Posts Tagged ‘infância’

Porra é essa minha Bahia?

31/07/2014

Incutido com o caderno especial do Jornal do Commercio  A história de mim, concebido pela jornalista Fabiana Moraes, futuco mais sobre Pernambuco. E fica  claro. Nossos vizinhos estão mandando muito bem e bem melhor não só em  jornalismo como em cinema, em tecnologia da informação, na economia e na posição na tabela do Brasileirão para ficar nas coisas mais evidentes. Dizem as boas línguas, esta canção foi inspirada por um par de chifres aplicado em Petrolina, observado desde Juazeiro.

Música

27/05/2014

Playlist

00:00 – 01:00 – Infância
01:01 – 01:31 – No meio do caminho
01:32 – 02:46 – Confidência do Itabirano
02:47 – 03:17 – Quadrilha
03:18 – 04:45 – Os ombros suportam o mundo
04:46 – 05:46 – Mãos dadas
05:47 – 08:28 – Mundo grande

08:29 – 10:18 – José

10:19 – 14:10 – Viagem na família
14:11 – 17:32 – Procura da poesia
17:33 – 24:54 –  O mito
24:55 -27:35 –   O lutador
27:36 – 28:04 –  Memória
28:05 – 31:15 –  Morte do leiteiro
31:16 – 32:13 –  Confissão
32:14 – 33:27 –  Consolo na praia
33:28 – 34:18 – Oficina irritada
34:19 – 35:04 – Fazenda
35:05 – 41:19  Caso do vestido
41:20 –  Estrambote melancólico

 

http://drummond.memoriaviva.com.br/alguma-poesia/

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http://letras.mus.br/carlos-drummond-de-andrade

 

Um rei e seu cavalo de pau

17/09/2013

Maria admira minha habilidade no teclado. Pediu então para eu digitar seu dever de casa, já escrito no caderno escolar. Tinha que inventar uma história a partir de um texto dado.
Começou então a ditar e ao falar a palavra cowboy, parou.
– Deixa eu ver se você escreveu certo?
E continuou ao se certificar. Sua admiração não se estende à minha ortografia.

Texto digitado, bateu então em mim a imensa baba, melosa baba dos pais. No final elogiei o texto.
– Tomara que a professora ache também. Tem que tá muito coerente para ela botar um ok.

Como pai babão, achei coerente, criativo, lindo, maravilhoso. E como pai babão não se contenta só em babar mas babar também a tela do computador seu e dos outros, eis o texto. Tá coerente?

Um rei e seu cavalo de pau

Era uma vez um menino muito criativo. Ele vivia num mundo só dele. Esse mundo era muito maluco, engraçado, divertido, e, principalmente, as pessoas só usavam cavalo de pau por todo lugar. Ah, e essas pessoas não eram comuns não. Eram guerreiros, cowboys, príncipes e reis. Esse povo era muito corajoso, fiel e muito comportado.
O menino parecia um louco quando transformava nosso mundo nesse mundo. Mas isso não era tão bom assim. Porque levava muito mico na escola e com isso, os pais dele ficavam cada dia mais preocupados pois não entendiam nada do que ele falava, ele não ligava nem um pouco para isso.
Todo santo dia, o menino só brincava com o cavalo de pau, e ia para a escola montado no cavalo.
O menino havia ganhando o cavalo logo quando nasceu, era uma dupla inseparável, ia para todo o lugar com o cavalo de pau. Por ter essa mania, o garoto só tinha dois amigos. Um era o seu cavalo de pau e o outro era o Rubinho, um menino que era igual a Luís. Ah, você deve se perguntar quem é Luís, né? Pois ele é o garoto de quem tanto falava.
Voltando a Rubinho, ele tinha um objeto parceiro dele, era sua mochila de aventuras. Ele acompanhava Luís todos os dias que ia à escola, ele ia a pé porque cada vez que fazia algo com a mochila, era mais uma aventura, isso é se for divertido o dia que ele teve indo a escola.
Luís se considerava um irmão de Rubinho, e o rei de seu mundo maluco.

