Posts Tagged ‘Manifestações’

Outros quereres

11/09/2013

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Bela frase. Em outros contextos, pode mudar a vida para melhor.

Por que parou de fazer tudo para ler a coluna de Mãe Stella de hoje sobre o mito africano do Baobá?

Porque eu quis.

Por que resolveu parar de reclamar do mundo e dos outros e focar nas ações que de fato transformam?

Porque eu quis e preciso.

Por que tomou a decisão de em janeiro ir a Barra de Serinhahém, nem que seja por um dia, comer uma moqueca de banana com camarão no restaurante de dona Lourdes?

Porque eu quis e a minha renca também quer.

Continua.

Foto: NINJA http://migre.me/g2nuH

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200499026574936&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1&theater

Falta da máquina

07/09/2013

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Vejo salto com mais de vinte e short com com menos de vinte centímetros. Soraya me vê com mais de 20 olhos. Mas, juro, estou mais interessado no destino daqueles saltos em direção a um dos mais de 30 ônibus estacionados na orla nesta manhã.

Vão para a Vaquejada de Serrinha, ao preço de R$188 a passagem light e R$280 a Premium, com direito a cerveja. Lamento ter esquecido a máquina.

Mais na frente, no Jardim de Alah, um sujeito no ponto segura cartolina com os braços erguidos, de frente para os coletivos. Será o início das manifestações?
“Jesus é a esperança”, está escrito.

Deus é mais.

Mais na frente, o lixo toma conta da areia na praia marrom chamada de Costa Azul. Sinto mais uma vez a falta da máquina.

Foto do dia em que levei a máquina num dia seguinte à chuva: Aqui. 

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Dúvida

23/06/2013

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As manifestações, se não derem em nada, ao menos ajudam a elastecer o vocabulário da rapaziada. Diante de um cartaz exibido por um rapaz a bordo de um minitrio na manifestação de Feira de Santana, a menina pergunta:
– Meu cu é laico? Como assim, não é Lycra não?

Foi assim mesmo Ana Paula? O que você respondeu a ela?

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Foto: http://bit.ly/12X1I8U

 

 

Vou e volto. Faustino eu?

22/06/2013

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Vou e volto. E no meio das manifestações encaro o meu e o seu maniqueísmo. Entre a luz e a as trevas destes dias procuro um lugar.
E vou e volto.
E vou e volto, com o dedo indicador a girar o botão do mouse. Na tela rolam argumentos pra todo gosto.

No engarrafamento da BR 324, sou minoria. Mulher e filha defendem ir às ruas de Salvador neste dia de Brasil x Itália. Eu ficaria em casa. Estou com as orelhas em pé. E enquanto elas não baixarem, empaco, não volto às ruas. Coxinha eu? Faustino eu?

A estrada resolveu o dilema a meu favor. Somos do interior.

Ninguém imaginaria um São João e uma Copa das Confederações neste clima. Imagina na Copa do Mundo. Vem aí o 2 de Julho, o 7 de setembro, com um agosto inteiro no meio. Ninguém tem a menor ideia no que isso vai dar. Mas à medida em que a temperatura aumenta é preciso ter discernimento, calma e habilidade para mudar para melhor. Todos estão jogando o jogo. Uns jogam limpo, outros jogam sujo, é preciso ficar atento. 

Nas ruas da capital acompanhamos de perto um conflito de recolhimento de uma bandeira do PSTU. No rescaldo conversamos com dois jovens da turma do sem partido. Nem de longe pareciam boys malhados ou classe média neófita nas ruas.  Incomodava a  bandeira do outro ali do lado porque  os vestia também.  Passaria a mensagem, o atestado simbólico  de que aquele movimento pertencia ao partido e afastaria outras pessoas. Naquele momento concordei. Coxinha, eu? 

Na concentração do Campo Grande vi uma faixa de gráfica, levada por um grupo com camisetas de gráfica. Destoavam do improviso da maioria. Os grupos organizados se “infiltram” e sabem o que estão fazendo. A coisa de  está se tornando profissional. Coxinhas eles?

Vi também o fogo ao lado de um poste de iluminação. Eu me incomodo com a depredação. A vontade era apagar, aquilo ali vai custar caro consertar, a conta é nossa.  Coxinha eu?

