Posts Tagged ‘Bahia’

Porra é essa minha Bahia?

31/07/2014

Incutido com o caderno especial do Jornal do Commercio  A história de mim, concebido pela jornalista Fabiana Moraes, futuco mais sobre Pernambuco. E fica  claro. Nossos vizinhos estão mandando muito bem e bem melhor não só em  jornalismo como em cinema, em tecnologia da informação, na economia e na posição na tabela do Brasileirão para ficar nas coisas mais evidentes. Dizem as boas línguas, esta canção foi inspirada por um par de chifres aplicado em Petrolina, observado desde Juazeiro.

Cadeira

27/03/2014

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Calção, camiseta, havaianas. Fui até o cinema da UFBA buscar Luísa no estacionamento mas por conta de um desencontro acabei na antessala do cinema. Com a roupa que costumava assistir aula ali do outro lado do vale. O dobro da idade e quase o dobro do peso não pesaram e eu não me senti deslocado com esta roupa inadequada, como não me sentia na época de estudante. No cinema acontecia um debate depois da projeção do filme Iara e da sala saiu um candidato a reitor, meu contemporâneo. Estou velho, um contemporâneo pode ser reitor. Mas eu ali de calção e havaianas me sentia um aluno convidado, me sentia bem, de bem com a atmosfera. A universidade está um pouco mais miscigenada mas continua predominantemente branca. Encontrei André Santana, encontrei o artista gráfico Marcos Costa, eu me senti em casa apesar dos muitos anos depois. Agora Luísa tem aula ali. Fui um cara privilegiado, tive aula no primário numa escola pública, num curso técnico público, e numa universidade pública. Foi bom ver a universidade viva, com alma, com viço e ainda acolhedora. Como esta cadeira da antessala do cinema.

O futebol revela o pior de mim

14/11/2013

Sempre fui bem comportado, não minto, sou o que se convenciona chamar de uma pessoa do bem. Mas o futebol tem revelado um pouco do meu lado não tão assim.

Ganhei um vizinho no prédio recentemente, de longe o mais simpático, afetivo e bom vizinho de todos nestes sete anos em que acampo aqui perto das escolas dos meninos.

Tudo começou quando ele me cumprimentou efusivamente pela primeira vez. Estava com uma camisa do seu time. Para retribuir à altura, fiz um comentário otimista quanto ao resultado do jogo daquele dia. Aí o amor aumentou ainda mais.

Toda as vezes em que nos encontramos na garagem a conversa vai muito, muito mais do amarelo bom dia trocado com os demais vizinhos. Aproveito todo o conhecimento do seu time graças às leituras do blog do Franciel. Tenho certeza, ele sempre me viu como um igual.

Até um dia quando extrapolou e falou “nosso time”. Dei um basta à farsa, com o cuidado necessário, acompanhado daquele lenga-lenga, o importante é o futebol da Bahia.

Agora cedo, quem eu encontro? Mal me viu, disparou: – O time jogou bem, rapaz.
– Verdade, quando Dinei empatou, achei que ia virar.
Mentira, vi os gols no Jornal da Globo.
E completei: mas o time tá embalado. A vaga na libertadores é certa.

Esse futebol ainda vai me humanizar totalmente.

BBMP. A vaga de vice do G4 é certa.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200865277650984

Senhas Aborrecem Cidadão

05/11/2013

Temos aqui na Bahia um tal de SAC, um serviço muderninho de atendimento estatal, que funciona em função do barnabé e não do cidadão.
Preste atenção: se você chega às 21h59 num shopping que fecha às 10 você entra. Se você chega num banco às 15h59, um minuto antes do encerramento do expediente externo, você entra e é atendido independentemente de quantas pessoas estejam lá dentro.
Mas no SAC baiano (PS: pelo menos no serviço que tentei usar) o horário de funcionamento é ficção. Vale mesmo é a tal da senha, cuja quantidade é estabelecida por eles.
Terminou a cota do dia de senha, mesmo duas ou três horas antes do previsto para o fechamento, foda-se você e volte no dia seguinte. Se quiser.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200808800079080

Travessia

19/07/2013

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BR 116 — em Milagres, Bahia.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200214326617615

Orgulho e medo

17/06/2013

Filha combina com colegas para ir à manifestação desta segunda a tarde, no Iguatemi.
Não tem como não sentir orgulho. Não tem como não sentir medo.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4967828950275

 

 

BBMP!

29/05/2013

Este texto publicado no blog http://www.revolucaotricolor.com.br/ explica o que está acontecendo no Bahia e aponta os caminhos.
Gosto do movimento e me junto a ele.
Espero que a agonia seja breve e o Bahia se renove.

Carta aberta à nação tricolor em apoio à intervenção

 À torcida tricolor,

A Revolução Tricolor é um grupo de sócios do Esporte Clube Bahia que lutam, através das vias legais, por mudanças mais profundas no clube, como a democratização, a transparência e a efetiva participação da torcida nas decisões mais importantes da vida do Bahia.

Entendemos que a atuação correta dos diretores de uma agremiação tão importante tem como exigência a presença constante da autoridade responsável, a prestação de informações e contas ao torcedor, o convite à participação dos interessados, o respeito às leis e regimentos que compõem a base jurídica de legitimidade de uma organização, bem como a busca pelo seu aprimoramento e adequação à contemporaneidade.

A ação judicial que hoje tramita no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia é decorrência de uma expulsão injustificada de conselheiros deliberativos do clube, às vésperas da eleição para presidência, que se mostrou a ponta de um verdadeiro iceberg de irregularidades na composição do órgão. Para ficarmos em um fato de conhecimento público, mais de um conselheiro do Bahia já se manifestou no sentido de nunca ter sido sócio do clube e ter o seu nome incluído em tão importante órgão de maneira surpreendente. Na verdade, para ocupar tal posição, o tricolor deveria ser associado do clube há pelo menos 36 meses (3 anos)…

Foi este órgão contra o qual constam várias denúncias de ilegalidades que reelegeu o presidente Marcelo Guimarães Filho, que aprovou contratos e participou da elaboração do novo Estatuto Social do Bahia, que ficou longe de implantar as prometidas democracia e abertura do clube, configurando apenas mais uma etapa de um projeto de poder que não tem prazo para acabar.

