Fragmentos

01/06/2008

Já ia pela metade de Crime e Castigo quando me deparei com Misto Quente, de Bukowiski, numa versão pirata e on-line. Li e fiquei impressionado com a crueldade de um pai. Vou capengando pelas agruras de Raskólnikov e começo também a ler Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, motivado pela estréia da peça na próxima semana, dirigida por Marfuz. Estou também na metade de uma biografia de um personagem de um perfil que vou fazer como frelancer para uma revista nova.

 

Sou assim. Quando não estou bem da cabeça, leio. Foi assim quando eu não estava bem da cabeça e fora do mundo entre 1988 e 2000. Lembro que comecei a aterrissar quando, sem ter o que fazer na vida, criei um cartão na biblioteca dos Barris e li uns 10 livros em pouco mais de um mês. Lembro que dos 12 aos 15 ou dezesseis lia mais. Como tenho pouca memória, retenho pouco do que leio. Uma cena, uma situação, acho que o que fica de fato, se é que fica, está lá no inconsciente. Mas o que faço mesmo é deixar muitos livros pela metade.

 

Juliana Cunha fez um texto para a revista da Metrópole, sobre um livro que defende a idéia como a leitura é fragmentada, chega aos pedaços. E sobre a incapacidade de se ler tudo e as mentiras sobre o que lemos. Lemos  pedaços de livros, orelhas, ouvimos falar. Como de resto na vida: editamos o que vivemos, o que desejamos viver, editamos e vamos vivendo também de fragmentos.

 

Queria muito ter habilidade com línguas. Sou um fracasso. Nunca consegui aprender inglês. Um ano e dez meses na Rússia não me deixou apto a ler os russos no original. A convivência com latinos também não adiantou muito na minha não fluência em Espanhol. 

 

Tento, com a ajuda de traduções, ler Crime e Castigo no original e testemunho a farsa da tradução da tradução, o que eleva ao quadrado a máxima tradutori, traitori. Paulo Bezerra traduziu  do original. Menos mal. Mas Cláudio de Castro, na coleção Biblioteca Folha, deve ter traduzido do inglês ou francês. Aí ficou difícil.

 

Veja só a diferença nas primeiras linhas do romance.

Paulo Bezerra

Ao cair da tarde de um início de julho, calor extremo. Um jovem deixou o cubículo que subalugava de inquilinos da travessa S., ganhou a rua e, ar meio indeciso, caminhou a passos lentos em direção à ponte K.

Saiu-se bem, evitando encontrar a senhoria na escada.

Seu cubículo ficava bem debaixo do telhado de um alto prédio de cinco andares, e mais parecia um armário que um apartamento.

Cláudio de Castro

Era um maravilhoso entardecer de julho, extraordinariamente cálido, um rapazdeixou o quarto que ocupava no sótão de um vasto edifício de cinco andares no bairro de S*** e, lentamente, com ar indeciso, se encaminhou para a ponte de K***.

Teve a felicidade, ao descer, de não encontrar a senhoria, que morava no andar inferior.

Original

В начале июля, в чрезвычайно жаркое  время,  под  вечер,  один  молодой

человек вышел из своей каморки, которую нанимал от жильцов в  С-м  переулке, на улицу и медленно, как бы в нерешимости, отправился к К-ну мосту.

Он благополучно избегнул встречи с своею хозяйкой на лестнице.

Каморка его приходилась под самою кровлей  высокого  пятиэтажного  дома  и  походила более на шкаф, чем на квартиру.

De onde  Castro tirou o adjetivo maravilhoso? Com extraordinariamente cálido? Quente pra caralho seria mais perto da realidade. Pior, da frase abaixo, que vem em seguida, usou  apenas a informação de que o cubículo, que traduz por quarto, ficava no sótão de um edifício de cinco andares. Trocou  alto por vasto, que são coisas distintas, e  sonegou o restante, a informação que o cubículo mais parecia um armário que um apartamento. Esta visualização do ambiente é fundamental para entender o lugar onde o sujeito vivia.

