Archive for the 'Plantas' Category

Tempo de listas

22/12/2016
10 tarefas possíveis e impossíveis para janeiro de 2017
(aceito dicas e ajuda para tornar todas possíveis)
Tomar banho de mar 7 dias seguidos.

Entender Alepo.
Trabalhar na horta do condomínio.
Saber mais sobre ação das facções que controlam bairros de Salvador.
Brincar com os filhos.
Fazer um caderno.
Dançar com Soraya.
Dar um caderno feito por mim de presente.
Chegar ao fim do mês com saldo negativo de peso.
Terminar de ler O Idiota, de Dostoiévski.
Chegar ao fim do mês com saldo positivo no banco.

pratigi
Praia do Pratigi, janeiro de 2012.

7

02/11/2016

5

7 pecados capitais, 7 virtudes, 7 planetas, uma lua nova, 7 dias. Acontece é coisa em uma semana. Aqui na minha varanda, um milagre. Destes que estão aí em todos os lugares, a todo o tempo, banais até. Mas basta prestar atenção pra gente se espantar. Era só um toco o jasmim manga. De repente, começa a jorrar vida, numa quase explosão. Registrei em intervalos de 7 dias: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10207175790369858?pnref=story

 

 

 

Fulora, mandacaru

18/11/2012

Sem título

 

Veja as fotos: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3963018510642.2143332.1135737937&type=1

O umbuzeiro

15/10/2012

Semílo

Não se avexe não, dezembro/janeiro teremos umbu.

(…) É a árvore sagrada do sertão. Sócia fiel das rápidas horas felizes e longos dias amargos dos vaqueiros. Representa o mais frisante exemplo de adaptação da flora sertaneja. Foi, talvez, de talhe mais vigoroso e alto – e veio descaindo, ¬pouco a pouco, numa intercadência de estios flamívomos e invernos torrenciais, modificando-se à feição do meio, desinvoluindo, até se preparar para a resistência e reagindo, por fim, desafiando as secas duradouras, sustentando-se nas quadras miseráveis mercê da energia vital que economiza nas estações benéficas, das reservas guardadas em grande cópia nas raízes.
E reparte-se com o homem. Se não existisse o umbuzeiro aquele trato de sertão, tão estéril que nele escasseiam os carnaubais tão providencialmente dispersos nos que o convizinham até ao Ceará, estaria despovoado. O umbu é para o infeliz matuto que ali vive o mesmo que a “mauritia” para os garaúnos dos “llanos”.
Alimenta-o e mitiga-lhe a sede. Abre-lhe o seio acariciador e amigo, onde os ramos recurvos e entrelaçados parecem de propósito feitos para a armação das redes bamboantes. E ao chegarem os tempos felizes dá-lhes os frutos de sabor esquisito para o preparo da umbuzada tradicional.
O gado, mesmo nos dias de abastança, cobiça o sumo acidulado das suas folhas. Realça-se-lhe, então, o porte, levantada, em recorte firme, a copa arredondada, num plano perfeito sobre o chão, à altura atingida pelos bois mais altos, ao modo de plantas ornamentais entregues à solicitude de práticos jardineiros. Assim decotadas semelham grande calotas esféricas. Dominam a flora sertaneja nos tempos felizes, como os cereus melancólicos nos paroxismos estivais.(…)

Euclides da Cunha, “Os Sertões”, 1902.Pág 28.http://bit.ly/RZkh4X

Para ver as fotos

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3818409615510.2140429.1135737937&type=1