Posts Tagged ‘escola’

Bônus

24/10/2013

Reclamo, reclamo muito do sobe e desce como motorista escolar. Agora na reta final do 3º ano piorou. Levo dois às 7, a menor às 7h30, pego dois 12h30, devolvo uma 13h30, pego a outra já liberada desde 13h20 às segundas e quartas, pego novamente a maior 7 da noite.
Reclamo, reclamo muito mas vai bater saudade. Deixei a maior pela última vez na escola do segundo grau hoje, parei e acompanhei com os olhos o andar da moça, quase(?) adulta, sandália rasteira, saia balançante, blusa de alça, classificador apoiado no braço direito e na cintura, desfilando toda lindinha em direção às escadas, de bebê bochechuda a moça esguia num piscar de olhos, até que um carro me assusta com sua buzina estridente e longa, onde já se viu este idiota parado no meio da pista lambendo a cria com os olhos. Ligo para a mãe marejado, conto tudo e recebo a boa notícia. Ainda tem amanhã, hoje é quinta e não sexta como acordei convencido.

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Crear

26/01/2013

Hoje me deparei com o suplemento Volta às Aulas, no jornal A Tarde. Li na diagonal, vi sobre novas tecnologias, curso de idiomas, dança, oficina de brinquedos (como curso extracurricular), natação etc etc etc e senti falta do essencial, de uma palavrinha mágica: Brincar.
Sim, tem uma escola em Salvador onde ainda também se brinca de roda, de corda, de fantasia.
Caso você tenha lido o suplemento e tenha sentido falta de alguma coisa, caso tenha filhos, filhos de amigos e parentes em idade da primeira escola, leia também este complemento essencial sobre educação infantil nos depoimentos de pais do Crear, eu incluído, com muita alegria e saudade:

http://www.escolacrear.com.br/frm_pais.html

 

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/485745451487890

Música, imagens, corpos, ação.

24/11/2012

27 anos da Escola Picolino de Artes do Circo, da Associação Picolino, da Cia Picolino estão ali condensados.

Toda a história ali, no picadeiro, misturada às imagens do cinema de Glauber Rocha, sob a lona de Pituaçu, sob muitos aplausos de público boquiaberto e encantado como deve ser todo público de circo.

Guerreiro é um espetáculo de identidade, resume Luísa enquanto voltamos pela Orla.

Seguimos de volta para casa satisfeitos com o que vimos, enumerando as qualidades de Guerreiro, a qualidade da música, dos músicos, dos movimentos, da sincronia, da força dos corpos, da força das imagens.

Sim, temos um espetáculo de circo ímpar, nosso, de identidade.

O que mais chama a atenção em Guerreiro é a multiplicidade de desafios de cada um dos artistas em cena.

Num circo qualquer cada número tem seus especialistas, cada número tem o seu ou os seus artistas dedicados àquela técnica. Na Cia Picolino você tem todos, ou quase todos, em quase tudo. No monociclo, na acrobacia, no tecido, no contorcionismo, na corda, nos malabares, no quadrante, voando no trapézio.

Todos, ou quase todos, a fazer quase tudo é a cara da Picolino. Uma cara de Bahia, de Brasil, uma cara da gente.

Viva Guerreiro, Viva a Picolino!

Veja as fotos de  Maíra Do Amarall  http://on.fb.me/UjXna3

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3986665781809&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Trilha

08/10/2012

Maria gosta de Bossa Nova, Buena Vista, Raul, Beatles, Paulinho da Viola. Aqui em casa ouvíamos muita música na época de Luísa, hoje quase nada. Ao ouvir a menina cantarolar sem errar Garota de Ipanema na estrada, perguntamos.
– Aprendi com Kátia, ela é a professora maluquinha. Ela mesma admite.

Esta não é uma história para babar filho. É para babar a professora maluquinha Katia Regina Borges. Ela foi a professora maluquinha de Luísa, de André, de Maria. E eles não esquecem.

Vivemos tempos difíceis aqui em casa, num checklist de normalidades, não sobra nada. Mas nesta semana, em um único dia, tivemos reuniões nas escolas de Maria e de Luísa e recebemos o boletim com o relatório de André.

Terminamos o dia completamente babados, espantados como eles sobreviveram a nós, como se viraram direitinho nesta primeira etapa fora de casa, na escola.

E esta bela surpresa que tivemos devemos em grande, enorme parte à professorinha maluquinha e às suas colegas também maluquinhas do Crear, uma escola pra lá de especial, onde todos começaram.

E tudo isso foi escrito só a pretexto do dia do professor que vem aí. Um abraço bem apertado a todas as professoras e professores maluquinhos dos três, nas três escolas por onde passaram e passam, com os nossos sinceros e emocionados agradecimentos.