 

Agora você talvez entenda o motivo de ter largado algum dos romances russos pela metade.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3394955749428&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

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7 Respostas to “Fragmentos”

  1. Bruno Says:

    Gusmão,
    muito, muito bom esse post. gostei pra caralho.
    parabéns.
    abraços.

  2. Katia Borges Says:

    O livro que mudou minha vida foi “On The Road”, de Kerouac. Foi um efeito devastador, me fez sair do quarto de casa e buscar as ruas. E, sobretudo, querer viajar e escrever.

  3. paulo bono Says:

    mas pai é sensacional.
    Mas acho que Misto Quente é o livro que mudou a minha vida.
    o velho Buk é o meu favorito.

    abraço

  4. dine Says:

    Acabo de ler um depoimento interessante sobre os dois hemisférios de nosso cérebro. O hemisfério direito é o aqui e o agora, é nossa relação direta com o mundo, é nosso ser conectado com a energia do mundo. O hemisfério esquerdo pensa em linguagem, é nosso eu metódico e egoísta dissociado do resto do mundo,”eu sou”.
    Segue o depoimento da neurocientista Jill Bolte Taylor.

    “How many brain scientists have been able to study the brain from the inside out? I’ve gotten as much out of this experience of losing my left mind as I have in my entire academic career.”
    Jill Bolte Taylor

