Arquivo da tag: homofobia

Boas novas

site portuga

Sim, existe um site português dedicado exclusivamente a boas notícias:
Jovens devolvem 60 mil euros achados em comboio
Homem dá emprego a ladrão que lhe entrou em casa
Usar redes sociais no trabalho aumenta produtividade

Queria me mudar de Salvador e morar nestes últimos três dias neste site portuga. Porque por aqui as notícias são pancadas e nestes últimos três dias a pancada foi maior. Costumo me esquivar de tragédias, elas alteram meu humor, atrapalham meu trabalho, me consomem energia. E desde sexta só vejo más notícias embora o céu tenha sido sempre azul. Domingo, por exemplo, fomos à praia no final da tarde e Ipitanga parecia o paraíso. Mas desde sexta, abro os jornais e leio dor, dor de mãe, dor de pai, dor de famílias. Pra completar,  o resto do mundo também não ajuda. Contra minha vontade abro o vídeo e lá vejo corredores chegando numa linha de chegada, felizes, perto de cumprir o desafio e de repente uma bomba. Salvador e o mundo carecem de boas notícias. Vou para Portugal, pá.  

Anúncios

Campo Grande

547916_4691719087701_868226049_n

Mocinha veio do interior trabalhar em “casa de família” no Campo Grande e a “moça de família” da casa um dia perguntou o que ela fazia tanto e até tão tarde na praça, todo santo dia, em companhia das colegas e dos porteiros de edifício.

A moça de pronto enumerou as atividades sem alterar em nada a naturalidade da voz ao descrever as ações:

– Ah, nóis conversa, nóis namora, nóis dança, nóis fode, nóis chupa picolé…

Pois é, lembrei desta história contada por Nílson e desta matériahttps://licuri.wordpress.com/2013/04/15/campo-grande/ feita por mim em março de 1988 sobre o Campo Grande ao questionar uns amigos. Eles discordavam do caráter homofóbico, defendido por mim, do crime que tirou a vida do estudante Itamar Ferreira. Sempre se namorou e fez tudo o que a moça descreveu acima, quase abertamente, no Campo Grande e escadarias adjacentes. Desconheço alguma morte relacionada a esta orgia cotidiana na praça até então. E então?

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4691719087701&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Campo Grande

Mocinha veio do interior trabalhar em “casa de família” no Campo Grande e a “moça de família” da casa um dia perguntou o que ela fazia tanto e até tão tarde na praça, todo santo dia, em companhia das colegas e dos porteiros de edifício.

A moça de pronto enumerou as atividades sem alterar em nada a naturalidade da voz ao descrever as ações:

– Ah, nóis conversa, nóis namora, nóis dança, nóis fode, nóis chupa picolé…

Pois é, lembrei desta história contada por Nílson e desta matéria feita por mim em março de 1988 sobre o Campo Grande ao questionar uns amigos. Eles discordavam do caráter homofóbico, defendido por mim,  do crime que tirou a vida do estudante Itamar Ferreira. Sempre se namorou e fez tudo o que a moça descreveu acima, quase abertamente, no Campo Grande e escadarias adjacentes. Desconheço alguma morte relacionada a esta orgia cotidiana na praça até então. E então?