Archive for the 'Circo' Category

Trunfo

09/02/2017

Cartaz Salvador BAweb (2).pngAs Fulanas me chamaram para um job, como dizem os mais moços, e eu estou aqui a madrugar, não para falar da minha vida, nem da sua, nem da dos outros, mas dos destinos revelados pelas cartas do tarô.

Portanto, agende aí sua consulta para o espetáculo Trunfo, neste sábado e domingo, no Circo Picolino, em Pituaçu, às 17h30, com entrada franca.

Como no livro O jogo de Amarelinha, o grupo Projeto Vertigem, do Belém do Pará, dá ao distinto público a possibilidade de definir o destino, ou a ordem do espetáculo, ao tirar os trunfos, ou cartas do tarô. Quem sabe você não será contemplado?

 

Mas as duas matinês sob a lona de Pituaçu ainda têm mais atrações. No sábado, a programação no Circo começa mais cedo, a partir das 15h30, com o Espetáculo de Encerramento do Curso de Férias da Escola Picolino de Artes do Circo, e prossegue com a participação da Banda SSA Fanfarra Moderna e Bar Fulanas. No Domingo, depois do espetáculo, tem DJ e Bar Fulanas.

As cartas estão lançadas.

Quem, quem a não ser o circo?

21/06/2016
Foto_Monica Jurberg
                                                   Foto: Monica Jurberg

Luana, criança, brinca por ali, no jardim da Escola de Teatro da UFBA. Eu entrevisto seu pai, Anselmo, e sua mãe, Verônica, sobre a escola de circo criada por eles. Estamos em 1986 ou 1987. Nem me lembro se a pauta vingou.

Lembro que anos depois estava eu com Luísa no colo, ao lado de Soraya, assistindo a um espetáculo da Escola Picolino, em Pituaçu, me surpreendendo pela primeira vez. Desta segunda lembrança, lá se vão quase 20 anos.

Pelas arquibancadas da Picolino já passou foi gente.

Hillary Clinton, por exemplo, deixou sua imagem ali numa foto com a boca aberta, que correu mundo, diante das crianças da Picolino, naquela época, muitas do Projeto Axé.

Passou também muita gente que nunca havia ido a um circo. Outro dia encontrei no meu trabalho uma senhora que tinha viva na memória aquela primeira vez, quando criança, com a turma da escola.

Pelo picadeiro, pelas aulas, também passou gente que brilhou em grandes circos ou apenas seguiu sua vida com boas lembranças daquele lugar. De vez em quando eles aparecem nas redes do circo e registram a saudade.

Quem nesta cidade não tem na memória pelo menos um dia de Picolino?

Desde aquela primeira vez sempre estive envolvido com aquela lona, várias vezes trocada, várias vezes rasgada pelo vento forte da orla.  Às vezes mais distante, às vezes mais próximo. Às vezes trabalho, às vezes ajudo, às vezes sumo, apareço, sou sempre bem recebido.

E sempre me surpreendendo com seus espetáculos. Com a sua produção, com seus resultados.

A Picolino criou um circo com nossa marca, a Picolino tem uma arte com nossa cara, a Pìcolino é o circo baiano. E está espalhada por aí, Bahia, Brasil, mundo afora. E  Viva.

Em Pituaçu, o circo ainda está nu, mas no cirquinho, na barriga quente da lona do cirquinho, no último fim de semana brilharam os movimentos, os sons, os corpos, a alma da Escola Picolino. Era circo, música, teatro, manifesto,  no espetáculo de título sugestivo: Que tal o impossível? 

Luana no comando, com apoio e retaguarda da Escola Picolino, de Anselmo, de Clovis, de Bia, de Márcia, de Jailson, de Carol, de Lucas, de Millenade Apoena. No picadeiro,  15 alunos do Curso Livre de Circo da Bahia, reunidos há pouco menos de um ano, num espetáculo que levantou a plateia. Ali estava também, de algum modo, representada a história da Picolino. Gente diversa, das mais variadas fontes, reunida sob o comando de uma trilha sob medida, conduzida por Beto Portugal.

Circo atual, contemporâneo, música contemporânea, versos como estes de Mautner,  de outros dias, da década de 80, como a Picolino, mas  atuais e necessários para o mundo hoje:

“Quem, quem, quem a não ser o som / Poderia derrubar a muralha dos ódios /  Dos preconceitos, das intolerâncias / Das tiranias, das ditaduras / Dos totalitarismos, das patrulhas ideológicas / E do nazismo universal?”

Veja as fotos de  Mônica Jurberg e de Camila Ribeiro.

 

Uma mostra da trilha:

 

 

 

 

De cima

30/10/2015

plateia-picolino

Hoje voltei ao circo Picolino, voltei a integrar uma ficha técnica de um espetáculo de artistas formadas pelo circo, na função de propagandista, máximo que consegui até hoje do sonho de ser trapezista.

E o melhor do circo acontece lá em cima, para onde se dirigem os olhos e os queixos arriados da plateia.

Feliz com este retorno. No circo só havia picadeiro e plateia, o circo está nu mas ali brotando coisas, trabalhos. E em breve, esta é a grande notícia, chegará uma nova lona.

Portanto, senhoras e senhores, respeitável público, assumo meu posto no megafone e engrosso o coro: vem aí  Histórias Contadas de Cima.

Circo Uga Uga

30/03/2013

Sem título

 

O espetáculo vai começar…
Nesta hora todo circo se iguala. Picolino, Soleil, Tihany, Circo de Moscou, Uga Uga. Ou melhor, eu me igualo.

Identidade: Guerreiro

24/11/2012

Música, imagens, corpos, ação.

27 anos da Escola Picolino de Artes do Circo, da Associação Picolino, da Cia Picolino estão ali condensados.

