Posts Tagged ‘Ângela Vilma’

Rasura em forma de poesia

23/08/2010

Para entender melhor, veja aqui.
Para entender melhor ainda, amanhã, na Tom do Saber.

Quem é Antonio?

21/08/2010

Antonio  tomou a forma de palavra. Desapareceu.  Seria um santo?
Aeronauta desconversa. Mas dá as primeiras pistas aqui.
Mais? Só indo no Tom pra saber.

Boas novas do carteiro

03/08/2010

Sobre as moças, seus poemas e como reservar: http://angelaemonica.wordpress.com/

Maria, por tantos

03/06/2010

Para Maria Sampaio com saudade e carinho…. um Varal


APENAS BAHIA , APENAS FOTOGRAFIA Adenor Gondim

Noticias do interior Continhos forever – Apelo aos e-amigos…

BLAG (Nilson Galvão) Alguém cantando – Fico em mim…
Blog do Chorik  Querida Maria,
Passei a semana…
Ivonete Moniz Pacheco
SAUDADES Apagou-se uma luz…
Acreditando no Truque (Janaína Amado)
Retornar ao blog…
Monólogos na Madrugada (Edu)
Foi foda! – “Perdi de vista…

BBB Caixa de Fósforos de fernandinha Maria, Jenipapo …
Estranhamentos (M)
De perto. Foi ela quem primeiro…
Aeronauta (Ângela Vilma)
Querida Maria – O que acho..
BLAG (Nilson Galvão)
Maria – Foi tão pouco tempo, afinal…
Vestígios da Senhorita B. (Renata Belmonte).
Minha…
Noticias do interior (Bernardo Guimarães)
Maria
Música no elevador (Chico Muniz)
O elevador sobe…
Nemvem Quenaotem
Maria, deixa eu dizer adeus em….
Maria Muadiê
Água transforme minha dureza em…
Filósofo de Itapuã (Ari Coelho)
ARRIVEDERLA – Ah…
Memórias do Mar – Marlon Marcos.  Homenagem…
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Blog do Chorik –
Qualquer dia, amiga…
Ainda Conto (Luli Facciolla)
Por Maria
leitora crítica (Gerana Damulakis)
MARIA Soube…
Monólogos da Madrugada (Edu)
um dia de… 

As muitas Maria(s) de Maria Sampaio 

ANINHA FRANCO Dramaturga e poeta
Chega um tempo em que o tempo é impreciso porque muitas coisas boas e más, agradáveis e desagradáveis aconteceram, se embaralham, e a separação delas dá trabalho e é dolorosa.
Mas conhecer Maria Sampaio na casa dos Velloso, nos idosdos anos 1970, foi bom e agradável todo o tempo. Maria era uma humana das melhores qualidades, de pouquíssimos defeitos e os defeitos eram muito engraçados.

Livre, libertária, passional, colorida, personalidade típica dos anos 1970, filha de personalidades típicas dos anos 1950, tão interessantes quanto ela, Dona Norma e Mirabeau Sampaio, Maria era uma companhia que eu não vou descrever inteiramente aqui porque vocês sentirão inveja daqueles que tiverama honra do seu convívio, como eu, porque agora ela se foi com suas meias coloridas, seu óculos, e pertence apenas aos que a tiveram.

Das muitas histórias que descrevem o seu inacreditável humor, algumas são impagáveis, como a surra desfechada no marido infiel no restaurante Casa da Madeira, na Pituba, a mesa atirada pela janela num acesso de ira contra os prestadores de serviços que continuam merecedores de acessos semelhantes, e de outras que  eu registrei em As receitas de Mme. Castro, além das anotadas em diários de viagens que fizemos juntas, e que estão em textos inéditos.

Viagens Em Marrakesh, Marrocos, na Praça do Juízo Final, eu e Celina Souza assistimos Sampa (um dos seus nomes) quase ser estrangulada por uma cobra do deserto porque ela, ingênua, entregou sua máquina de todas as capacidades a um encantador de najas para que ele a fotografasse.

Lembro, também, das duas, cantando “pedra que muito se muda não cria limo jamais” na Acrópole, em Atenas, às gargalhadas, diante de um marinheiro que mostrava uma mão cheia de dracmas que, à época, já não valiam nada, pensando levar uma das duas para cama, ou subindo o estonteante Teatro de Epidauro, para 10 mil pessoas, com acústica perfeita, perguntando em portuguêsque só nós duas entendíamos: já pensou na repercussão de um peido com essa acústica?

