De dentro

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Depois de mais de 20 anos entrei novamente no Carnaval. Soltei o corpo, dancei. Do Campo Grande à Castro Alves, encharcado, com a alma leve, no embalo da BaianaSystem na sexta à noite.

Nos últimos anos vi a festa de fora, pela TV ou a trabalho. É bem diferente,  mesmo estando ali perto, observando de um praticável ou até andando na rua.

Desta vez entrei, de cabeça, corpo e copo com Soraya, num liquidificador de gente e som. Um mix de gente bonita, diversa. De gente de vinte e poucos anos. De um pouco mais do que eu só vi Marcio Meirelles, trocamos um abraço encharcado.

Este reencontro com o Carnaval foi meio por acaso. De repente avistamos lá no final do Campo Grande a concentração e ao nos aproximar, ouvimos o coro “Afasta a dor nefasta”. Gostei da frase, gostei da palavra de ordem, veio a calhar, embora hoje aprendi que na verdade Russo Passapusso cantava “Afasta onda nefasta”.

Afastei e entramos na onda sonora, até à Praça Castro Alves.

Na passagem pela passarela do Campo Grande,  uma saudação às mães do Cabula quebra o silêncio da cidade. Ficou o  registro aqui neste vídeo, órfão de texto,  do G1.

Na volta vi o Carnaval vivinho da silva, as pessoas quebrando, dançando, se esbaldando como sempre. Mas no sábado pela manhã outro Carnaval, louro e angelical,  estava estampado na capa dos jornais, quase sem novidades.

Jornal adora o passado. Como bem diz meu amigo Josias Pires, quando sai no jornal é porque todo o mundo já sabe.

 

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