Archive for the 'Música' Category

Show pa chorar

12/02/2017

Se você viesse me perguntar se eu choraria num show com músicas de Belchior talvez eu risse. Mas as lágrimas desciam silenciosas pelo canto do olho. Soraya chora até agora. Talvez seja o achonchego intimista do Teatro Gamboa, da fila do gargarejo. Talvez seja a vontade enrustida de  chorar por conta da pegada violenta desta vida. Mas com certeza pela interpretação dos dois – JosyAra e Giovani Cidreira. Mesmo aquelas músicas com versões definitivas na voz de Elis Regina ganharam pegada nova, emoção nova. Fiquei ali, a escutar  novidades nas letras, como se elas estivessem escondidas todos esses anos. Belchior anda sumido mas reapareceu diante de nós. Todos rejuvenescidos.

Quase conversão

01/12/2016

Sou agnóstico mas tendo a crer ao ouvir o segundo movimento.

“Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar”

03/10/2016

 

 

“Ouço o mundo me dizendo corra pra me acompanhar”. Até tento.
Por exemplo, essa música de Siba e Fuloresta levei 9 anos pra alcançar, conheci nesta semana. E ela veio pelo título repetido como refrão,  isolado: “Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar”.  E isolado ele tem um sentido diferente, de motivação, de certeza de que os passos de um também movem o mundo. Ótimo pra quem quer sair do lugar, buscar mudar,  confiar no individual para mover o mundo. E ao pesquisar essa ideia, esbarro numa frase semelhante do também pernambucano Chico Science “Um passo à frente e você não está no mesmo lugar.”
Mas aí você ouve com atenção a música e concorda que a viagem não é bem essa. O mundo está também em movimento e seu passo não é nada mais do que uma tentativa, passo de tartaruga no encalço da lebre.
Sigamos pois, sebo nas canelas porque “ouço o mundo me dizendo: corra pra me acompanhar!”

 

Orquestras

29/02/2016

Quantos anos vive uma orquestra sinfônica? Muitas são centenárias mas a Orquestra Sinfônica da Bahia, a OSBA, está em estado terminal aos 34 anos.Assassinada por estrangulamento lento e contínuo por mais de uma década pelo mesmo Estado que a criou.

Vi essa menina nascer numa manhã ensolarada de domingo, ao ar livre. Cheguei atrasado àquele primeiro concerto em frente ao Iguatemi, um domingo do final de 1982ou inicio de 1983.

Não se mata uma orquestra em um dia. É preciso um garrote de tempo, parar de injetar sangue novo, deixar de recompor, de substituir quem sai em busca de novas oportunidades, quem se aposenta, quem morre.

Ênio se foi, Salomão morreu, Claudia se aposentou, Juracy ainda está lá, Christian também. Sim, há resistentes, daqueles presentes ao concerto no início da década de oitenta, e eles ainda tocam o barco.

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Precisamos de uma Orquestra Sinfônica da Bahia? Sim, é preciso fazereste tipo de pergunta para entender a atual situação da OSBA. A resposta por quem poderia decidir pela sua existência e continuidade talvez contenha a causa da atual inanição.

Futucando na internet, a gente descobre que há 72 anos alguém respondeu sim a essa pergunta. E também, por dedução, que houve uma primeira morte da OSBA. Vamos então à tecla REW, velhinhos.

– Neste domingo vou a Cachoeira assistir aoconcerto da OSBA, com regência do Padre Mariz, lá no Cine Teatro Cachoeirano. Vamos?Este possível convite se deu em em 12 de setembro de 1948.

Quatro anos antes, o padre jesuíta Luiz Gonzaga de Mariz havia criado a Orquestra Sinfônica da Bahia. O que aconteceu com esta primeira tentativa?

A resposta pode estar no artigo História Musical da Bahia: Orquestra Sinfônica da Bahia, do Padre Mariz, escrito por Bárbara Nunes Brasil e Erick Vasconcelos, apresentado na Reunião da SBPC, em Recife, em 2003. Maestro Erick Vasconcelos, pode nos ajudar a responder?

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E a sinfônica da UFBA?

Após a execução da abertura de A Flauta Mágica, de Mozart, o maestro JoséMauricio Brandão dirige-se à platéia, menos numerosa do que uma orquestra completa:“Boa Noite, esta é a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia. Temos aqui músicos funcionários da universidade e alunos em prática de orquestração. Nossa orquestra está, literalmente, caindo aos pedaços e a presença de vocês nos ajuda a evitar que ela acabe”.

Falei com o maestro no final do concerto e ele ratificou o desabafo: “Sim, caindo aos pedaços. Criada pelo reitor Edgard Santos, em 1954, esta orquestra acadêmica já foi a melhor do Brasil”.

O apelo e o desabafo foram feitos na abertura da temporada de 2011. Ao que parece, a situação continua aospedaços. Na página da orquestra constam hoje apenas 22 músicos.

