Gramática da Ira

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Sou um leitor preguiçoso, deixo muitos livros esperando,  quase todos. Sou quase um leitor fraude. Mas de vez em quando um livro me pega e me vence. Assim terminei hoje de ler Gramática da Ira, de Nelson Maca, de uma segunda levada. E então me arrisco a compartilhar umas palavras sobre meus  sentimentos a partir da leitura.

Gosto de Maca falando poesia. O cara encarna, entra em transe, vira um caminhão lança mísseis de palavras. Certeiras.

No livro não é diferente, leio em voz alta e entro no seu ritmo. É um livro de guerra, de trincheira, sem meias palavras. A poesia de Macca é artilharia pesada em  branco e preto. É oito ou oitenta.

É guerra de guerrilha poética, sem bandeira branca. Macca vai à luta, se recusa a alisar a língua, a dar a outra face. De preto para preto, de preto para branco.

Li Declamei Vozes D’Africa em praça pública, quando criança. E ao ler Maca vejo que na sua poesia a garupa também sangra e a dor poreja. Mas na primeira pessoa.

Salve Maca, com respeito.

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Uma ideia sobre “Gramática da Ira

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