E para encerrar, desço do muro para afirmar que sob sob esta temperatura e pressão minha palavra de ordem até as eleições é: Fica Dilma. Coxi…

Gosto muito de coxinhas

Até a semana passada coxinha pra mim era apenas sinônimo de coisinhas  gostosas.  A gíria paulistana aterrissou nas caixas de comentários da internet. Tem até página no facebook, de onde foi copiada a imagem deste postNuma tradução aproximada para o baianês, seria Faustino, o personagem de Miguel Cordeiro, habitante dos muros da cidade.  

 

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4991313257368&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

 

 

Goku precisa de nós

21/06/2013

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Pedi ajuda aos universitários para entender o apelo Goku, escrito num dos cartazes erguidos na caminhada do Campo Grande em direção à Fonte Nova. Depois da explicação entendi mais ou menos, era algo do bem.

A pergunta fica no ar, na discussão na madrugada aqui em casa. Quem é do bem, quem é do mal  em todo este movimento?
Só tenho duas pequenas certezas. Não tem santo nesta história e  nem ninguém parado enquanto as ruas se movimentam.  E que é preciso ir as ruas para tentar sentir o que está acontecendo. Sentir um pouco na pele e nas mucosas não ajuda a entender mas torna a gente um pouco sujeito e menos espectador.

Fomos em três, eu, Soraya e  Luísa. No Campo Grande encontramos Paulo e a filha Paulinha e os colegas da escola de Luísa. Enquanto descíamos o Politeama em direção ao dique,  Guilherme, o namorado de Luísa, e sua irmã Carolina,  estavam no front, diante das bombas e tropa de choque. Na ladeira  encontramos Nilson e o filho Caio.  O grupo maior se se dispersou no final da ladeira próximo ao estacionamento dos Barris, de onde muitos já retornavam,  escorraçados pela barreira da  choque.

Ficamos ali, no meio do caminho, vendo de longe subir colunas de fumaça e o estouro das bombas. Um sujeito derruba uma placa e é vaiado. Um outro acelera um carro  para abrir caminho e é vaiado. Na nossa frente começa uma discussão, um grupo obriga um militante do PSTU a recolher sua bandeira. Ele protesta, tenta reagir, mas acaba vencido e humilhado pelo coro que começa com PSTU e termina em  rima.

Um  grupo de mascarados em cima de uma camionete passa em direção aos Barris gritando – Para a prefeitura, para a prefeitura. Mas é seguido por quase ninguém.

A correria no no contrafluxo aumenta, o mal-estar produzido pela fumaça e gás trazido pelo vento nos obriga a bater em retirada também. Na subida, boatos de que a polícia havia fechado as saídas. No politeama,   fogueiras de lixo e em pequenas barricadas  davam a impressão de batalha recente. 

No Forte de São Pedro o cenário é de madrugada de Carnaval, com gente andando de um lado pro outro, vendedores de cerveja, sujeira por todo o lado. O barulho das bombas de efeito moral na esquina da casa D’Itália faz lembrar a palavra de ordem: Não é Carnaval, é Salvador caindo na real.

Espalhado pela calçada e colados nas paredes do Forte, centenas de cartazes deixados pelos manifestantes, numa espécie de mural de ex-votos formado por palavras de ordem e  pedidos de mudança.

No campo Grande encontramos Guilherme e Carolina, assustados mas já refeitos. O barulho das bombas vem agora do Hotel da Bahia. No caminho para casa, tudo aparentemente normal.  Cansado, dormi e só acordei de madrugada. Soraya dava notícia do que ia nas redes, dos boatos de manipulação, do que andam tramando pelas alcovas e me faz lembrar a música O que Será, de Chico.
O que será?

O que aconteceu la na frente>

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4987039910537&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Eu vou

19/06/2013

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Não existem mais passantes destes caminhos. Mais outro tanto de tempo não existirão passantes da tarde de hoje. A vida passa. Eu vou.

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Foto: http://urbanizacaoemsalvadorseculoxix.wordpress.com/2010/12/17/processo-de-urbanizacao-em-salvador-no-seculo-xix/

Orgulho e medo

17/06/2013

Filha combina com colegas para ir à manifestação desta segunda a tarde, no Iguatemi.
Não tem como não sentir orgulho. Não tem como não sentir medo.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/4967828950275

 

 

Vento sul

14/06/2013

Sopra um forte vento sul. De lá vêm gritos, balas de borracha e fumaça. Aqui reina uma paz de engarrafamento. Tudo devagar, quase andando.