Posts Tagged ‘Maria’

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15/02/2015

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Fim de linha para as renas

26/11/2013

Luísa permaneceu na crença por um período maior por ter sido testemunha ocular da existência de Papai Noel. Flagrou o velhinho entrando no quarto com um saco vermelho cheio de presentes, num dia em que a família toda se reuniu para celebrar o Natal.
No ano passado, André entregou a suposta identidade do barbudo para Maria. Mas parece que a menina  ainda ficou com uma ponta de dúvida.
Pelo sim ou pelo não, a dúvida está com os dias contados:
– Quero ver agora agora se Papai Noel existe. Só vou falar o meu pedido para ele.

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Um rei e seu cavalo de pau

17/09/2013

Maria admira minha habilidade no teclado. Pediu então para eu digitar seu dever de casa, já escrito no caderno escolar. Tinha que inventar uma história a partir de um texto dado.
Começou então a ditar e ao falar a palavra cowboy, parou.
– Deixa eu ver se você escreveu certo?
E continuou ao se certificar. Sua admiração não se estende à minha ortografia.

Texto digitado, bateu então em mim a imensa baba, melosa baba dos pais. No final elogiei o texto.
– Tomara que a professora ache também. Tem que tá muito coerente para ela botar um ok.

Como pai babão, achei coerente, criativo, lindo, maravilhoso. E como pai babão não se contenta só em babar mas babar também a tela do computador seu e dos outros, eis o texto. Tá coerente?

Um rei e seu cavalo de pau

Era uma vez um menino muito criativo. Ele vivia num mundo só dele. Esse mundo era muito maluco, engraçado, divertido, e, principalmente, as pessoas só usavam cavalo de pau por todo lugar. Ah, e essas pessoas não eram comuns não. Eram guerreiros, cowboys, príncipes e reis. Esse povo era muito corajoso, fiel e muito comportado.
O menino parecia um louco quando transformava nosso mundo nesse mundo. Mas isso não era tão bom assim. Porque levava muito mico na escola e com isso, os pais dele ficavam cada dia mais preocupados pois não entendiam nada do que ele falava, ele não ligava nem um pouco para isso.
Todo santo dia, o menino só brincava com o cavalo de pau, e ia para a escola montado no cavalo.
O menino havia ganhando o cavalo logo quando nasceu, era uma dupla inseparável, ia para todo o lugar com o cavalo de pau. Por ter essa mania, o garoto só tinha dois amigos. Um era o seu cavalo de pau e o outro era o Rubinho, um menino que era igual a Luís. Ah, você deve se perguntar quem é Luís, né? Pois ele é o garoto de quem tanto falava.
Voltando a Rubinho, ele tinha um objeto parceiro dele, era sua mochila de aventuras. Ele acompanhava Luís todos os dias que ia à escola, ele ia a pé porque cada vez que fazia algo com a mochila, era mais uma aventura, isso é se for divertido o dia que ele teve indo a escola.
Luís se considerava um irmão de Rubinho, e o rei de seu mundo maluco.

Fim

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Presente

14/09/2013

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Nossa Luísa completa 18 no próximo dia 28. Nossa Maria tem 8.
Ao ver no mercado os lírios, resolveu bancar com a mesada o presente antecipado para a irmã.

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Maria, 8 anos

01/02/2013

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me faça sempre peregrino, Maria.

16/02/2012

Ontem Maria completou 7 anos de caçulice. No final da tarde, depois de um dia corrido e engarrafado, fomos todos para uma praça aqui perto e o acaso nos levou a terminar o dia numa pizzaria desconhecida por nós e na companhia de amigos encontrados casualmente na praça.

A menina  insistia em ir para uma pizzaria onde comemoramos outros aniversários, e que para ela era a melhor do mundo. Em fração de segundo,  convencida por um amigo de André,  mudou de opinião e o lugar mais bacana do mundo mudou de lugar.

Maria é assim. Intensa nas suas crenças, passa do choro e berros ao sorriso e fala mansa numa rapidez tão grande que sempre desconfio errado de fingimento.