O juiz de 1º grau concordou com o sócio tricolor que entrou com a ação e determinou a intervenção judicial no Bahia. O clube recorreu e uma nova decisão, agora do Tribunal, pode ser divulgada a qualquer momento.

Se o Tribunal de Justiça decretar a intervenção, o interventor terá o poder de confirmar alguns contratos assinados pelo clube, enquanto promove um recadastramento de sócios e novas eleições para os órgãos da agremiação, após a destituição de todos aqueles que foram eleitos sob suspeitas de ilicitudes. Poderá também estabelecer parâmetros para uma eleição corretamente desenvolvida e para proporcionar que a torcida tricolor tenha voz no novo Bahia que pode surgir. Não será ele o novo presidente do Bahia, mas alguém que conduzirá uma transição com vistas a assegurar a reformulação político-administrativa da agremiação, a fim de que sejam eleitos um conselho e uma diretoria com legitimidade.

Haverá muita informação falsa divulgada caso haja mesmo a intervenção judicial. Dirão (como disseram no ano passado) que os parceiros comerciais do clube sairão, o que não é verdade. Os seus contratos foram firmados com o Bahia e não com os seus diretores em nome próprio, e o interventor tem plenos poderes para ratificá-los. Falarão ainda que o clube vai ser rebaixado, para atemorizar a torcida. Aqueles que acompanharam as recentes humilhações, porém, sabem que o caminho do Bahia tende a ser o retorno à Série B se ficar com a diretoria que já demonstrou sua incompetência e aversão à democracia no comando do clube.

O torcedor do Bahia que hoje se sente órfão, em meio à turbulência dos desmandos e da incompetência, tem no seu horizonte um futuro mais próspero que se desenha com a renovação efetiva que pode vir desta intervenção. É seu direito (e dever) acompanhar os passos deste processo e buscar a aproximação ao quadro social do clube, para que possa colaborar na reconstrução de um Bahia grande, democrático e vencedor.

O Bahia não é apenas um clube de futebol: é bem cultural, social e imaterial, que pela sua dimensão e importância tem a amplitude de um verdadeiro bem público, ente representativo da alegria e cultura de um povo. Toda a sociedade baiana precisa tomar parte nesta luta que ganha corpo e já encontra eco na imprensa nacional, capitaneada por figuras como o grande jornalista Juca Kfouri.

Unidos, fiscalizaremos o desenrolar desta revolução que está por vir. A intervenção judicial pode ser um catalisador de todo este processo e devemos velar por ela, mas a mudança efetiva do Bahia há de ser ainda maior que isso, conduzida pela sua imensa torcida que precisa tomar as rédeas do nosso clube.

Exijam mudanças, divulguem iniciativas, clamem por melhorias, deem o grito de independência e sejam parte deste novo Bahia que está surgindo.”

W.O.

19/05/2013

Bar do Tonho. Uns 14 torcedores do Vitória, somente eu de camisa azul, quieto, numa mesa tomo minha rosca enquanto o cachorro invade o campo.

– Reforço de Marcelinho Guimarães, custou 20 milhões, grita um.

–  Melhor em campo, é o que corre mais, completa outro.

No  buteco cabem sentados mais de 60. As mesas vazias refletem uma final de um time só, um estranho W.O. de torcida.

O Bahia empata.

–  Tá pensando que é de 7 todo dia?  Lamenta e ri um quase bêbado.

Eu bebo mais um gole, peço mais uma. O jogo acaba, sigo pelas ruas silenciosas, de vez em quando, muito de vez em quando,  passa uma buzina.

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Foto: http://bit.ly/YTtGz9

Falta de educação é ver somente a falta de educação da torcida

29/04/2013

Tenho uma professora em casa. E na ida para o trabalho fui informado da existência de um teórico para confirmar o que ficou evidente. A torcida agiu em legítima defesa ao atirar as fifas-caxirolas em direção aos dirigentes do Bahia. A torcida foi muito educada, não quebrou nada, não feriu ninguém, fez um protesto colorido, sonoro, com forte simbolismo. Por isso a ira da Fifa e dos donos do negócio futebol.

Aprendi no caminho da escola que existe uma tal economia moral da multidão, desenvolvida por um tal de Thompson, ouvi que João Reis fez um belo artigo sobre o motim “Carne sem osso e farinha sem caroço”, contra a carestia na Bahia, publicada na Revista de História da USP, 135 (1996), pp. 133-161, confirmei agora no google.

O texto começa assim: “Tudo começou com a publicação de uma postura (ou lei municipal) pela Câmara de Salvador. Ela estabelecia que a farinha de mandioca só poderia ser vendida em depósitos específicos (“tulhas”) em alguns pontos da cidade, e principalmente no Celeiro Público, espécie de mercado municipal. A intenção era controlar o preço do produto, protegendo-o da ação de atravessadores e monopolistas. A carestia da farinha, o “pão dos pobres”, afligia as classes populares. Foi um ano de seca catastrófica. Entre 1851 e 1858, o preço tinha subido cerca de 300%.”

Vale a pena ler a íntegra: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/a-revolta-da-farinha

Pois bem, guardadas as devidas proporções, e bota proporção nisso, a revolta das caxirolas tem muito mais causas do que a alegada falta de educação do povo.

Primeiro, a torcida não pediu nada mas foi convidada a participar da promoção do brinquedo, do lançamento de um produto altamente comercial. Recebeu de graça o que custa poucos centavos para ser produzido mas que vai ser comercializado a inacreditáveis R$ 29,90.

Pois bem. Simbolicamente, os torcedores arremessaram ao campo a Fifa para acertar a cabeça também dos dirigentes, ambos bem representados na bugiganga de plástico, superfaturada como tudo é superfaturado nesta copa das negociatas, neste Bahia das negociatas, em que estão envolvidos também os meios de comunicação, muito educadamente remunerados. Por isso muito educadamente reclamam apenas da má educação do torcedor.

