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Yo soy un hombre sincero

omara escolhida
Omara Portuondo, no Rio Vermelho                    Foto: Shirley Stolze

Yo soy un hombre sincero

O mundo lá fora nega. E me muda de opinião: essa onda reaça é nada mais nada menos, bem nada menos, desespero pelo que já mudou. Pelo que já se estabeleceu.

E vimos isso tudo ali, em Cuba e Pernambuco e Bahia, sob os sons dos tambores e das vozes do Bongar, dos senhores cheios de ginga da Santería Cubana e de Omara Portuondo, a bordo dos seus 87 anos e um vozeirão puro Caribe.

E vimos, ouvimos e sentimos tudo isso ali na fila do gargarejo, colados nas grades, pertinho de Shirley Stolze e sua alegria de adolescente, com sua inseparável câmara.

Naquele lugar, num raio de alguns metros, o som chegava e emocionava um mix de gente das mais variadas fontes, modelos, gênero, peso, altura e melanina. Um casal de meninas se beija, numa roda fumam maconha, em outra o samba é de roda, outros bebem água e cerveja. O ar também cheira a acarajé da Cira.

Grandes novidades, diria você, estamos na Bahia, estamos no Rio Vermelho.
Verdade. Mas pelo menos estamos vivos e ainda acá.

 

 

 

 

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Castro Alves

castro alves1 - CopiaAo ver a placa em Itatim, na BR 116, resolvi entrar na estrada de 33 km que me levaria mais uma vez à infância, aos meus 9 a 13 anos, na cidade de Castro Alves. Passei pela Escola Polivalente, cheguei à praça, contornei as quatro ruas onde morei, passei pelo cemitério e cheguei à praça onde brincava de escorregar na base da estátua do poeta. Onde aos 10 anos, em 6 de julho de 1971, no centenário da morte do poeta, recitei Vozes D’África.