Toda a história ali, no picadeiro, misturada às imagens do cinema de Glauber Rocha, sob a lona de Pituaçu, sob muitos aplausos de público boquiaberto e encantado como deve ser todo público de circo.Guerreiro é um espetáculo de identidade, resume Luísa enquanto voltamos pela Orla.

Seguimos de volta para casa satisfeitos com o que vimos, enumerando as qualidades de Guerreiro, a qualidade da música, dos músicos, dos movimentos, da sincronia, da força dos corpos, da força das imagens.

Sim, temos um espetáculo de circo ímpar, nosso, de identidade.

O que mais chama a atenção em Guerreiro é a multiplicidade de desafios de cada um dos artistas em cena.

Num circo qualquer cada número tem seus especialistas, cada número tem o seu ou os seus artistas dedicados àquela técnica. Na Cia Picolino você tem todos, ou quase todos, em quase tudo. No monociclo, na acrobacia, no tecido, no contorcionismo, na corda, nos malabares, no quadrante, voando no trapézio.

Todos, ou quase todos, a fazer quase tudo é a cara da Picolino. Uma cara de Bahia, de Brasil, uma cara da gente.

Viva Guerreiro, Viva a Picolino!

Foto: Maíra Do Amarall (detalhe)
Veja mais: http://on.fb.me/UjXna3

Música, imagens, corpos, ação.

24/11/2012

27 anos da Escola Picolino de Artes do Circo, da Associação Picolino, da Cia Picolino estão ali condensados.

Toda a história ali, no picadeiro, misturada às imagens do cinema de Glauber Rocha, sob a lona de Pituaçu, sob muitos aplausos de público boquiaberto e encantado como deve ser todo público de circo.

Guerreiro é um espetáculo de identidade, resume Luísa enquanto voltamos pela Orla.

Seguimos de volta para casa satisfeitos com o que vimos, enumerando as qualidades de Guerreiro, a qualidade da música, dos músicos, dos movimentos, da sincronia, da força dos corpos, da força das imagens.

Sim, temos um espetáculo de circo ímpar, nosso, de identidade.

O que mais chama a atenção em Guerreiro é a multiplicidade de desafios de cada um dos artistas em cena.

Num circo qualquer cada número tem seus especialistas, cada número tem o seu ou os seus artistas dedicados àquela técnica. Na Cia Picolino você tem todos, ou quase todos, em quase tudo. No monociclo, na acrobacia, no tecido, no contorcionismo, na corda, nos malabares, no quadrante, voando no trapézio.

Todos, ou quase todos, a fazer quase tudo é a cara da Picolino. Uma cara de Bahia, de Brasil, uma cara da gente.

Viva Guerreiro, Viva a Picolino!

Veja as fotos de  Maíra Do Amarall  http://on.fb.me/UjXna3

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3986665781809&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Atmosfera

15/05/2012

Estou no Picolino neste fim de tarde  reunindo material para o site do circo. E se a internet estivesse mais adiantada eu colocaria duas coisas no futuro endereço da escola: a atmosfera do picadeiro e de todos os espaços em volta ocupados pelos alunos e também o sentimento que me vem  quando leio a história do circo, revejo seus momentos desde o início,  sob a lona do Troca de Segredos, em Ondina. Naquela época entrevistei Anselmo para a Tribuna da Bahia, numa destas muitas matérias que apurei e não fiz, não me lembro o motivo.

Mas a internet e os sites ainda engatinham e só(?) abrigam recursos audiovisuais. Não é pouco, mas insuficiente para o que eu queria neste momento.

Então o que seria a atmosfera do picadeiro repleto de alunos? isto não seria um sentimento meu, gerado pelas minhas experiências? São dezenas de crianças, uma parte no arame, outra nos monociclos, outra na corda, outra no trapézio, outra com malabares. Crianças nos seus primeiros movimentos, aprendendo o básico das técnicas, ocupadas, focadas, interessadas. VIvas.

A Picolino tem muitas histórias de crianças como essas. Crianças que ganharam o mundo, estão em outros picadeiros, outros países. Outras perderam a guerra, foram abatidas, saíram de cena.

Tenho um compromisso existencial com isso aqui, embora ultimamente ando meio distante, e bote meio nisso, descompromissado. Mas voltei, e aqui estou dando voltas, reunindo arquivos, juntando histórias.

Atmosfera e sentimento ainda não são publicadas com um clique num ícone. Pena.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3236598910606&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Foto: Acrobacia aérea.  Plateia no Picolino em 24 de abril de 2010.

Super lona cheia

04/05/2012

Conjunção astronômico-circense rara, talvez inédita, na noite deste sábado. Das 21 às 23 horas, a lua perigeu vai testemunhar aplausos, gargalhadas e queixos caídos de milhares de pessoas reunidas em volta de centenas de artistas sob as três lonas itinerantes armadas na cidade: Portugal, Thiany e Soleil.  Salvador vive uma espécie de festival internacional coincidente de circo, com ingressos de R$10 a R$585.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3168066957350&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1


Imagem e texto sobre a lua perigeu, aqui.

Ícaro

03/05/2012

Talvez o melhor remédio para a depressão seja testemunhar o impossível. Não cura mas demonstra que a vida permite voos e milagres de movimentos, como a dizer pra gente, num conselho amigo: se alevanta cidadão. E vá em busca de água na cacimba em vez de ficar esperando a seca rachar de vez com seu lombo.

Assisti ontem com Luísa e a trupe da Picolno à pre-estreia de Varekai, do Cirque du Soleil, com dó de estarmos sós e me prometendo um jeito de um dia poder ir de renca. Talvez em próximas turnês, talvez um dia, quem sabe, ir atrás de um dos 20 espetáculos da trupe espelhados pelo mundo. Custa sonhar? Sempre tive  este sentimento, este desejo de estarmos os cinco naquela hora,  especialmente quando viajo a trabalho ou até quando relembro dos lugares onde estive antes deles.

