Arquivo mensal: outubro 2014

Seu filho, 13.

Sai oficialmente da infância hoje, embora há algum tempo já ostente corpo, jeito, cara de adolescente.

Seu filho detesta exposição na internet e proíbe seu pai de tirar fotos. Publicar, nem pensar. Seu filho surpreende seu pai, não sua mãe que o conhece muito mais e está sempre elogiando suas qualidades, embora jogue duríssimo com as notas da escola. Outro dia seu pai precisou usar o computador de seu filho e tomou um susto. Ali na arrumação da tela, na escolha dos programas, na forma de se relacionar com a máquina estava uma pessoa desconhecida, e muito, muito especial, como todo filho.

Seu pai não presta, é um péssimo pai. Mas ama seu filho. Sabe disso.

Se você chegou até aqui e aguentou esta confusão, explico. André quando aprendeu a falar deduziu o seguinte. Se todo mundo dizia pra ele seu pai isso sua mãe aquilo, ele começou a me chamar de seu pai e a Soraya de sua mãe.

Parabéns, meu filho.

 

 

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Promessas

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Votei nulo. Não acreditei nas promessas de melhoras no país feitas por ele. Não acredito nas mudanças prometidas por ela, a imagem daquela galera ao fundo na coletiva, a turma aliada, sustenta com folga minhas dúvidas.
Mas vi nas ruas ontem uma grande festa desde cedo. Além do céu azul, do mar delicioso e dos aviões de carreira sobre o mar de Ipitanga a apontar necessidades de maiores viagens interiores.
Vivemos hoje num país onde, bem ou mal, as pessoas decidiram a política no voto, uma alma, um voto.
Minha alma pede mudanças interiores, primeiro. Tenho dúvidas sobre vitórias aqui também.
Como os políticos, mantenho as promessas.

Amigo de carteirinha e troféu

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Agora tenho um troféu na minha estante.

Em mais de meio século de existência nenhum prêmio, nenhum troféu, nem bilhete na loteria, nem rifa das moças, nem nada. Vivia igual ao Vitória, sem nenhum título. Aliás, conseguia ser pior, nem vice era. O melhor que consegui na vida foi um jogo de panelas no terceiro lugar num programa de calouros num domingo, no cinema em Castro Alves, quando aos 12 anos respondi sobre “A Origem do Homem”. Até hoje quando ouço australopitecus ou homem de Java me lembro deste dia.

Mas voltando à noite de ontem, eis que finalmente minha vida de loser, como dizem os americanos nos filmes, finalmente teve um final feliz.

Fui laureado com o troféu Amigos da Picolino, a mais alta honraria deste circo instituição, lugar onde aprendo muito sobre erros, acertos, tombos, malabarismos, e, principalmente, a dar meus pulos nesta vida louca vida breve, vida imensa.

Todo TDAH tem um momento chamado de hiperfoco, quando canaliza todas suas energias para um fim. No meu interior chamam isso de incutimento, pior que doidice. Mas neste momento este incutimento tem gerado benefício para este projeto de pedagogia de vida que é o circo. Que seja assim.

Enfim, de verdade surpreendido, fiquei muito feliz, perdi a vergonha e subi para receber o prêmio ao lado de Clóvis, o capataz do circo, de quem já ouvi histórias incríveis do circo Vostok, onde ele trabalhou. E do dia em que fugiu com um circo. Um dia ainda conto isso aqui. Também recebeu a honraria a produtora Karine Paz, integrante da trupe que conduz toda essa loucura de administrar trocentas demandas tudo ao mesmo tempo agora da campanha ‪#‎SomosTodosGuerreiros‬.

Recebemos os títulos das mãos de duas generais vencedoras do Picolino: Carol Guedes e Luana Serrat.

Mas a guerra apenas começou, o tempo ruge e a sapucaia, como é mesmo Zé Wilker? A real é que a campanha ainda está abaixo da média de arrecadação diária para atingir a meta.

Portanto, vá lá e colabore, agora: http://www.kickante.com.br/campanhas/somos-todos-guerreiros-picolino-30-anos

entrea do trofe

Olha a gente na tela da Record. Por erro de corte aparecemos nos últimos dois segundos desta matéria veiculada hoje pela manhã. Karina, esta mão que recebe o troféu da Palhaça Kerolzene,  não quis subir ao palco e recebeu o prêmio desde o picadeiro.