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O sofá, a peça e a insistência

06/02/2014

Escrevo neste Licuri desde 2006 e sempre tive um retorno emocional absurdo com ele. Elogios, emoções reveladas, reencontro com velhos amigos, o saldo é azul , bem azul. Com o facebook então, o retorno tem sido ainda maior.

Certa vez cheguei a ter retorno financeiro. Escrevi um post sobre minha necessidade de arrumar trabalho extra para aumentar a receita combalida e logo em seguida recebi o convite para um frila, que resultou num bom desaperto no orçamento.

Nesta semana voltei a ter retorno material misturado com emocional.

Recebo a ligação com a proposta. Dona de um novo apartamento maior, daqueles que trazem a palavra mansão antes do nome,  quer passar para a frente por um preço simbólico e em prestações,  uma sofá e um buffet, que no meu interior conhecemos como peça.

Conhecemos a dona da oferta mas ela foi feita por uma pessoa mais próxima da gente e dela, interlocutora cheia de dedos.

E agora? E se a gente não gostar? e se não combinar com o que a gente pensa para a casa? Como recusar uma oferta dessa, depois da pessoa se disponibilizar a ir com a gente ver os móveis, abrir um tempo na agenda apertada de empresária e simplesmente ser desdenhada?

Soraya diz que a culpa dessas situações é da exposição permanente da nossa vida aqui. E é verdade, não adianta eu tentar me conter, faço parte da tribo do suicídio coletivo da privacidade, como já definiu o Boni.

A sorte é que gostamos dos móveis e da sugestão de transformações possíveis feitas pela própria dona. E da surpresa do texto do fechamento do negócio. O que seria venda virou doação.

A doadora disse que gostou do que tenho escrito sobre a nossa mudança de casa, gosta dos meus textos, não se manifesta mas se emociona, já chorou até com um deles.

Pronto. Estou remunerado pelo que escrevo, remuneração econômica e afetiva por conta dos elogios.

Ficamos meio boquiabertos com a proposta mas eu resisti pouco. Poderia insistir com o pagamento, mesmo simbólico.

A minha pouca resistência me fez lembrar uma história contada por Nilson, atribuída a um personagem de Brumado, mas na verdade é uma daquelas anedotas universais repetidas para ilustrar um comportamento típico.

A visita aparecia com a mesma conversa mole todo dia, faltando 15 minutos para o meio-dia. Mesa posta, a família se sentava e alguém convidava quase baixinho, entredentes. – Vamos almoçar?

A resposta vinha efusiva, quase contrariada: – Já que você insiste!

Nossas caixas, nossa vida, um aceno

29/01/2014

O simples é o estado mais difícil. O simples requer clareza, desapego, funcionalidade, inteligência, combinação. Organizar  uma casa é como construir um texto. O alfabeto é o mesmo, as palavras as mesmas, o segredo está na combinação, na economia, na disposição.

Casa nova, desafio de arrumar. Com quase dinheiro nenhum. Na casa só caixas e móveis renegados. O desejo de Soraya seria começar do zero, cama de tatame, dura caminhada.

Mas somos cinco. Muito papel acumulado, muita tralha. O sanitário da primeira suíte da vida do casal está de caixa até o teto, sem previsão de liberação para uso. O que fazer?

Um aceno

Vimos primeiro a criança, colega das escolas dos meninos. Em seguida os pais, um casal de arquitetos conhecido de oi, oi e de alguns papos na praça e na escola. Eles em busca  lanterna na seção de ferramentas da loja de construção para o acampamento da pequena, a gente por uma chave de fenda adequada para desarmar uma estante.

Conversa vai, conversa vem, vai, vem e de repente o convite.

– Vamos lá em casa, é aqui perto, vocês vão ver como resolvemos.

Tomamos um susto com o convite. Abriram a casa para a gente, franquearam a intimidade, numa generosidade absurda.

Adepta do faça você mesmo, ela conseguiu com estantes de aço, destas de escritório, moduladas, mais caixas organizadoras, construir um ambiente bacana, absolutamente personalizado. Nada ali lembrava nada já visto nas lojas, quase tudo material simples, mas combinados com sofisticação.  Mesa e camas foram feitas de portas revestidas. Cada móvel, cada canto tinha a cara do casal. Um  apartamento pequeno como o nosso, mas absurdamente acolhedor. 