Tenho vivido momento especialmente difícil, naquelas baixas em que tudo está por fazer, pendente. E Varekai chegou em boa hora. Não resolveu, mas…

Talvez ajude, porque a palavra chave de circo é sonho.  Sonho impossível. E nisso os caras são bons.

Como pode um corpo se arremessar  de uma prancha pendular, girar, girar, girar, girar e pousar sobre uma prancha semelhante em movimento, na hora certa, no segundo exato? ou pousar sobre outras mãos com a leveza de quem caminha sobre o ar?

E ontem, ao entrevistar uma garota, aluna da Picolino, encontrei uma alma parecida com a minha, que perde o sono com tanto movimento, cor, som e luz. Mas Marcella tem duas vantagens adicionais: além de subir no trapézio real ainda sonha noites seguidas com o espetáculo.

A mágica em Varekai tem trẽs níveis: céu, terra e subsolo. Pra sair deste meu buraco, escolho o nível do céu, tal qual Ícaro, tentando fazer de asa a rede que o aprisiona.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3163794290536&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Foto daqui.

Se tiver que escolher entre Tihany e Soleil, Abrakadabra

31/03/2012

O ideal é ir aos dois. Mas se tiver que escolher, fique com o Tihany. Quem sugere sou eu aos 5 e 51 anos e Maria aos 7, que ontem, olhos no picadeiro,  decidiu se casar com um acrobata quando tiver “uns 29 anos”.  Precisa falar mais sobre o fascínio da menina? Do meu, quem lê este coco pequeno já tá de lona cheia de saber. E ontem estas três crianças tomaram um banho de felicidade vermelha e quente, o tom  predominante do Tihany.

Vivemos dias de circo em Salvador. Portugal  (o avião passa agora nos céus anunciando o espetáculo de hoje), Tihany e em breve Soleil, num crescendo do menor para o maior. Não vi ainda o Portugal, do Soleil vi Quidan, em 2009. Mas se o Soleil é o melhor do mundo, por que escolher o Tihany?

Talvez porque o Soleil seja perfeito. Tudo cronometrado ao milésimo, sem erro, sem excesso, com a precisão da medalha olímpica, da nota 10 de ginasta eslavo. Tão perfeito que chega a ser adulto.

O Tihany tem o grau de dificuldade dos números no mesmo patamar do Soleil e de quebra tem o  excesso de luz, de cor, de som, de breguice e a modernidade necessária,  como um palhaço (foto) que conduz o espetáculo Abrakadabra de forma brilhante, fazendo da troca de cenários um show a parte e esperado. O Tihany é mais Circo.

A ida ao circo ontem foi também meio mágica. De repente, dois convites para a estreia surgiram na minha caixa de diálogo mensagem do facebook, quase 7 da noite. Era a chance de ir de renca, as inteiras estavam garantidas. Soraya não pode porque estava trabalhando, Luísa preferiu manter o programa com as amigas, André simplesmente não quis. Todos eles perderam. Não perca você.

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2953442111863&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Passar uma chuva em Itapuã

23/12/2009

Atendo ao apelo da multidão de quatro ou cinco e-amigos que notaram ausência e volto para provar a necessidade de se tomar mesmo cuidado com os desejos. Eles podem se realizar. Então senta que lá vêm palavras e fotos para ilustrar a manhã de ontem, na volta para um mergulho com Luísa à mesma praia aonde havíamos ido domingo, quando pudemos caminhar de Placaford ao Farol de Itapuã. André e Maria já haviam sido devidamente despachados para Feira, onde Soraya também se encontra desde anteontem e nos espera hoje para seguirmos amanhã ao destino de sempre: a hospitalidade de seu Rubem Reis, em Iaçu.Mas voltando à chuva em Itapuã.
Passei as últimas semanas vendo o céu sem um fiapo de nuvem e elas resolveram se reunir para me saudar ontem.
Este retorno ao coco pequeno abandonado foi motivado pela  tal pinaúna, escrita com um a a mais no título do post anterior. Eu resolvi não consertar só para jogar luz sobre a elegância dos meus amigos, delicados revisores pelo método da repetição, recomendado para analfabetos, distraídos e crianças. Ou seja, eu ao cubo.
Voltei ontem à praia com a intenção de fotografar uma pinaúna viva.  Havia ficado mais curioso porque ao jogar ouriço do mar no Google descobri que até Aristóteles se encantou com o bicho e deu nome aos seus dentões, ou aparelho raspador, capaz de fazer buracos nas rochas. E que a Science divulgou anos atrás um estudo de um grupo de cientistas decifradores da sequência do genoma do bicho, que confirmou sua semelhança conosco, os metidos humanos. Ou seja, a simpatia não é vã. Trata-se de um primo ancestral . Preferiu morar perto da areia quando os nossos vovôs répteis resolveram se mudar para o sertão.O primo ancestral, ou melhor, o belo esqueleto do primo ancestral  jaz na estante ao lado da certidão fotográfica de casamento, de uma caninha portátil e de uma cabaça-boneca com o pescoço partido, como vocês podem ver numa das fotos publicadas aqui. Mas  o primo ouriço deverá ir para Americana, para a casa do outro primo Chorik, que demonstrou interesse em vê-lo de perto. Tentei o endereço para fazer surpresa mas como não consegui, apelo então aqui para o próprio japa me enviar por e-mail gusmaomarcus@gmail.com. Tem grandes chances de chegar lá farelo de cálcio, mas tentarei.Descoberta: a praia onde havíamos chegado pela areia domingo fica bem em frente à praça em homenagem a Vinícius de Moraes, onde há uma vaga na mesa do poeta para fotos de turista. Fizemos várias, mas resolvi me despedi logo antes que ele se engraçasse pro lado de Luísa. Veja por que aqui.O curioso é que eu não pisava nas areias do Farol de Itapuã havia mais de 30 anos. Soraya e Luísa simplesmente não conheciam o farol de perto. A real é que a Itapuã cantada por Caymmi e Vinícius não existe mais. O que vimos na caminhada desde Placaford no domingo foi lixo e casas com muros quase dentro da água. Mas, olhando bem, há ainda muito o que ver, como este poema abaixo, colado no muro da casa onde viveu o poeta.Com boa vontade e uma segunda-feira de praia vazia dá para ainda fazer uma foto  tipo cartão postal, num trecho que ainda se salva um pouco, próximo ao farol. Caymmi, Vinícius e a alma desta Bahia de todos os santos começam a aparecer com um olhar mais atento para o chão da praia, quando ficam mais  evidentes os sinais. A chuva caiu e passou.Antes de voltar para casa, uma parada na Picolino para uma boa notícia. Em março teremos a III Mostra de Artistas Circenses da Bahia.