    ” Comecei a estudar o cérebro humano porque tenho um irmão que é esquizofrênico. Como irmã e como cientista, queria compreender porque é que eu posso usar o meu cérebro bem, e realizar meus sonhos, e o que há na cabeça dele que o faz incapaz de conectar seus sonhos com a realidade lá fora. Dediquei minha carreira para isso. Saí de Indiana para Boston, e estava trabalhando no departamento de psiquiatria da Universidade de Harvard.
    Nós estavamos perguntando: qual a diferença, no código, entre cérebros de indivíduos que são normais, e o cérebro de invíduos que tem problemas como esquizofrenía ou bipolaridade. Então, essencialmente, nós trabalhavamos investigando os “micro-circuítos” do cérebro e descobrindo quais “químicos” eram responsáveis por quais “eletrodos”.
    Isso tinha muito significado na minha vida. Eu estava, além de trabalhar com esse tipo de pesquisa, envolvida também com trabalho voluntário para pessoas com esses problemas − trabalhando nisso na noite.
    Mas no dia de 10 de dezembro, acordei para descobrir que eu mesma tinha um problema. Uma veia explodiu no lado esquerdo do meu cérebro, e aos poucos eu assisti meu cérebro deteriorando completamente sua capacidade de processar informação. No dia da hemorragia, eu não conseguia andar, falar, respirar, escrever ou lembrar de qualquer coisa da minha vida. Essencialmente, virei um bebê.
    Eu trouxe um cérebro verdadeiro para vocês verem. Então aqui temos um cérebro verdadeiro. Quando olhamos, é óbvio que os dois córtex são separados. Para quem usa o computador, você poderia pensar que o lado esquerdo funciona como um processo serial, e o lado direito funciona como um processo paralelo. Os dois hemisférios se conectam através do corpus escaloso, com 300 bilhões de fios, mas os dois hemisférios são perfeitamente separados. Isso faz com que eles processem a informação de uma maneira inteiramente diferente, possuindo informações completamente diferentes, e se é que eu posso dizer, tendo até mesmo personalidades diferentes.
    Nosso hemisfério direito é sobre o aqui e o agora. Sobre bem aqui e bem agora. O hemisfério direito pensa em imagens e entende o mundo sinestesicamente a partir de movimentos do corpo. A informação, como uma forma de energia, entra direto para esse hemisfério, e através de todo o sistema sensorial, o cérebro cria uma enorme colagem de como é este momento do presente, de como a informação aparece sensorialmente. Como é o rosto, como sente, como cheira e qual o barulho que faz. Eu sou um ser energético conectado com toda a energia em volta de mim. Nós somos seres energéticos conectados uns aos outros através desse hemisfério como se fossemos todos aspectos de uma só família humana. E aqui e agora, somos irmãos e irmãs nesse planeta, e nesse momento somos perfeitos, completos e belos.
    Mas, meu hemisfério esquerdo, é um lugar muito diferente. O hemisfério esquerdo pensa linearmente e metodicamente. É todo sobre o passado ou sobre o futuro. O hemisfério esquerdo é permeado para pegar toda essa colagem enorme do “aqui e agora” e começar a coletar detalhes e pensar sobre esses detalhes, categorizar e organizar, associando com todas as informações do passado, e projetar para o futuro todas as nossas possibilidades. O hemisfério esquerdo pensa em linguagem. É responsável por esse constante “tagarelar” que a gente escuta o tempo todo. Essa vozinha que sempre me fala: “ei, não esqueça de passar no supermercado, você vai precisar de comida amanhã de manhã”; é a vozinha que me lembra que tenho que lavar a roupa e outras coisas assim. Mas o mais importante de tudo, é essa pequena voz que fala “eu sou”. “Eu sou”. E todas as vezes em que o hemisfério esquerdo fala, “eu sou”, eu me torno um indivíduo separado desse fluxo de energia em torno.
    Foi essa parte do cérebro que perdi no dia em que acordei.
    Acordei com uma dor de cabeça terrível atrás do meu olho esquerdo. Era o tipo de dor cáustica que a gente sente quando morde um pedaço de um sorvete congelado. E me agarrou e de repente largou. E me agarrou de novo, e me largou de novo. Foi muito estranho ter uma experiência de dor dessa forma, porque normalmente não sinto dor. Mas pensei: “ah, tudo bem. Eu vou continuar minha rotina”. Então, levantei e fui para meu aparelho de ginástica (cardioplaner). Estava me exercitando, e de repente me dei conta de que minhas mãos pareciam garras enormes. Pensei: “que estranho”. Olhei para meu corpo: “Meu Deus, como meu corpo está estranho!”. Era como se minha consciência tivesse ido para fora de mim, e eu estivesse me olhando do lado de fora. Minha percepção tinha mudado totalmente. Eu tinha ido para algum espaço esotérico, onde eu estava me vendo de longe. Era muito esquisito. A dor de cabeça estava piorando, então eu sai do aparelho e estava atravessando a sala e me dei conta que tudo no meu corpo estava muito lento. E cada passo que eu dava era muito rígido, não existia mais fluidez nos meus movimentos. Havia uma contrição da minha área de percepção. Havia uma área que estava apenas focada nos sistemas externos.
    Eu estava entrando no banheiro, indo para o chuveiro, e de repente ouvi um diálogo dentro de minha cabeça: “ok, vocês músculos, contraiam. Outros, relaxem”. Entrando no chuveiro, olhei para minha mão apoiada na parede e vi meu braço. Me dei conta que eu não conseguia mais perceber o limite entre meu corpo e as paredes do chuveiro. Todo o meu corpo. Não podia definir onde meu corpo terminava e onde a parede começava. Porque as moléculas da minha mão estavam se juntando com as moléculas da parede. A única coisa que eu consegui detectar era uma energia. Eu me perguntei: “o que está acontecendo comigo?”. Nesse momento, de repente, todo esse “tagalerar” se silenciou inteiramente. Como se alguém tivesse um controle remoto a apertado o botão de “mute”. Fiquei chocada em me dar conta que eu estava em total silêncio dentro da minha mente. Porém, imediatamente, fui cativada pela maravilhosa energia ao meu redor e por não conseguir identificar mais meu corpo, senti-me enorme e expandida como um imenso balão. Sentia-me como toda a energia do universo. Enfim, de repente entrou o hemisfério esquerdo e falou: “ei, temos um problema! Temos um problema! Você tem que agir”. Respondi “ok, ok. Tá bom”. Mas imediatamento fui embora de novo. Minha consciência voltou para esse lugar que, hoje em dia, chamo afetivamente de “lalalândia”. Tudo muito bonito. Imagine o que é estar inteiramente desconectado do “tagarelar” e do diálogo interno do seu cérebro, e de todas as conexões do mundo externo. Todas as coisas como o meu emprego, e todas as atividades que eu relaciono com stress tinham sumido. Me senti leve. Imagine, todos os relacionamentos do mundo e todo o stress relacionado tinha sumido. Eu sentia um centro de paz. Imagine como seria perder 37 anos de bagagem emocional. Eu me sentia eufórica. Lá era lindo.
    De repente, meu hemisfério esquerdo voltou e disse: “ei, você tem que prestar atenção! Você tem que conseguir ajuda”. Sai do banheiro, mecanicamente vesti uma roupa para ir para o trabalho, mas pensei “será que vou conseguir dirigir?” Foi aí que me dei conta que minha mão direita estava totalmente paralizada, estendida ao lado do meu corpo. Aí me dei conta, “Meu Deus, eu estou tendo um AVC!”. Só nesse momento. A próxima coisa que lembro, foi que meu hemisfério esquerdo dizia “Você tem que conseguir ajuda, você está tendo um AVC”, e meu hemisfério direito dizia “Uau, que legal! É tão legal! Quantos neurocientistas tem a oportunidade de pesquisar um evento desses de dentro para fora?”. Em seguida me ocorreu: “mas eu sou uma mulher muito ocupada, não tenho tempo para ter um AVC”. Então pensei: “tá bom, tá bom. Eu não posso impedir do AVC acontecer, então vou ficar por aqui umas duas semanas, depois eu volto”. Eu pensava, “eu tenho que chamar ajuda”. Eu não lembrava o número do meu trabalho, mas lembrava que estava escrito em um cartão de visita junto com uma pilha de cartões de visita na minha mesa.
    Peguei três polegadas de cartões de visita, e aconteceu uma coisa esquisita. Apesar do fato de eu estar vendo em minha imaginação, claramente, o cartão, eu não conseguia dizer qual daqueles era o meu cartão. Porque tudo que eu conseguia ver era um amontoado de pixels, e os pixels das palavras se juntavam com o resto dos pixels do cartão. Eu não sabia mais ler. E eu não conseguia falar, dizer nada. Naquele momento veio mais uma onda de clareza. Neste momento que eu conseguia reestabelecer com a realidade normal, eu conseguia ver através do padrão dos cartões e ir selecionando: “não é esse o cartão, não é esse o cartão”.
    Levou 45 minutos até eu achar o meu cartão no meio da pilha, e nesse meio tempo meu AVC estava piorando. Eu não entendia mais como usar o telefone, então peguei o cartão, que para mim não eram mais números, apenas um padrão visual, e coloquei ao lado das teclas do telefone para comparar as formas. Eu estava comparando as formas e os rabiscos. O problema é que de repente eu saia para a “lalalândia” e quando eu voltava eu não lembrava qual o número que havia discado. Então tive que levantar meu braço paralizado, e colocar o dedo para que depois de voltar da “lalalândia”, ao ver o meu dedo sobre a tecla, eu soubesse qual número havia discado.
    Finalmente consegui discar todos os números, e escutei meu colega atender. Ele falou para mim: “aw aw aw”. Pensei, “Meu Deus, meu amigo parece um Golden Retriever”. Falei para ele claramente na minha cabeça: “Aqui é a Jill, estou tendo um problema, me ajuda”, mas minha voz saía: “au au au”. Pensei: “Oh, Meu Deus, eu sou um Gold Retriever também!”. Eu não sabia que eu não falava ou compreendia a linguagem. Meu amigo se deu conta que eu estava em apuros e conseguiu ajuda. Pouco tempo depois, eu estava em uma ambulância a caminho do hospital, e virei uma bolinha fetal. Parecia um balão com um último sopro de ar saindo de dentro de mim. Senti minha energia indo embora, e senti meu espírito me deixando. Nesse segundo eu sabia que não era mais a coreógrafa da minha vida, e, ou os médicos iriam reestabelecer meu corpo e me dar uma segunda chance, ou eu estava morrendo naquele momento. Meu momento de transição.
    Quando acordei mais tarde, fiquei chocada em me dar conta que ainda estava viva. Quando senti a rendição do meu espírito, já tinha me despedido da vida e minha mente estava, agora, suspensa entre dois mundos muito opostos da realidade. O estímulo entrando pelos sentidos era dor total. A luz queimava meu cérebro. Os sons eram tão caóticos e tão barulhentos que eu não aguentava. Eu não conseguia separar a voz desses outros barulhos, e eu só quis escapar. Porque eu não conseguia identificar nem a posição do meu corpo no espaço, me sentia enorme e expandida, como um gênio saindo de sua garrafa. Meu espírito levantou de mim como uma enorme baleia, pairando em cima da terra em silêncio total. Foi quando achei o nirvana. Eu pensava: “nunca vou conseguir enfiar essa enorme massa que é meu corpo, dentro do meu corpo de novo”. Mas aí me dei conta que ainda estava viva. “Eu estou viva. Eu achei o nirvana”. E se eu posso achar isso, dentro do meu corpo, pensei, então todas as pessoas poderiam achar. Tive uma visão do mundo cheio de pessoas com compaixão e amor, que sabiam que poderiam ir para esse espaço, que poderiam escolher em dar um passo para o lado direito do seu cérebro e descobrir isso. E me dei conta do presente maravilhoso que essa experiência poderia ser. Que visão maravilhosa para as pessoas, para que elas se dessem conta de como de fato nós vivemos nossas vidas. Foi então que me dei conta que eu iria me recuperar.
    Duas semanas e meia depois do AVC, os cirurgiões entraram na minha cabeça e tiraram o coágulo do tamanho de uma bola de golf, que estava pressionando os meus centros linguísticos. Levou oito anos para me recuperar. Então, quem somos nós? Somos a força de vida, o poder do universo, com destreza manual, duas mentes competindo, e temos o poder de escolher o que fazemos de nossas vidas. E como vamos lidar com as respostas desse mundo.
    Agora, eu posso, de forma consciente, entrar com um passo para o lado direito do meu cérebro onde eu sou a força de vida do universo, esse imenso poder de 50 bilhões de células funcionando no meu cérebro o tempo todo, força que fazem o eu e minha forma, conectada com tudo que existe, ou eu posso escolher entrar no meu hemisfério esquerdo, onde eu sou autônoma e separada do fluxo. Eu sou doutora Jill Bolte Taylor, intelectual, neurocientista. Essas são o “nós” dentro de mim.
    Qual a que você iria escolher? Qual a que você escolhe? E quando?
    Eu acredito que quanto mais tempo passamos escolhendo onde ficar entre nossos dois hemisférios, mais paz poderemos projetar ao mundo. E mais paz terá nosso planeta.
    E acho que essa é a idéia de viver.