Maria tem tudo para ser peregrina em vez de turista nesta vida. Tomara.

Esta história de peregrino e turista surgiu sábado,  quando comentei com Soraya sobre o meu encantamento com as pedras abauladas pelos pés das portas da básilica do Mosteiro de São Bento, sobre as marcas de joelhos no confessionário, sobre a atmosfera  daquele lugar de 430 anos.

Soraya então me elogiou de peregrino, porque eu havia transformado em viagem uma  ida à igreja como acompanhante da minha mãe, que na verdade queria ir para a Igreja de São Pedro, na Piedade, mas eu confundi os santos e fomos parar numa missa de formatura com direto a incenso e cantos dos monges beneditinos.

Soraya então explicou as diferenças entre peregrino e turista, como o desapego aos destinos carimbados e aos roteiros traçados torna o primeiro  uma criatura livre e o segundo um quase escravo. Mas, diante do meu espanto com a concordância do que ela dizia com o que sempre pensei, fez questão de lembrar que este papo é velho e que muitas pessoas já escreveram sobre isso. Talvez temesse que eu corresse praqui, para anunciar a minha descoberta da pólvora.

Mas voltando a Maria agora uma menina de 7 anos, no final de tarde ontem fomos todos peregrinos, Maria à frente, sem se importar em comemorar o aniversário na companha de amigos de Andŕe.

Resultado:  conhecemos um novo lugar que sempre esteve sob o nosso nariz, conversamos boas conversas voluntárias e casuais com os amigos, e o mais importante, Maria voltou feliz para casa.

Foto de Luísa, descolorida.

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Sem rodinha

20/02/2011

Maria, o quintal e a felicidade das duas meninas

15/11/2010

Eis a foto, Aeronauta. A felicidade das duas meninas é a mesma.

A ideia era Maria fazer o post, mas enquanto não chega esse dia, adianto aqui alguma coisa. Desde estes dias recentes de Iaçu, Maria vem repetindo uma frase desconcertante para nós adultos:

_ Hoje é o dia mais feliz da minha vida.

Fala com convicção, acentua fortemente o mais e deixa a gente besta. Nestes dias de Iaçu, o dia mais feliz foi quando ela passou a tarde com o irmão Deco e a amiga Bia no pé de siriguela, neste quintal.

Semana passada, o dia mais feliz da vida foi quando perdeu o primeiro dente. Ficou radiante.

E eis que hoje Maria teve mais um dia mais feliz da vida. Bastou um banho de mar na praia de Ipitanga, quando perdeu o medo e ficou no meio das ondas com a gente. Bebeu um pouco de água salgada, mas até este pequeno contratempo somou no seu dia mais feliz da vida.

Pra nós adultos a vida não anda fácil. Fui só à praia com os três hoje, mas ontem os dois menores passaram o dia presos em casa por conta de a gente ter entrado em mais um corre-corre pra internar Mônica, a avó xodó de Maria e minha sogra. Vai pra mais uma cirurgia, numa batalha que não tem sido fácil, mas ela tem encarado com uma coragem de um  José Alencar de saias.

Enquanto a gente vai vivendo dias difíceis, com desentendimentos,  muito trabalho, pouco dinheiro,  Maria vai vivendo os dias mais felizes da sua vida.

Pedido

15/02/2010

Maria pediu de presente de aniversário uma fita do desejo. É assim que ela chama.
Ganhou hoje, dia dos seus cinco anos,  uma igual a esta do alto da foto, branca com letras azuis.

Onde estás que não respondes?

14/09/2009

Mãe, por que Deus ouve tudo que a gente diz e a gente não ouve o que Deus diz?

Para ser lido longe das refeições

13/09/2009

Renca almoça na sala quando Maria grita lá do banheirinho, eufórica com a sua última descoberta:
– Gente, gente, meu cocô sabe nadar!!!