Construíram estádios milionários, custeados por dinheiro público, com risco público e usufruto privado. A torcida também não engole isso, porque hoje paga o dobro do que pagava até outro dia. O problema não é na falta de educação no estádio. O problema é a falta de educação nas escolas. Pra isso o dinheiro é curto.

E peço licença ao livre pensador Franciel Cruz, que também não come esse H de torcida maleducada, para jogar nas vossas caixas toráxicas este testículo esclarecedor, que não é a mesma coisa, por favor, guardem as devidas proporções, mas que pode indicar o local do buraco, logicamente mais embaixo: http://www.sobrehistoria.org/a-economia-moral-de-e-p-thompson/

No facebook 1ª edição: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4747965453825?notif_t=like

No facebook, 2ª edição: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4750211949986&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

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Foto: Leogump Carvalho/Ag Estado

Essa quero ouvir com o Neojiba

18/02/2013

Cores na beira da estrada

20/11/2012

Sem tílo

Nunca me deixam parar para fazer fotos. Desta vez cederam e o combinado era parar toda vez que fosse avistada uma árvore florida, não valia verde. E aí surgiram os ipês roxos, três de uma vez, em frente ao povoado de Bravo. No céu a lua nova, um pássaro de papo amarelo, no chão formigueiros. Antes, outro Ipê roxo solitário e mais antes ainda, uma árvore vermelha, não sei o nome.

Vejas as fotos aqui: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3973821500710.2143537.1135737937&type=1

Fulora, mandacaru

18/11/2012

Sem título

 

Veja as fotos: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3963018510642.2143332.1135737937&type=1

Horário de Sertão

22/10/2012

O sol nasceu há pouco aqui e no interior desta pintura de Saturnino. Aqui e lá já amanheceríamos todos atrasados em uma hora. Viva o horário de Sertão.

O jogo sujo só está começando

18/07/2012

“Estou me comprometendo em, até amanhã, apresentar esse vídeo em que a servente, chorando, fala da humilhação que sofreu e do orgulho que sente em trabalhar para sustentar os seus quatro filhos”, promete o presidente da ALBA a um site sucursal de um programa de TV mundo cão.

O vídeo é só a sequência desta nota publicada hoje no jornal A Tarde. Todas as armas da guerra suja estão direcionadas para a desmoralização dos professores. Haja estômago.

Mas a professora que mora aqui em casa não se conteve, e mandou seu recado para o colunista:

“Sr. Levi Vasconcelos exijo respeito. Sou mãe de duas crianças e uma adolescente muito bem educados e professora de outros tantos com maior ou menor grau de educação porque lhes falta muito. E não é minha a responsabilidade por esta falta. É ABANDONO. Inclusive desta sociedade que após cem dias de greve e décadas de falta de tudo vem se preocupar com a qualidade destes profissionais. Hoje mesmo conversava com uma colega, que tb é profissional de uma escola privada reconhecida por sua qualidade na formação de educadores e tb professora da rede pública. Ela comentava que em 20 anos de estado nunca havia feito um curso de capacitação. Toda sua formção era proporcionada pela rede privada ou por seu próprio esforço. Digo o mesmo. E, independente do que pensem de nós, há vida inteligente, sensível e responsável na rede pública. E mais do que a maioria da sociedade supõe, comprometida de fato com estes jovens a despeito do descaso e apatia manifestados pela sociedade civil. Mais respeito, por favor, e seriedade ao falar de pessoas. Imagino que na Faculdade de Comunicação os seus educadores tenham tentado lhe ensinar isso. Só uma detalhe, ser profissional da rede pública é uma escolha pra mim e para muitos e não o que nos restou como opção por falta de capacidade. Fosse eu médica, engenheira, arquiteta… estaria na saúde pública, melhorando espaços urbanos coletivos e por aí vaí. Não se enganem, há valores que a gente só pode encontrar nestes espaços públicos. Lá tem gente de verdade, mundo de verdade. Nada tão fake e alienante como a gente vê por aí.

E Soraya Almeida seguiu na sua guerrilha de palavras em outra discussão quando acusaram professores de usar palavras de baixo calão:

“Fique quatro meses sem salário sendo o tempo todo desacreditada na sua capacidade, no seu valor, aviltada por reivindicar o cumprimento de uma Lei que,desde 2008, estabelece que nenhum profissional do Magistério pode receber um “vencimento” e não remuneração inferior ao piso nacional, este ano reajustado para o valor de R$ 1.451 e mantenha o humor. Nenhum palavrão sairá da sua boca, uma vez que tão civilizada…. Sinto lhe dizer, mesmo com meu todo horror aos palavrões, que se me deparar com o sr Jacques Wagner, José Neto, Marcelo Nilo e toda esta corja perderei toda a compostura. Sugiro dez aulas numa escola de periferia, num memo dia, com a remuneração que ganhamos além de toda a lista de adjetivos que recebemos cotidianamente e o sentimento de impotência ao ver as escolas esvaziadas, ao perder alunos pra o tráfico, ao ver que nada do que dizem e lhe ensinaram na sua vida escolar serve ou foi aprendido, ou tem utilidade ou vai mudar a vida das pessoas. Que vc queira tirar seus alunos da escola e levar para a cidade, se apossar dela, interferir, frequentar museus, teatros, concertos, salas de arte e nada disso ser possível. Quando acontece é pra metade da turma, escolhidos de forma excludente- suas notas, “bom” comportamento… Ou então ninguém gosta, acha bonito, quer, deseja…. E vc se sente incapaz. Cada vez mais. O que a sra faria? A mim, se me permitem, posso soltar um impropério, um palavrãozinho, uma palavra de baixo calão… ou é muita falta de decoro, pudor ou sei lá o quê?”