***

Mas nós temos o Neojiba!

Sim, no meio de toda a crise da música de concerto na Bahia surge no cenário um músico conquistense de prestígio internacional, um secretário da Cultura antenado, uma ideia que dá certo na Venezuela desde de antes de Hugo Chávez, e a colaboração da iniciativa privada. O modelo .gov passou a .org e assim a nova estrutura e equação financeira viabilizaram o projeto.

Também estava lá no concerto de nascimento e contei mais ou menos assim a experiência, dia 20 de outubro de 2007:

Teatro Castro Alves. Programa gratuito. Eu, Soraya e nossa renca ocupamos cinco poltronas na parte de baixo. No palco, o primeiro concerto do Neojiba. E as lágrimas desceram nos primeiros acordes da música que encheu a sala lotada.

Do palco vinham trechos carimbados de obras conhecidas de Beethoven, Wagner, Dvorak, Brahms, Rossini que todos ali – parentes, amigos, colegas, o governador e o distinto público em geral – ouviram em algum momento da vida, nem que seja num comercial ou desenho animado.

E os meninos mandaram bem. Não tenho como avaliar o concerto, não tenho ouvido nem formação musical, mas minha intuição ignorante diz que aquilo era música da boa. Verdadeira e vital como deve ser qualquer arte. O som saía vigoroso de cada naipe. Muito claro, decidido, seguro. A platéia respondia. Aplaudia de pé e demoradamente a cada finalização. E os meninos agradeciam meio encabulados, quase não acreditando no impacto da sua música.

Teve também o bis divertido do cancã com as palmas da platéia regidas pelo venezuelano Manuel Lopéz Gomes, de 24 anos. Uma figura à parte.

Este concerto já está na história do TCA, na história da música na Bahia. Villa-Lobos, Widmer e Smetak aplaudiriam também hoje, de pé, o nascimento de uma nova geração de músicos na Bahia. Choveu no Sertão da nossa música. E brotou.

Passados quase 9 anos, a triste constatação é que o Neojiba brotou sozinho. Na época, imaginei que ali estava o que faltava no cenário, uma sementeira de novos músicos para recompor as demais orquestras, todos ganhariam, todos ganharíamos.

A realidade é que, no modelo atual, pra ser recomposta a OSBA depende de concurso público estadual, a OSUFBA depende de concurso público federal. Fudeu.

***

Mas derivo, como diz Franciel, um dos meus ídolos quando o assunto é mais de quatro linhas (nas quatro linhas, bem, deixa pra lá).

O assunto é de mais de quatro linhas, a tal crise crônica da OSBA e as possíveis e impossíveis soluções. Preciso derivar porque para voltar a este assunto quero falar em comunicação não violenta, a guerra de palavras na internet e as tentativas vãs de entender e conviver  com um mínimo de dignidade e alguma felicidade com a humanidade,  em casa, na internet, no trabalho,  na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.

Vejo na estante de revistas da lanchonete a edição deste mês de Vida Simples e compro porque gosto da matéria de capa, sobre a importância da gente se comunicar de forma menos agressiva. Bateu com minha necessidade de conversar melhor com o mundo, principalmente com os meus, com minha renca. E como já me alertaram via ditado chinês, antes de sair para mudar o mundo, dê três voltas dentro de sua própria casa.

Com este aviso e vacina para que o assunto aqui não descambe para a fúria e cegueira político-partidárias, voltemos então à vaca fria neste texto de março de 2011, quando escrevi uma coluna como Wolfgang Berim Bau, no blog Bahia na Rede. O assunto era o mesmo de hoje, o de falta de músicos, problema que ficou todo este tempo incubado e agora ressurge mais agravado. Ao texto:

Orquestra de asteriscos até quando?

Um concerto bonito,  sonoro,  correto. A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) abriu ontem (16) o calendário de 2011 com novo maestro, Carlos Prazeres. No programa, Wagner, Woolorich e Tchaikovsky.

Quem olha da plateia vê tudo normal. A orquestra é relativamente pequena, cerca de 60 músicos no palco, mas dá conta do recado. É no programa onde aparece o primeiro indício de problemas: os nomes dos músicos seguidos de asterisco. Embora o programa não explique isso, indica que se trata de convidado de outras orquestras.  Nesta condição tivemos no concerto o spalla e mais cinco violinos, três violas e dois violoncelos.

A OSBA completa 30 anos em 2012. Mas em vez de amadurecer e crescer, definha. O último concurso foi há mais de cinco anos e no próximo ano quatro músicos se aposentam. O que fazer para a reversão dessa trajetória declinante? As duas principais orquestras do país, a Osesp paulista e a Sinfônica de Minas Gerais funcionam como Organização Social (OS), o que reduz o cipoal burocrático para o pleno funcionamento. É esta a solução para a OSBA?