 

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/318115761556451

 

 

Quatro anos

15/02/2009

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Pachuluca azuleja o dia

03/09/2008

O mar de Camamu num apiário sertanejo. Esta é a versão lá de casa para a “espiga de milho no meio do cafezal”, atribuída a Euclides de Anna, o mais famoso do país antes de Eduardo de Marta.

Vixe Maria, de quem são estes olhos? Não são do pai, não são da mãe, não são cor de mel como os de André e de Luísa, não são dos tios… A pergunta indiscreta seguida dos não indícios não quer calar desde que Pachuluca abriu os que lindos olhos, que lindos olhos que ela tem. Alguns ainda não se emendam: este cabelo é pintado?

Já fotografei em Iaçu, mas ainda não copiei para botar na carteira (culpa destas malditas máquinas digitais), os quatro olhos próximos e absolutamente iguais da Pachuluca e do biso Rubem. Pena que os outros absolutamente iguais do biso Antônio só existam na foto P&B.

Mas vou dar meu troco. Se a coisa conseguir ficar ainda mais apertada, alugo Pachuluca para modelo e folgo. Não estes modelos de publicidade que as agências exploram via vaidade dos pais e pagam uma merreca. Vou alugar a menina por uma fortuna é para uma futura grande pesquisa genética/étnica, como modelo da síntese perfeita da alegria desta mistura que chamamos Bahia. Esta garota, além da felicidade 24 horas (só perde o humor quando chegam os dentes) traz no corpo o mapa perfeito da combinação Oropa/África/Sertão.

E se daqui a uns quize anos ainda não inventarem uma coisa menos polêmica do que esta tal cota ela vai empinar o nariz e o bumbum, sorrir e exigir: eu também quero!

Pachuluca, que também atende por Maricota ou Nicota Farofa, é boa de briga. E arteira. A mãe já notou que ela encontrou um meio de não levar pancada de Budegão nas horas em que surrupia algum dos seus pedaços preferidos de brinquedo. Antes de a porrada descer ela já corre, apóia uma mão na outra em cima do sofá, abaixa a cabeça sobre as mãos e abre o falso berreiro. Pronto, antes da descoberta da farsa pai, mãe e Luísa já deram bons berros em coro: Andrééééééé´!

E é teimosa. Basta o outro dar as costas, e ela ter a certeza de que ele não está por perto, para a cambotinha partir picada em direção ao baú de tranqueiras e se refastelar. Até que ele retorne. E então…

Dei dois grandes vacilos  mas não perco esta terceira chance. Pachuluca já está sendo treinada desde agora para me chamar como devem ser chamados os pais aqui nesta terra. Luluthica tem me ajudado nesta insistente e estafante alfabaianização:

_ Pa-in-nho, vai Maria, Pa-in-ho.

Ela fica séria e tenta: 

_ Piau.

_ Pa-in-nho.

_ Papio

_ Pa-in-nho.

_ Piiio.

Já tá de bom tamanho!

 

PS: A frase de Euclides citada lá no começo foi lembrada neste fim de semana pelo tio marinheiro Popay Flávio, num dos intervalos do festival gastronômico do aniversário da Vó Conceição, em Feira, quando em menos de 24 horas a família colocou a fofoca em dia e caiu de boca no famoso  caruru/vatapá pega marido da Ceiça, numa mariscada com ingredientes da rampa do Mercado levados pelo quase capitão-de-corveta e sua comandante e numa feijoada/carneada baiana da Vó Mônica (os meninos têm duas vós maternas) que deixam no chulé qualquer destes restaurantes ranqueados no melhor de Veja.

 

(encerro aqui a trilogia  escrita há dois anos sobre os miúdos. Este post é de 31 de agosto de 2006. Mas o repeteco  continua enquanto eu não trouxer todo o pouco que falta do Licuri do Uol para cá. O PS acima revela a repetição do encontro familiar deste final de semana comentada no post sobre André,o que comprova que a vida não vem em ondas, vem em círculos).

