Um santo pra chamar de meu

24/09/2013

Moro no segundo andar de um prédio sem elevador. Como bom obsessivo já contei das mais variadas maneiras os degraus desde a garagem até a porta de casa. São 16 x 3. Ou 32+16. Ou 16+8+8+8+8 e por aí vai até quase o infinito. Outro dia resolvi contar os degraus com o tempo. Resultou neste texto:

“Presente, diz ao tocar o pé direito no batente da escada. Passado, diz  ao levantar o pé esquerdo. Antes de alcançar o próximo degrau, diz  futuro. Ao tocar novamente o batente seguinte, diz presente.

E sobe cantarolando, devagar quase parando: presente, passado-futuro, presente, passado-futuro, presente.  No presente o pé está sempre no chão. Chega finalmente à porta, ofegante e satisfeito. Pela primeira vez se convence da supremacia  do aqui e agora.”

Luísa me avisa que viu algo semelhante numa apostila da escola, nas palavras de… Santo Agostinho.

Hoje ela me apresentou o texto e leu no carro enquanto eu fazia meu trabalho de motorista. Senti um alegria semelhante à de um torcedor quase bêbado ao gritar gol ou BBMP! quando ouvi traduzido o que senti nas palavras de um sujeito que por aqui passou há quase 1.600 anos:

“O que agora claramente transparece é que nem há tempos futuros nem pretéritos. É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer que os tempos são três: presente das coisas passadas, presente das presentes, presente das futuras. Existem, pois, estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras”

foto: http://bit.ly/qKUAoG

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200572322687293&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

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Uma resposta to “Um santo pra chamar de meu”

  1. Chico Muniz Says:

    Gostei. Luísa estava inspirada quando lhe apresentou Santo Agostinho, que foi católico no passado e no presente, onde esteja, nas altas esferas, colabora para nosso esclarecimento nas hostes espíritas. Em O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo mensagens deles merecem nossas mais profundas reflexões…
    Abraço, Marcus.


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