Arquivo mensal: abril 2009

Professor por um dia

Este coco pequeno vai dar um tempo. De hoje  em diante, além de modificar o meu modo de vida, estarei por uns dias dedicado ao Ponto a Ponto, blog criado como suporte de um curso sobre cultura digital para 20 monitores de  Centros Digitais de Cidadania. O CDC, espécie de lan house pedagógica criada pelo governo para promover a tal inclusão digital ou o Mobral desta era WWW. O curso será de segunda a quinta. Nos três primeiros dias serei aluno e no último virarei… instrutor. Estou tentando levar a sério um curso que me aceita como instrutor.

E estou levando a sério mesmo, incluindo o pânico de atuar na companhia de professores de verdade e de falar para 20 pessoas, monitores dos CDCs, que têm conhecimento real de informática, atividade que aprendo o básico do básico a facão.

Estou levando a sério também porque os pontos de cultura foram a melhor obra deixada por Gil como ministro. Se eu conseguir contribuir, nem que seja um pouquinho, pra este negócio dar certo aqui na Bahia terei realizado algo realmente útil nesta minha vida cinza de barnabé a serviço do discurso oficial, como técnico de assessoria de comunicação, nome bonito para a grande peixaria do discurso oficial.

Sou gaiato o tempo inteiro, não meço palavras no meu dia-a-dia em lugar nenhum, mas diante de uma platéia formal travo, a voz fica trêmula e eu não tenho certeza se estou dizendo o mesmo que estou pensando. Foi assim quando resolvi fazer uma pergunta a Kátia e a Mônica, com microfone, no café literário, lá na feirona de livro. Foi assim, há dois anos, quando falei para um auditório para alunos de Turismo da FIB, desastre relatado aqui .

Sempre fui um aluno relapso, tirando o período em que eu era menino prodígio por decorar e recitar o poema Vozes D’áfrica,  de Castro Alves, e tirar o terceiro lugar, com direito a um jogo de panelas de alumínio como prêmio, num quiz show de cartas marcadas, respondendo sobre a origem do homem, num cinema em Castro Alves. Um professor de Ciências me passou um velho volume de uma enciclopédia vermelha e me orientou para estudar um ou dois capítulos, que traziam palavras nunca vistas antes como australopithecus, pitecantropídeo erectus, ou homem de java.  As perguntas sairiam apenas dali e isto o auditório não sabia.

Na Ufba, estudante medíocre que detestava o discurso acadêmico. Apenas no primeiro ano na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou, fui CDF, interessado em ganhar 10 rublos a mais no estipêndio, mimo soviético para estudantes que tiravam notas acima de oito e que dava direito ao fim do curso a obter um diploma na cor vermelha, suprema distinção. Este esforço me ajudou a não ser preso e deportado ao praticar nos jardins da Catedral de Santo Isaac, em Leningrado, antiga e atual São Peterbusgo, o ato que segundo Cazé deveria ser tombado como patrimônio imaterial da Bahia: mijar na rua. Tinha apenas como atenuantes o fato de ser duas da manhã, horário em que não havia banheiros públicos abertos e de ter mirado a grama. Não adiantou. Veja o fesfecho do tal ato aqui.

Ato que hoje abomino e que na quinta feira testemunhei sua prática num limite extremo. O sinal abriu na ladeira de Santana, por volta das sete da noite, e o carro da frente não andava. Vi então o motorista em pé atrás da porta aberta e pensei que o carro havia quebrado. O filete liquido ladeira abaixo encerrou o enigma. Cazé é testemunha.

Voltarei a escrever neste Licuri após o curso e após concluir um compromisso, que beira um TOC: só fazer um novo post depois de responder a todos os comentários em aberto. Muitos comentários, a maioria, nem pedem resposta. Não sou portador de TOC, mas eu e Roberto Carlos – talvez algumas baleias – sabemos a força de um compromisso TOC.

Falar em RC vou me organizar para ir ao show dele no dia 03 de outubro. Quero pelo menos ter visto um dos três principais soberanos da nossa monarquia Brasilis em ação, já que perdi o rei do futebol e o rei do baião.

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Passeio de trem

passeio-marcus

Bem, foi um passeio de trem, depois de barco, depois a pé… Enfim, foi um passeio surpreendente pela quantidade de gente – 50 pessoas – pelo alto astral, pela boa comida, pela alegria e paz em todo o percurso, num  domingo de sol e muitas borboletas amarelas no cais de Plataforma, no dia 05 de abril do ano da graça de 2009.

Veja a viagem de cada um dos que colheram imagens:

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

E no vídeo 360.


Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

Talita Nunes, no Picasa

Gilberto Lyrio, no Orkut e no Flickr

Wladimir Cazé, no Silva Horrida – Guia de Cidades.

Marcelo de Trói, no Gregos & Baianos, no Flickr e no Orkut.

Taiane Oliveira, no Indagações Perenes.

Regina de Sá e Glória Venceslau, no Picasa

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Susan me segue

Hoje é sexta-feira e eu fui ao médico. Hoje é sexta-feira e eu fui trabalhar. Hoje é sexta-feira e eu estou depressivo. Exame mostra coração mais ou menos. Claro, 48 anos, mais velho que Susan Boyle, IMC lá no alto, stress, corre-corre, queria o quê? Coração de atleta? Tenho medo. Saí do exame cantarolando É preciso saber viver, é preciso saber viver. Bolei um post que teria o título Carpe Diem, decisão de mudar de vida, mudar o rumo da vida. Só decisão, porque mudar é quase impossível, mudar só é fácil de boca.  Susan Boyle apareceu em minha vida hoje pela manhã, via Contardo Galigaris de ontem lido por Soraya. Eliene, a moça que trabalha aqui em casa também conhece Susan Boyle, viu na Record. Enquanto aguardava a esteira que me revelaria coração claudicante, Susan Boyle aparece na TV da clínica lotada. No trabalho todos já conhecem também Susan Boyle. Luísa agora ri da charge de Maurício Ricardo, no Uol e vê entrevista no You Tube em um canal no Canadá. Susan Boyle sabe cantar e eu nem isso. Sem chances. Virei professor por um dia. Quinta-feira vou falar sobre blogs.  Susan Boyle sabe cantar e eu tento fazer blog.