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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Condução coercitiva pra chamar de minha

hypocritesk

Nunca vá ao encalço de um ladrão de celular, especialmente se você tem mais de 55 anos  e IMC acima de 32. Ele pode se voltar e lhe quebrar na porrada, pode haver um cúmplice por perto e  lhe quebrar na porrada e ainda pode acontecer o pior de tudo: o ladrão ser preso.

Aí lenhou total. Pra ele e pra você.
Foi o que aconteceu comigo, contei o começo de tudo aqui.

Já havia esquecido da história e recebo em casa a simpática visita de uma oficial de justiça com a intimação para eu ir ao tribunal,  prestar novo longo depoimento, agora perante o doutor  juiz.  A tarde perdida  na delegacia naquele domingo valeu nada.

O problema é que só lembrei da tal audiência no dia seguinte à data marcada. .

Comentei com minha advogada, minha porque senta ao meu lado no trabalho, e ela me aconselhou a  ir até lá e dar satisfação ao doutor juiz, logo. Como ela sabia o que estava falando, coloquei a ida como prioridade, faz uns bons dias. Mas lista de prioridades de procrastinador vive eternamente em idade de crescimento.

E eis que meu hipocampo comprometido pelo DDA  tomou novamente a dianteira e, de posse da informação de que a justiça baiana é a mais lerda do país, calculou que eu só seria convidado a depor novamente lá por 2056, tempo  mais que suficiente para um zignal eterno.

O problema é que nossa  justiça falha mas de vez em quando e logo comigo não tarda.  Fui avisado hoje no começo da noite por um  simpático policial, que amanhã irei  testemunhar na marra neste importante processo de furto de um celular na Praça da Piedade.

De vítima passei a testemunha. E  agora a  réu, quase um Josef K. a ser conduzido coercitivamente amanhã até o senhor juiz.

Logo amanhã de manhã, quando duas tarefas atrasadas e dois procedimentos médicos sairiam finalmente da lista de prioridades…

 

Imagem daqui.

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Na falta do que fazer no intervalo do terceiro turno de trabalho, brinco de adulterar fotografias.
E me sinto à vontade neste lugar de exibidos. Uns exibem comidas, outros corpos, outros palavras, uns ódios, outros amores, outros dores, alegria e poesia. Essa noite exibo um pouco de minha sempre parcial vitória na luta pra colocar as coisas em dia. Um brinde aos meus credores de prazos estourados, vocês, quem sabe, se salvarão.
PS. Uma das coisas mais irritantes daqui são mensagens quase cifradas.
Armaria.

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Bateu

Não se deve esperar muito das promessas de prazo dos que têm um hipocampo alterado, como é o meu caso. É ali, no nosso cavalo marinho do juízo que o TDAH  torna singular as nossas  procrastinações.

Falta descobrir onde se dá a euforia quando finalmente uma tarefa relativamente banal, adiada por dias e dias a fio, com uma dose extra de sofrimento, finalmente é cumprida.

É assim que eu me sinto agora. Como se tivesse dado um tapa num THC de qualidade, como se tivesse sorvido um gole de absinto. Feliz, em paz e eufórico. Tudo ao mesmo tempo agora.

Às vezes desconfio que toda esta procrastinação torturante seja um mecanismo do organismo pra depois sorver a curtir a euforia do finalmente feito.

Vá entender.

Foto daqui.

 

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