Posts Tagged ‘Cotidiano’

Calote

07/10/2009

Este post não foi escrito para se lido.

Normalmente paro de ler coisas assim, no máximo,  na segunda linha.

Mas como confio no valor terapêutico da exposição, vamos lá então quem continuou a ler:  são oito horas e 53 minutos de uma quarta-feira,  dia em que já estive acordado na madrugada tentando colocar a vida em dia. Em vão.

Devo muito algum tipo de coisa a alguém: ao banco, aos patrões, aos parceiros, aos amigos, à mulher, aos filhos, ao corpo, à alma. Até tento dar calote. Mas o caloteiro competente deve  ser amoral e ainda não evolui a este patamar.

Então descubro o óbvio. Em vez de tentar alterar o resultado, sempre negativo,talvez a saída seja mudar alguns coeficientes da equação ou cláusulas contratuais.

Suspeito que assino contratos o tempo todo com todo mundo sem ler aquelas letrinhas miúdas embutidas e quase invisíveis  no papel ou no subtexto dos acertos verbais.

Devo alguma coisa a você?

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/162066990564823

Vestígios de mim e da senhorita L.

07/06/2009

DSC04514 - Cópia

Soraya e os menores em Feira, fiz o que há muitos, muitos anos,  não fazia. Bebi, fumei e ri com velhos colegas de faculdade.  E constatei que, de fato, nos vamos  poniendo viejos.  Quase todos barrigudinhos ou carecas, ou os dois. Mas o bom humor ainda é sobrevivente.

Caminhei até o Farol e vi o que há muito não via. O pôr-do-sol  de um lado e a pré-lua cheia nascente do outro.

Cheguei em casa  no começo da noite  com saudades dos meus. Silêncio. Na porta da geladeira, o recado com  letra adolescente e caprichada, as coordenadas do lugar aonde havia ido e com quem estava, conforme eu havia pedido antes de sair.

Na pia do banheiro uma  necessaire, lápis, pincéis e mais vestígios da passagem do tempo.

Aeropost

22/05/2009

1 Cruzeiro de São Francisco2 Terreiro3 ladeira4 pelô6 guarda chuva

Saí hoje em busca da Aeronauta e da sua sombrinha fustigadas pelo chuva e pelo vento. Ainda não foi desta vez.

Não emborco mais

11/05/2009

alguidares 2Não emborcarei mais nenhum dos alguidares muitos que porventura encontre pelas calçadas, encruzilhadas e praias desta nossa cidade. Só foi emborcar um às 7 horas  e apareceram para mim muitos outros antes mesmo  das 9 desta manhã de sol de hoje, em frente ao Parque Costa Azul, próximo ao Jardim de Aláh.  E fartos. Portanto, Bernardo, Maria e Martha: eu não creio em quase nada, mas respeito todos os sinais. Não emborco mais. alguidares

alguidares 3

 Atualizado por conta do comentário de Martha: a única coisa que posso fazer é mudar o ângulo da foto.

Pronto, emborquei

11/05/2009

DSC03120

A pedidos, emborquei o alguidar, já seco, quebrado e deslocado do lugar onde estava, quase uma semana depois.  O sol, o grande culpado,  já brilha novamente.

Alguidar

06/05/2009

alguidar

tuitando

23/04/2009

Mesmo vídeo sem legendas: http://www.youtube.com/watch?v=PN2HAroA12w

Tudo como dantes no quartel de abrantes: recuperi minha identidade inicial de uma forma prosáica. Chegou uma mensagem no meu e-mail, eu tentei entrar e não consegui. Mas aí informei que perdi a senha. Veio uma nova mensagem do twitter com a opção de troca de senha. Bingo.
http://twitter.com/marcusgusmao

http://twitter.com/MarcusGusmao   Perdi este endereço. Tive que criar um novo: http://twitter.com/GusmaoMarcus. Veja o que aconteceu:

P.S: minha experiência com o twitter durou apenas algumas horas. Fiz uma barberagem ou um hacker chamado zorg123 ou alberto otero roubou minha persolidade. Agora ele está no meu lugar e o  twitter não aceita mais meu nome nem minha senha. Que fazer? A twittolândia vai ter que sobreviver sem mim.

