Posts Tagged ‘Fernando Vivas’

Bandeirolas – Fenando Vivas São João

21/06/2009

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A Pinta, a Nina e a Santa Maria

11/11/2008

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A vida é tudo o que me acontece enquanto postergo.  Como bom TDAH, quase nada do que planejei para a viagem foi feito.  O notebook vai sem mochila, o celular sem carregador,  a sacola  ainda está para ser arrumada, a poucas horas da viagem. Nestas horas lembro de Alvinho, um amigo que chegava aos compromissos sempre antes  de todos,  com seu inseparável  guarda-chuva.  Alvinho era tão pontual que até a Deus ele se apresentou com antecedência e se mandou deste mundo antes dos amigos. Admiro até hoje as pessoas que usam guarda-chuva, como Alvinho. Elas gastam tempo procurando o guarda-chuva, checando o guarda-chuva, ocupando temporariamente a mão ou a sacola com um guarda-chuva e fico a imaginar o prazer que elas sentem  quando cai uma chuva, ao abrir com tranqüilidade  a lona sobre si e sair por aí zombando de pessoas que como eu passam esbaforidas ou ficam presas nas marquises. Acho que estou falando do passado, porque faz um bom tempo que eu não vejo uma marquise.

Enfim, voltando  ao presente e â viagem não planejada,  o jeito é me concentrar no único compromisso que tenho,  semelhante ao de Pero Vaz.  Vou escrever  uma ou  mais  cartas diárias a meu rei, cidadão baiano que me paga o salário e me pagou a travessia, contando o que vi.

Portanto, a  partir de hoje e até o dia 16 este Licuri estará a serviço  da Teia 2008. Daqui a pouco partem as três caravelas, rumo às queimadas da Chapada, ao Oeste e ao Planalto Central. Com este espírito de descoberta, misturo Cabral e Colombo e sigo a bordo da Pinta, da Nina ou da Santa Maria. E vou tentar usar a velha sabedoria do mar, aquela que manda ajustar as velas da maneira mais favorável ao vento. 

Peguei aqui a imagem acima da teia que  não usou guarda-chuva. Vá lá que tem de brinde para você o poema Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto. E por falar em imagem, não poderia deixar de registrar aqui a visão de Vivas sobre as queimadas na Chapada, que se repentem todo ano, há anos.

 

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21/09/2008

 

  

 

 

 

 Olho da Rua

Olhos de Vivas e verbo de F – R – A – N – C – I – E – L

05/03/2008

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Um silêncio indecente 

No dia 2 maio de 2003, o tratorista Amilton dos Santos  silenciou, chorou, foi ameaçado de prisão, mas não demoliu uma humilde casa no bairro da Palestina. Mesmo acuado pelo oficial de Justiça Carlos Cerqueira e pela ordem de reintegração de posse assinada pelo juiz Cláudio Oliveira, ele não recuou. Foi aporrinhado por 12 minutos de fama, porém voltou a usufruir o sossego do anonimato.

Quase cinco anos depois, no dia 27 de fevereiro de 2008, o prefeito João Henrique, que tanto gosta de chorar, apenas silenciou. E, mesmo sem ser ameaçado, ao menos publicamente, compactuou com a demolição do terreiro Oyá Onipó Neto, ordenada pela nova dona da cidade, Kátia Carmelo. Ao permitir tão macabro ato, talvez o alcaide de Soterópolis não seja agraciado com o conforto do esquecimento. Não é possível que a história absolva tão indecente silêncio.” 

(Estes dois vizinhos meus, da Rota de Navegação aí do lado, tocaram no mesmo assunto esta semana. Apliquei um copy-past ou gillette press, como dizam no meu tempo, e juntei os dois. Veja o senhor texto completo  de 
F – R – A – N – C – I – E – L, no Ingresia; e mais fotos no Olho da Rua,  de Vivas)

Tenho que comemorar

18/02/2008

Estava vasculhando os rascunhos do blog e descobri este post. E tenho o que comemorar. Terminei de ler o tal livro. Levei exatamente o mesmo tempo que o autor gastou para escrever. Conheço uma garota de 12 anos que leu mais ou menos 50 livros no ano passado. Eu li apenas este. Ainda bem que este meu traço de personalidade não foi transferido por hereditariedade. Deixo a seguir registrado o post/rascunho porque pretendo voltar  ao assunto O Processo  nos próximos dias:
 
 
Há certas coisas comuns, bestas, fáceis de realizar por qualquer mortal mas que pra o portador de TDAH  se tornam tarefas intransponíveis. Minha tarefa quase impossível é terminar de ler um livro. Sem essa dificuldade seria um cara lido. Mas não sou leitor, sou começador.O engraçado é que largo, abandono, perco, empresto até, mesmo estando envolvido, interessado, falando o tempo todo sobre o assunto.Às vezes nem começo, leio um pedaço e largo. Nem o Jogo de Amarelinha , que pode ser lido de trás pra frente, ao gosto do freguês, consegui terminar. Houve um tempo em que eu lia até o fim. Nesse tempo li A  Metamorse, de Kafka.Mas O Processo entra no rol daqueles que já tentei várias vezes, onde também me esperam Os Irmãos Karamazov e Sagarana. Todos literatura básica, mas que o cidadão aqui não conseguiu compartilhar com a humanidade.E a vontade de ir adiante no Processo já dura quase um ano. Seria uma oportunidade para também até o fim em Crime e Castigo, que segundo Modesto Carone, seria uma das matrizes da obra de Kafka. Quem sabe um dia chego lá…Sem culpa. 

 

E este blog já virou uma sociedade (sem autorização prévia) com o Olho da rua  Mas este Vivas  não fotografa…

 

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De volta

08/02/2008

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Depois de um mês e um dia, incentivado por um ultimato ao vivo de Madame K , volto a este coco para… ler.  E constato que todos os meus vizinhos colocados aí do lado direito, na minha rota de navegação,  continuam vivos e bem.

E que o blog tem uma frequência de seres estranhos, com buscas mais estranhas ainda.

Não resisto e faço como Galinho, ilustro este tempo de cinzas com uma bela foto de Vivas, ainda na folia.

E um mês e um dia depois continuo a serviço da rotativa por mais um mês, nesta minha experiência de foca quase cinquentenária, nesta profissão que exige a memória que não tenho, a rapidez que não tenho, a firmeza que muitas vezes me falta. Mas estou satisfeito e acho até que findo este mês vou sentir falta de ter voltado a ser foca.

Dia mundial do repórter fotográfico

04/09/2007


Quem me lembra a data, 2 de setembro, é o senhor fotógrafo Fernando Vivas, que vive no Olho da Rua. E sei que foto não se explica mas eu tomo a ousadia de sugerir aos mais desatentos que olhem esta imagem para além da graça da menina ter invertido a posição da câmera. Viajo na maionese e sugiro que as mãos não são da menina e sim do fotógrafo, que chega tão perto, que vai tão fundo naquilo que faz, que atinge a proximidade limite do objeto fotografado, como se o olho da menina, colado na objetiva da máquina, fosse o ponto inicial de onde partem aqueles que sabem fotografar. Parabéns Vivas.E os parabéns vão também para o poeta tirado a fotógrafo Nilson Blag Pedro, que manda de Buenos Aires este poema gráfico. O sem o que fazer aqui também falou muito sobre esta foto. Mas para ler você tem que ir lá na caixa de comentários do Blag.