O pianista e ex-diretor da orquestra, Ricardo Castro, apostava nessa saída. Houve resistências dos músicos e a coisa desandou. Resta saber quais são os planos do novo regente e do secretário de Cultura para deixar a OSBA novamente de pé.

Antes de voltarmos ao assunto, divirta-se aqui com os comentários que se seguiram ao texto. https://blogbahianarede.wordpress.com/2011/03/17/orquestra-de-asteriscos-ate-quando/

***

Encontro casual com Manuel Veiga

Quando você fica incutido com um assunto, tudo conspira a favor.  Estava eu a trabalho numa assembleia de condomínio, quando reconheço um senhor tranquilo esperando o resultado da votação. Era ninguém menos que o pianista e professor emérito da UFBA Manuel Veiga, 85 anos, parte da memória viva da Escola de Música. Não resisti, puxei assunto, ouvi histórias que transpiravam a atmosfera da vida musical de Salvador nas décadas de 50 e 60.  Ao chegar em casa enviei para ele três perguntas por e-mail, uma breve entrevista.
E não é que ele respondeu?
Pediu apenas que fossem respostas sem pressa. “Vou comentar seus três quesitos da melhor maneira que puder. São boas perguntas que envolvem muita reflexão e por isso não quero correr” , disse.
Mas antes da primeira resposta,  um breve currículo do entrevistado: estudou piano de 1954 e 1957 nos Seminários de Música, que precederam a Escola de Música da UFBA. Venceu o concurso de piano da Orquestra Sinfônica Brasileira e fez sua estreia com a OSB em 1956, sob a regência de Eleazar de Carvalho. É mestre em piano pela Juilliard School of Musica e etnomusicólogo com doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA). É também membro da Academia Brasileira de Música, consultor e estudioso da modinha e do lundu. Ultimamente ainda anda pensado em consertar o mundo, mas já chegou a uma conclusão: “É uma idiotice”.

Qual a principal causa da carência de músicos em nossas orquestras (OSBA e OSUFBA)?

Sua pergunta precisa de alguns esclarecimentos prévios. “Principal causa”, por exemplo, pressupõe que hajam outras das quais uma seja a principal, no singular. Pressupõe também que haja um encadeamento linear entre causa e efeito, na dinâmica das culturas. Isso constituiria uma teleologia, isto é, partir do presente para olhar para o passado e lá encontrar uma causa que não se ramificasse no trajeto.  Não estou negando a história, mas afastando as ilusões.

Outro comentário se dirige a “carência de músicos”, com ênfase em “músicos”. Não há uma definição universal de música que reúna as condições essenciais, necessárias e suficientes, para que algum fenômeno sonoro seja “música” e não outra coisa.

Parece-me que o único axioma que poderíamos tomar como ponto de partida para uma teoria geral de música seria considerá-la como “som humanamente articulado” (J. Blacking). Isso tanto tem de verdadeiro quanto de vago. Mas sua pergunta é objetiva e explicita “em nossas orquestras” e, mais ainda, “OSBA e OSUFBA”.

Se não sei o que é música (espero, sim, reconhecê-la, mesmo que me seja muito estranha), tampouco sei o que são músicos. Na verdade, todos somos músicos, salvo alguma lesão cerebral séria; e em algum tipo e padrão de música somos enculturados no curso de nossa vida. Mas talvez exagere um pouco: sei que músicos “fazem” música e devem refletir sobre ela, não simplesmente apreciar passivamente. Isso dá algum trabalho, às vezes anos e anos de preparação.

Por “orquestra”, poderíamos entender “qualquer conjunto instrumental com características próprias” (Aurélio), como por exemplo a orquestra de pífaros de Caruaru. Um dos pontos cruciais de sua pergunta é que estamos nos referindo a “orquestras sinfônicas”, a conjuntos instrumentais de grande porte destinados à execução fiel de um tipo de repertório de um determinado período da história da música ocidental de concerto, nem sequer necessariamente brasileira. Há uma incongruência embutida no discurso da “carência de músicos” à vista da imposição a priori de um repertório instrumental que exige recursos que não temos, ou que não produzimos, ou que até mesmo não queremos: a velha história do ovo e da galinha… Essa é uma ilusão triunfalista e etnocêntrica. Para isso, uma solução paliativa, mas produtiva, seria encomendar obras do grupo de destacados compositores da Bahia, entre outros brasileiros, para os conjuntos instrumentais que podemos ter. Em adição, que essas obras fossem compatíveis com o nível educacional musical dos ouvintes, ainda que provocativas.