Enfim, 

Também quando li a nota achei um absurdo. Mas fiquei ainda mais indignado quando soube de parte do contexto. Tem uma omissão, uma descontextualização da informação que muda o entendimento do que aconteceu. A notícia tem sido reproduzida no twitter e em sites de notícias do interior ainda mais distorcida, dizendo que a professora urinou no salão. Tenho interesse pessoal em saber mais sobre esta história, saber como de fato aconteceu e como a notícia foi parar no jornal. Este caminho merece ser estudado. Soube de fonte confiável que a coisa se passou de forma diferente. Eis uma outra versão:

1- a professora não urinou no chão e sim dentro do box do chuveiro do banheiro porque não suportou esperar o sanitário ocupado. É uma pessoa já de uma certa idade, toma remédio para hipertensão com diurético e não usou o banheiro durante toda a noite porque a luz havia sido cortada.

2 – A ideia dela era tomar banho em seguida – urinar no chuveiro hoje é pratica recomendada – mas a água ainda estava cortada. A funcionária entrou no banheiro e agrediu verbalmente a professora, que ainda tentou explicar o que havia acontecido. A professora revidou a agressão verbal. Pelo que soube, inclusive, logo depois se entenderam e entraram em acordo sobre a discussão. A professora teve uma crise hipertensiva e foi internada.

Ficam então as perguntas:
Como a notícia chegou ao jornal? qual foi a fonte de informação? Havia assessoria de imprensa envolvida? quem foi o repórter que apurou? a professora foi ouvida?
Sinceramente, eu me incomodo muito mais é com o mau cheiro desta guerra de informação.
Soraya então dá uma versão mais detalhada, ouvida dos professores que estavam com a professora:

“Marcus, não sei se a professora é “de idade”. Sei que toma diuréticos porque é hipertensa e havia ficado na noite da ameaça de invasão da PM, em vigília. Ao amanhecer, não aguentando mais foi ao banheiro que estava ocupado por duas pessoas. Restou-lhe a alternativa de tomar banho e fazer xixi no ralo. A água estava desligada e, vendo o xixi, a funcionária a teria agredido verbalmente e ela reagido no mesmo tom. A todos parecia que a discussão havia se encerrado ali. Não foi o que aconteceu. Hoje, quando fui para a assembleia, soube (vi a movimentação de pessoas à procura de um colega que tem problemas cardíacos e anda c/ seu tensiômetro a postos) que havia alguém chorando e se sentindo mal. A professora diante do estardalhaço e humilhação pública provocados pela notícia estava com a pressão em 18/12 e foi orientada pela assistência médica da ALBA a se dirigir a um hospital para ficar em observação. Parte desta história presenciei: colegas sendo procurados para ajudá-la, medir sua pressão etc. A versão da discussão foi relatada na assembleia por um dos colegas muito comovido, em lágrimas (não quero ser piegas, nem vitimizar ninguém) e pedindo pra que quando ela tivesse alta fosse acolhida por nós. Só pra esclarecer, ninguém que dorme lá conseguiria dormir e aceitaria um xixi no meio do salão. Tem uma colega que nos chama a atenção por viver com a vassoura na mão, a recolher copos antes da gente poder descartá-los no lixo …porque gosta do lugar em ordem. O lugar é cuidado por todos inclusive nos finais de semana quando não há funcionários. Vivemos a carência de funcionários nas escolas e sabemos o valor destes trabalhadores como tb colaboramos com a manutenção dos espaços. A professora aqui mencionada está na assembleia acampada desde o início da ocupação e merece o respeito de todos nós. Tb me comovi. A despeito da imagem que querem passar de professores imundos, desordeiros e destemperados não é o que tenho visto. Tenho presenciado cuidado com o lugar, trabalho em equipe, solidariedade e, como há muito tempo não via nas greves em que participei, a possibilidade de nós, que não pertencemos a partidos ou diretoria de sindicato, nos posicionarmos, nossas propostas serem discutidas pelo comando e o retorno delas. Fato inédito, diga-se de passagem.Quero que todos saibam que sou parte interessada e comprometida até o pescoço mas exijo que todos, indistintamente, nos respeitem. Grata.”

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3502455276849&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Por que diabos esta greve continua?

13/07/2012

Nas últimas assembleias era dado como certo o fim da greve dos professores. Pelo menos para o governo e para a imprensa. Mas aí os “insensíveis” professores teimam em levantar todos os braços. E a greve continua.
Ouvi a professora que mora aqui em casa e entendi o seguinte do resultado da assembleia de hoje. O governo não colocou mais uma proposta, foi a primeira, depois de quase três meses de greve.
Outra coisa importante. Os professores não estão pedindo aumento e sim o cumprimento de uma lei federal, é preciso deixar isso claro.
E além disso, nos termos em que a proposta foi colocada, anula na prática a lei reivindicada pelos professores, entre outras coisas, porque posterga uma parte do percentual para março, sabendo que em fevereiro haverá um novo reajuste.
Soraya ficou tiririca na assembleia depois de ver a tal proposta. Ela e os demais professores. Aliás, nem governo nem imprensa tem conseguido enxergar a força e a a disposição do movimento. Por isso a greve continua, para o espanto geral.
O governo do PT, em nível federal, parece que já entendeu a prioridade da educação básica com esta lei, mas aqui na Bahia, a ficha ainda não caiu.
Se os professores cederem, todos sairão ganhando, menos os professores: o governo ganha com o fim da greve sem conceder o que está na lei, os partidos de oposição ganham porque já fizeram o estrago que queriam na eleição do PT e os professores voltam com o rabo entre as pernas, para uma realidade salárial humilhante.
Todo mundo adora dizer que educação é prioridade, tá na hora então de aceitar esta prioridade, de verdade. Esta greve já é histórica, porque chama atenção para o que deve ser mudado na educação no Estado. E há muito ainda o que mudar.
E os alunos? Sairão com ganhos desta greve, tenho certeza, porque há anos estão perdendo com a decadência das escolas públicas. Parece que agora a sociedade começa a prestar atenção neles.
Vou esperar a professora chegar mais tarde para conferir se eu disse bobagem ou se é isso mesmo.Por que diabos esta greve continua?

Nas últimas assembleias era dado como certo o fim da greve dos professores. Pelo menos para o governo e para a imprensa. Mas aí os “insensíveis” professores teimam em levantar todos os braços. E a greve continua.
Ouvi a professora que mora aqui em casa e entendi o seguinte do resultado da assembleia de hoje. O governo não colocou mais uma proposta, foi a primeira, depois de quase três meses de greve.
Outra coisa importante. Os professores não estão pedindo aumento e sim o cumprimento de uma lei federal, é preciso deixar isso claro.
E além disso, nos termos em que a proposta foi colocada, anula na prática a lei reivindicada pelos professores, entre outras coisas, porque posterga uma parte do percentual para março, sabendo que em fevereiro haverá um novo reajuste.
Soraya ficou tiririca na assembleia depois de ver a tal proposta. Ela e os demais professores. Aliás, nem governo nem imprensa tem conseguido enxergar a força e a a disposição do movimento. Por isso a greve continua, para o espanto geral.
O governo do PT, em nível federal, parece que já entendeu a prioridade da educação básica com esta lei, mas aqui na Bahia, a ficha ainda não caiu.
Se os professores cederem, todos sairão ganhando, menos os professores: o governo ganha com o fim da greve sem conceder o que está na lei, os partidos de oposição ganham porque já fizeram o estrago que queriam na eleição do PT e os professores voltam com o rabo entre as pernas, para uma realidade salarial humilhante.
Todo mundo adora dizer que educação é prioridade, tá na hora então de aceitar esta prioridade, de verdade. Esta greve já é histórica, porque chama atenção para o que deve ser mudado na educação no Estado. E há muito ainda o que mudar.
E os alunos? Sairão com ganhos desta greve, tenho certeza, porque há anos estão perdendo com a decadência das escolas públicas. Parece que agora a sociedade começa a prestar atenção neles.
Vou esperar a professora chegar mais tarde para conferir se eu disse bobagem ou se é isso mesmo.

No facebook

Nasce a lua a 2 de julho

03/07/2012

2 de julho

Veja as fotos aqui: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3435445441645.2130384.1135737937&type=1

Fanfarras

03/07/2012

2 de julho

Veja as fotos individualmente:

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.3435485882656.2130385.1135737937&type=1

Wagner está nu. E com a mão no bolso vazio.

12/06/2012

Como na fábula infantil, alguém precisa fazer o papel da criança e avisar pro governador que o problema principal não está na Educação, nem na Saúde, nem na Segurança.

O problema maior está na Sefaz. Ou ele resolve a “greve” da Sefaz ou a vaca vai colocar as quatro patas de vez no brejo.

Volto a este assunto porque a greve dos professores continua, por motivo justo, pelo cumprimento de uma lei que torne os salários menos indignos.

Mas ali perto da governadoria, na Sefaz, onde os salários são os mairoes do executivo e a maioria dos auditores devolve dinheiro no fim do mês para não ficar com o salário superior ao do governador, as coisas andam pra trás.

Quem quiser se assustar com os números é só conferir aqui: https://licuri.wordpress.com/2012/05/10/a-omissao-de-wagner-e-a-minha-omicao/

E aí, quem vai avisar?

Ilustração daqui: http://mariavernissage.blogspot.com.br/search?q=rei

No facebook: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3361561754599&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1&theater

Praga

17/05/2012


Sapo só incomoda quando chove. Portanto, rogo a seguinte praga bíblica: que chova uma tempestade de sapos sobre a cabeça de quem deveria mas não está nem aí para a greve dos professores, que não está nem aí para mais de um milhão de alunos da rede pública sem aulas.
Que chova sapo, muito sapo, sobre o despreocupado telhado do Palácio de Ondina.

Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Jollain_The_Plague_of_Frogs.jpg

Mais de um milhão de sapos

17/05/2012

Há um antigo  ditado popular nada politicamente correto: “É mesmo que morrer um sapo.”
Estamos com mais de um milhão de alunos da rede pública sem aula há 37 dias e prevalece o ditado.
Quem vai se importar?

Este da foto é um sapo cururu, daqui: http://animais.culturamix.com/informacoes/anfibios/sapo-cururu

Previsão do tempo

13/05/2012

Segunda-feira azul, vermelha e branca.

BBMP!

Foto: http://turmatricolorba.blogspot.com.br/

 

A omissão de Wagner e a minha omição

10/05/2012

Outro dia aqui falei da omissão do governo na greve dos professores. Descubro agora que o buraco é mais embaixo. Falta dinheiro. E em casa que falta pão todo mundo briga e ninguém tem razão.

Os números foram revelados  por um deputado estadual do… DEM, Paulo Azi. E somos obrigados a concordar. Veja só, professora Soraya, a que ponto nós chegamos.
E os números demonstram que a  greve dos professores da Bahia  não estaria acontecendo, como não aconteceu em Pernambuco, se a Secretaria da Fazenda da Bahia, tal qual a Carolina da música de Chico, não tivesse assistido passar pela janela a bolada de  R$ 5,8 bilhões!
Estes são os números:
“… Comparando os dados da COTEPE/CONFAZ entre 2006 e 2011, o crescimento de 53,51% do ICMS da Bahia foi o segundo pior do Brasil, acima apenas do Rio Grande do Sul. (…)
Pernambuco cresceu 104,96 %, quase o dobro da Bahia. Em 2006, os R$ 4,8 bilhões do ICMS representavam apenas 55,8% dos R$ 8,6 bilhões da Bahia. Em 2011 os R$ 9,9 bilhões já representavam 75% da receita baiana de R$ 13,2 bilhões.  O Piauí, ao crescer 95,35% teve uma performance 78% acima daquela da Bahia. (…)
Em 2006 a Bahia representava 5% do ICMS do Brasil. Em 2011 caiu para 4,4%. Uma perda de R$ 5,8 bilhões em 5 anos. (…)”
Como dz a propaganda, que dureza. Mas corro o risco de perder meu emprego temporário de complementação de renda  muito  antes do omisso Wagner perder o dele. Ao construir um texto construtivo, tasquei um omissão com ç. Aí você me pergunta: o que uma pedrada tem a ver com a otura? Descobro com tudo isso, de forma cruel, que é bem mais fácil apontar erros, é mais fácil ser oposição. É mais fácil falar da omissão alheia.Sabe de uma coisa? vou cuidar é da minha vida, que não anda nada fácil.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3207048371861&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Greve

03/05/2012
Apoiei Soraya na greve e ganhei de volta este belo texto, que aqui registro porque no facebook tudo é passageiro e se perde, com dificuldades de  buscas futuras.

