A força da grana

Barão

Ao viajar por centenas de fotos do passado de Vitória da Conquista, contemplo o leite derramado e me ocorre uma pergunta. Como seria esta cidade caso seu crescimento respeitasse o passado, caso as novas construções buscassem outros espaços? Possivelmente nossa cidade teria se transformado num dos destinos turísticos mais interessantes do país.

O casario sertanejo, o frio, as pessoas, casas de cultura com a obra de Elomar, de Glauber,  bares, restaurantes, pousadas temáticas.

Outra pergunta. Por que cidades como Lençóis, para ficar num só exemplo, conservam sua cara, seu casario?

A resposta talvez esteja na grana.  Com o fim do dinheiro do diamante a cidade de Lençóis empobreceu completamente e como ninguém construía mais, também não destruíram.

No crescimento contínuo e desordenado, sem planejamento,  talvez esteja a explicação para  a destruição do passado sem dó nem piedade. Isso acontece também em Feira de Santana. As duas maiores cidades da Bahia ignoram a história e transformam seu passado arquitetônico em entulho. 

Um exemplo. Na década de 1970 Conquista recebeu incentivo para plantar café e a cidade sentiu o impacto da entrada do diheiro. E o efeito colateral  mais visível foi a demolição do antigo Hotel Conquista  para a construção de um caixote modernoso, nova sede do Banco do Brasil.

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Existem outras causas. Quais?

Foto 1: Rua Grande, hoje Praça Barão do Rio Branco.
http://www.blogdopaulonunes.com/v3/category/historia/page/6/
Local Hoje: http://bit.ly/ZPTleO

Foto2: http://on.fb.me/19KaNDi

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