Pronto, é por aí. O problema é como fazer. Soraya leva jeito, mas sou absolutamente analfabeto em arrumação de casa. Não adianta usar os mesmos materiais se não há habilidade na combinação. Tivemos  com esse encontro um aceno da ajuda, de orientação, mas o corre-corre da mudança e a viagem para pegar os meninos no interior interrompeu o contato.

Retomaremos.

Tentar fazer é a única saída para quem tem pouco dinheiro e quer fugir da padronização. 

Esse Licuri agora só pensa em mudança e casa nova. Vamos quebrar esse coco.

Mudanças

28/01/2014

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Falar em mudança, relembro aqui texto antigo, publicado neste coco pequeno ainda no tempo do Uol Blog ( http://bit.ly/1mTaeuK ), em 27 de setembro de 2006, quando mudamos do Pau da Lima para a Pituba:

Felicidade na alma. Vou mudar. Gosto disso. Sou por natureza mutante de corpo, casa e alma. Lembro da primeira mudança aos seis anos, abraçado a dois travesseiros, atravessando a praça da Bandeira, do Hotel Maringá, onde nasci, para o Hotel Lancaster onde vivi até os oito anos, em Conquista. Depois fiquei viciado em mudança, experimentando sempre, voluntária e involuntariamente em mais de duas dezenas de endereços: Salvador, Castro Alves, Manoel Vitorino, Conquista, Salvador, Moscou, Salvador. O lugar onde vivi mais tempo é onde viverei até sexta. Fecho um ciclo de oito anos dos 45 de vida, com a chegada do segundo e do terceiro filho. Saio do apertamento próprio, cercado de verde e pobreza. Vou para o apertamento alugado, cercado de concreto e classe mérdia, como dizia o poeta revoltado de antigamente. Vou acampar ao lado da escola dos meninos. Estou me sentindo como o pai que sai do interior e vai para a capital levar os filhos para estudar. Os meninos perdem os amigos, o pai ganha a alforria do volante na Avenida Paralela engarrafada quatro vezes ao dia, e a mãe perde o sonho da reforma. Todos perdemos e ganhamos, como o macaco da cumbuca.

Em tempo: em vez do golpe de machado na testa do senhorio, tive vontade de tascar um beijo na careca dele depois do contrato assinado. Deu tudo certo, o resto era agonia.

 

Ilustração: http://bit.ly/1d6lpL9

 

Vistoria

28/01/2014

Meu senhorio se revelou uma pessoa chata, muito chata, desde o primeiro contato, há pouco mais de sete anos. Na época, tive ganas de virar Raskolnikof, quando ele desdenhou de nossa pressa de mudar. 

Nossa relação começou errada. Na ansiedade de alugar o apartamento, localizado perto das três escolas das crianças,  aceitamos tudo, um contrato que dizia estar o apartamento todo ok, com descrição de todos os itens no detalhe, até de um varal de alumínio.

Só que não estava. Os armários já apresentavam pó de cupim desde o começo, tudo ali era muito elegante e antigo, muito perfeito na década de 70. O tempo passou, a PDG me sacaneou e eu fui renovando o contrato sempre a favor do senhorio, não tinha argumentos, na hora h amofinava, enfim, sempre fui um péssimo negociador. O resultado é que depois deste tempo todo pagava o maior aluguel do prédio.

E agora, como entregar um armário de aglomerado destroçado, sem uma das portas, um armário do banheiro sem um vidro, um suporte de tanque de área de serviço todo despedaçado por um vazamento, um par de porta de box quebrada, piso arranhado, maçanetas soltas, portas quebradas? Enfim, tornar novo o velho só com mágica. Conseguida por Cardoso, marceneiro de Cajazeiras, sukgerido por Elias, um faz tudo especializado em pisos, indicado na lista de e-mails de novos vizinhos. Nesta lista, que além de amaldiçoarem a PDG em 9 de 10 mensagens, os moradores trocam também informações preciosas sobre prestadores de serviço.