Chove lá fora

21/04/2009

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Clique na imagem e veja  o mar quando quebra na praia.

Choveu fotos

08/04/2009

Continuam chegando as fotos.

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Que trem é esse? Clique para ver a viagem de Talita Nunes

gilberto-lyrio

Clique para ver a viagem de Gilberto Lyrio

Veja as demais fotos desta chuva:

Haroldo Abrantes, no blog Maria Muadiê

Giuseppe Fiorentino, no Flickr

Shirley Stolze, no Flickr

Fátima Caires, no Orkut

Mariana Carneiro, no Picasa

vem aí ainda as viagens  de Trói, Dalize, Luísa, Marcus…

Catanica

07/04/2009

Esbarrei  com esta e outras 57 fotos antigas ao buscar no google informações sobre  a história dos buzus de Salvador para ilustrar este texto sobre um possível  próximo passeio, já que muitos pediram bis.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

Praça da Sé na década de 70. Foto: Arquivo A Tarde.

A idéia é simples:

Escolher uma linha circular que passe pela orla e percorra variados bairros da cidade. Marcar uma data, num feriado ou domingo. (1º , 3 ou 10 de maio).

Estabelecer o horário de circulação nos ônibus, num intervalo de mais ou menos quatro horas, pela manhã.

Cada pessoa ou grupo embarca no ponto e horário mais convenientes, da mesma linha, e todos se encontram  num piquenique, no final da manhã, em um lugar por onde passe a  linha escolhida (Pituaçu, Passeio Público, Parque da Cidade).

A idéia veio com a experiência recente como fotógrafo de janela de buzu, eu que ando neste troço desde o tempo em que existia Vibensa, eu que sou fascinado por este bonde de rodas, desde o tempo em que ele se chamava catanica, em Conquista.

O ônibus se  revela um eficiente praticável móvel sobre o cotidiano da cidade.

Vamos nessa de renca, de novo? Nilson já se “inscreveu”,   Maria e Pepe já demonstraram interesse e Mariana avisou que Regina e Madame Kátia também querem.

Choveu gente

06/04/2009

Acima, os 360º de Haroldo Abrantes

E gente das mais preciosas fontes. Cinquenta almas, contadas em casa por mim e Soraya, na lembrança de cada uma delas. Vivi um dia de pinto no lixo. Feliz com minha renca, com uma renca de gente bonita, astral, divertida. Enfim, sem palavras, começo a receber as imagens. As primeiras vieram de Haroldo/Martha. Depois as de Giuseppe Fiorentino (Pepe), Gilberto, Shirley, Fátima, Mariana…
O post continua em construção, com a adição as fotos que chegam. Última atualização, 06/04 às 22:48.

haroldo

A viagem, por Haroldo Abrantes. Clique na imagem para ver as demais fotos.

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A viagem, por Giuseppe Fiorentino (Pepe). Clique.

trem-ponte1

A viagem, por Shirley Stolze. Clique.

A viagem, por Fátima Caires

A viagem, por Fátima Caires. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

A viagem, por Mariana Carneiro. Clique.

No clima

28/03/2009

 

Voyer de cotidiano

20/03/2009

Nelson Maca tem toda razão. Salvador resiste em funcionar a partir do Campo Grande, fronteira de duas cidades bem distintas. Mas ninguém mais do que ele sabe que funciona de uma outra maneira. Tem outra lógica, tem outras histórias.

 

 

Aliança; Orla de Salvador, sentido Litoral Norte. Ontem pela manhã.

Aliança. Orla de Salvador, sentido Litoral Norte. Ontem pela manhã.

 
Anéis. Orla de Salvador, sentido centro. Microônibus.

Anéis. Orla de Salvador, sentido centro. Microônibus.

 
 
Ondina

Ondina

 
Praça da Sé

Praça da Sé

 
Vendedoras. Avenida 7.

Vendedoras. Avenida Sete.