Enquanto conversava com Anselmo sobre os detalhes da divulgação da mostra, Luísa esperava com a máquina na mão e tirou estas últimas três fotos. Nesta última, a bolinha artesanal de malabares, perdida  depois das apresentações do último final de semana. Aqui está o segredo do meu sumiço daqui deste coco pequeno. Minha atual viagem febril agora é o blog da Picolino e o facebook da Picolino, criado há 15 dias e  já com mais de de 1000 pessoas inscritas.

Luisa fez também foto do painel sobre Jailton, o mais famoso artista que já passou na Picolino, hoje na trupe  do Soleil. Jailton é uma espécie de símbolo da Picolino, o cara que foi mais longe, mas existem muitas histórias incríveis nestes 25 anos da escola. Elas serão relembradas em 2010.
Portanto, eis a dica. Se aqui não estiver, estarei sob a lona.

Dois países

15/11/2009

Por causa de um vestido curto,  um vestido curto…
A música chiclete não sai da cabeça. No televisor do balcão da farmácia, esquina da Getulio Vargas com a Maria Quitéria, Kuelho dá entrevista ao jornal local da Globo. No twitter, informa que gravou também para o Fantástico.

Maria se encanta com a decoração de Natal de Feira de Santana e pede uma foto. A menina está febril e a ida à farmácia é para comprar um termômetro e antitérmico preventivos.

Daqui a pouco Irará, num programa raro com Soraya, sem os meninos. Já são oito da noite e o horário do show ainda não é conhecido. Futuco na internet e acho matéria com a informação (?) de que vai ser… à noite.

Saímos pouco depois das oito. Até o entroncamento de Conceição do Jacuípe,  pela 324, é o caminho conhecido de sempre. O resto é incógnita. A luz da injeção acesa e o velocímetro quebrado tornam a viagem um pouco mais  nervosa.

Mas o Corsa 99 modelo 2000 e IPVA 2004 não decepciona. Conceição  do Jacuípe chega com praça entupida de gente e de carros de som, churrasquinho de gato, mesas nas calçadas. Reggae e  pagode comem solto.

Mais um pouco de estrada e muitos quebra-molas, Coração de Maria.  Mais  pagode, mais carros de som, mais gente se diverte no sábado. 

Muitos buracos adiante, o encontro com outro país, o país de Tom Zé. O país de Kuelho inclui Uniban, pagode e  Geyse. O pais de Tom Zé é UNB, música atonal, experimental, e  nudez permitida.

No país de Kuelho vimos as últimas cenas do Circo Espetacular, armado na praça de Irará, de onde vinham gritos. O circo estava quase cheio e o espetáculo no fim. Dei um carteiraço de circense. O Picolino me dá acesso aos  dois mundos, do Soleil e do Espetacular.

Passava das dez, mas chegamos a tempo para a zona  próxima ao  gargarejo. Entra no palco então o auto-intitulado vagabundo para neutralizar a apresentação pomposa dos jovens organizadores.

Afora algumas interrupções para tradução cênica de letras, o show não fez concessões. Foi a sonoridade sofisticada de sempre. As maluquices conscientes de sempre. O som bacana de sempre.

O  território avançado do país de Tom Zé, arrodeado de moradores de Irará, inclui um baseado acesso por um grupo de jovens forasteiros à nossa frente, que conhecia e cantava todas as letras.

O show seguia, entre velhos sucessos e a recém-criada, a do passinho sertanejo de Irará. A cidade comemora a volta do filho ilustre, no seu primeiro show com banda diante dos conterrâneos e 18 anos depois de um voz e violão logo depois da ressurreição patrocinada por David Byrne.

Parte da platéia assiste calada, num silêncio reverente, atento. De vez em quando uma expressão admirada com um sorriso: maluco.

E o maluco estrangeiro parece feliz com o reencontro, desde a primeira música. No palco, a alegria criativa de gente dos 16 aos mais de 70.
Tom Zé é sempre exemplo de juventude no que a palavra, mesmo gasta, tem de mais amplo. 

Tom Zé é o artista brasileiro mais vivo, no sentido honesto da palavra.

Depois do show, dois bejus na praça, uma coca-cola e estrada novamente. O sono bateu. Mas uma breve carona a três remanescentes do reggae Conceição  do Jacuípe em troca da informação de onde haveria uma pousada gerou a adrenalina suficiente para espantar de vez o sono.

Com o casal e o acompanhante dos dois no carro, bateu então o medo, a noção do gesto arriscado.  Minutos depois, o trio inofensivo já desembarcado, veio  a certeza de que sou mesmo maluco. Graças a Deus. E a este meu país binacional.

Quase

13/08/2009

Ontem voltei aos meus cinco anos. Luz, muita luz. Cor, todas as cores. Som, o violino ainda reverbera. Movimento. Corpos em movimento, num mix perfeito da babel humana. Realismo fantástico em cena. Dor e alegria. Tudo absurdamente sincronizado, roçando o limite da possibilidade humana. Quidam é um espetáculo do corpo. Não, não é por acaso que eles carregam o título de melhores. E eles são, de fato, os melhores do mundo. Conseguem ser quase tão bons quanto o Tihany dos meus cinco anos. Veja aqui.

Mais:  circopicolino.org.br

Fernando Vivas não perde a viagem

18/04/2009

fernando-vivas_foto-do-dia_a-tarde-18_04_2009-copia

A sugestão de pauta estava marcada para 9 da manhã. Do jornal A Tarde vieram Meire Oliveira para o texto e Fernando Vivas para as fotos. Só que o caminhão com as 7 lonas do edital da Funarte destinadas aos circos baianos quebrou em Conquista e só chegaria no final da tarde. Meire se virou, entrevistou os donos de circo e membros da Cooperativa de Circenses da Bahia que ali estavam, entrevistou Anselmo, foi na casa de Jailton, o artista que começou na Picolino e hoje é um dos integrantes do espetáculo Quidam, que o Soleil vai trazer a Salvador. E o texto ficou bem bacana, saiu hoje na página 7 do jornal, alto de página, colorida, enfim, uma senhora matéria. Infelizmente A Tarde não coloca muitos dos seus textos no on line e somente assinantes podem ler (aqui).

E a foto?  Um  fotógrafo normal xingaria, reclamaria da vida, diria que sem lona não há fotos, voltaria mal humorado pro jornal – conheci muitos destes. Vivas não é nem uma pessoa normal, nem um fotógrafo normal. Não só fez a foto da matéria, numa bela composição com donos de circo e artistas em ação no fundo, como  emplacou também a foto do dia na página 2 do jornal (acima). O jornal pediu pra avisar quando as lonas chegassem para mandar outro fotógrafo. Não precisou. Sempre fui macaco de auditório de Vivas. Confira com vagar seu trabalho no Olho da Rua.

E eu estou de volta mais intensamente à Picolino, participando da equipe que prepara uma publicação para os 25 anos da escola, divulgando os cursos.

Conheça mais a Picolino no blog da Escola, no fotolog e neste novo blog específico criado por mim ontem para divulgar os cursos e que ainda está em (argh!) em construção.

O correio também deu duas páginas de seriviço hoje no caderno vida  sobre as vantagens das aulas de circo sobre as academias para manter a forma de maneira mais lúdica, com destaque para os cursos da  Picolino. A matéria é assinada por Dóris Miranda, as fotos por Angeluce Figueiredo, mas já está fora do ar no site, onde não há a opção edições anteriores. Vou pedir um pdf ao pessoal da redação para colocar lá no blog.

Para completar o dia, encontrei por acaso o recém-criado  Picadeiro – A magia do Circo, das jornalistas  Cassandra Barteló, Giovanna Castro e Paula Pitta, do curso de pós-graduação em Jornalismo e Convergência Midiática da Faculdade Social da Bahia (FSBA).  Muito bacana! Tem vídeos do Quidam postado lá, tem histórias de circo. Vale uma conferida.

Picolino

08/12/2008

picolino1

Madame K resolveu viver. Eu resolvi imitar a madame, não no viver, mais trabalhoso, mas no modelo do blog. Esta escura teoria do Caos, mesmo que Galinho proteste, combina melhor com o dia de chuva. Gosto de domingos chuvosos, mais ainda de segundas domingueiras chuvosas. As mulheres trabalham (Soraya e Luísa) e eu bebo. Esperamos Maria e André para o almoço. Desde ontem eles foram  emprestados para tio Flávio, Lis, Vó Conceição, Lívia e Davi. E por falar em famílias, recebo o e-mail de pai babão de Anselmo Serrat. Sua filha, Luana, venceu como instrutora o circo do Faustão. Vitória também da Picolino diz ele.

E por falar em Picolino, sexta tem uma programação bacana para quem quiser conhecer melhor a Picolino. Vai ter vídeos e performances da Cia Picolino e do Tran-chan, a partir das 8 da noite. E sábado e domingo, 15h30min, tem espetáculo de fim de ano com tosas as turmas.

Confira Luana com Cássio Reis,

na premiação:

http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/circo-do-faustao/2008/12/07/cassio-reis-e-o-grande-vencedor/

Na última apresentação:

http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/circo-do-faustao/2008/12/07/cassio-reis-arrasa/

Na  virada:

http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/circo-do-faustao/2008/11/30/cassio-reis-esbanja-rapidez/

Intrépida Trupe

10/10/2008

Desta vez eu peço para não espalhar muito. Convide somente pessoas muito especiais, principalmente quem nunca foi ao TCA. E desta vez a dose é dupla. A primeira é a tradicional, das 10 horas. A gente se encontra no bis, às 19 horas.

O Picolino, o marketing viral e o Oratório de Aurélia

29/07/2008

É impressionante a força da audiência da Globo. Algumas pessoas que sabem que eu sou colaborador eventual e macaco de auditório do circo me avisaram que viram a matéria. Também tenho aquele sentimento meio estúpido  de assessor,  que ficar feliz com este tipo de repercussão mas também  a consciência de que esta felicidade não passa de uma grande bobagem. A repercussão ajuda, mas não é tudo. Se fossem alinhadas todas as matérias sobre o Picolino que saíram nestes mais de 20 anos do circo e escola de circo daria para ir de Pituaçu a Abaeté e isso não mudou muito a realidade de carência e as dificuldades de Anselmo, que arranca seus últimos grandes fios de cabelos brancos para levar o barco.
Romário de Assis, o garoto que encerra a matéria, enfrentou uma bateria de testes e conquistou o papel de Professor, um dos protagonistas do filme Capitães da Areia

