O poeta, a escorregadeira e a estação

18/05/2008

O filme arquivado na memória com imagens de Castro Alves de junho de 1970 a meados de 1973 é em película, tem profundidade, cor, densidade, é projetado na imensa tela do passado, tratado com uma espécie de photoshop afetivo. A realidade, bem, a realidade me transforma num fotógrafo afobado, tomado pela emoção e pelas lembranças. As casas onde morei, as escolas onde estudei, as ruas e praças, a igreja, o morro para onde eu ia ficar sozinho, pensando na vida e de onde se avistava toda a cidade. A estátua do poeta que a gente fazia de escorregadeira, na praça onde declamei Vozes d´África em 1971, ano do centenário da morte do poeta. A estação de trem de onde já embarquei e para onde eu ia aos sábados assistir aos hippies que passavam em direção ao sonho que já acabou. Tudo me joga para os meus 11, 12 anos e na minha cabeça se abrem duas telas, como naqueles filmes experimentais onde duas ações são projetadas ao mesmo tempo. Não resisti e chorei ao entrar na minha Escola Polivalente de Castro Alves.

Aproveitei a viagem a Iaçu, em junho do ano passado, e fiz sozinho  a viagem que sempre planejei. E que viagem.

                                                                                  Estação ferroviária  

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200620103361780&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

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