Posts Tagged ‘Aeronauta’

Hoje, às 19

24/08/2010

Encontro marcado com Maria, Chorik, Bernardo, Janaína
Tá certo, Maria ta no céu, Chorik em Americana, Bernardo em Ituberá, Janaína em Maceió, mas é impossível entrar naquele lugar sem lembrar e falar dessas criaturas donas da minha admiração e afeto, conhecidas graças a esta conexão com o mundo em forma de coco pequeno. Aqui também encontrei a poesia e a prosa das duas moças donas da festa, Ângela e Mônica, portadoras de muito em poucas palavras. E pra quem vai também, a gente se encontra logo mais, às 19. Clique no convite pra saber mais.

Atualizado neste dia seguinte:
Tava todo mundo lá. Quem foi e quem não foi.
E foi muito  bacana.

Quem é Antonio?

21/08/2010

Antonio  tomou a forma de palavra. Desapareceu.  Seria um santo?
Aeronauta desconversa. Mas dá as primeiras pistas aqui.
Mais? Só indo no Tom pra saber.

Cavalo da Aeronauta

29/05/2010

O cavalo, no candomblé, é a pessoa que incorpora a entidade. No post  abaixo sou  o cavalo da Aeronauta.
Incorporei seu discurso, todas as suas palavras, toda a vertigem do seu texto, que  nos leva  a galope até o precipício, freia e nos arremessa. Sem paraquedas. Absolutamente sós.

Manda a etiqueta, as boas maneiras na rede, não transcrever um texto inteiro de alguém. O recomendado é fazer uma referência, transcrever um trecho e em seguida enviar o leitor para o autor. Mas eu recuso a etiqueta e faço no post seguinte uma cópia pirata. Se tivesse memória, colaria ele no meu juízo. Como não tenho, deixo aqui para de vez em quando ler em voz alta ( não sei por que prefiro ler os textos da Aeronauta em voz alta)  para sempre me certificar de que não estou só.  mesmo sabendo de tudo

mesmo sabendo de tudo

29/05/2010

O frio gélido, que acompanha o condenado pelo imenso corredor – há sempre um corredor -, todos nós sentimos nos ossos. Se você pensa que nunca sentiu, pare apenas um pouco e se instale na sua própria câmara de gás. Lá você terá duas grandes verdades estampadas na testa: você não sabe nada sobre seu próprio nascimento assim como também nada saberá sobre sua morte, já a caminho. Tudo o que você é, a ficção que você escolheu criar, pertence aos outros, à memória alheia. Sobre o momento que você nasceu, apenas sua mãe e os que estavam presentes “disseram”; de sua morte que vem aí, já já, apenas os possíveis espectadores farão o posterior relato. O que resta pensar? Se você não tem a memória dos dois grandes marcos de sua própria existência, a pergunta é insistente: não é uma imensa solidão essa, existir? E para sentir a solidão gélida nos ossos será necessário você andar pelo imenso corredor antes do fuzilamento que ocorrerá no pátio externo?
Ora, ora, você sequer existe, e a solidão é tudo que há. Sinta-a agora, antes de ir atravessar o imenso corredor que lhe espera. Não se agarre ao braço de seu namorado, afinal ele não poderá atravessar o corredor com você. Ele também, na sua hora, atravessará o corredor. Sozinho. É assim que a lei maior, a burocracia, manda: sozinho, marchando sempre, sem se deter.
Posso soltar um riso? É engraçada essa tragédia. Engraçada porque pensando bem será meu corpo, sinal de minha indiscutível realidade, quem sofrerá tudo isso. Ele foi quase esmagado ao nascer, e será completamente esmagado ao morrer. E, ironicamente, jamais saberá contar tais experiências. Deve ser essa a frustração máxima do homem, e mais ainda do escritor: não ter nunca a totalidade, a unidade de si mesmo. Em decorrência dessa frustração ele inventa vidas, principalmente a sua, que traz como palimpsesto na raiz de suas mãos tortas, a fim de tentar driblar a solidão.
Solidão. Afinal é sobre isso que estou falando.
Se ela é tão peculiar a cada ser, como compartilhá-la?
Não, não fale. Abraça-me.
Dê-me a ilusão de que ela não existe. Invente salões de dança, filmes em preto e branco, bailes, bailes, vinhos, embriaguez de corpos se encontrando. Dê-me o sonho, tua mão na minha, voz sussurrando versos. E sorriremos, enfim, absolutamente confiantes, mesmo sabendo de tudo.

