Há vida nas luas de Júpiter?

27/06/2016

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Vou na minha contramão e na de textos amigos para elogiar o facebook.

Na minha contramão porque rolar a tela muitas vezes é nauseante e repetitivo.

Na contramão de amigos por entender que assim como a verdade está no vinho, ela aparece aqui também com suas cores mais fortes, seus sentimentos mais intensos, suas falsidades mais reveladoras. Seus porres homéricos.

Complicado discutir a verdade. Mas os pedaços de verdades acessíveis aos olhos no rolar da tela matam a curiosidade sobre parte do mundo lá fora.

Pode não ser um bom alimento. Um hambúrguer, por exemplo. Mas se é o que temos para o momento, vamos de comida rápida. Com os olhos. Mas muitas, muitas vezes, aqui são servidos pratos elaborados por chefes de cozinha. E eu os como com os olhos e com a alma.

Poderia citar vários exemplos mas prefiro evitar a injustiça do esquecimento.

Aqui, para o bem e para o mal, a gente se alimenta da comida alheia, do fogo alheio, das cinzas alheias. Da verdade aparente do dia a dia do outro, como fita em série, como novela, como série Netflix. Com a vantagem da vida real. Ou quase.

Aqui seguimos os fragmentos das verdades alheias.  Sempre do lado de fora da tela, como num binóculo de ópera, num buraco da fechadura, numa objetiva de uma máquina fotográfica, num telescópio apontado para uma das luas de Júpiter. Ou para a janela do prédio vizinho.

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