Tentando algumas respostas:

  1. Diante da complexidade do fenômeno musical, o mais prudente seria responder “Não sei! ”. Pessimista, entretanto, teria de pensar em preconceitos que andam pelo mundo há mais de dois mil e quinhentos anos, tomando como exemplo “A Cigarra e a Formiga”. A fábula de Esopo (séc. V a.C.) ensina que quem canta no verão morre de fome no inverno. Ou por outra: diante de um paciente em coma (o Brasil?), o necessário é um médico; a missa de réquiem vem depois. Nesses termos, a economia sempre se faz na área da cultura, sem consciência das perdas irreparáveis para o futuro.
  1. Menos prudente, passar a respostas grosseiras: “Dinheiro, falta de vontade e irresponsabilidade”. Temos quase todos os músicos competentes que precisamos, mas não são contratados e remunerados à altura dos anos e dos esforços que fizeram.
  1. Esperançoso, pensar em Educação, sim, a chave de tudo. Não precisa comentário. Eis aqui, talvez, seu feixe de causas.

Desculpe a prolixidade. Ainda estou pensando em consertar o mundo! É uma idiotice.

Continua

 

 

 

 

 

 

Três da madrugada

04/01/2016

Sem título
Torquato Neto

…noite alta madrugada
na cidade que me guarda…

Torquato Neto / Carlos Pinto

À espera do dia (in)útil, tropeço na voz de Gal  nesta poesia de Torquato Neto.
Pra quem gosta de ruas, de madrugadas, tudo e nada.

Gal Costa, 1973

Carlos Pinto, 1973

Vereônica Sabino, 1993

Nouvelle Cuisine, 1995

Lu Horta, 2013

Márcia Castro, 2014

Patrícia Mellodi e Zeca Baleiro, 2014

 

Sobre a música e Torquato Neto: http://guenyokoyama.blogspot.com.br/2012/11/torquato-neto-as-tres-da-madrugada.htm

 

Não vou me adaptar

21/07/2015

Na Rádio Educadora, Arnaldo Antunes prevê: Não vou me adaptar.

A tarde é de julho de 2014 mas a melodia cheira a anos 80,  lá se vão três décadas.
E a velha canção pós-adolescente cai hoje novamente como um luva nesta pré-terceira idade:

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia…

A cada frase, mais atual…

No espelho essa cara já não é minha…

Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!

Não Vou Me Adaptar
Titãs

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava desse tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!

Oh! telefonista, a palavra já morreu?

25/06/2015

Nos últimos dias me dei conta da presença de Fernando Brant na adolescência, vida afora. Tentei fazer lista de 10, não consegui diminuir destas 23: Beco do Motta, CaxangáPonta de AreiaConversando no BarSan VincenteCanção da AméricaCanoa, CanoaCredoFeira ModernaGente que Vem de Lisboa/Peixinhos do marItamarandibaMaria MariaMaria SolidáriaMilagre dos PeixesO Medo de Amar é o Medo de Ser LivreO Que Foi Feito DeveráOutubroPaisagem da JanelaPaixão e FéPara Lennon e McCartney, Roupa NovaSentinelaVevecos, Panelas e Canelas.
Ops! Faltou Travessia

De dentro

16/02/2015

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Depois de mais de 20 anos entrei novamente no Carnaval. Soltei o corpo, dancei. Do Campo Grande à Castro Alves, encharcado, com a alma leve, no embalo da BaianaSystem na sexta à noite.

Nos últimos anos vi a festa de fora, pela TV ou a trabalho. É bem diferente,  mesmo estando ali perto, observando de um praticável ou até andando na rua.

Desta vez entrei, de cabeça, corpo e copo com Soraya, num liquidificador de gente e som. Um mix de gente bonita, diversa. De gente de vinte e poucos anos. De um pouco mais do que eu só vi Marcio Meirelles, trocamos um abraço encharcado.

Este reencontro com o Carnaval foi meio por acaso. De repente avistamos lá no final do Campo Grande a concentração e ao nos aproximar, ouvimos o coro “Afasta a dor nefasta”. Gostei da frase, gostei da palavra de ordem, veio a calhar, embora hoje aprendi que na verdade Russo Passapusso cantava “Afasta onda nefasta”.

Afastei e entramos na onda sonora, até à Praça Castro Alves.

Na passagem pela passarela do Campo Grande,  uma saudação às mães do Cabula quebra o silêncio da cidade. Ficou o  registro aqui neste vídeo, órfão de texto,  do G1.

Na volta vi o Carnaval vivinho da silva, as pessoas quebrando, dançando, se esbaldando como sempre. Mas no sábado pela manhã outro Carnaval, louro e angelical,  estava estampado na capa dos jornais, quase sem novidades.

Jornal adora o passado. Como bem diz meu amigo Josias Pires, quando sai no jornal é porque todo o mundo já sabe.

 

Sem hora

16/11/2014

Tocando em frente – Humberto Teixeira / Almir Sater

23/07/2014

Incutido

09/05/2014


 

 

 

Um bom lugar

27/04/2014

palacio - Cópia

Seu Ari, ontem neste lugar só faltou você. Pessoas, música, poesia. E tudo quase por acaso, do meu ponto de vista, é claro. Dizem, texto adjetivado e repetitivo perde a força. Mas eu preciso completar: pessoas fantásticas, música e poesia absurdamente boas e da mais alta qualidade, papo gostoso. Uma tarde de sábado inesquecível. Só faltou você.

