Posts Tagged ‘Chuva’

Amanhã

27/05/2013

Chove, chove muito sobre as promessas de segunda-feira.
Melhor voltar pra cama. Deus molha quem cedo madruga.

 

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4868051535902

 

 

Chove

27/05/2013

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Chove, chove muito sobre as promessas de segunda-feira.
Melhor voltar pra cama. Deus molha quem cedo madruga.

Foto: no trânsito, mais tarde. Ainda chove a caminho do trabalho.

De bendita a maldita chuva

23/01/2013

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Não consigo entender esta enchente de Iaçu.
Sem querer ser leviano, e correndo forte risco de ser neste momento em que as pessoas estão empenhadas em ajudar os desabrigados, arrisco a dizer que esta enchente é uma grande obra da prefeitura, tramada por anos de construções sem o devido planejamento do escoamento, aterramentos de lagoas, calçamento de ruas sem bocas de lobo – nunca vi uma boca de lobo em Iaçu.
Quando soube da enchente pensei que o rio Paraguaçu tivesse subido. Nada, ele estava lá tranquilo no seu leito.

A cidade de Iaçu naturalmente seria a prova de enchentes porque o rio corre lá embaixo e a cidade tem uma leve inclinação que facilita o escoamento das águas para o rio.

Abusaram das construções mal planejadas, dos aterramentos. Pavimentaram, ao longo dos anos, uma grande bica de concreto sobre as regiões mais baixas da cidade.

Soube que o estrago maior foi provocado pelo queda do muro do estádio, transformado pela chuva em uma represa cheia. E se rompeu levando tudo pela frente.
A chuva  sempre foi bem vinda no sertão mas  se transforma de repente na grande vilã. Injustamente.
Os grandes vilões desta história somos nós, por incompetência ou omissão. Mas enfim, como bem diz Nicanor Ramos, o momento é de reconstrução. Vamos ajudar.
Foto: Junior Carneiro / Iaçu Notícias

É bonito, é bonito

22/01/2013

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A acima  é de hoje pela manhã, mas o texto e a foto abaixo  e o primeiro vídeo são de  2008. O segundo video é de 2009. Entra ano, sai ano, é este o cenário do Costa Azul depois de uma chuva:

Águas Claras, Mata Escura,  Mata dos Oitis, Barra, Boca da Mata, Rio Vermelho, Boca do Rio. Nomes de bairros de Salvador inspirados na natureza, como o Costa Azul, na margem esquerda até a foz do Rio Camurugipe (foto).
Mas como nos avisou o velho Heráclito e os cabelos já brancos de Nelson Motta, tudo muda o tempo todo no mundo, como uma onda no mar, como o rio que corre para o mar.
A costa tem hoje um azul tingido de marrom e o Camurugipe já não é mais nem rio. Basta uma chuvinha para o lixo avançar pelo canal, descer às toneladas para o mar e ficar mais visível na praia, numa manifestação  intensa e  malcheirosa  do que acontece cotidianamente de forma mais imperceptível.
Resta apenas o otimismo do meu seis anos André ao ver outro dia um garoto catando lixo, como na foto abaixo.
– Ele tá reciclando, né pai?

costa-azul-001

Licuri : https://licuri.wordpress.com/2008/07/23/o-mar-quando-quebra-na-praia-e-bonito-e-bonito/

Sorrir pitangas

17/08/2010


Uma vantagem de viver  nestes tristes trópicos: apesar do  inverno, da chuva, dos buracos, dos engarrafamentos e do horário eleitoral gratuito, a pitangueira floresce.

Aeropost

22/05/2009

1 Cruzeiro de São Francisco2 Terreiro3 ladeira4 pelô6 guarda chuva

Saí hoje em busca da Aeronauta e da sua sombrinha fustigadas pelo chuva e pelo vento. Ainda não foi desta vez.

Alguidar

06/05/2009

alguidar

Chove lá fora

21/04/2009

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Clique na imagem e veja  o mar quando quebra na praia.

Águas de quase março

28/02/2008

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Que me perdoem os alagados, molhados, encharcados e desabados, mas eu adoro temporal. Gosto de ver o céu desabando sobre nossas cabeças, da força dos ventos, da claridade dos relâmpagos.

E  chove sem parar por horas e horas nesta noite. E a cidade, que poderia curtir a chuva comigo, que poderia promover festas para Iansã, mergulhou no caos. E o mergulho no caos é o chavão impossível de evitar sempre que chove em Salvador. Fui lá no Licuri antigo e resgatei um texto do ano passado, que de tanto atual, repito aqui resumido: 

O céu de Salvador desabou mais uma vez. Chove muito, sempre choveu desde antes do ano de nosso senhor de 1549, quando esta esquina da Baía passou a ser habitada também por forasteiros que vieram pelo mar. Mas até hoje Salvador vive a sua chuva como se estivesse diante do inusitado, do imprevisível. Não aprendeu a viver as mudanças de estação. As pessoas de havaianas e bermudas correm pelas ruas, encharcadas e surpresas. Os motoristas embaçados e estressados avançam lentamente sobre as ruas e avenidas transformadas em correntezas como se estivessem diante do primeiro dilúvio.  O técnico da prefeitura diz que a culpa é do sistema de drenagem, que precisa de R$300 milhões para resolver o problema. Que o sistema funcionava para a cidade de 20 anos atrás. Ou o técnico é muito novo ou não conhecia Salvador da década de 80. Ou não tem noção de dinheiro. Solução de R$ 300 milhões é desculpa para deixar o problema como está. O sistema nunca funcionou. Esta cidade na chuva é cenário daquela música de Raul, que narra o dia em que a terra parou. Vôos são perdidos, consultas adiadas, encontros desmarcados. Uma arquiteta novata na cidade estranhou que certo dia ninguém da casa onde estava saiu pra trabalhar. Tá chovendo, foi a explicação.  A tragédia se repete, sempre anunciada. Mas a cidade insiste em não estudar sua chuva, em não buscar soluções. Apenas bota a culpa na quantidade de chuva e no sistema. Salvador tem universidades com cursos de Engenharia, Geografia e Urbanismo. De lá poderiam vir soluções mais baratas e simples. Os lugares de alagamento são os mesmos e transbordam num ritual que se repede a cada chuva.  Manter bocas-de-lobo desobstruídas não deve custar milhões. É preciso reconhecer também que hábitos dos moradores desta cidade agravam o problema. É comum ver papéis e latas de cervejas arremessadas de automóveis. Tudo que está além dos limites da casa e do carro do cidadão desta cidade é lata de lixo. E a lata de lixo transborda na chuva. O mesmo lixo que vai para as portas em sacos revirados por cachorros e catadores. Restos de areia e entulhos das construções também são levados na enxurrada e entopem ainda mais.

Tirei esta imagem de tempestade daqui.