chão ou calçado para ocasião. Máquina fotográfica era cousa rara, acontecimento. Todos estão vestidos para a foto. Possivelmente flagrante de  algum acontecimento social ou religioso. Mas o momento da fotografia era único, especial, diferente. Mais um fragmento de memória precioso, garimpado pelo projeto Iaçu Cultural, de Déborah.

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olhos, mãos, pés, laços, bico, suspensórios, gravata

A culpa é de Franciel

03/12/2008

A palavra tem força, portanto um comentário num blog  muda nosso destino. Seu Franciel, piloto do Ingresia, o único blog do universo autorizado pelo MKC, me aconselhou a focar nas coisas importantes.

Aceitei a sugestão. Queimei então um dos navios, joguei fora mais um peso do balão. Passei para a frente o trabalho temporário  do turmo alternativo.  Pronto, só falta agora desembuchar o tal artigo, mais um relatório de fim de ano e… Pratigi e Moreré, lá vou eu.

 

Acordei hoje ainda mais chateado porque com esta confusão toda acabei esquecendo do Dia do Samba, ontem na praça da Sé, com a presença de Paulinho da Viola.

 

Estava precisado de ouvir ao vivo Não sou em quem me navega….

 

Mas minha tristeza é menor do que a de seu Franciel, que passou o dia se preparando para o grande encontro, fez post anunciando o momento histórico e…vá então ao Ingresia saber se ele já contou o que aconteceu ontem.

 

BSB 2005

09/11/2008

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Arriba o Pano

13/10/2008

 

Nós queremos navegar. O vapor pra Cachoeira zarpa na segunda-feira.

 

Uma dúzia já confirmou embarque e ainda cabe muito mais:

 

Acreditando no truque (Janaína Amado)

Bala na Agulha (Pedro Henrique)

Blag (Nilson Pedro)

Continhos para cão dormir (Maria Sampaio )

Gregos & Baianos (Marcelo de Troi)

Indagações Perenes (Taiane Oliveira)

416 destinos (Marcus Gusmão )

Maria Muadiê (Martha Galrão)

Notícias de Ibiassucê (Raul Prado)

Notícias do interior (Bernardo Guimarães)

Silva Horrida – Guia de cidades (Wladimir Cazé)

Vestígios da Senhorita B (Renata Belmonte)

 

Resumo da ópera:

 

Os blogues parceiros recebem com antecedência cada página do livro de Otto Billian que será publicada na semana seguinte no “Pequenas estórias…”.

 

Durante a semana podem fazer o que bem entender com a página: publicar como post, buscar e registrar novas informações, comentar, não fazer nada (afinal são 74 semanas) enfim, participar do seu jeito que achar melhor desta leitura coletiva  ainda aberta a novas sugestões.

 

E por falar no Vapor de Cachoeira:

 

Relembre no Brasil em Vinil, com Trio Nordestino, e no Youtube, com Maria Bethânia.

 

E quem quiser ir fundo, vá de Jangada Brasil.

Piedade

16/09/2008

 

 

   Vi um cara de muletas
   Não senti pena
   Canalhas também caem

 

 

 

 

Inspirado em post de  Nilson Pedro,
com assessoria métrica de Wladimir Cazé.

Domingão no TCA… ou no Campo Grande

11/09/2008

Este é um post em construção. Ele deverá, poderá, sei lá, ficar pronto até depois de amanhã, véspera do Domingo no TCA, ou antes, caso eu consiga até lá responder aos comentários que ainda estão sem resposta e ler os novos textos dos  e-amigos aí do lado.

“Cuidado com o que você deseja”, diz a sabedoria dos ditados.

Mas estou muito feliz por este coco ter pegado e fica feio não responder a tantos afagos e generosidades antes de escrever um novo post.

Voltando à vaca quase fria, a idéia é mandar outro viral para o mundo, um viral quase evangélico, convidando as pessoas à caridade (argh!) de botar alguém que nunca entrou no TCA lá dentro.

No último espetáculo ficou tudo lotado e a sobra quase lotou até o Campo Grande mas uma olhada apurada na fila e nos restos dava pra sacar que aquelas pessoas eram as mesmas de sempre, que têm acesso à informação, que circulam pelo circuito cult (argh!) da cidade.

Portanto o desafio agora é fazer a fila ficar mais, digamos, plural.

Pra um rascunho, isto aqui está ficando grande demais… voltarei, consertarei e acrescentarei.

E, por favor, comente…

O Cuil ignora o Licuri e a si próprio

28/07/2008

Sucesso absoluto no Google, o Licuri é um ilustre desconhecido do Cuil, o novo site de buscas que estreiou hoje com estardalhaço e ganas de detonar o gigante, embora negue de forma bem pedante. Não vai competir simplesmente porque é diferente, porque é uma nova forma de busca e que escolhe pelo contexto.

Mas, de cara, senti falta do Você quis dizer: estreou  do google, que fala melhor o português do que eu e evita a publicação de muitas barbaridades ortográficas como esta do primeiro parágrafo. Senti falta também da busca por imagens. Mas achei interessante sim, embora a maioria dos leitores do Terra Magazine e do Globo On Line não tenha gostado. O Cuil, apesar de potente, inteligente, bonito, é também distraído e generoso como eu. Por exemplo, se você busca por Google ele apresenta o concorrente logo de primeira. Mas se você busca por Cuil, ele não se acha (veja na imagem acima). NOTA POSTERIOR: Não se achava. Ele resolveu se assumir mas continua ignorando este Licuri até hoje (31 de julho).

Estou acostumado com o Google mas qualquer coisa que venha ajudar a minha não-memória e o meu desconhecimento é bem-vinda. Portanto, vou ficar ligado no Cuil d’agora em diante, mesmo que ele não dê muita bola para o Licuri. E ainda  esculhamba. Diz que pesquisa uma quantidade de páginas três vezes maior que o google e que o resultado não é pela popularidade superficial e sim pelo conteúdo e relevância. Garante também que preserva  privacidades ao não fuçar nossos históricos de busca. Vou acreditar.

Mas se o Cuil não dá muita bola para o Licuri blog,  registra muito do que os gringos dizem sobre a planta, principalmente o interesse estrangeiro (bem-vindo, é claro), pela nutrição das araras azuis em extinção. O licuri é um alimento importante para os famélicos do sertão, para a cultura local, mas isto não desperta muito a atenção em língua inglesa. Quem sabe um dia?

Cultura argentina também é derivado do petróleo

25/07/2008

Clique na charge e veja um vídeo sobre o google que não tem graça nenhuma.

Fui ao Google e não encontrei esta frase que ouvi há algum tempo: Cultura hoje no Brasil é derivado do petróleo. É uma boa frase. Ontem pensei numa derivação dela. Cultura argentina também é. Fui ontem ao TCA fazer programa cult e ver filme argentino. Nos créditos iniciais de ”Café de los Maestros”, belíssimo registro sobre o tango, uma espécie de Buena Vista do Rio da Prata, tava lá nos créditos: sob lo auspício de… quem… de quem… da PETROBRAS! Confesso que senti uma ponta de ciúmes. E até os autores do filme se surpreenderam com o patrocínio.  O  Petrobras Cultural que fala espanhol  patrocina também a ArteBA. Não se animem baianos. B de Buenos e A de Aires.

Mas toda esta digressão é para falar do Google. Como mostra o vídeo Google Master Plan, postado ai em cima, o dinheiro move este novo império da internet. Os malucos que imaginaram uma rede solidária, de troca de informações para melhorar o mundo perderam o baba. Quem manda, ainda, é o dinheiro. E hoje em dia vale muito, mas muito dinheiro mesmo, saber o que as pessoas estão falando, pensando, sentindo.

Mas ninguém há de negar que, mesmo com este viés da grana e do poder, o Google mudou nossa forma de escrever,  estudar e trabalhar. E de aprender.
Eu capitulei e pago pra ver. Ou pra deixar eles me verem.

 E advinha onde encontrei o vídeo que espinafra o google?

 Peguei a charge aqui.