Para Marcus Gusmão

Não sou heroína, não, meu querido. Apenas acredito nas pessoas. Acho que tudo pode ser sempre diferente. E tenho muuuitas vezes mais afinidade com meus alunos do que até mesmo com meus filhos. Que fique claro que criticar e fazer oposição ao governo Wagner não significa defender os que estiveram antes na administração do Estado. Muito, antes, pelo contrário. Acima do PT, legen…da que acreditei, defendi e votei, estão os movimentos sociais. Portanto, que fique claro, que eu e vc, e muitos de nós queremos mais pra gente, pra nossos filhos e pro resto do mundo. Uma vida melhor para as Marias Claras da vida e pra todos os meninos e meninas que a gente perde cotidianamente nesta cidade, vítimas da violência, da falta de oportunidade e de perspectiva. Ninguém pleiteia ainda reajuste salarial. Apenas o cumprimento de uma Lei Federal que estabelece um teto mínimo nacional pra professor primário não licenciado. Diga-se de passagem que o valor não chega a R$1.500,00. O piso nacional dos profissionais de enfermagem me parece que é de R$ 4.000,00.Eles não conseguiram muito, nós é que ganhamos mal. O governo transformou todas as vantagens (adicional por tempo de serviço, regência, incentivo à qualificação) em subsídio para os professores do chamaado quadro especial (não licenciados ou com licenciatura curta). Antes, ao vencimento dos professores primários não licenciados ou com licenciatura curta, eram acrescentadas as vantagens obtidas no exercício da profissão, agora tudo é salário minguado. E abre um prcedente perigoso pra toda a categoria além de desrespetar o interstício entre os professsores de nível básico e os que possuem mestrado e doutorado ou alguma especialização. A reivindicação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) é, inclusive, superior ao valor dado pelo governo federal. Wagner apenas não contava com a aprovação de um reajuste de 22.22% pelo governo federal. Imaginava-se que o piso seria reajustado pelo INPC e não pelo Índice Qualidade Aluno. A previsão do governo de 7% foi por água abaixo. Alguns estados já reajustaram o piso ou pagam acima deste valor, outros, como o CE, enfrentaram uma greve de mais de 60 dias e cederam. Outros,teimam em aplicar cortes de salário e de direitos pra mostrar quem manda ( ou acha que manda).A lei do piso inclui ainda outras reivindicações como diminuição da carga horária do professor entre outras questões. Quanto a vc, Marcus, sente em casa a falta que um salário decente pra mim que escolhi ser educadora, faz. Além de ter que aguentar minhas queixas e o dilema permanente que esta escolha profissional me traz. Tenho absoluta convicção que não defende nenhuma prática conservadora. É humano, justo, solidário e nenhum partido ou governo pode estar acima dos nossos princípios. Convicção política não é convicção partidária. Eu sei que com vc nunca valerá a máxima do “ meu pirão primeiro”, ‘ meu umbigo” e por aí vai. Ou vc acha que é por acaso que estamos juntos? Quantas maluquices minhas vc já apoiou? Obrigada.

Publicado aqui: https://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100000511244894

Omisso

30/04/2012

 

A realidade me obriga a concordar com você, querida e digníssima cônjuge Soraya Almeida, heroína das salas de aulas do engodo da educação púbica na Bahia. Este sujeito, que chegou a ser uma esperança de novos tempos, resultou num baita de um omisso para a Educação.

 

Sardinha

26/03/2012

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Não sei se é por que sempre tive simpatia por elas, memória de infância do seu sabor misturado com pão e água salgada do mar, quando minha mãe nos distribuía saduíches de pão cacetinho dividido ao meio, com um palito espetado, nos domingos de praia no Porto da Barra, não sei se por memória recente da dieta por conta do ômega 3, ela também é boa pra saúde, não se se por sua beleza no mar azul, o fato é que não me importo nem um pouco do BBMP ser chamado de sardinha. Portanto, aquele abraço repleto de gols nesta segunda-feira para os caros amigos sardinhas e também para os caros amigos que nos chamam de sardinhas.

Foto daqui: http://flickrhivemind.net/Tags/sardine/Interesting

Pernambuco é aqui

08/02/2012

E não é que encontrei os soldados pernambucanos duas vezes hoje pela frente ao ir ao trabaho? E me deparei também com uma realidade prática: o Centro Administrativo da Bahia é hoje território federal, e quem manda lá é o general aquariano, que deve tomar uma decisão, iá que tá no camando: ou toma essa zorra ou isola o CAB e avisa pro governador parar de nos obrigar a esse teatr…o de que tá tudo normal.
Repare só: liguei a televisão pela manhã e recebo a informação de que basta apresentar identificação para ter acesso ao trabalho.
Segui pela Paralela e avistei a primeira alça do CAB desboqueada e pensei, liberou geral. Qual o quê, na primeira barreira o soldado foi inflexível. – Vá pela Sussuarana.
Pernambucano, ele não tinha a menor idéia de onde ficava essa onça. Retornei pelo viaduto Dona Canô, entrei em direção ao Tribunal de Contas e o engarrafamento antes da barreira fazia chegar aos 100ºC o velho motor do meu possante. E se essa zorra ferver aqui?
Lá na frente, outro pernambucano: Se o senhor chegasse há 5 minutos entrava, mas o general passou aqui e disse que não entra mais ninguém. Só a pé.
Parei então o carro a cerca de mil metros do trabalho e passei pela frente das duas tropas, na ALBA, uma de frente pra outra, que brincam de gato e rato há uma semana. Bizarra a cena, mas o coro é animado: Ôôoooo o Carnaval acabôôô, o Carnaval acabôôô…

Por vício do ofício fiquei um pouco por ali, de curioso. Mas colegas de trabalho também obrigados a percorrer a zona de conflito a pé ficaram deveras assustados e temerosos de a zorra pipocar e sobrar uma bala perdida para um barnabé desavisado. A coisa não é mais assustadora porque como bem lembrou Sami George Sami, “Bala de borracha não apaga”

Meu amor

02/12/2011

Na farmácia, às 8 da manhã.
Por favor, onde fica o Leite de Rosas?
– Ali, meu amor!
Cliente entrega uma nota de R$ 5 à balconista/caixa.
– Tem trocado não, meu amor?
Vai lá dentro, providencia o dinheiro e retorna.
– Aqui, obrigado, meu amor!

