Alemanha, Bélgica e Sampaio Correia

Sete a um

São quatro da tarde e daqui a pouco, há exatos quatro anos, o Brasil vai tomar sete da Alemanha.
Dois dias depois dos 2×1, e quase 24 horas após o 0x0 deito ali na rede e começo a ler o livro SETEAUM pelo conto 8 de julho de Lima Trindade.
Nem tudo está perdido.
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Gol de Marcus Borgón.
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Mais um, de Eliezer César, à la Adeus, Lênin.
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Lula solto e preso umas quatro vezes.
Gol de Carlos Barbosa.
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Gol feminino, da gaúcha Cláudia Tajes.
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Mayrant Gallo, 6×0.
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7×0 com Luís Pimentel e sua alemoa.
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Intervalo. Mais tarde volto para o gol de honra alemão e as considerações finais.
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E o gol de honra do alemão Hans-Ulrich Treichel não poderia ser menos irônico ao nem tocar nos 7×1.
E ainda teve o bônus do ensaio de uma alemã, Dagrun Hintze.

Enfim, um ótimo e divertido livro neste domingo de aniversário de quatro anos do Mineiraço e ressaca de duas novas pancadas, uma na sexta novamente com a Seleção e outra no sábado com o Minha Porra.

Foto: Editora Cousa

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Desenharam pra mim

Aos 17, desci de Conquista na boleia de um caminhão de carona, e de carona em carona conheci a parte antiga de Minas, subi pela Belém-Brasília num caminhão carregado de pneus de trator para a construção da usina de Tucuruí, entrei pelo Maranhão e desci pelo litoral. Conheci muito caminhoneiro, ouvi muitas histórias. Tenho um tio que foi assassinado ao volante de um caminhão, um primo que morreu num acidente, também ao volante, enfim, conheço um pouco essa realidade.

E ao ouvir muita baboseira sobre o que está acontecendo, finalmente encontrei em dois vídeos as versões que resumem quase toda a ópera. A de um caminhoneiro, que de quebra dá uns cascudos na mídia, e a de um estudioso do assunto. Dá gosto ouvir quem vive uma realidade e quem entende do recado.