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Licuri orkut facebook zap Licuri

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Também sou hipocondríaco na internet. E se eu pegar este vírus do facebook?

Estava buscando uma desculpa pra voltar de vez para este coco pequeno, encontrei duas. Aqui eu tenho memória e como fazer buscas. Aqui não tem vírus.

O problema do blog é o silêncio. Se você muda uma foto do perfil no facebook é como sair pelado na rua. Todo mundo nota e se sente na obrigação de se manifestar. Uma foto pelado aqui talvez não gere nem comentário.

Então a solução, já tentada em vão, é publicar aqui e levar pra lá. La vou eu de novo então.

Gosto muito deste pequeno coco. Foi aqui que comecei lá pelos idos de junho de 2006, no Uol Blog, numa lan house em Iaçu. Depois de testar uns textos com uns amigos, impulsionado pelo comentário desqualificador e elogioso de um deles “foi você mesmo que escreveu isso?”, criei coragem.

Apaguei o blog em agosto, num surto de vergonha,  mas no dia seguinte criei novamente. Isso aqui é sem retorno.

Foi aqui que fiz amizades online, muitas.

Depois veio o orkut, o facebook e mais recentemente o zapzap.

O zap é a universalização da rede. Por ele me comunico com a pessoa que trabalha conosco, com a família em Conquista, com a família em Iaçu, com o pessoal do  trabalho, das escolas dos meninos,  com o pessoal do prédio. O zap reúne tudo de bom e ruim de todas as redes. Falta apenas me acostumar com os muitos,  muitos bons-dias, as muitas carinhas, dedões, orações e kkkkkkkkkkkkas.

No zap todo mundo se revela mas é um desnudamento para parentes e pessoas próximas ou relativamente próximas. Aqui é o desnudamento para todos. E não raro me envergonho do que escrevi. Basta passar o tempo.

Mas tem o outro lado, o contato, a troca, a sensação boa da loucura, da indignação, da alegria e das descobertas compartilhadas.

Então, se alguém perguntar por mim, diz que eu tô por aqui. De novo.

Foto: com Soraya, no Bar do WhatsApp, em Iaçu, no último dia de 2014.

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Um dia crio coragem

O facebook seleciona quem vai ver o seu texto, meu casual ouvinte. Mas descobri por acaso algo mais desagradável. O facebook também seleciona o seu acesso ao seu seu próprio conteúdo.
Na minha cabeça otária e crédula, a linha do tempo do facebook reúne tudo o que o dono no perfil publica. E para rever, basta rolar a tela.
Só que não.
Como há alguns dias sumiu um post, resolvi, aos poucos, levar as coisas do facebook para este coco pequeno,  blog que eu mantenho desde 2006 e nunca me sacaneou.
Minha rotina é a seguinte: pego um post publicado no facebook e publico na mesma data aqui no Licuri. Faço então um link de um pro outro e e em seguida oculto o conteúdo do facebook.
Faço isso do presente para o passado.
Mais de uma vez, apareceu um post mais recente, não mostrado na última rolagem de tela. Ou seja, como matou a charada Soraya, o facebook reedita você.

Por que então mantenho meu perfil no facebook, já que não é de confiança e ainda me reedita?

Por carência, porque ainda sou dependente químico da opinião alheia ou apenas do sinal de que alguém viu e deu um sinal com o dedão pra cima.

Com as redes sociais, os blogs de anônimos viraram conteúdo da internet profunda, poucos aparecem ou se manifestam.

Mas um dia ainda crio coragem e fico só aqui no meu coco pequeno, nas profundezas.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200848064380663

Blog é coisa de velho

Blogs andam em baixa, blogueiros idem: http://ow.ly/14SqD  (Semi monoglota como eu? http://tinyurl.com/y8q2zu4)

Mas eu estou satisfeitíssimo com este meu coco pequeno.. Funciona como o “Pé de Laranja Lima”, como o amigo invisível que toda criança estranha como eu já teve.

Tenho com o Licuri uma relação infantil mesmo, semelhante à criança que coloca a mão sobre os olhos e acredita que ninguém mais a vê.

Explico. Fui a uma feijoada sábado onde encontrei colegas e amigos dos 17 anos, da adolescência na Escola Técnica. A maioria tomou outros rumos, mal vejo. Alguns deles estão no poder, outros patinam, outros se viram como podem, como eu.

Mas falo aqui da feijoada porque lá pelas tantas, um deles que nunca comentou aqui, ou se comentou faz muito tempo, falou sobre o post do choro e a sua mulher ainda me elogiou pela postura oposta aos bacanas do Poema em Linha Reta, chegou até a declamar uns versos sobre aqueles que nunca se ferram,

Senti vergonha. Tal qual o menino que cobre o rosto, descobri que mais gente tinha acompanhado a minha agonia. Meu irmão também perguntou como eu estava porque minha irmã havia lido…

Mas apesar de tudo isso quero declarar  minha satisfação em blogar, de trocar comentários com meus velhos amigos velhos blogueiros velhos, de tocar esta minha terapia pública, que tem me ajudado. E muito.

Lembra daquele frila cujo tempo havia se esgotado há muito? Ganhei mais tempo. Será que leram?

Enfim, qualquer coisa que eu precisar agora vou colocar aqui nesta espécie de classificados existencial. Tem sempre alguém para jogar a boia salva vidas.

Concluo que  tem mais gente lendo este blog silenciosamente do que pode sonhar minha vã filosofia infantil.  Ainda bem.