Marcus e Soraya

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Atmosfera

15/05/2012

Estou no Picolino neste fim de tarde  reunindo material para o site do circo. E se a internet estivesse mais adiantada eu colocaria duas coisas no futuro endereço da escola: a atmosfera do picadeiro e de todos os espaços em volta ocupados pelos alunos e também o sentimento que me vem  quando leio a história do circo, revejo seus momentos desde o início,  sob a lona do Troca de Segredos, em Ondina. Naquela época entrevistei Anselmo para a Tribuna da Bahia, numa destas muitas matérias que apurei e não fiz, não me lembro o motivo.

Mas a internet e os sites ainda engatinham e só(?) abrigam recursos audiovisuais. Não é pouco, mas insuficiente para o que eu queria neste momento.

Então o que seria a atmosfera do picadeiro repleto de alunos? isto não seria um sentimento meu, gerado pelas minhas experiências? São dezenas de crianças, uma parte no arame, outra nos monociclos, outra na corda, outra no trapézio, outra com malabares. Crianças nos seus primeiros movimentos, aprendendo o básico das técnicas, ocupadas, focadas, interessadas. VIvas.

A Picolino tem muitas histórias de crianças como essas. Crianças que ganharam o mundo, estão em outros picadeiros, outros países. Outras perderam a guerra, foram abatidas, saíram de cena.

Tenho um compromisso existencial com isso aqui, embora ultimamente ando meio distante, e bote meio nisso, descompromissado. Mas voltei, e aqui estou dando voltas, reunindo arquivos, juntando histórias.

Atmosfera e sentimento ainda não são publicadas com um clique num ícone. Pena.

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Foto: Acrobacia aérea.  Plateia no Picolino em 24 de abril de 2010.

A casa das crianças

01/12/2011

Temos 13 anos de Crear, ininterruptos!

Lá brincou, brincou, brincou e se alfabetizou Luísa. No Crear brincou, brincou, brincou e se alfabetizou André. E lá brincou, brincou, se alfabetizou e ainda brinca, pelo menos por mais uma semana, Maria.

Sim, Maria se forma no Crear na próxima semana.

O Crear é uma casa, uma tribo, uma reunião de pessoas que ainda apostam no lúdico como melhor caminho para aprender. Aprender  a viver.

Lá tem Carmem, tem Kátia, tem Jô, tem Fernanda, tem Oriana, tem Mônica, tem Dina, tem Marcos, tem Luciana. Tem este povo todo que a gente e as crianças conhecemos pelo nome.

Lá tem uma história toda de nossos últimos 13 anos. O Crear é nossa casa.

E pra quem não acredita na força do brincar como aprendizagem, posso argumentar sem gabolice, porque sabemos que isso não é o mais importante,   que Luísa está no ensino médio e desconhece prova final, André vai muito bem obrigado com seu boletim excelente  e Maria segue no mesmo caminho.

Enfim, só temos a agradecer e  recomendar o Crear.

E  quem quiser conhecer, o Crear tem também uma atividade de férias bem bacana pra  quem fica em Salvador, com as crianças em casa.

Veja como funciona:

Clique na imagem para ampliar.

Mãe e Filha

04/06/2010

Num movimento inverso, a filha dará à luz a mãe. Janaína está prenhe de felicidade, com os temores do parto. Mas vai dar tudo certo. Já viu o rebendo, tá satisfeita.

Pelo que já li da filha sobre a mãe, não vai ser um livro qualquer. Pelo que já vi das fotos de filha e mãe, vai ser um livro bom de se ler e de se ver também.

Janaína foi uma das pessoas a mim presenteadas por  Maria. Soraya já conhecia seus livros de História, eu sempre aqui admirando seus textos. E os textos de Janaína sobre a sua mãe são são de tirar  fôlego.

Escrevi este post que se segue há um ano. De lá pra cá ela escreveu mais um texto, que acrescento no final.

Janaína Amado 11/06/2009
São dois meses entre a publicação dos dois textos. Entre uma história e outra, mais de dez anos. Pra mim, eles são um só, o começo [Madrugada na fazenda. Eu, no berço] e o final [no primeiro degrau da escada, encostada na parede, de repente eu a vi], de um filme, de um conto, enfim, de uma história bem contada. História do encontro de dois choros, numa resposta tardia, mas realizada.  As tags são quase um roteiro, um resumo da matéria-prima de todas as nossas pequenas e imensas tragédias pessoais: bebê, ciúme, impotência, infância, mãe, raiva, solidão amor, chorar, colégio, escola, estudar, exame de admissão.
Para quem ainda não leu, eis esta bela história, um post bem bacana,  contado em dois tempos
A primeira lembrança dela
Como soube que ela me amava


E o terceiro post, publicado em 6 de agosto de 2009.
A Menina e a mãe

Veja o site do projeto aqui
e abaixo o convite para o lançamento: