Vou e volto. Faustino eu?

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Vou e volto. E no meio das manifestações encaro o meu e o seu maniqueísmo. Entre a luz e a as trevas destes dias procuro um lugar.
E vou e volto.
E vou e volto, com o dedo indicador a girar o botão do mouse. Na tela rolam argumentos pra todo gosto.

No engarrafamento da BR 324, sou minoria. Mulher e filha defendem ir às ruas de Salvador neste dia de Brasil x Itália. Eu ficaria em casa. Estou com as orelhas em pé. E enquanto elas não baixarem, empaco, não volto às ruas. Coxinha eu? Faustino eu?

A estrada resolveu o dilema a meu favor. Somos do interior.

Ninguém imaginaria um São João e uma Copa das Confederações neste clima. Imagina na Copa do Mundo. Vem aí o 2 de Julho, o 7 de setembro, com um agosto inteiro no meio. Ninguém tem a menor ideia no que isso vai dar. Mas à medida em que a temperatura aumenta é preciso ter discernimento, calma e habilidade para mudar para melhor. Todos estão jogando o jogo. Uns jogam limpo, outros jogam sujo, é preciso ficar atento. 

Nas ruas da capital acompanhamos de perto um conflito de recolhimento de uma bandeira do PSTU. No rescaldo conversamos com dois jovens da turma do sem partido. Nem de longe pareciam boys malhados ou classe média neófita nas ruas.  Incomodava a  bandeira do outro ali do lado porque  os vestia também.  Passaria a mensagem, o atestado simbólico  de que aquele movimento pertencia ao partido e afastaria outras pessoas. Naquele momento concordei. Coxinha, eu? 

Na concentração do Campo Grande vi uma faixa de gráfica, levada por um grupo com camisetas de gráfica. Destoavam do improviso da maioria. Os grupos organizados se “infiltram” e sabem o que estão fazendo. A coisa de  está se tornando profissional. Coxinhas eles?

Vi também o fogo ao lado de um poste de iluminação. Eu me incomodo com a depredação. A vontade era apagar, aquilo ali vai custar caro consertar, a conta é nossa.  Coxinha eu?

E para encerrar, desço do muro para afirmar que sob sob esta temperatura e pressão minha palavra de ordem até as eleições é: Fica Dilma. Coxi…

Gosto muito de coxinhas

Até a semana passada coxinha pra mim era apenas sinônimo de coisinhas  gostosas.  A gíria paulistana aterrissou nas caixas de comentários da internet. Tem até página no facebook, de onde foi copiada a imagem deste postNuma tradução aproximada para o baianês, seria Faustino, o personagem de Miguel Cordeiro, habitante dos muros da cidade.  

 

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4991313257368&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

 

 

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