E tudo quase por acaso, do meu ponto de vista, é preciso repetir.

Foi uma tarde de muitas designorâncias pra mim. Aprendi, por exemplo, que Sábado em Copacabana é de Dorival Caymmi. E não é que a letra cabe direitinho ali?

“Depois de trabalhar toda a semana
Meu sábado não vou desperdiçar
Já fiz o meu programa pra esta noite
E sei por onde começar”

Cheguei atrasado para a homenagem a Manoel de Barros, mas a ponto de ouvir o último poema. Bem sacaninha:

“Êta mundão
moça bonita
cavalo bão
este quarto de pensão
a dona da pensão
e a filha da dona da pensão
sem contar a paisagem da janela que é de se entrar de soneto
e o problema sexual que, me disseram, sem roupa
alinhada não se resolve.”

E as pessoas reclamam muito da falta de homenagens a Caymmi no centenário. Mas é nestes pequenos encontros, neste formato intimista é que as homenagens são mais verdadeiras.

E para ficar no lugar comum, Alexandre Leão deu um show, ali na voz e violão, botando o público pra cantar, falando sobre as músicas.

Gosto muito da casualidade destes eventos pequenos, sem muita pompa, sem ingresso, sem multidão. São uma boa forma da gente ter nosso imposto revertido em serviço.

E este formato parece mais com a vida cotidiana. Ali sentado, tomando um vento, olhando as árvores e diante de pessoas talentosas, produtivas, vivas. Depois um papo com os amigos, sem ter marcado, sem compromisso, falar mal da oposição, falar mal do governo, falar mal e bem dos outros, conversar sobre as crianças, sobre a vida.

Aqui em Brotas, no Engenho Velho, temos um espaço parecido e sinto a mesma coisa quando vou lá no Parque Solar Boa Vista. O lugar é ocupado pelas pessoas do bairro, tem sempre alguma coisa acontecendo.

Enfim seu Ari, ou Meu Rei, seu súdito aqui agradece e muito a tarde de sábado no seu, no nosso palacete. Estou acompanhando seu cronômetro, quando passar a maresia, quero ir de novo num sábado qualquer neste bom lugar pra gente jogar conversa fora.

 

Mora na filosofia: um minuto de silêncio para nossa ignorância e para o cabrito que morreu

11/04/2014

Assim como na vida em carne, gordura e osso, é preciso prestar atenção em três qualidades da informação na internet antes de aceitar e passar pra frente: confirmar a autoria, checar a veracidade e tentar entender o contexto.

Claro que nunca há tempo para tudo isso e a barafunda se instala de mãos sempre dadas com a ignorância. E para complicar a vida e a internet, nem sempre o que um diz é razoavelmente próximo do que o outro entende.

Uma digressãozinha, me permita.

Quando eu era adolescente o artista queria dizer que para não rimar amor e dor é preciso morar, habitar na filosofia. Depois achei que isso era a gíria da época e mora na filosofia significaria saque na filosofia, como em é uma brasa, mora?

Mas como na vida em carne, gordura e osso, a dose e a forma de usar determinam se é veneno ou remédio.

E como remédio uso a internet agora nesta madrugada para continuar em dúvida mas mais feliz por ficar menos ignorante e aprender que morar na filosofia é de muito antes de minha nascença, é de 1955, da lavra de Monsueto em parceria com Arnaldo Passos.

Tudo isso é por conta da popozuda, da prova e do professor de filosofia e as várias versões para o assunto. 

Prefiro esta úlitma de um aluno. Vi o texto dele no facebook mas perdi. Aqui está uma parte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/10/aluno-defende-professor-que-citou-popozuda-e-da-aula-de-filosofia.htm

Entrevista do professor a Cynara Menezes: http://socialistamorena.cartacapital.com.br/kubitschek-o-provocador-a-escola-publica-e-tao-mal-considerada-quanto-valesca-e-o-funk/

PS. No final da entrevista a Cynara tem a íntegra do texto do aluno. 

Palmas para o aluno, para o professor, para a Filosofia, para Monsueto e para a internet.

E um minuto de silêncio para nossa ignorância e para o cabrito que morreu.

 

Lepo lepo

01/03/2014

Lepo lepo é o que mesmo? pergunta Cidinha Do Ó, ou Bel do Ó.

Respondo que tenho apenas pistas. Vamos a elas:

A letra me parece uma versão mais explícita de Beleza Pura, de Caetano, que por sua vez é uma versão de o Violeiro, de Elomar. Ou seja, Amor, nunca dinheiro; Dinheiro não, mas os mistérios; e Se ficar comigo é pelo meu lepo lepo. 

