“… a mim que chegava, que sempre chegava, filho que era.”

o espiritismo nilson.jpg

Sertão, relação pai filho. Tempo. E a palavra sempre. A poesia de Nilson bate, bate bem colocada nos sentimentos porque é cotidiano, tem raiz  sertaneja, é universal. E surge assim aparentemente do nada, de fatos aparentemente banais.

Contei a Nilson sobre o impacto que senti ao ver no google street a imagem de nosso Rubem Reis, bisavô das crianças, avô de Soraya, depois de morto, na varanda da casa em Iaçu. Tempos depois ele relata em poesia o que havia sentido ao buscar também Pedro, seu pai.

E acabamos eu e seu Rubem citados na poesia de Nilson. Isso pra mim é honra e alegria.

O poeta vai colocando quase tudo que vê pela frente na sua poesia. Coisas aparentemente banais, outras nem tanto, e aí cabe ao cristão entender as referências. Confesso que não entendo muitas, mas como disse o padre Antônio Vieira, as palavras, o estilo, devem ser como as estrelas, distintas, claras e altíssimas. E eu vejo assim o texto de Nilson “…tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito o que entender os que sabem”

O que eu havia sentido ao ver a imagem de seu Rubem no google estava ali traduzido nas palavras de Nilson, e também o que eu sentia ao ver meu pai na janela acenando quando eu voltava pra Salvador depois das férias em Conquista, estava tudo ali, nas palavras do poeta.

E assim, a conversa aparentemente banal virou poesia, a poesia virou título de livro e agora vamos ali no Icba ganhar autógrafo. E celebrar a poesia. E a memória.

 

 

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