    Dine, acho que esta senhora teve primeiro um surto de esquizofrenia seguido de um AVC. Agora falando mais sério, o texto me deixou apavorado. Li rapidamente e durante a leitura lembrei que nosso pai passou por isso, que eu com minha vida sedentária, carga genética e mais de uma arroba além normal sou sério candidato a esta viagem psicodélica. E você também tá no caminho. Resultado: vamos fazer dieta, começar a andar e diminuir a carga de stress?</

  5. Katia Borges Says:

    Fiz um semestre inteiro de alemão, e fui aprovada com distinção. Esqueci tudo. Mal sei falar volkswagem, que é carro do povo (acho).

  6. blag Says:

    Hei, eu também tenho memória-ralo. Tem livros que não apenas esqueci do que tratam, em parte ou no todo. Simplesmente esqueci de ter lido. Acho que eu tb falava mais inglês e fui esquecendo. Será que sabia outra língua que escafedeu???!!!

  7. Katia Borges Says:

    Oi, Marcus, como vai? Nunca mais nos falamos, aqui ou na “vida real”. Também tenho memória curta. Leio, leio, leio e, no final das contas, some tudo por dentro. Fico fula com isso. Mas fazer o quê? Beijos

    Kátia

    Confesso que vindo de você e Nilson fico satisfeito com as semelhanças de falta de memória e dificuldade com línguas. Sei que esta satisfação é escrota mas é também confortante.
    De alguma maneira acho que o que a gente conversa ou lê fica guardado em algum lugar e aparece de forma filtrada no que a gente escreve ou na hora de uma decisão, por exemplo.


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