Fim

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Irmãos

29/07/2013

Em homenagem ao papa Chico, 1ª comunhão dos manos Dine Ricardo e Monica Gedione .
Da minha 1ª comunhão acho que só restou esta gravata herdada pelo irmão mais novo.

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Carpe diem

26/04/2013

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Outro dia o céu é azul e mais três árvores compõem o cenário. Hoje o mesmo lugar mostra o giro do tempo.

Outro dia, neste coco pequeno Maria Sampaio e Márcia Rodrigues comentam.

Hoje nem céu azul, nem árvores, nem Maria e nem Márcia.

hoje1

Gosto também deste céu com nuvens, deste vento, deste falso frio, destes dias.

Ao descer até a areia da praia hoje cedo, atraído pela mudança, pelo sumiço das árvores,  encontro um velho conhecido, um combatente com arma em punho até hoje, mas já  sem os pés.

Outro dia em Jequié, ao passear minha infância na casa da madrinha e tia Alzira, Tio João, Auta, Fazinho, Stelinha e Ivanesa compro na venda da rua um destes combatentes acompanhados de doce para compor meu pequeno exército. Brinco muito com eles.

Naquela casa em Jequié está Fazinho e Auta. Hoje não estão mais aqui.

DSC06037

Recolho o soldado de plástico sem pés e trago pra casa, dou de presente a André, conto a ele o significado  deste soldado pra mim nas minhas batalhas  de criança.

soldado

Presente e passado até hoje me confundem. Melhor Carpe diem.

 

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Se tiver que escolher entre Tihany e Soleil, Abrakadabra

31/03/2012

O ideal é ir aos dois. Mas se tiver que escolher, fique com o Tihany. Quem sugere sou eu aos 5 e 51 anos e Maria aos 7, que ontem, olhos no picadeiro,  decidiu se casar com um acrobata quando tiver “uns 29 anos”.  Precisa falar mais sobre o fascínio da menina? Do meu, quem lê este coco pequeno já tá de lona cheia de saber. E ontem estas três crianças tomaram um banho de felicidade vermelha e quente, o tom  predominante do Tihany.

Vivemos dias de circo em Salvador. Portugal  (o avião passa agora nos céus anunciando o espetáculo de hoje), Tihany e em breve Soleil, num crescendo do menor para o maior. Não vi ainda o Portugal, do Soleil vi Quidan, em 2009. Mas se o Soleil é o melhor do mundo, por que escolher o Tihany?

Talvez porque o Soleil seja perfeito. Tudo cronometrado ao milésimo, sem erro, sem excesso, com a precisão da medalha olímpica, da nota 10 de ginasta eslavo. Tão perfeito que chega a ser adulto.

O Tihany tem o grau de dificuldade dos números no mesmo patamar do Soleil e de quebra tem o  excesso de luz, de cor, de som, de breguice e a modernidade necessária,  como um palhaço (foto) que conduz o espetáculo Abrakadabra de forma brilhante, fazendo da troca de cenários um show a parte e esperado. O Tihany é mais Circo.

A ida ao circo ontem foi também meio mágica. De repente, dois convites para a estreia surgiram na minha caixa de diálogo mensagem do facebook, quase 7 da noite. Era a chance de ir de renca, as inteiras estavam garantidas. Soraya não pode porque estava trabalhando, Luísa preferiu manter o programa com as amigas, André simplesmente não quis. Todos eles perderam. Não perca você.

 

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Trapiá

21/02/2012

Hoje eu quero visitar meu pai, disse seu Rubem.

Ontem à noite ele lembrou do pai, lembrou da infância no Trapiá. O filtro do tempo se encarregou de decantar possíveis sofrimentos, possíveis tropeços. E e o pai, a mãe, a infância ressurgiram felizes.

E fomos hoje, com a filha Conceição, em direção à felicidade do passado  mais que perfeito, a cada dia mais perfeito.