Gastei mais no velho apartamento do que no novo, Cardoso fez mágica, recuperou os armários, trocou portas, arranjou até um velho vidro jateado, igual aos demais. Fui na Ladeira da Soledade e renovei as portas de box com se Antônio, com preço 1\3 menor do que na Barros Reis. Mas depois de todo este esforço, a tensão sobre a aceitação dos consertos permaneceu. Nem tudo ficou perfeito, uma gaveta foi esquecida e colada às pressas na véspera, por nós mesmos. 

9 horas em ponto de segunda chega ele com sua gravata, paletó maleta e contrato na mão. Começou dando parabéns por Luísa, viu o nome dela no jornal, na publicidade do Oficina. Disse que a filha também é arquiteta, em todos os encontros fala desta filha moradora da Áustria, um típico pai babão, mas nisso empatamos. Tem orgulho também do filho, que passou em primeiro lugar no concurso federal na frente de outros quatro mil candidatos. 

Entrou, começou a testar as janelas, se queixou da pintura que respingou no rodapé, fez várias perguntas, eu e Soraya, moídos pela faxina da véspera, começamos a pensar no pior.

A medida que a vistoria avançava, a interrogação aumentava. A conversa sobre filhos misturada a detalhes em falta não nos garantia se a reforma seria aprovada ou se teríamos mais uma dívida pela frente, sem falar do aluguel e condomínio do mês ainda em aberto.

Estávamos prontos para o pior. Fizemos o possível para não criar problema com o senhorio nem dor de cabeça para meu cunhado e fiador, uma pessoa correta que não merece ser importunada. Mas se aquele senhor fizesse mais exigências acionaríamos nossos advogados juniors porém competentes Dr. Victor ou Dr João, ambos de prontidão para reaver parte do prejuízo provocados em nossa vida pela  PDG.

Suspense no final, entreguei todas as chaves e esperei o pior. E aí?

– Tudo certo, cumpriram o contrato.

Alívio geral.

– E o aluguel deste mês, perguntei, na intenção de engatilhar um pedido de parcelamento.

– Vocês não me devem nada, sou um pessoa correta, e gosto de incentivar pessoas corretas como vocês.

E tirou dois cartões do bolso, onde se lê Manoel Vitorio da Silva, Advocacia e Consultaria. Se precisar de qualquer coisa, é só me procurar, considero vocês meus amigos, pessoas admiráveis e de bem.

Olhei para Soraya, quase marejamos, quase demos um beijo na careca do sujeito, quase pedimos perdão. Ele, que havia sido sacaneado pelo inquilino anterior, sempre foi inflexível conosco. Mas na última hora se revelou outro.

E se revelou outro  por ter transportado e plantado com as mãos as árvores da rua em 1972 (recentemente envenenadas), por prezar pelos jardins e pelas áreas comuns, enfim, se revelou, de verdade, uma pessoa que jamais havíamos conhecido nestes sete anos de embate. Uma pessoa muito bacana, não pelos R$1400 de presente, absolutamente não previstos no contrato nem na nossa mais otimista previsão, mas pelo gesto.

Um forte abraço Dr. Manoel Vitório. Estamos gratos, muito gratos por tudo. Até pela oportunidade de revermos nossos conceitos.

Só dou se for para beber

25/01/2014

O dia começou antes do amanhecer, ruas vazias, eu rumo à antiga morada para pegar as últimas caixas, resolver os últimos reparos nas coisas que capengaram em sete anos de uso e quase nenhuma manutenção. Na hora de entregar ao dono do jeito que encontrou é que a gente se dá conta do estrago.

Subo e desço umas 355 mil vezes as escadas, encho o carro com as últimas tralhas, mas cadê as chaves? Subo, procuro no apartamento inteiro. Desço, tiro tudo do carro, nada. Só restou procurar no porta-malas. Fechado.

Ando até a esquina e negocio com o chaveiro. 50. 40. 50. 40. R$45.

O cara abre uma sacola mais variada do que a instrumentação de um cirurgia, enfia daqui, pinça dali, torce daqui. E nada. Liga para o mestre. Recebe instruções. Nada. Chega o mestre de moto, meia hora depois. Abre outra sacola, mexe daqui, dali. Nada.

