Posts Tagged ‘Márcia Rodrigues’

Outubro

06/10/2010

Nilson Galvão

Outubro se fez de sol
e de chuva, de flores,
de lágrimas, e se fez
distante, densa memória,
memória frágil. Outubro
se liquefez, e então escorreu
no relevo dos dias, das horas
e do tempo fora do tempo,
onde tudo havia: cenas de relance,
narrativas inteiras e décadas
inteiras com suas curiosas
imprecisões. Outubro foi
guardado no bolso, como um
pacote de maravilha letal, insondável,
condensada. Vestimos outubro,
calçamos outubro e nos preparamos
para depois, e depois e depois
de nós mesmos.

(Escrito en outubro de 2008,  publicado também no livro Caixa Preta. Diz tudo.)

2 anos hoje

06/10/2010

A família de Marcinha convida para missa hoje às 18 horas, , na Igreja da Ressureição, em Ondina.

Marcinha e o chorão

01/02/2010

Lembramos muito de Marcinha, eu e Soraya, neste fim de semana. Conhecemos pessoas muito bacanas, que acolheram a renca toda de uma maneira muito especial. A toda hora nos vinha a frase: se Marcinha estivesse aqui…

Hoje de manhã novamente Marcinha me veio na memória. Mas desta vez ela não me perdoaria.

Desabei no choro ao telefone com um amigo irmão, diante da minhas dificuldades com prazos. Mais uma vez elas me custaram caro, princiopalmente pela impossibilidade de crescer, de ficar melhor.

Mais uma vez joguei pela janela uma oportunidade profissional que passou a galope porque eu estava ocupado com o que já deveria ter terminado. Foi daqueles choros que nunca mais tinha chorado, quando a gente começa falar e a voz some no engasgo, tranformada num grunhido fino.

Tive vergonha. Mas depois passou, talvez porque no choro havia uma ponta saudável de raiva. Não, não estava com pena de mim, estava com raiva.

Rídiculo, diria Marcinha. Ela não suportava homem chorão. Não suportava mesmo. Pois é Marcinha. Chorei, não procuro aqui esconder. Mas ainda bem que meu choro tinha esta raiva.

Atenção: estou bem. Retorno hoje das férias ao trabalho de barnabé. Animado.

outubro se liquefez

01/10/2009

Márcia

 

 

 

 

 

 

 

Outubro  (Nilson Pedro)

Outubro se fez de sol
e de chuva, de flores,
de lágrimas, e se fez
distante, densa memória,
memória frágil. Outubro
se liquefez, e então escorreu
no relevo dos dias, das horas
e do tempo fora do tempo,
onde tudo havia: cenas de relance,
narrativas inteiras e décadas
inteiras com suas curiosas
imprecisões. Outubro foi
guardado no bolso, como um
pacote de maravilha letal, insondável,
condensada. Vestimos outubro,
calçamos outubro e nos preparamos
para depois, e depois e depois
de nós mesmos.

 (Essa vai para todos os amigos que guardaram outubro no bolso, que o levam pra lá e pra cá e, volta e meia, o apanham com mãos ainda incrédulas).

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Poema de Nilson feito em outubro passado, quando Marcinha nos liquefez a todos.
Dois encontros estão programados para  a próxima terça, dia 06, na forma de missa: às 17 horas, na Igreja do Bomfim, e às 19 horas, na igreja Santa Tereza Terezinha, no Chame-Chame, ao lado do Vitória Center. Foto retirada do convite enviado aos amigos por Cléo Silva.

Márcia Rodrigues

18/06/2009

Como estou carente, o post bacana de Marcinha é um presente de aniversário enviado pra mim em março de 2007.Como sempre fazia, Marcinha mandava bem numa ficha do aniversariante falando não só das qualidades, como também dos defeitos sempre perdoados dos amigos.

Marcinha nos faz muita, muita falta.

Graças ao atraso tecnológico do UOL, eu não posso fazer o link direto para o texto. Você ganha então todos os posts do mês de março. O meu presente foi postado no dia  9. Os 11 comentários também elevam a baixa autoestima. Confira aqui.

Mas vale mesmo é  uma visita aos seus últimos posts, especialmente os dedicados a Sandrinho e a Paul Newman. Aqui.

E veja só. O  sitemeter do Sarapatel acusa média  de 72 visitas diárias. Viva Marcinha.

Márcia

15/02/2009

Difícil esquecer Marcinha.  Estávamos eu e Soraya ontem lembrando disso. Difícil esquecer uma pessoa tão presente em nossas vidas. Tão presente na vida de muita gente. Lembro de Marcinha sempre, lembrei dela na sexta quando uma pessoa se queixava dos maltratos da chefe, que só enxergava o trabalho. Marcinha enxergava o trabalho e as pessoas.

Impressionava a intimidade com que conversava com o ascensorista da Agecom e com o governador. Via a pessoa por trás da farda de ascensorista, via a pessoa por trás do séquito de puxa-sacos do  governador. E isso pra quem é olhado faz uma diferença absurda, por isso era tão querida.

Era nato em Marcinha este poder de olhar e enxergar as pessoas.

Marcinha adorava ter (e passar) informação, de preferência em primeira mão.  Levei uma geladeira dela  apenas porque insinuei certa vez, numa bricadeira, que ela estava desinformada.

Adorava  ter poder. E usava este poder, adquirido com sorriso, jogo de cintura e raciocínio rápido, em favor de quem precisava. Era absurdamente humana, no sentido mais amplo possível desta definição.

Releio agora e me emociono com dois textos. Um meu, feito para ela ,  publicado no Blog Sarapatel no  dia 16/08/07 ,  e outro feito por ela para  mim no dia do meu aniversário (09/03/07). Constato mais uma vez que  perdi uma pessoa muito,  muito especial.  

Hoje ela receberia meu  abraço de parabéns pelos 38 anos. Certamente estaria cercada de amigos. Como sempre esteve, até o fim.

 

P.S – Marcinha resolveu nascer no dia do aniversário de minha Maria, assim como eu também resolvi nascer no dia  do aniversário de Caio de Nilson. São formas que encontramos para ficar mais próximos dos amigos.

Paz

10/10/2008

Encontro marcado, neste domingo, às 9 horas, na Igreja do Bomfim.