Ângela Vilma

(Aeronauta)

Chuíte

12/01/2010

Ligo a luz da sala, aperto o chuíte (alguém se lembra dessa palavra?).

Assim Aeronauta certa vez me fez  lembrar do meu pai e de suas palavras diferentes.

Nestes dias de Iaçu, mirei um chuíte na parede. E lembrei de Aeronauta.

Retomo este coco pequeno com esta foto, antes de reiniciar a volta pelos blogs amigos, inciada no final do ano passado.

Seria o fim da Aeronauta?

02/09/2009

Um dos mistérios mais mal guardados da blogolândia pode ser definitivamente desvendado. O que Deus e meio mundo ja sabe pode ser conhecido pelos demais.

Mas antes disso, tem um assassinato  friamente planejado…

Veja como aqui: http://mariaenilsonmil.wordpress.com/2009/09/02/lancamento-pode-resultar-em-assassinato/

Aeronauta

10/06/2009

(…) E minha avó, depois de receber as últimas pessoas que chegavam, entrou com um rompante no quarto que estávamos e tratou logo de explicar como meu avô morreu: “Assim, ó, de repente, sem quê nem pra quê! Depois dei banho, tá lá todo limpinho, cheiroso, ninguém pode dizer que não cuidei!” Dizendo isso, foi se sentando na cama junto com a gente, sem uma lágrima no olho, numa excitação juvenil: “Deixem eu falar pra vocês o que sofri com esse véi a vida toda!” Daí abriu sua vida, contou tudo, desde o casamento até aquele dia. “Ah, minhas filhas, esse véi nunca prestou, não é porque morreu que eu não vou contar tudo”. E abriu mesmo o verbo: todas as traições, os filhos que ele teve fora do casamento, as pensões para as outras que ela sempre lhe obrigou a pagar… “Na primeira traição desmanchei o jirau e nunca mais dormi com ele! E digo mais, minhas filhas: tomara que não tenha ninguém na família que puxe a este homem!”
Assim foi a noite toda: minha avó, lavando a alma, contou o que queria com muita graça, e nós não conseguimos deixar de não rir. Até mãe chegou a rir numa determinada ocasião, mesmo com o rosto inchado de chorar.
Na casa todos comentavam aquele comportamento de Dona Calu. (…)

Antes de continuar, leia ou releia  do começo e na íntegra aqui.

Sigo com minha sequência dos melhores posts da blogolândia onde navego. Gols de letra como disse ontem sobre o texto de Chorik. Dos melhores que li aqui e no papel, escritos pelos mestres da literatura. Exagero? Não, porque é uma opinião. Tem toda a autoridade, não de um crítico de literatura, mas de um  leitor, apressado, desatento, passional, descontínuo, mas um leitor. E ponto final.

Falar em ponto final, a cena  final do texto da Aeronauta é um drible de garrincha. Ele me desconcertou de tal maneira que eu sequer fiz um comentário no dia. Mostrei a Soraya, que também leu, adorou e viu a própria avó dela no texto, um  retrato da condição feminina do nosso sertão. Como alguém disse lá nos comentários, daria um curta. Também acho. E dos melhores.

Imagens terrenas

02/05/2008

Aqui em casa todos gostamos dela. Eu leio, Soraya lê e Luísa tem seu link no blog BU!. Não sabemos quem ela é. Ou melhor, sabemos. Ela, como nós, veio do interior, vem de uma infância muito parecida de cidade pequena. Ela lembra Concinha, quando diz mãe fez, mãe quis, mãe… apenas mãe, diferente do nosso mainha.

E ela escreve nossa infância como ninguém.

Confira as belas imagens de infância  neste texto da AERONAUTA.

“Felicidade é bicho caprichoso”

16/02/2008

planeta-diario.jpg

Inspirado num post da Madame e aperreado com a cobrança de seu Franciel, cometo aqui a insanidade de me prometer a quebrar diariamente este licuri. E pra não falar demais por não ter nada a dizer vou apelar sempre para os vizinhos, como já faço hoje com esta citação da Aeronauta:

“O perder tudo me livrou de perder ninharias”.

Esta frase, isolada, me diz  muito e serve como alento para um jogador compulsivo como eu.  
Vá lá ver de quem é e em que contexto está e faça sua leitura. Amanhã eu volto.

E antes de amanhã, inicio hoje a campanha: Queremos o Sarapatel de novo na mesa!