Tivemos sorte de peregrinos. De Iaçu a João Amaro foi fácil,  pela margem esquerda do rio, menos usada e mais habitada, por uma estrada vicinal. Um vaqueiro  indicou o caminho certo em duas bifurcações e o motorista de um caminhão carregado de lenha (foram três na curta viagem e isto é outro assunto,  o resto de caatinga  queimando nos fornos de cerâmica) resolveu a dúvida em outra encruzilhada.

Na estrada a memória voltava forte como na noite de ontem, e de outros dias recentes, quando lembrou do jogo de bola de meia, da brincadeira no quintal, no dia em que presenteou o pai com um rádio de ondas curtas e do espanto do velho  ao escutar o locutor solenemente anunciar: –  Aqui fala a BBC de Londres, em transmissão para o Brasil.

– É verdade, disse João Reis,  onde o homem chegou. Um fala na Inglaterra e a gente escuta aqui!

Uma placa do progama luz para todos nos informa que estamos no município de Boa Vista do Tupim. Sempre ouvi  seu Rubem dizer que nasceu em João Amaro. A memória não respeita as novas divisões geográficas.

No caminho, lembranças do mix total de minha renca, com ancestralidade Africana, Européia e Árabe há apenas quatro gerações. E de novo a sorte de peregrino nos colocou diante de um jovem que informou não mais existir a casa da fazenda e nos  indicou três porteiras adiante. Na primeira encontramos Jurandir, filho do vaqueiro do Trapiá. Desmontou e se juntou a nós como guia.

Graças a Jurandir chegamos ao lugar exato da casa, onde em 9 de abril de 1921 nasceu o filho único de João dos Reis Almeida e Maria dos Santos Almeida, onde “sentiam-se felizes; densa caatinga, grande fauna, muita paz e muito amor”, como escreveu seu Rubem no dia dos 90 anos, no ano passado, numa caligrafia segura, sem erros e correções, de um sujeito que teve educação formal apenas até a quarta série primária.

Seu Rubem reconheceu os pés de amargoso, o poço hoje seco, que abrigava peixes e sanguessugas, as pedras dos morros onde caçava tatu, cotia, mocós e outros bichos. Não saiu do carro. Ficou observando, em silêncio.

Passei pela cerca, fui no ponto exato da antiga casa,  de frente para um pé de amargoso ainda em pé e dois no chão, como esqueletos do tempo. Vivo ainda estava também  o pé de umbu da sua época. A mangueira ao lado de um dos poços da casa é também esqueleto. O poço maior, também seco, reviveu a memória de Conceição,  que sente o  sabor de uma paçoca feita com as piabas pescadas com um cesto na lagoa.

Seu Rubem ficou silencioso a maior parte do tempo. Repetia agradecido, na volta,  a oportuidade de realizar um sonho, de retornar  ao lugar onde foi feliz e não havia voltado em mais de 50 anos. Mas Conceição disse a Soraya que ele não desceu porque ficou triste. Talvez esperasse encontrar a casa, mesmo diferente. Mais uma vez se confirma o conselho antigo, de que não devemos  retornar ao lugar onde fomos felizes.

Enquanto fazia as fotos imaginava o menino correndo, o barulho das galinhas, ovelhas e outros bichos que fazem a trilha sonora de quem vive no mato, a fumaça subindo da chaminé, o som chiado do  rádio de ondas curtas.

Se pela minha cabeça passou um filme,  imagine na do seu Rubem.

Em dez folhas de caderno, seu Rubem agradeceu um a um filhos e netos pelo aniversário de 90 anos, em abril do ano passado.

Em frente da antiga casa, o pé de amargoso remanescente dos três.

O umbuzeiro da porta da casa.

A mangueira do poço do fundo

Um dos pés de amargoso da porta da casa

A lagoa,o poço principal, que fornecia água para a casa. Hoje seco.

 

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Teoria sobre extinção dos dinossauros ajuda orçamento doméstico

23/09/2010

Até então nunca havia sido contemplado em  rifa, sorteio, loteria, bicho, nada. Muito menos concurso de redação de frases, embora não me lembre de ter participado de algum.