Clique na imagem para ver o vídeo

Falar em Anselmo, foi ele que deu a senha:  L’Oratorio d’Aurélia é imperdível (clique aí e veja o depoimento de um dos que piraram com o espetáculo). Anselmo viu uma performance da protagonista num festival de circo e recomenda.
E por falar em Picolino e Anselomo, encontrei casualmente uma das envolvidas na produção do Picolino no TCA no ano passado e ela sugeriu que eu repetisse a dose de um spam que deu certo.
Seguinte: o 
medo de cadeiras vazias na apresentação num domingo pela manhã, em um projeto recém-lançado, fez com que eu disparasse mais de 1500 e-mails  para a as minhas listas e para a rede do circo. O e-mail pedia que as pessoas convidassem quem nunca havia ido ao TCA. Não sei o grau de influência do e-mail mas não só o teatro lotou como houve necessidade de sessão extra. Fiquei com a fama.
Resolvi aceitar  a sugestão e vou repetir a dose. Caso você queira entrar na corrente é só copiar, alterar o que achar conveniente  e enviar para a sua lista o sequinte e-mail:
 

Você que gosta de teatro, de gente, de circo, de poesia – não necessariamente nesta ordem – pode ser patrocinador cultural. E terá que fazer apenas duas coisas: repassar este e-mail e levar a informação contida nele para quem não tem acesso à internet.
Explico: muito provavelmente as pessoas que trabalham na sua casa, na portaria do seu prédio, ou nos serviços gerais do seu trabalho nunca foram ao Teatro Castro Alves. Se estas pessoas tiverem filhos, possivelmente eles também não. E certamente nem pensariam em ir ao Oratório de Aurélia, espetáculo internacional que mistura circo, teatro e ilusionismo e encerra sua turnê no Brasil neste domingo, dia 03, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia. Mas você pode informá-las que no mesmo domingo, às 11 da manhã, o espetáculo será 60 vezes mais barato, com inteira a R$ 1,00 e meia a R$ 0,50. Mas também é importante lembrar para seu convidado chegar pelo menos uma hora mais cedo. Para eliminar a ação dos cambistas, o teatro vende o ingresso na catraca, na hora da entrada. Bom espetáculo!

Por um triz

02/06/2008

 

Quando pequeno fiquei impressionado com um filme sobre um acidente fatal no trapézio. Não lembro quase nada, mas acho que ele me influenciou a sempre temer cenas de risco e fechar os olhos. A deixa é o repique do tambor antes da parte mais difícil, o clímax, quando o impossível nos surpreende –  e aí está a graça –  mas onde o possível também acontece.

E aconteceu  na sexta, na última das seis apresentações da temporada de estréia do espetáculo Histórias Contadas de Cima, quando Carol, uma das cinco artistas encontrou o chão. Eu poderia estar lá com a minha renca, mas fomos a  uma programação dos colegas de André para a estréia de Nárnia. Deixei pra ver numa próxima temporada, agora incerta.
Só soube no dia seguinte, quando levei Luísa para a aula de circo e encontrei uma das  colegas das meninas chorando ao telefone.

A gente sabe que circo envolve risco, que desafiar a gravidade é uma brincadeira milenar que já resultou em muitos acidentes. Às vezes cabe a alguém pagar o preço. E ele é alto. E quando é com pessoas que a gente conhece e que, por um motivo ou outro está envolvido com o trabalho, toca mais. E imagino também o estrago na cabeça e na alma das outras quatro.
Futuquei em busca de algo escrito que  me ajudasse a entender e encontrei este livro aí de cima, de Guilherme Veiga, resultado de uma tese. O autor frequentou a Escola Nacional de Circo para viver o que estava investigando. O livro é póstumo, porque Guilherme morreu num acidente. De carro.

A Picolino, o gato e a física quântica

28/07/2007

Equipe de rede em ação. Em breve, a Escola Picolino de Artes do Circo no JN.

São 3 horas da manhã quando, depois de colocar a foto aí em cima, começo a redigir este post. Soraya não aguentou o sono e foi dormir sem ver a homenagem a Noel Rosa no Som Brasil. Eu vi, não gostei de um certo artificialismo nas interpretações e espero coisa melhor no próximo, dedicado a Raul Seixas. Enquanto digito, FHC dá uma velha aula sobre multilateralismo e a crise internacional na TVE. Até agora não ouvi nada interessante. Só a suspeita de que o ex deve sonhar algum dia ocupar algum cargo na ONU ou em outro destes orgãos multilaterias que permitam muitas, muitas viagens, esporte predileto de presidente que ele não pode mais praticar sem enfiar a mão no bolso.

Mas resolvi postar motivado pela grande notícia do dia: a equipe de rede da TV Bahia gravou durante toda a manhã matéria no Picolino, pautada para o Jornal Nacional. Pressinto que a Picolino esteja prestes a dar o grande salto, um velho sonho do velho guerreiro Anselmo. Vamos ver no que isso vai dar.

Negro gato
Na verdade devia está postando aqui sobre o tal gato premonitor, como já cobrou Nilson. Não sobre a notícia em si, mas sobre a rapidez com que ela se alastrou e deverá ainda se alastrar pelo mundo nos próximos dias.
Assistia ontem ao Jornal da Globo quando vi a matéria pela primeira vez. Minutos depois já estava no IG, com um link para o site da BBC. Ao acordar, olha a notícia de novo na boca de Boechat, na Band News, que prometeu dá uma bicuda no bichano se ele aparecer por perto.
Seguramente, mais de um bilhão de pessoas hoje no mundo deve ter sido atingido pela notícia, em si bastante prosaica, mas que toca em temas universais como a morte, a premonição e a ciência. E gatos.
Liguei para Nilson, um cara entendido de gatos, não no sentido que você neste momento por acaso esteja pensando, mas como um dos donos de Chico, um negro gato que parece gente e pertence também a Emília e Caio.
Chico já provocou uma guerra homérica no condomínio quando era macho e costumava fazer barulho em busca das gatas do Rio Vermelho. Castrado, tornou-se silencioso e costuma descansar em cima do monitor do computador. Nilson com toda a paciência do mundo tira várias vezes o rabo do bichano da frente da tela para continuar trabalhando.
Lembrei de Nilson porque eu estava no trânsito e não tinha o google à mão para completar meu post mental. A idéia era argumentar que em poucas horas esta notícia do gato deve ter atingido mas gente do que alguma outra relacionada a gatos que tenha acontecido há algumas décadas.