Tem gente que não gosta, mas eu adoro esta intimidade instantânea dos baianos.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/2440330044382

 

 

Não sonho mais

07/09/2011

Acordei há pouco de um sonho medonho.  Vou contar pra aliviar.

Vinha  nas imediações do Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo,  quando vi sair do prédio um grupo de desembargadores sorridentes, nas suas roupas brilhosas de desembargadores, com seus colorares de desembargadores refletindo o sol a pino. Eu pequeno e eles enormes, gargalhavam.

Ao me aproximar comecei a a sentir náusea e calafrios e ao mesmo tempo contava quantos eram eles. Eram exatamente 29 dos 32 desembargadores baianos.

E quanto mais eu me aproximava e contava, eu crescia, eles diminuíam, a náusea aumentava, eles riam, diminuíam, a  náusea  aumentava, eles riam, gargalhavam,  conversavam entre si. Caminhava em direção a eles, a minha náusea aumentava, eu crescia eles diminuíam.

Se não tiver estômago,  fique por aqui na leitura.

De repente abriu-se uma fenda e eles caíram todos numa vala. Eu me aproximei e comecei a vomitar um jato verde misturado a notas de RS100 e R$50. Quanto mais eu crescia eles diminuíam e o jato de uma gosma verdemisturada ao dinheiro aumentava e escorria sobre as roupas brilhantes dos 29 desembargadores. Eles gargalhavam e a gosma verde misturada às notas de RS100 e R$50 enchia  a vala. E eu me inclinava e vomitava jatos e mais jatos de notas de R$100 e R$50 em cima deles, e contava… 1, 2, 3, 15, 19, 25, 29 desembargadores.

Até que a vala se encheu. Continuavam a gargalhar, mas as gargalhadas viraram borbulhas e eles afundaram na gosma verde misturados às notas de R$100 e R$50.

Sonhar com dinheiro dá sorte?

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200809009284310

Pum imobiliário

31/08/2011

A bolha ainda nem estourou mas já pegou pra mim e pra muitos.

Juntamos eu e Soraya  nossas parcas economias e demos  entrada num apertamento na planta em 2009 na mão de uma empresa chamada Agra que não existe mais porque se juntou com outra e se transformou em Agre que não existe mais porque se transformou numa  holding que atende por PDG e diz ter o Poder de Garantir.

Pois bem, a PDG deveria usar esse poder todo e nos entregar o apertamento agora em agosto. De posse do habite-se eu poderia ir a um banco para  garantir o financiamento do restante da dívida. Mas a PDG informa: só garante apartamento pronto em janeiro de 2013. Ou seja, garante um atraso de um ano e cinco meses.

E agora José? Vai sobrar pra mim pagar juros de 2% ao mês a correção pelo Índice Nacional de Custo da Construção sobre o saldo devedor até janeiro de 2013? É justo? tem culpa eu no atraso?

O duro é encontrar em cada sinaleira, em cada esquina,  jovens oferecendo muitos e muitos empreendimentos da PDG. Mas como, se ela não tem tempo de terminar o nosso apertamento, diz que choveu, diz que falta mão de obra, diz que falta material, diz que a rocha não prevista apareceu na fundação, diz que teve greve, mas anda por aí oferecendo novos lançamentos, assumindo e garantindo novos prazos?

Taí uma boa sugestão para o Ministério Público: Empresas, como a PDG, com empreendimentos em atraso, deveriam ser  impedidas de fazer novos lançamentos. De sair por aí garantindo o que não pode dar conta.

Ainda bem que outras pessoas são mais antenadas e ágeis do que eu. Um grupo de compradores  já se reuniu, já criou e-mail, blog, orkut e comissão para conversar com a PDG. De minha parte contribuo agora entrando criando num grupo também no facebook. Se você conhece alguém que esteja na mesma situação, repasse estes endereços.

Blog: http://atrasopatiojardins.blogspot.com

E-mail grupo: patiojardins.googlegroups.com

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community?cmm=63919833

Grupo no Facebook: http://www.facebook.com/#!/groups/patiojardins/

PS: Alguém comprou ou conhece quem comprou apto na planta e não pôde fazer o financiamento para o restante porque a empresa não cumpriu o prazo de entrega? Alguém conhece advogado especialista neste assunto? Alguém quer escrever sobre isso? Fiz este post pessoal  mas pretendo fazer um post jornalístico colaborativo no Bahia Na Rede. Estamos em busca de fontes, de textos.

Malabares na rede, o sonho

22/07/2011

Como um possível ganhador de um prêmio, de vez em quando me pego ensaiando o virtual discurso de lançamento do Bahia na Rede, no Circo Picolino, neste sábado, antes do espetáculo “Moças Aéreas”.

Mas como essa coisa de ensaiar normalmente resulta em alguns grunhidos na hora H, antecipo o que poderia vir a ser um texto falado em público.

No domingo acrescento aqui o que faltou, o que a realidade do sábado me disse.

E o que quero mais saber de sábado é a dúvida de todos envolvidos em atividades que dependem da presença dos outros pra dar certo. Vai ter gente?

Conheço pessoa que somatiza legal, que entra em parafuso nestas vésperas. De certa maneira eu me garanti ao marcar o lançamento na abertura de um espetáculo. Se não for ninguém que insistentemente chamei (esta é a paranóia básica de quem convida), tomo emprestado os ouvidos de quem foi ver as moças.

Eis o meu discurso sonhado, antes ou depois da fala de Josias:

Meus amigos, minhas amigas, respeitável público.

Eu poderia estar roubando, matando, mas estou lançando um site de notícias.