Amiga, companheira de todas as horas dos amigos, inimiga dos inimigos de seus amigos, Sampovska foi minha cobaia quando resolvi aprender a cozinhar, muito mais difícil que escrever, e engolia os horrores das minhas produções sem queixas. Com ela, aprendi a riscar com um X implacável os restaurantes e as coisas de mau gosto ou de péssimo trato.

Domingo, ela nos disse, a mim e a Doia Ribeiro, que estava cansada de resistir, e quando nós insistimos na resistência ela advertiu que pimenta no c. dos outros é refresco. Passou na minha casa na madrugada da passagem, uma luz se deslocando de lugar, avisou a Jussara Silveira que ia sentir saudade quando fosse e se foi… Saudade vamos sentir nós, todos os dias dos restos de nossas vidas.

(texto publicado em A Tarde, Caderno 2+, de 05/06/2010.)

mesmo sabendo de tudo

29/05/2010

O frio gélido, que acompanha o condenado pelo imenso corredor – há sempre um corredor -, todos nós sentimos nos ossos. Se você pensa que nunca sentiu, pare apenas um pouco e se instale na sua própria câmara de gás. Lá você terá duas grandes verdades estampadas na testa: você não sabe nada sobre seu próprio nascimento assim como também nada saberá sobre sua morte, já a caminho. Tudo o que você é, a ficção que você escolheu criar, pertence aos outros, à memória alheia. Sobre o momento que você nasceu, apenas sua mãe e os que estavam presentes “disseram”; de sua morte que vem aí, já já, apenas os possíveis espectadores farão o posterior relato. O que resta pensar? Se você não tem a memória dos dois grandes marcos de sua própria existência, a pergunta é insistente: não é uma imensa solidão essa, existir? E para sentir a solidão gélida nos ossos será necessário você andar pelo imenso corredor antes do fuzilamento que ocorrerá no pátio externo?
Ora, ora, você sequer existe, e a solidão é tudo que há. Sinta-a agora, antes de ir atravessar o imenso corredor que lhe espera. Não se agarre ao braço de seu namorado, afinal ele não poderá atravessar o corredor com você. Ele também, na sua hora, atravessará o corredor. Sozinho. É assim que a lei maior, a burocracia, manda: sozinho, marchando sempre, sem se deter.
Posso soltar um riso? É engraçada essa tragédia. Engraçada porque pensando bem será meu corpo, sinal de minha indiscutível realidade, quem sofrerá tudo isso. Ele foi quase esmagado ao nascer, e será completamente esmagado ao morrer. E, ironicamente, jamais saberá contar tais experiências. Deve ser essa a frustração máxima do homem, e mais ainda do escritor: não ter nunca a totalidade, a unidade de si mesmo. Em decorrência dessa frustração ele inventa vidas, principalmente a sua, que traz como palimpsesto na raiz de suas mãos tortas, a fim de tentar driblar a solidão.
Solidão. Afinal é sobre isso que estou falando.
Se ela é tão peculiar a cada ser, como compartilhá-la?
Não, não fale. Abraça-me.
Dê-me a ilusão de que ela não existe. Invente salões de dança, filmes em preto e branco, bailes, bailes, vinhos, embriaguez de corpos se encontrando. Dê-me o sonho, tua mão na minha, voz sussurrando versos. E sorriremos, enfim, absolutamente confiantes, mesmo sabendo de tudo.

Ângela Vilma

(Aeronauta)

Os segredos das meninas

25/05/2009

ConviteNovasLetras3

Estrupício

14/04/2009

Deveria entrar aqui mais fotos da viagem de trem, do passeio fotográfico a João Amaro, ia até revelar uma bela notícia para o próximo passeio de buzu, mas encontrei uma palavra deliciosa no miniconto Dos piores castigos, de Aeronauta. E fui às gargalhadas no rebatimento de Chorik.

E como a palavra tem força, e como preciso de um bocadinho de força pra enfrentar os entraves deste cotidiano que nos leva prum lado quando quermos mesmo é ir  pro outro, as fotos e a boa notícia ficam pra depois.

Fico então me deliciando com a palavra estuprício, redescoberta no miniconto de Aeronauta.

Estrupício, estrupício, estrupício… Vou sair por aí dizendo pro motorista escroto que me atravessar: estrupício.

Pro burocrata imbecil que só entende a burocracia: estrupício.

Pro político sacana que pensa que nos engana: estrupício.

Pra balança que não desce: estrupício.

Pra pressão nas alturas: estrupício.

Pro desânimo: estrupício.

Pro orçamento que não fecha: estrupício.

Pra qualquer pessoa que se acha: estrupício…

Obrigado, aeronauta, você me lavou a alma hoje com este estrupício.