Iaçu, década de 70

projeto-iacu-cultural-no-orkutUma das 2.843 fotos do Iaçu Cultural, projeto de memória criado por Deborah em um perfil  no Orkut e que agora está também no Facebook.

Busquei a imagem para ilustrar este post sobre uma minissaia, motivo  de rebelião num presídio, digo, numa universidade  de São Paulo. 
Soube deste assunto via twitter, há uma eternidade em tempo de internet, mas não consegui ver o vídeo postado no Boteco Sujo porque a Uniban colocou funiconários para enxugar gelo, ou seja, ficam de plantão vasculhando a rede para pedir a retirada dos vídeos ao You Tube.

E hoje finalmente vi um video completo. Veio num e-mail indignado  de Bárbara Jolie, do Vinte e Cinco Inquietações, com o link para uma matéria de tv postada no Bahia em Pauta.  Resolvo entar  na roda porque a história me impressionou.

E pela primeira vez vejo  unanimidade nos comentários no You Tube. O nível é baixo, como sempre, mas a pontaria é certeira. Ou chamam os homens de viadinhos ou as mulheres de invejosas, ou a universidade de Unibambi, ou até aceitam o coro absurdo de puta, mas defendem o direito das putas  frequentarem uma faculdade.

O anúncio no portal da Uniban oferece cursos de até R199,00 por mês. Ou seja, tá mais pra mercadinho. A arquitetura circular do prédio lembra grandes bibliotecas do mundo mas no vídeo mais parece pátio de presidio em motim de filme americano.

Os gritos têm a força dos gritos do movimento estudantil, movido a saias tão ou mais curtas como a da moça. Saias como estas da foto,  usadas à vontade em Iaçu, na Chapada diamantina, pssivelmente por volta de 1968, o ano portador da  ilusão de que o mundo mudaria pra melhor.

Atualizado em 09/11: a decisão da uniban é mais absurda ainda do que tudo o que aconteceu. É inacreditável. Episódio gera  vídeo  hilário.
Atualizado em 10/10: uniban volta atrás. Distribuída pela AP, notícia ganhou o mundo:  The Guardian.

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5 ideias sobre “Iaçu, década de 70

  1. thayna

    figuei emocionado ao ver as fotos neste mesmo ano eu era calouro iniciava aia primeira serie na escola colegio municipal castro alves onde eu apredi muitas coisas as prof otimas eu agradeço hoje tenho 23 anos e guado eu estudei na escola eu tinha 14 anos ja esto na fagudade beijossss

  2. Reginaldo Oliveira (Baleia)

    Fiquei emocionado ao ver esta foto, neste mesmo ano eu era calouro iniciava aí a primeira série ginásial no Colégio Municipal Castro Alves onde presenciei e compartilhei a alegria dessa foto. Obrigado

  3. Nílson

    Na boa, a minha tiuria – análise pseudo-sociológica – é a seguinte: identificação. Como putas muitas se vestem, sem que ninguém fique muito chateado. O pobrema da suposta puta de vestido cor-de-rosa e pintura berrante é a cara de puta… pobre. Os viadinhos e as putinhas, portanto, ficaram incomodados (uia) porque são de classe média-baixa e o que seria uma puta com cara de puta pobre meio que rebaixa a facu, leva todo mundo de volta pro andar de baixo. Sacou? Viajei?
    Pode ser. Tem esta visão aqui também, do desejo reprimido: http://bit.ly/3OLH1E

  4. victor (o filho de betão)

    como sempre mais uma vez o panopticismo e foucault criando mais uma das suas vitimas.
    Panop o quê??? Pôrra Betão, este cara outro dia estava nas fraldas e agora vem com papo de focault? Na moral, Victor, depois você me explica, certo?

  5. Bárbara Jolie

    O episódio de pró Jaque preferi o silêncio mas, esse comportamento dentro duma universidade é assustador! Sociedade hipócrita! Nojenta! Eita inquietação que não cessa.
    São pernas e bundas da mesma moeda: repressão.

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