Tudo culpa deste Josias Pires aqui ao lado. Este sujeito vive sempre a me convidar para doidas viagens.

Lembro bem do corredor da Escola Técnica Federal da Bahia, nós dois a bordo dos nossos 16 anos de idade. Ele a me convencer a participar de um grupo de teatro, texto de sua autoria.

“Patrões e Joões”, uma peça altamente subversiva para a época – 1977. O trecho mais audacioso e militante era uma fala da mulher do protagonista, vivida por Claudia Moura, aqui presente (?), a bradar que sofria há 13 anos, que os últimos 13 anos sua vida era um inferno. Conta possível de censura: 1977-13 = 1964.

Interessante lembrar que o protagonista daquela peça, Joran Macedo, o primeiro professor de teatro deste circo Picolino. Joran, infelizmente, já não está entre nós.

Interessante porque este circo hoje também faz parte da minha vida, hoje eu me considero um circense. Minha missão no Picolino é tornar público o que acontece aqui sob esta lona. E nos próximos dois anos vão acontecer muitas coisas.

O desejo inicial era ser trapezista, mas como a lei da gravidade é uma carente a insistir em nos provar a sua força de forma mais gritante a cada ano que passa, eu me conformo em sonhar ainda em ser, quem sabe, um malabarista.

O aprendizado de malabares ensina o caminho das pedras aos sonhadores. O malabares nos prova na prática, por exemplo, que não se arremessa nada para o alto sem uma estratégia para pegar de volta, para não deixar cair.

E ideias são como bolinhas de malabares. É preciso saber não deixar cair, porque ter ideias equivale a jogar bolinhas de malabares para cima. É a parte mais fácil. Saber pegar de volta, não deixar ir ao chão, conseguir devolvê-las para o alto na hora certa dá a medida da nossa capacidade de realizar sonhos.

Mas voltando aos convites de Josias, quanto tínhamos pouco mais de 20 anos ele me convidou para uma segunda viagem, desta vez sozinho, para ir em seu lugar estudar na CCCP.

Foi um grande presente, que me permitiu ver de perto perto porque socialismo gerido por burocratas é uma grande furada.

Nestes já mais de 33 anos de amizade, fizemos juntos muitas viagens. Dividimos casa, dividimos dores, perdas de amigos. E aqui eu me lembro especialmente de Gustavo e de Álvaro.

Dividimos também alegrias. Enfim, Josias é o que se pode chamar de amigo irmão e cá estou eu em mais uma viagem a convite dele.

Viagem que tem tudo pra dar certo se a gente conseguir viabilizar o caminho da colaboração. E este site recém-nascido tem esta marca. Futucamos daqui e dali e conseguimos agregar um punhado de gente boa, boa de texto, boa de foto, boa de prosa, boa de poesia, boa de convívio. Qualidades que acabam transferidas, naturalmente, para a tela do computador.

Ontem vi um vídeo interessante no you tube, a primeira matéria de tv sobre uma novidade no Brasil: um tal de e-mail, há 20 anos. Difícil imaginar a vida da gente hoje sem e-mail. Incrível constatar que essa brincadeira de jogar palavras e imagens em movimento pra lá e pra cá via tela de computador começou outro dia.

Difícil imaginar a vida profissional de um jornalista hoje sem um www na frente. E lançar um site significa direcionar a vida profissional e pessoal 25 horas por dia para este caminho, para esta estrada que ao final vai dar em nada, como já disse o poeta, mas que é preciso trilhar pelo menos com alegria e prazer.

Prazer e desafios que envolvem também pequenas descobertas, como a de que na tela de um computador estão as mesmas barreiras de acessibilidade que existem nas calçadas, nos prédios desta cidade.

E tivemos a sorte de encontrar uma pessoa disposta a nos ajudar na tarefa de quebrar estas barreiras, de tornar este exercício cotidiano de opinião deste site mais amplo e acessível. Esta pessoa é Patrícia, uma garota que tatuou a sua causa no sobrenome e atende também por Patrícia Braille. Aproveito a citação do nome dela para agradecer a todos os demais colunistas e colaboradores, que até agora têm participado voluntariamente e sem remuneração deste projeto de arremesso de sonhos.

Para finalizar, o processo de criação deste site foi rápido, intenso, doloroso e prazeroso, que contou com uma razoável dose de paciência (às vezes pouca aqui em casa, com toda razão) de nossas mulheres e nossos filhos. Com toda razão, porque no sertão nos ensina que incutido é pior do que doido. E nos últimos dias estive incutido em dobro.

Antecipo então aqui os agradecimentos do final: obrigado Soraya, Concinha, Huna, Luísa, Luís, André, Áureo e Maria, por terem segurado a nossa barra nestes dias.

Mas entre mortos e feridos acabamos todos aqui. E olhar para a tela do Bahia na Rede hoje equivale a enxergar algumas bolinhas de malabares subindo, alegremente subindo, mas todas com passagem de volta. É preciso cuidar do ciclo, e para que elas retornem pra cima novamente é preciso fazer, além de malabarismo, também um pouco de mágica para manter a brincadeira de pé, no ar.

Conto com vocês, amigos e colaboradores do site aqui presentes para este desafio, que não é pequeno.

E antes do muito obrigado em busca de palmas, não podem faltar as lembranças e os agradecimentos finais.

A lembrança forte é de Maria Sampaio e de Márcia Rodrigues. Certamente elas estariam aqui e na tela, ao nosso lado hoje. De alguma maneira a realização e o espírito deste projeto tem a ver com elas.

Além dos colaboradores do site, a maioria aqui presente (espero), queremos agradecer também a Luana Serrat, a Robson Mol e Anselmo Serrat por poder está aqui neste picadeiro hoje com vocês. A Clóvis, capataz do circo, a Márcia Ogava, também da comunicação da Picolino, pela força na produção e divulgação, a Claude Santos pelos slides, a Aldo, Valéria e Daniel, Web designers e desenvolvedores do site, e às Moças Aéreas, pelo belo espetáculo a seguir.

Vamos então, finalmente, ao embarque com destino a Moças Aéreas.
Muito obrigado.