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Praça Municipal

 

Tuirstas e artesã na Misericórdia

Tuirstas e artesã na Misericórdia

Encontro casual com Mônica Gedione, minha irmã atriz escondida nos seus grandes óculos e feliz da vida por estar entre os 10 selecionados para "Jeremias, o Profeta da Chuva", próxima peça do Núcleo de Teatro do TCA.

Encontro casual com Mônica Gedione, minha irmã atriz escondida nos seus grandes óculos e feliz da vida por estar entre os escolhidos para "Jeremias, o Profeta da Chuva".

Catedral Basílica

Catedral Basílica

Terreiro de Jesus, dos orixás, e agora também um pouco meu.

Terreiro de Jesus, dos orixás, e agora também um pouco meu.

Porta de entrada da minha repartição, quase em frente à Ordem Terceira do São Francisco. Vai num picolé?

Eis, finalmente, a repartição.

Com a mudança, perdi o elevador. Piso agora em séculos.

Com a mudança, perdi o elevador. Piso agora em séculos.

 

Praça da Sé.

Retorno. Tuistas e crianças na noite da Praça da Sé.

Terrorista

15/12/2008

Do alto dos seus quase quatro anos, a amiga de minha Maria virou pra mim e disse assim do nada: – você tem um barrigão. E alertou: sua barriga vai explodir.

Será o Escobar?

02/12/2008

Do ângulo em que eu estava deitado no sofá via apenas o brilho nos olhos dela, ampliado pelo reflexo  do monitor. Meios sorrisos, alternados com  seriedade curiosa interrompida pelo movimento do corpo para  recomeçar a teclar com rapidez e decisão.

Neste vai-e-vem quanto tempo se passou? O cochilo me fez perder a noção e ganhar uma convicção: ela está num chat!

Daí em diante foi um turbilhão de hipóteses que iam se multiplicando na proporção em que aumentava o nó na garganta, já transpassada pela tal felcha negra.

A pior parte destas horas é o brilho nos olhos. Você olha e encontra o encantamento…apontado para outra direção. Neste caso, para o monitor.

Não reagi, é claro, afinal a ciumenta é ela. Apenas reclamei que precisava do computador par entregar o frila do jornalzinho da escola dos meninos, sempre feito na véspera do prazo.

Mas não resisti:

– o que você tanto faz aí?

– Respondendo uns e-mails. Fiz um comentário no seu blog.

Fiquei sem graça, depois achei até engraçado, mas o diabinho soprou no ouvido. Além de tudo é  dissimulada.

Ela foi pro quarto e eu assumi meu lugar diante da tela. E agora? Não resisti novamente. Fui ao histórico e … Licuri.

Mas e os e-mails?

(18 de dezembro de 2006. Licuri no Uol.)

 

 

 

 

 

 

Vídeo-locadora

22/11/2008

“A locadora estava mais vazia que a minha tarde.”

Veja  aqui.

Mente insana

19/10/2008

Descobri hoje pela manhã que minha mente está bem longe do que prescreveu Juvenal*. A cada dia amanhece mais insana in corpore menos sano.

 

Saí com Luluthica para caminhar na praia e ao tentar uns alongamentos experimentei Mário Quintana: “Envelhecer é afastar-se dos pés”. Engordar também. Decidi tomar uma providência.

 

Antes que o primeiro Papai Noel  apareça na televisão, faço  aqui minha lista de promessas/desejos de ano novo e ganho de brinde, para tentar, estes 73 dias e meio que sobram de 2008:

 

E a lista é magra. Tem apenas três itens, com alternativas:

 

1 – Gastar menos do que ganho ou ganhar mais do que gasto.

2 – Comer menos ou andar mais.

3 – Cumprir prazos ou aprender a dizer  N-Ã-O (pra mim e pros outros).

 

Feliz 2009.

 

 

 

* em compensação o google deixa a gente cada vez mais sabido.
Ilustração: versões do Papai Noel pescadas no Blogadilla.

Carência

04/09/2008

Aproximou-se do vidro aberto, apoiou a cabeça no braço direito sobre o carro, com a cara quase junto da minha:

– Dá uma moeda aí, tio.