Crueldade com os pequenos animais

10/08/2008

Não é só nos velhos circos que se cometem atrocidades com os bichos bebês para que eles aprendam. Para comemorar este dia dos pais, resgato um vídeo de 2005 que mostra técnicas cruéis para ensinar filhotes de humanos a engatinhar.

Cínico

14/06/2008
Este blog tem alguns leitores silenciosos e vigilantes. Eles me acionam sempre ao ler algo preocupante, merecedor de esclarecimento ou puxão de orelha ao vivo. Outro dia recebi um telefonema: Você esta bem? Tou ótimo. É porque li no seu blog…

Desta vez fui avisado de que querem conversar comigo a respeito da “explicação” para Maria sobre crianças dormindo na rua. Fui taxado de, no mínimo, omisso diante confusão da menina ao se deparar com a cena inédita e estranha para ela.

Nâo tentei explicar simplesmente porque não sei. O que leva crianças a dormirem na rua, na calçada sem forro e sem cobertor, num dia chuvoso? Não tenho explicação.

Outro dia saí do filme o pianista e vi uma criança na chuva pedindo dinheiro na sinaleira. Fiquei mal. Associei a vida desta criança à daquela massacrada ao tentar voltar ao gueto por um buraco no muro.

Cenas como essas ainda me chocam, mas a diferença é que agora tenho convicção de que não tenho explicação. Quero evitar coisas óbvias do tipo que país é este, ou que pais são esses.

Crianças dormindo na calçada vão além do meu entendimento. Não acredito em Deus, tampouco tenho fé nos homens e na humanidade.
Sou um  cínico fracassado, no sentido filosófico que aprendi no google .

Constituí família, coisa que não combina com um cínico. Não queria ter filhos. Até os 34 anos era adepto de Brás Cubas, não queria transmitir o legado da minha miséria material, da minha anemia espiritual e da minha fragilidade emocional. Por um golpe de sorte, fui premiado três vezes e eles têm-me feito menos pior.

Quanto à Maria e seu espanto, ela ainda terá a oportunidade de tentar entender.

foto: Xosé Castro

Maria

14/02/2008

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Minha Pachuluca completa hoje, 15 de fevereiro,  tlês anos. (escrevi este post quase uma da manhã mas o relógio do blog ainda estava no ontem).
E antes de dizer quantos,  junta os três dedinhos gordos com a ajuda da outra mão e mostra.
Toda linda, não sei se pelos belos olhos, não sei se pela simpatia, não passa na rua sem que todos a chamem pelo nome.
Em Salvador ou em Iaçu, é a garota mais popular que eu já conheci.
De personalidade forte, reúne três personagens de Maurício de Souza nela só. Come como a Magali, fala como o Cebolinha e é foltona, baixinha e golducha como a Mônica.
Voltou bilíngüe de Iaçu. É preda pra cá, vrido pra lá e saudade de Frô, sua colega de escola.
Pediu e vai ganhar daqui a pouco a bicicreta rosa que tem desejado, enviada por tia Reia e Tio Rubinho, transportada pela vó Mônica, que trouxe também um imenso bolo branco no colo, enfeitado por três princesas.
Mandona, outro dia gritou da sala. – Liene, venha cá! Eliene vai e recebe de chofre: – Liene, eu te amo.
Bate muito e apanha, apanha muito de André. Completamente apaixonada pelo irmão, mal sai dos tapas e abraça e beija seu algoz ou vítima sem a menor cerimônia.
É a mais apegada a Soraya, a quem se declara também assim do nada e em quem  vive se enroscando em busca de um chamego.
Obedece a Luísa como a uma mãe de quem recebe cuidados e proteção. Foi Luísa a autora da  foto deste post, quando Maria tomava seu banho de espuma no quintal, em Iaçu.
Parabéns minha filhota.
E eu, por que  vou reclamar da vida diante de uma coisa como essa?

 

P.S: E hoje também é o aniversário de minha querida amiga Márcia, uma das figuras mais incríveis que conheço. E pra completar, resolveu nascer no dia de Maria.
É uma maleta, mas é maravilhosa também. Parabéns Marcinha.