Lá na Casa dos Carneiros

Encontrei,  por motivo profissional, João Omar, o filho de Elomar. Neste encontro, vi um vídeo sobre o concerto de junho, lá na Casa dos Carneiros, e acabei lembrando a João Omar que o Bode, como ele chama o pai, é filho neto da  Tia Maricota do meu pai Gedeão.

 

Lembro bem que seu Gedeão, ou seu Dedé, ainda convalescente de um AVC recebeu Elomar lá em casa, na Praça da Bandeira,  e ao ouvir as referências sobre os parentes vivos e mortos, começou a chorar. É um hábito de todo Giboeiro falar e falar e falar dos parentes. Gosto dos  nomes dos meus parentes. Meu avô, por exemplo, é Quinca de Dodô. Não é um simples Joaquim, é Quinca, e é de Dodô, e que é irmão do Tio Maneca, ou Maneca de Dodô.

Soube que na Casa dos Carneiros tem um telescópio de espelho de 20cm de diâmentro, três vezes mais potente do que meu velho russo,  enferrujado e fora de combate  Alkor. E  que de lá da Casa dos Carneiros se mira o céu da minha infância, onde a via láctea era estonteante. E que Vinícius de Moraes falou deste céu na apresentação do disco “Das Barrancas do Rio Gavião”. Veja o que disse ele: 

“A mim parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro…

…compondo ao violão suas lindas baladas mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio… 

É… Quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da música de Elomar, que eu vou acabar amarrando um bode definitivo e ficar curtindo uma de pastor de estrelas…

Veja íntegra do texto aqui.

Vida longa ao Bode e a sua sertaneja Casa dos Carneiros.

Anúncios

3 ideias sobre “Lá na Casa dos Carneiros

  1. Veruska Gusmão

    Boa tarde! Estou buscando informações sobre a minha bisavó Tazinha. Inclusive se puder me indicar outras pessoas da família que possam me ajudar, agradeceria!

  2. Christiana Fausto

    Marcus,
    seus coquinhos estão cada dia mais deliciosos. Adorei esse post da casa dos carneiros. Remeteu-me à minha adolescência em Caetité-Ba, quando tive a imensa honra de conhecer esse cantador, Elomar, numa fitinha cassete apresentada por um colega de Agropecuária (isso mesmo, meu segundo grau foi Técnica em Agropecuária, com direito a deproma e tratorista e tudo) que infelizmente já se foi. Causa mortis – overdose! que nossos amigos permaneçam no poder para alívio do nosso velho Cazuza. Grande beijo, c.

  3. Kátia Borges r

    Marcus,

    Tenho que concordar com Soraya; a grandeza (poética/jornalística/ literária, dos seus textos, esta na sua escrita mais umbilical,. Vai ver que é por isso que eles parecem tão universais, ou, ao menos, se aproximam disso. Este, por exemplo, pertence a um contexto histórico e cultural comum a mim e tantas outras pessoas! Os nomes dos parentes e personagens que protagonizaram nossa história de vida, são semelhantes. Na minha, tinha Menininha de Tecô e até uma tal de Dona Rôla, pode?!!!

    Bjs,

    K.B

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s