Nildão, Claude Santos e Carybé

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Encontros

E por falar em década de 80 andava eu pelo Campo Grande hoje pela manhã em busca de turistas chegantes para entrevistar e eis que vejo alguém em minha direção com um olhar de quem exercita pensamento, mirando todas as direções. Era Nildão. Estendi minha mão na cara de pau: – Seu amigo de facebook.

Para minha surpresa ele me reconheceu. Lembrei de uma entrevista que fiz na década de 80 sobre sua poesia escrita nas ciclovias. É muito bacana quando a gente encontra na rua gente que a gente vê todo dia no facebook. Sim, elas existem.

Sempre fui admirador da arte de Nildão e recebi hoje assim do nada em plena manhã um elogio de quem admiro, disse ele que eu escrevo bem. Disse a ele que até bem pouco não acreditava nisso, muito pelo contrário, ainda tenho dúvida, mas aceitei feliz o elogio.

Conversa vai e vem e Nildão comentou o desenho da minha camisa-farda do Carnaval, viu ali traços de Carybé. E apontou para a obra de Carybé nas pilastras e em um painel do edifício em nossa frente. Mesmo mergulhado na cidade, o olhar de Nildão consegue ser estrangeiro, olhar de quem nota o que já se tornou invisível para a maioria.

Nildão se vai depois de comentar sobre a possibilidade de ter algo de errado com uma sociedade que resolve se divertir em apenas uma semana do ano.

Mal recomeço a andar depois de fazer a foto deste post, que saiu meio esquisita, e esbarro com Claude Santos, este sim fotógrafo, e de quebra conhecedor de Canudos. Claude é um dos grandes artistas desta terra, homem também do audiovisual. Mas Claude a gente só encontra ao vivo, em cores e em preto e branco. O cara é meio arredio a internet.

Alegria pelos encontros. Carnaval é assim, mesmo quinta feira, mesmo 11 da manhã.

Sigo então em busca dos meus turistas, satisfeito com os encontro casuais com os artistas desta cidade.

PS

Resolvo revisar o texto há pouco, melhor não acreditar no elogio de Nildão. Tudo confuso, mais de 300 erros. Tento consertar. Melhor excluir e publicar de novo. A desculpa é que eu estava meio bêbado. E a vantagem da internet é a possibilidade da revisão constante.

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