Arquivo da tag: drogas

Joinha$

god-likes-this

Você passa muito tempo na internet porque está infeliz ou está infeliz porque vive na internet?  Nem uma coisa nem outra, penso eu. Como bem ensina o professor Antonio Nery, o problema não são as drogas mas as pessoas.

Já está bem claro que o X da questão  não está  na coca nem na coca-cola, nem no cigarro ou no baseado, no álcool ou no rivotril, tampouco no Bono ou na Nutella.  São todos inertes e inocentes.

O problema, como sempre, está em nós.

Fui a uma reunião de escola com pais, destas que costumam comparecer alguns gatos pingados, estava entupida, nunca vi tanta gente. O assunto era internet. Estamos todos perdidos, pais, filhos, professores. Quem souber a saída, por favor aponte.

A droga do facebook é um pouco mais pesada, complexa, nem tão inerte, nem tão inocente. É uma droga social.
A matéria de capa da Superinteressante deste mês,  assinada por Alexandre de Santi, dá uma pequena noção da força deste “doce” tecnológico. Somos 59 milhões de brasileiros conectados ao f azul e branco todos os dias, numa rede de 1,4 bilhão de almas em todo o mundo. Uma droga que rende muito dinheiro.

Muito interessante também o box do editor Bruno Garatonni, que criou uma página nonsense, com o título Sdftyu459868 e sem nada publicado mas conseguiu  184 likes ao pagar R$70 ao Facebook.

Na matéria, relatos de experiências que demonstram a infelicidade aguçada pela exposição da felicidade alheia, já que, em tese, as pessoas tendem a mostrar ali seus melhores momentos. Por que não eu? seria a pergunta desencadeadora do amargo na boca diante da foto e relato da viagem, do sucesso, da alegria alheia.

Talvez não por acaso, o post mais acessado neste Licuri seja sobre a inveja. Talvez seja este um dos sentimentos mais destrutivos e autodestrutivos também. O veneno e o ódio destilados nos comentários na rede são testemunhas desta sombria manifestação humana.

Mas enfim, tem coisas boas por aqui também. Como alguém já disse, a diferença entre o veneno e o remédio está na dose.
Qual a sua dose?

Imagem 

Anúncios

Teletubbies

Teletubbies

Quem primeiro me falou deles foi Guilherme Filgueiras. Não acreditei. Como Tinky Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po, nossos teletubbies vivem no subsolo. Mas o Tubbytronic Superdome dos nossos fica ali no Rio das Tripas e não tem nada de encantado.

Não tive coragem de conversar com eles, são dezenas, na foto podemos ver alguns nas calçadas. Conversei com as pessoas da área, todos os conhecem, vivem ali invisíveis há anos, nas galerias, no esgoto, em velhos colchões, juntos com ratos, em frente à velha rodoviária.
Taí uma verdadeira casa fora do eixo. Totalmente fora do eixo, fora da compreensão, fora de tudo. Eu me recuso, a partir de hoje, a discutir qualquer coisa sobre nossa cidade, humanidade, ideologia, políticos, partidos, drogas, deus, religião, aborto, racismo pobreza, riqueza, sem levar em conta essa realidade.
Enfim, não dá pra discutir nada sem ter como ponto de partida nossa convivência pacífica com essa teletubbilândia em nossas tripas.

Professor Nery

“Estou sendo injusto: Salvador ainda tem muito mais coisas boas e interessantes. Mas, a cidade tem medo, temos muito medo, em geral atribuído ao crack, cocaína sob a forma de pedra, alardeado pelos meios de comunicação como verdadeira epidemia. Talvez seja, tecnicamente, uma epidemia; mas, se for este o caso, é uma epidemia sem o valor e a importância apresentada a cada dia, por uma mídia desinformada; não corresponde à realidade: muito mais importante do que o consumo de crack, registra-se o consumo de álcool, de tabaco, de maconha e de medicamentos desviados de seu uso médico.

O que ocorreu com nossa cidade?”

Gosto muito, muito mesmo, das ideias deste sujeito, por acaso também de Conquista: http://conversandocomnery.wordpress.com/2013/04/04/hoje-nao-vou-tratar-de-drogas/

Post no facebook: https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/498065960259367