Bingo. Nilson era um dos mais de um bilhão de pessoas que já sabiam da história e como um raro exemplar daquilo que antigamente a gente chamava de enciclopédia ambulante não só lembrou da história do gato de Winston Churchill, que teria acompanhado o dono no momento da morte, como também sobre a teoria da física quântica que diz, segundo entendi, que a probabilidade de um gato que você colocou dentro de uma caixa esteja vivo é de 50%. Não porque a caixa seja abafada ou coisa que o valha, mas por conta da nossa impossibilidade de garantir as coisas que não estejam sob o alcance dos nossos sentidos.

E ainda tirou onda dizendo que havia postado antes da notícia um poema sobre esta tal teoria e que tem justamente um gato preto como ilustração. De fato o cara escreveu um belo poema intitulao Caixa- preta, no dia 25, portanto antes do artigo sobre Oscar, mas eu nem tinha notado o gato preto na caixa nem a teoria quântica contida no poema. O cara joga as cajá como dizem por aqui.
Depois de gastar uma fortuna de celular e correr o risco de receber a milionésima multa de trânsito neste longo papo cabeça com Nilson, que incluiu também a informação  sobre a estratégia dos persas de colocar gatos a frente do exército como escudo contra os egípcios que os adoravam, cheguei ao trabalho e não tive mais tempo de pensar no post. Mas ao acessar a lista dos jornalistas para pirraçar um pouquinho os companheiros de plantão eis que já estava lá o link para o blog Forquilha, de Vanda Amorim, que falava justamente… de Oscar.

Vou continuar seguindo esta notícia para ver até onde ela vai. FHC agora fala na televisão do sonho de uma sociedade civil planetária que pudesse evitar a guerra, sugerida por um utópico mas não me atrai para a sua aula. Talvez a utopia da paz só se concretize no dia em que a gente entender de fato como os bichos conseguem pressentir a morte.

P.S Fui pesquisar como se escreve Winston Churchill e encotrei esta página sobre gatos.

Olha só a cara do Oscar…
foto

Atualizado em 29/07 – Exagerei na estimava, mas não muito. Uma geral na rede revela que o assunto foi notícia no mundo todo. Distribuída pela Associated Press(AP, saiu nos sites dos principais jornais. Esteve entre as cinco mais acessadas na CNN e teve direito a vídeo no Fox News. No Yahoo actualités a foto acima esteve entre as 10 mais vistas nos últimos dias. A busca casada de “oscar the cat” e “The New England Journal of Medicine” no goggle gerou 91.600 registros. E isto não é pouco. Jogue apenas “oscar the cat” google e veja a dimensão do alcance desta história “banal”.

Mas o melhor comentário que vi foi mais ou menos o seguinte (infelizmente, perdi o link):

Não seria uma inversão de causa e efeito? O gato, a chegar no quarto, não estaria provocando a morte do paciente? Perguntou alguém num comentário de notícia de um site americano.

Neste caso teríamos o primeiro caso de um gato serial killer da história.

Atualização: Veja aqui a matéria citada no em breve lá do início do post.

Nordeste de Amaralina

29/04/2007

Foi muito bacana ver mais de sessenta crianças vivas, alegres, tensas, felizes. E mais de duas centenas de amigos e familiares celebrando com eles a alegria de se manifestar, de se apresentar. E os instrutores, e a banda, e toda a equipe da Picolino sintonizados com o trabalho.
Confira aqui a matéria de Ciro Brighan, do Correio da Bahia, que foi ontem cobrir o espetáculo dos meninos do Nordeste de Amaralina.

Sucesso

18/04/2007

Tenho uma relação pra lá de esquisita com o sucesso. Passei mais de um mês encafifado, buscando meios de divulgar o espetáculo da Picolino no TCA. Tinha uma meta: lotar o teatro. E batizei este desejo como projeto 1554, numero de poltronas da grande sala a espera dos aplausos. E vieram as 1554 pessoas em dose dupla, e vieram os muitos aplausos com lotação da sessão extra também esgotada. Teatro coalhado de povo, num mix total que ia dos professores doutores, aos sem escola; da classe média alta aos assalariados de mínimo. Todos ali, encantados com a arte da troupe Picolino.
Não sou maluco o suficiente para achar que a dupla lotação tenha sido resultado da minha genialidade como divulgador. O Picolino tem uma trajetória de 21 anos, é parte da história da cidade. Tem artistas de nível internacional, tem alma, tem gente bonita e astral, tem ritmo, tem axé e é parte do povo desta terra. E tem muita gente que deu e que dá a vida por aquilo ali. E teve ingresso a 1 real e 50 centavos a meia, e tem o peso da sala principal do TCA.
Também tenho lucidez para perceber que o espetáculo ainda pode melhorar muito, a pedra pode ser ainda lapidada. Mas é preciosa.
O problema é que não consigo metabolizar a parte que nos cabe, a mim e a Nilson, neste latifúndio de sucesso. O marketing viral deu certo, o e-mail com a proposta de patrocínio repicou legal, encontrei uma conhecida na porta que tinha trazido a pessoa que trabalha com ela e mais outras vinte. Perguntei como ela teve a idéia e ela disse que havia recebido um e-mail…
Deu tudo certo. Mas não fui ao encontro dos artistas depois do espetáculo, não passei no circo nem anteontem, nem ontem. Consegui apenas mandar um e-mail para Anselmo, Virgínia e Tiago com os parabéns e o pedido de repassar à galera. Consegui também, na insônia de ontem, fazer um texto para o caderno de Opinião de A Tarde, que está na fila, com alguma chance de publicação. Se não publicarem lá, publicarei aqui.
Mas, enfim, em Português direto: foi do caralho! E se você quiser saber como é “do caralho” em russo, vá ao Licuri.