A coreografia sugere preliminares, um carinho lateral e viril da direita para a esquerda com retorno acompanhado de uma mexida. Digamos, duas lapadinhas, ou só uns tapinhas…

Elomar:
Apois pro cantador e violero
Só há três coisas neste mundo váo
Amor, furria, viola, nunca dinheiro
Viola, furria, amor, dinheiro não

Caetano:
Não me amarra dinheiro não!
Mas formosura
Dinheiro não!
A pele escura
Dinheiro não!
A carne dura
Dinheiro não!…

Psirico(Magno SantAnna / Felipe Escandurras):
Eu não tenho carro, não tenho teto
E se ficar comigo é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lepo lepo
É tão gostoso quando eu ranranranranranranran o lepo lepo

 

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Músicas ao luar

17/12/2013

Inspirado na lista de Lady Rasta e nas sugestões dos comentários que se seguiram ao post e na lua cheia de hoje, começo aqui também a minha lista.

  Mais A lua girou: http://www.youtube.com/results?search_query=%22A+lua+Girou%22&sm=3
 Mais Luiza: http://www.youtube.com/results?search_query=Tom+Jobim+Luiza&sm=12
 Mais O vira: http://www.youtube.com/results?search_query=O+vira&sm=3
 Mais A meu Deus um canto novohttp://www.youtube.com/results?search_query=A+meu+deus+um+canto+novo&sm=3
 Mais Luar do Sertão:  http://www.youtube.com/results?search_query=Luar+do+sert%C3%A3o&sm=12
 Mais Lua de São Jorge: http://www.youtube.com/results?search_query=lua+de+s%C3%A3o+jorge&sm=12
Mais Blue moon: http://www.youtube.com/results?search_query=blue+moon&sm=3

Conhecia mas não sabia que era de lua

 Mais  Melodia Sentimental: http://www.youtube.com/results?search_query=melodia+sentimental&sm=3  Estas conheci agora:
 Mais Noite de lua: http://www.youtube.com/results?search_query=Noite+de+Lua+dilermano+reis&sm=3
 Mais Lua Nha Testemunha: http://www.youtube.com/results?search_query=Lua+nha+testemunha%2C+Ces%C3%A1ria+%C3%89vora&sm=12
 Mais Lua branca:  http://www.youtube.com/results?search_query=lua+branca+chiquinha+gonzaga&sm=12

Continua…

Mais


Mais Lunik 9: http://www.youtube.com/results?search_query=lunik+9+gilberto+gil&sm=12

Rei do tempo

21/11/2013

Vi apenas uma parte da exposição Gil 70, no Palacete das Artes, prorrogada até janeiro de 2014. Do pouco que vi, este vídeo me impressionou muitíssimo. E antigo mas eu não conhecia. Nele Gil aparece  como uma colagem do futuro. Parece aquelas fotos antigas em preto e branco e uma personagem em cores, sobreposta. Fica bem evidente a diferença daquelas pessoas naquela sala, de mundo e de tempos distintos, no discurso, nas roupas, na postura.  O sorriso maroto diante do linguajar empolado da autoridade é impagável.

 

https://licuri.wordpress.com/2013/11/21/gil/

Elomar

10/08/2013

 

 

Toquinho no Terreiro de Jesus

17/06/2013

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E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4967399619542&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Uma foto, um filme, uma música e menos ignorância

31/05/2013

O cangaceiro

Primeiro, a foto. Pesquiso na internet fotos antigas de Vitória da Conquista. Especialmente lugares especiais, lugares por onde passei. Lugares hoje inexistentes como este cinema na Praça Barão do Rio Branco.

Esbarro na foto do Cine Riviera, destino de alguns domingos do final dos dos meus anos 1960. Em cartaz, o filme O Cangaceiro.

E o filme está disponível na internet.

Na altura dos 25 minutos e 30 segundos do filme, soa a música. Conheço esta música, gosto desta música, especialmente a imagem “travesseiro do meu braço”. Conhecia até aqui apenas com Milton Nascimento. Mas ao ver o filme a ignorância deu lugar à informação. E aguçou minha sensibilidade. Dizem que sensibilidade é informação concentrada. Concordo.

Fico menos ignorante e mais sensível à musica. Busco a música em outras versões. Encontro esta aqui, também nova pra mim.

E, finalmente, a versão conhecida, com Milton Nascimento

Volver a los 17

15/05/2013

caetano

Fã aos 17, vi Caetano pela primeira vez cantando Leãozinho num show nos jardins da Escola de Teatro, no Canela. Aos 17, minha filha se anima toda ao conseguir um ingresso/desistência de uma amiga e vai ver seu primeiro show de Caetano com amigos de 17.