Na mão esquerda uma pilha AA amassada, um pólo na mão outro nos dentes. Dei-lhe uma bronca.

– Joga isso fora. Você tá maluco é? Isso é veneno, cara. Você vai ficar todo entrevado numa cama.

Gastei todo o tempo do sinal fechado com a descrição de sintomas tenebrosos das zilhões de doenças que teria caso continuasse a mastigar a pilha. Ele só ouvia, meio espantado.

Finalmente, abriu um sorriso sem graça e arremessou a pilha para longe, no canteiro. O sinal abriu. Saiu zerado, sem a moeda pedida, mas pulando, alegre e sorridente, em direção ao canteiro para esperar novamente o sinal fechar. Quem vinha atrás deve ter imaginado que ele havia recebido uma nota R$10, tamanha a felicidade. Por ter levado uma bronca.

 

 

O amor fala mais alto às 7 da manhã, no Dia da Criação

19/07/2008

Não fale nada agora pra mim / Deixa assim, dê mais um tempo / Espere o coração decidir / O que vai ser depois desse momento / Será que é pra sempre?,..  de Eduardo Costa, que pode ser visto hoje em Goiatuba, GO.

Porque hoje é sábado.

A mestranda, o carlismo, Paulo Coelho e a doméstica

04/06/2008

Gritos femininos no supermercado antes da sete da manhã. Alguma cliente estressada a esta hora?  O Bom Preço da Pituba deve ser o metro quadrado de classe média mais estressado desta cidade.
_Roqueiras, furtaram e ainda tiram onda. Disse a caixa. Empurro o carrinho em direção aos gritos que já passaram e encontro no caixa eletrônico na saída o pretexto para acompanhar de perto a movimentação dos seguranças. Sentada no canto da saída uma das roqueiras, morena-índia, tatuagem a mostra entre o jeans e a camiseta curta com ar meio revoltado. Lá de dentro aparece a segunda roqueira, bem branca, cabelo cor de rosa, IMC lá pelos 40, vem da sala dos seguranças para conter a amiga e demonstrar sua indignação aos que como eu fazem de conta que fazem outra coisa.
_ Eles estão acostumados com o carlismo. Não é assim não. E você não se meta, ela é mestranda, tem advogada, disse à amiga.
Eu no caixa eletrônico faço todas as operações possíveis, finjo desinteresse pela história.
_ Fique aí. Ela é mestranda, repetia a gordinha do cabelo vermelho, como um mantra, um salvo conduto. Mais alguns minutos volta de lá de dentro triunfante com a terceira roqueira, a mestranda, mais velha que as três, visual São Lázaro. As três descem revoltadas as escadas, acompanhadas por dois seguranças até a porta. Em seguida chega um terceiro funcionário, vai atrás delas, que já iam pela rampa de baixo, e joga lá de cima o saquinho com a parte das compras pagas no caixa. E dá sua versão:
_ Entraram, comeram, dentro da loja e queriam negar, mas a gente mostrou o filme pra elas.
Por serem “roqueiras”, uma mestranda, visual classe média, bastou gritar, pagar e ir embora. Crime sem castigo. E como Paulo Coelho, o maluco beleza que deu certo e por isso pode contar tudo, quem sabe sigo a moda e um dia vou lembrar  aqui também meus  crimes, também sem castigo, cometidos nos tempos de rapaz novo e encantado com  vinte anos de amor.

Atualizado em 05/06

Novamente no supermercado hoje pela manhã, fui informado por um dos caixas que as garotas pagaram R$ 15,00 por dois energéticos consumidos dentro da loja e uma fatia de gongorzola colocada na bolsa de uma delas.

Sorte bem melhor do que a da doméstica Angélica Aparecida Souza Teodoro, 19 anos, que ficou presa por quatro meses por tentar roubar de um mercado um pote de 200 manteiga  de R$ 3,10, em São Paulo. Ela foi solta mas cumpre pena de  quatro anos de prisão em regime semi-aberto.