P.S. A foto do espetáculo é antiga, mas fica aí enquanto Tiago não baixa as novas.

Primeira insônia

27/03/2007

Tinha mais ou menos a idade de André, meu pequeno filho de cinco anos. Era mais ou menos uma noite de 1966. Dormíamos todos embolados, todos os três irmãos de então, em camas ajuntadas num grande quarto no hotel Maringá, em Vitória da Conquista. Dormiam todos, menos eu. Foi minha primeira insônia. Revirava na cama e na minha cabeça piscavam as luzes do circo Tihany, roncava o som das motocicletas do globo da morte, cintilavam as roupas dos artistas, soava a bateria que fazia o repicar das cenas de suspense. E ainda tinha mulheres e homens alados, a dar cambalhotas no ar e a fazer encontrar mão com mão, numa precisão que dispensava as redes.
O circo trouxe a minha primeira lembrança de infinito: aquelas cortinas desnudavam as moças de coxas brancas cintilantes e não acabavam nunca. Nem as coxas, nem as cortinas. O circo foi meu primeiro espetáculo, onde eu fui pela primeira vez platéia. Chegou na minha vida antes da televisão, antes do cinema, muito antes do teatro. Chegou na minha vida pra dizer que existe um lugar onde é possível sonhar acordado. E este lugar é a cabeça de uma criança insone. Este lugar é o picadeiro.
Viva o circo! Viva o circo Picolino!

Viva Nordeste

24/02/2007

E as crianças dão espetáculo, no Nordeste de Amaralina. Mandam ver com desenvoltura nas técnicas de malabares, arame, contorcionismo, corda indiana, monociclo, trapézio e acrobacia. Todas interessadas, todas felizes.

Será que não é também por aí um dos caminhos para melhorar este nosso ….. de(me falta um adjetivo, prefiro não xingar) país que a gente vive?

Vamos mandar um texto com estas imagens (o link está no títuolo do post) como sugestão de pauta para jornais e TV, para que histórias e os sonhos destes meninos sejam vistos pelo resto da cidade, pelo resto do estado, pelo país. Para que a partir do lúdico, do Circo, a cidade crie coragem para enfrentar a vida. Para ser feliz.

Terra e lua

29/01/2007

Nunca eu havia trabalhando num lugar com um sentimento tamanho de segurança e plenitude. Aqui no Picolino eu produzo, tenho idéias, resolvo, erro e acerto sem a agonia dos trabalhos quadrados. Porque o picadeiro é circular, é mandala. É terra, é lua.

Pindorama Circus

17/01/2007

Estava futucando no google em busca de imagens para retomar as postagens aqui e eis que encontro a primeira versão do site Pindorma Circus de Ermínia Silva e Verônica Tamaoki. Puxei esta imagem da pirâmide do circo nerino e perdi o link. Fui de novo em busca do Pindorama e encontrei a versão atual. Belo site. E como cresceu.
Ele vai ficar como link lá no Licuri enquanto o tapado aqui descobre como colocar os links aqui mesmo no Picadeiro Eletrônico. Tiago, você pode me ajudar?
E o tapado aqui descobriu finalmente como abrir os comentários para todos e não somente para membro do blogger como estava antes.
Mandamos hoje para os jornais, tvs e rádios uma sugestão de pauta para o curso de férias. Vamos torcer para que os distintos colegas de redação comprem a idéia, vendida nos seguintes termos:

Trapezistas, malabaristas, acrobatas de primeira viagem no picadeiro e pais babões na arquibancada.
O mundo mágico do Circo chega também para a classe média, que encontrou no curso de férias da Escola Picolino deArtes do Circo uma oportunidade de ocupar de forma lúdica as férias edas crianças.
E neste Verão o curso bateu todos os recordes. São 36 alunos, criançasde 5 a 25 anos, separados em grupos por estatura, que se iniciam comseis instrutores nas artes da acrobacia, malabares, corda indiana,trapézio, arame ou monociclo.
Cada um escolhe a técnica que mais seidentificar. A aula é uma farra e pode gerar histórias e imagens bacanas. Dá umamatéria interessante, com pais, instrutores e alunos.
O circo é hoje uma atividade lúdica indicada como uma poderosaferramenta de geração de confiança, equilíbrio e sociabilidade.É incrível a cara de alegria e contentamento de uma criança penduradaa dez metros do chão (muitas nunca chegaram a esta altura), ou quando consegue pedalar um monociclo, dar dois passos no arame, dar umasimples cambalhota ou manter os malabares por alguns segundos no ar.
Pelo Picolino já passaram mais de 2.500 crianças. O circo já faz parteda história da cidade neste quase 22 anos de existência. Muitos deseus alunos se tornaram instrutores e artistas de grandes circos, como o Cirque du Soleil, mas a grande maioria ganhou com o circo aoportunidade de se reintegrar ao mundo e à condição de cidadão, emparceiras com o Projeto Axé, a Fundação Agatha Esmeralda, a Prefeiturae empresas parceiras.
As aulas acontecem às terças e quintas, das 2 às 5 da tarde, no circoarmado próximo ao Parque de Pituaçu.

10/01/2007


Ontem a noite selei o compromisso de integrar a troupe do Circo Picolino.
Eu, Nilson e Emília vamos nos juntar a Virgínia e Tiago e responder pela comunicação. Vamos também trabalhar na elaboração de novos projetos.
O projeto do próximo espetáculo, a divulgação do que está acontecendo e a atulaização do site são as primeiras tarefas.
Mas eu queira mesmo era ser trapezista. Ou mágico. Ou palhaço. Quem sabe um dia