O mais perto disso foi um jogo de panelas de alumínio com um terceiro  lugar num programa de autitório quando eu tinha 12 anos, em Castro Alves. Respondi sobre “A origem do homem”  e exibi fortes  conhecimentos sobre pré-história para um auditório de cinema lotado num domingo de manhã.
Mas a verdade dos bastidores deste quiz show no Recôncavo no início dos anos 70 é finalmente revelada agora:  as respostas sobre  o homem de Neanderthal, Pitecanthopus Erectus, ou homem de Java e outras nomes decorados de última hora estavam contidos em alguns capítulos  de um volume de enciclopédia de capa vermelha,  emprestado  por um professor de Ciências do Polivalente, cúmplice dos organizadores.

Mas desta vez a vitória foi  100% limpa e veio também via pré-história.

Minha frase com a resposta à pergunta do filho de Mariana sobre a extinção dos dinossauros  ficou entre as cinco melhores do no concurso Mundo Jurássico, promovido pelo blog Pequenópolis. E fui sorteado também via twitter. Ganhei quatro convites e fiz  uma bela economia porque  programa pago com a renca custa, de saída, duas inteiras e três meias.

Veja como foi  aqui.

Mãe e Filha

04/06/2010

Num movimento inverso, a filha dará à luz a mãe. Janaína está prenhe de felicidade, com os temores do parto. Mas vai dar tudo certo. Já viu o rebendo, tá satisfeita.

Pelo que já li da filha sobre a mãe, não vai ser um livro qualquer. Pelo que já vi das fotos de filha e mãe, vai ser um livro bom de se ler e de se ver também.

Janaína foi uma das pessoas a mim presenteadas por  Maria. Soraya já conhecia seus livros de História, eu sempre aqui admirando seus textos. E os textos de Janaína sobre a sua mãe são são de tirar  fôlego.

Escrevi este post que se segue há um ano. De lá pra cá ela escreveu mais um texto, que acrescento no final.

Janaína Amado 11/06/2009
São dois meses entre a publicação dos dois textos. Entre uma história e outra, mais de dez anos. Pra mim, eles são um só, o começo [Madrugada na fazenda. Eu, no berço] e o final [no primeiro degrau da escada, encostada na parede, de repente eu a vi], de um filme, de um conto, enfim, de uma história bem contada. História do encontro de dois choros, numa resposta tardia, mas realizada.  As tags são quase um roteiro, um resumo da matéria-prima de todas as nossas pequenas e imensas tragédias pessoais: bebê, ciúme, impotência, infância, mãe, raiva, solidão amor, chorar, colégio, escola, estudar, exame de admissão.
Para quem ainda não leu, eis esta bela história, um post bem bacana,  contado em dois tempos
A primeira lembrança dela
Como soube que ela me amava


E o terceiro post, publicado em 6 de agosto de 2009.
A Menina e a mãe

Veja o site do projeto aqui
e abaixo o convite para o lançamento:


Sem palavras

12/12/2008

Fiquei sem palavras lá no Notícias do Interior, deixei um abraço. E hoje acordei pensando no assunto. No assunto de infância, de irmão, de perdas, de blog.
Gosto de escrever neste blog. Gosto mais ainda de ler blogs. E de incutir com alguns deles durante um tempo. No momento estou incutido com o blog de Bernardo. É um incutimento narcísico. Não domino integralmente o significado desta expressão mas o que quero dizer é que me vejo no blog de Bernardo. É como se ele dissesse o que eu gostaria de dizer. É como ele vivesse o que eu gostaria de viver. Neste sentido, o blog é literatura, numa definição limitada e ao mesmo tempo ilimitada do que a literatura é para mim. Sou moderno, sou antigo, sou completamente ignorante, sou sábio, sou tudo ao ler um blog ou a escrever num blog. Eu me emociono ao escrever e ao ler. Enfim, eu vivo, eu vejo e me vejo.
Umas pessoas gostam muito de cinema. Outras de música. Outras de literatura. Eu descobri que gosto, gosto muito, de blogs. Que não é cinema, nem música, nem literatura, nem fotografia, nem pintura e ao mesmo tempo é tudo isso. Blog é gente.
Queria ainda falar sobre a tristeza das perdas, sobre amor de irmão, sobre a alegria e o encantamento da infância. Continuo só com as palavras na cabeça. Mas o que eu ia dizer está de alguma maneira escrito lá, no post Eduardo.