No facebook:  https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4818056846066

Foto:  http://www.flickr.com/photos/daryandornelles/5475918231/lightbox/

Elomar e Guimarães

14/05/2013

Tenho ouvido muito Elomar. Aí prestei mais atenção nos últimos versos da Chula no Terreiro,  no destino do vaqueiro Antenoro. E lembrei de Xangai, num depoimento ao programa Ensaio, na sua comparação da música de  Elomar è escrita de  Guimarães Rosa. E lembrei então do destino de quase todos os  vaqueiros  do conto O Burrinho Pedrês. A mesma tragédia das chuvas sertanejas, tratada por um e por outro.

“E era bem o regolfo da enchente, que tomava conta do plaino, até onde podia alcançar. Os cavalos pisavam, tacteantes. Pata e peito, passo e passo, contra maior altura davam, da correnteza, em que vogava um murmúrio. A inundação. Mil torneiras tinha a Fome, o riacho ralo de ontem, que da manhã à noite muita água ajuntara, subindo e se abrindo ao mais. Crescera, o dia inteiro, enquanto os vaqueiros passavam, levavam os bois, retornavam. E agora os homens e os cavalos nela entravam, outra vez, como cabeças se metendo, uma por uma, na volta de um laço. Eles estavam vindo. O rio ia.” http://ebookbrowse.com/o-burrinho-pedres-doc-d419429514

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Chula no terreiro
Elomar

(…)
E mais cadê aquele vaquêro Antenoro
E mais cadê aquele vaqCum seu burro trechêro e seu gibão de côro
Esse era um cantadô dos bem adeferente
Cantano sem viola alegrava a gente

No ano passado na derradêra inchente
O Gavião danado urrava valente ai sôdade
Chegô intão u’a boiada do Norte
O dono e os vaquêro arriscaro a sorte
O risultado dessa travissia
Foi um sucesso triste, Virge-Ave-Maria
O risultado da bramura foi
Qui o ri levô os vaquêro o dono os burro e os boi ai sôdade

Derna dintão Antenoro sumiu
Dos muito qui aqui passa jura qui já viu
Na Carantonha, na serra incantada
Pelas hora medonha vaga u’a boiada
O trem siguino um vaquêro canôro
A tuada e o rompante jura é de Antenoro

Ah, ah, ah, ah, ê boi
Ê ê boi lá ê boi lá ê boi lá

Elomar, por ele mesmo.

11/05/2013

Mais Elomar: https://licuri.wordpress.com/tag/elomar/

Evitando nefastos ques ou estudando o alfabeto

08/05/2013

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Escrever é cortar palavras, disse o poeta.  Tento agora cortar ques, conselho de Maria Sampaio, gerúndios e adjetivos, embora esteja satisfeito com o resultado dos três reunidos  no título deste post.

Hoje, ao ouvir a entrevista de Tom Zé no Roda Viva, entendi a necessidade do corte dos adjetivos. No seu primeiro contato com a escrita na escola, o menino Tom Zé se espantou ao fazer uma leitura silenciosa com os colegas: “Será que todo mundo está entendendo a coisa exata que eu estou entendendo?”  E ficou três dias encafifado com isso.

Entender a mesma coisa exatamente talvez seja impossível, mas  você se aproxima mais disso quando usa verbos e substantivos. Grande amor não acrescenta nada ao amor. Nem a dor profunda torna mais aguda a minha dor aos olhos de quem lê. Cada um tem sua medida de amor e dor.

Vale a pena ouvir  Tom Zé para aprender a ler: https://www.youtube.com/watch?v=JFP5FnAm3QQ

Foto: http://www.flickr.com/photos/gusmaomarcus/4516664843/in/photostream/

Mais sobre Tom Zé neste coco pequeno: https://licuri.wordpress.com/tag/tom-ze/

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4786082366724&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Arco ou espada?

05/05/2013

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Ao final de cada música o arco levantado lembra um espada  oriental. No início de cada música o arco espera, não se sabe o quê, mas espera, ali, como calculando o golpe,  e desce em direção às cordas para de lá arrancar sons que de alguma maneira atingem a alma da gente, não me pergunte como. Não sei explicar, não leio música, não toco nada, não tenho ouvido musical, mas recomendo a mim mesmo sempre ouvir um som assim, faz muito bem, move a alma da gente pra algum lugar melhor.

E a surpresa da noite de ontem foi a piano de Kathryn Stotta, essa moça da foto. A gente que é leigo e influenciado por estas coisas de melhor do mundo  vai focado no violoncelo, vai pensando no violoncelo de Yo-Yo Ma e recebe de surpresa um piano ali colado nos melhores momentos. A sintonia entre os dois também salta aos olhos e ouvidos  leigos.

E a surpresa mais agradável da noite foi o público. Desde a criação do Neojibá o público de música de concerto no TCA tem ganhado em juventude e em  qualidade. A gente reconhece eles espalhados pela plateia, as caras novas e ligadas, de gente que está ali por prazer e por conhecer. E não tocou celular, não ouvi conversas, nem aplausos  entre um movimento e outro. Teatro lotado, sobraram “apenas” umas 20 poltronas vazias no camarote do governo e nas filas contínuas ao camarote,  cujos convites dormiram nas gavetas de alguma repartição pública.

