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Porra é essa minha Bahia?

Incutido com o caderno especial do Jornal do Commercio  A história de mim, concebido pela jornalista Fabiana Moraes, futuco mais sobre Pernambuco. E fica  claro. Nossos vizinhos estão mandando muito bem e bem melhor não só em  jornalismo como em cinema, em tecnologia da informação, na economia e na posição na tabela do Brasileirão para ficar nas coisas mais evidentes. Dizem as boas línguas, esta canção foi inspirada por um par de chifres aplicado em Petrolina, observado desde Juazeiro.

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Cadeira

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Calção, camiseta, havaianas. Fui até o cinema da UFBA buscar Luísa no estacionamento mas por conta de um desencontro acabei na antessala do cinema. Com a roupa que costumava assistir aula ali do outro lado do vale. O dobro da idade e quase o dobro do peso não pesaram e eu não me senti deslocado com esta roupa inadequada, como não me sentia na época de estudante. No cinema acontecia um debate depois da projeção do filme Iara e da sala saiu um candidato a reitor, meu contemporâneo. Estou velho, um contemporâneo pode ser reitor. Mas eu ali de calção e havaianas me sentia um aluno convidado, me sentia bem, de bem com a atmosfera. A universidade está um pouco mais miscigenada mas continua predominantemente branca. Encontrei André Santana, encontrei o artista gráfico Marcos Costa, eu me senti em casa apesar dos muitos anos depois. Agora Luísa tem aula ali. Fui um cara privilegiado, tive aula no primário numa escola pública, num curso técnico público, e numa universidade pública. Foi bom ver a universidade viva, com alma, com viço e ainda acolhedora. Como esta cadeira da antessala do cinema.

O futebol revela o pior de mim

Sempre fui bem comportado, não minto, sou o que se convenciona chamar de uma pessoa do bem. Mas o futebol tem revelado um pouco do meu lado não tão assim.

Ganhei um vizinho no prédio recentemente, de longe o mais simpático, afetivo e bom vizinho de todos nestes sete anos em que acampo aqui perto das escolas dos meninos.

Tudo começou quando ele me cumprimentou efusivamente pela primeira vez. Estava com uma camisa do seu time. Para retribuir à altura, fiz um comentário otimista quanto ao resultado do jogo daquele dia. Aí o amor aumentou ainda mais.

Toda as vezes em que nos encontramos na garagem a conversa vai muito, muito mais do amarelo bom dia trocado com os demais vizinhos. Aproveito todo o conhecimento do seu time graças às leituras do blog do Franciel. Tenho certeza, ele sempre me viu como um igual.

Até um dia quando extrapolou e falou “nosso time”. Dei um basta à farsa, com o cuidado necessário, acompanhado daquele lenga-lenga, o importante é o futebol da Bahia.

Agora cedo, quem eu encontro? Mal me viu, disparou: – O time jogou bem, rapaz.
– Verdade, quando Dinei empatou, achei que ia virar.
Mentira, vi os gols no Jornal da Globo.
E completei: mas o time tá embalado. A vaga na libertadores é certa.

Esse futebol ainda vai me humanizar totalmente.

BBMP. A vaga de vice do G4 é certa.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200865277650984