 

 

 

P.S – Iria dar férias ao Licuri. O vídeo seria o último do ano e o cartão de boas festas deste coco pequeno. Continua sendo. Ou não.

Tia Dete

11/05/2008

 

 

 

 

Peço licença à minha mãe e à mãe dos meus filhos para hoje falar de Tia Dete. Largamos Luísa ontem  na aula de circo e ao perambular pela Orla em busca de figurinhas de Ben 10 para André e das princesas para Maria, bateu uma vontade  forte de ver Tia Dete.

E eu pude fazer isso. Dei meia volta e fui em direção a Placa Ford, sem telefonar antes, com a intimidade dos meus cinco ou seis anos, quando ia à casa dela de Conquista para Rubim, depois de passar por muitos mata-burros a bordo do Jipão de tio Descartes.

Marejei ao chamar André, que tem a idade que eu tinha na época,  para apresentá-lo a Tia Dete deitada na cama, aos 88 anos com os joelhos destroçados pela artrose, acolhida pelo filho, nora, neta e bisneto. Aguarda com esperança uma cirurgia para voltar andando novamente para seu cantinho em Minas.

A voz rouca e o sotaque mineiro são os mesmos (dezzz, trezzzz, uai, mooooço). Antes de sairmos, chamou André, e, já na cadeira de rodas, tirou não sei de onde cinco reais e ofereceu, lembrando que era pra dividir com Maria.

Guarda o velho hábito mineiro de presentear as visitas. Quando meus pais e meus irmãos foram me buscar depois de uma das férias, os anfitriões ofereceram a cada uma das crianças um bezerro, tradição daquelas bandas. Lembro que anos depois estes presentinhos (que se transformaram em algumas cabeças) nos foram confiscados e quebraram o maior galho num momento crítico do combalido orçamento lá de casa.

Tiaa Dete tem o olhar triste. Teme o fim e assume sem o menor rodeio.

 “Dizem que tem vida depois da morte. Mas eu nunca vi nenhum voltar de lá”, diz com um sorriso maroto.

Concordo tia.

Parabéns  pelo aniversário desta semana, pelo seu dia de mãe de hoje. E obrigado por tudo.

 

Atualizado em 14 de julho: Tia Dete já não está mais entre nós. Fui ontem com minha mãe na casa de Inamar fazer uma visita surpresa a ela só então soubemos que todos estavam em Minas, desde o seu falecimento, em 28 de junho. Saudades, tia.

1965/1966 – Pai no espelho

27/03/2007

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá
Maringá, Maringá
Para havê felicidade.
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um cabloco assosegá.

Minha memória mais antiga é de uns quatro ou cinco anos. E vem do hotel Maringá, na quase esquina da travessa santa Rita, esquina com a Praça da Bandeira, prosseguimento da Rua Laudicéia Gusmão, em Vitória da Conquista.
Meu pai no espelho, com mais ou menos a idade que eu tenho hoje, faz a barba. E canta… Maringá, Maringá… E eu com a idade de meu André hoje, subo numa mesa ao lado, me coloco entre ele e o espelho e mostro as marcas de cinto nas costas. Havia apanhado da minha mãe, içado pelas pernas no banheiro e apanhado muito. Conto a surra e os motivos adiante.
Nasci em 9 de março de 1961, no hospital São Vicente. Pra continuar estas memórias preciso apresentar os outros personagens. Começo por pai e mãe, no Licuri em Família…