Claro, cochilei um pouco lá pelo meio da apresentação, este é o preço da insônia, mas Soraya, que não dorme nestas horas, tratou de evitar o sono profundo. Mas esta vida vem em fragmentos mesmo, como os quatro, eu disse quatro, retornos para o  bis sem aquela demora pra voltar de outras estrelas. Voltou, agradeceu no seu estilo oriental, especialmente à parceira. Será que ele é sempre assim ou recebeu recomendações de Rosa Passos para sobrar conosco?

Falar em Rosa Passos, olha os dois aqui.

 

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O melhor faz você mellhor?

03/05/2013

Até onde vai a fama, até onde vai a sensibilidade, até onde vai a tiração de onda?
O TCA vai ficar diante de Yo-Yo Ma neste sábado. Lotado, possivelmente. Celulares vão tocar, balas de menta farfalhar vagarosamente em mãos cuidadosas por quase um movimento inteiro, e conversas vão soar nos momentos em que o solo estiver gritando silêncio, enfim, é assim sempre, amanhã assim será. Com perdão do trocadalho, não tem conserto.

Aqui uma prévia silenciosa ao fone de ouvido do que vai amanhã, quando muita gente sairá feliz, outras nem tanto, outras melhores do que entraram. Outras quase no mesmo. Mas ninguém indiferente, é impossível.

O programa, segundo o TCA, começa com a Suite Italienne, de Stravinsky, aqui executada por Ana Topalovic ao violoncelo e Mihaela Ursuleasa ao piano (Serenata e Aria)

Em seguida, Villa-Lobos, com Choros Nº 5 ou Alma Brasileira

Depois Camargo Guarnieri com a Dança Negra – criada em 1946, depois da visita do compositor à Bahia

Tem mais. O argentino Astor Piazzolla, com o tango Oblivion, aqui executado por Julian Lloyd Webber

e Siete Canciones Populares Españolas, de Manuel de Falla, aqui por Richard Lester, Marianna Shirinyan

Em seguida, Louange à l’Éternité de Jésus, de Olivier Messiaen, por por Julian Lloyd Webber, violoncelo e John Lenehan, piano.

e a transcrição para violoncelo desta Sonata para violino Nº 3 em Ré menor, de johannes Brahms

Bom Concerto.

Um homem de moral

29/04/2013


Conheci este vídeo esta noite. Uma das boas surpresas, Cuitelinho é de Paulo Vanzolini, criada a partir de uma música de domínio público. Vale a pena ver na íntegra.

Perdeu, playboy

06/04/2013

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Os jornais de ontem não deram notícia sobre o que ia acontecer à noite. Ignoraram poesia, ignoraram música. Será que os jornais de ontem não nos representam?

Nelson Maca, Marcelino Freire, Vozes do Engenho, Jorjão BafaféAloísio Meneses, Lazzo Matumbi.

Foto: http://bit.ly/14Vt4gj

50 músicas para ouvir novamente antes do fim de semana morrer

23/03/2013

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4596673471620

 

Essa quero ouvir com o Neojiba

18/02/2013

Show duplo

31/01/2013
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Foi o melhor show de Roberto Carlos que eu vi na minha vida. Foi também o primeiro. E foi um show duplo. Ali no palco, acompanhados por uma banda de primeira, estavam Paquito e Roberto Carlos, ambos íntegros, juntos e misturados.E eu feliz da vida, cantava todas. E Soraya feliz da vida também. E a casa lotada. E lá fora um casal encostado num carro curtia do mesmo jeito. E lá fora o cheiro deuma brasa, mora, subia de uma rodinha reunida em frente ao mar, enquanto no palco Roberto/Paquito, mandavam: “É proibido fumar…”E nós, com Lima, os sem-cadeiras, encontramos abrigo na mesa de Shirley. E Lima não parava de dançar. E fotografar. E a banda mandava bem: Morotó Slim (guitarra), Rex (bateria), Nuno (baixo) e Juliano Oliveira (teclados).E que repertório. Paquito passou um pano na fase melosa do rei, limpou, poliu e nos apresentou o que sobrou: um extrato concentrado e potente para animar qualquer festa de arromba.

E a melhor notícia. Vai ter tris.

E quando eu achar um release escrito a máquina do show Mulheres, Sim, colocarei aqui para lembrar do dia em que produzi também um show de Paquito no Mata Hari. Lembrança dele ontem, depois do show. Na minha cabeça fraca e de difusas lembranças, eu apenas havia divulgado.

Enfim, estive no Rio Vermelho na década de 80 e me lembro vagamente. Mas de ontem vou me lembrar daqui pra frente como o melhor show de Roberto, embora tenha sido o primeiro.

Foto: Lima Trindade

PS