Ligo para Soraya e aviso que não vou poder levar a cunhada nossa hóspede, no curso, já são quase 8 da manhã. Ela sugere fazer uma cópia da chave com o miolo, justamente o que ele já estava fazendo. Esta minha cunhada está se perdendo como dentista. Devia ser chaveira.

Primeira vez que vejo uma fechadura dar 1xo no chaveiro. Em dois chaveiros. A ideia da dentista quase resultou. O problema é que o miolo da tampa do tanque de gasolina tem 2 segredos a menos. Vira daqui, lixa dali, finalmente o mestre consegue. A primeira coisa que vi no porta-malas foi a chave olhando pra minha cara, rindo, em cima de uma caixa.

Quase 9 da manhã de sábado quase perdida. Vou à Barros Reis em busca do conserto da porta de box quebrada e acabo na Ladeira da Soledade, se quisesse para hoje. Volto pra comprar mais tinta, o carpinteiro atrasa, nada parece dar certo.

Finalmente, 11 da manhã quase tudo resolvido. Paro então na barraca da esquina e lá só tem aquela cerveja aguada que deu nome feio à minha Fonte Nova. Mas nem tudo está perdido. O cara, ao ver minha aflição, me apresenta como alternativa duas últimas  garrafinhas de Heineken.

Depois do gole da sede, o dia começa a parecer perfeito, alguém já disse que a gente nasce com duas doses a menos. Ou duas garrafinhas de cerveja de verdade consumidas em 5 minutos num dia de calor.

Sigo mais feliz com dosagem certa. Encontro um trapo humano que pede qualquer moeda. Dou uma cédula de 2, o troco da cerveja, e recomendo: – Não vai comprar cachaça.

A caridade me torna mais cretino. Melhorei meu dia à custa do álcool e fico a exigir retidão de quem está um pouco pior.

Mas vou me tornar uma pessoa melhor. Dá próxima vez só dou se for para beber.

Luz, brisa, Brotas

18/01/2014

Fim de tarde de janeiro ilumina a Igreja de Nossa Senhora de Brotas. Ilumina todas as fachadas do asfalto sobre uma das principais cumeadas da cidade.

E seguimos para a nova casa satisfeitos com a luz e a brisa. Satisfeitos por escolher morar num lugar humano, com padarias, botecos, verdureiros, uma infinidade de portinholas de serviços.

Um lugar bacana, apesar do trânsito, apesar dos não-passeios.

Em Brotas brisa mesmo no sol de janeiro. E seguimos satisfeitos sob a luz e os novos ventos destes dias de mudança.

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O piso, a saga

14/01/2014

Nove da manhã de sábado, Ferreira Costa lotada, em 10 minutos tudo estaria resolvido. Encontramos o piso em promoção, na tonalidade urano bianco, recomendado pelo simpático e eficiente vizinho Maxwell para o chão batido dos quartos do apartamento incompleto.

Mas… dona Soraya queria pesquisar mais.

Lá fomos nós para a Avenida San Martin, debaixo de uma lua de quase 50 graus, ar condicionado quebrado. Nunca vi tanta loja de piso. Nenhuma tinha o que dona Soraya precisava e queria.

Lá pelas duas da tarde, com fome e torrados, chegamos à loja que garante ter de tudo. Só não tinha o tal piso. Olha daqui, olha de lá e, finalmente, com a ajuda da simpática vendedora Mônica, Soraya encontrou tonalidade certa, preço bacana, bianco bege, primo do outro. Uma beleza.

Quando estava quase fechando o carreto, minha econômica parceira sugere: por que a gente não leva? Dividimos o lote em dois e lá fomos nós com o possante 1.0 arriado, quase arrastando no chão, um sufoco pra subir a Ladeira da Cruz da Redenção mas eu me sentindo muito feliz, quase um João de Barro em direção ao ninho.

O problema é esse corpinho sarado transportar 13 caixas de 30 kg mais quatro sacos de argamassa do carro ao elevador, do elevador à sala, completamente encharcado de suor, coração pela boca.

Missão dada, missão cumprida.

Assim que a amostra do tal bianco bege é colocada na soleira, vem a expressão fatal: tá horrivel!

Tá muito diferente do da sala, tá escuro, o quarto pequeno vai ficar ainda menor.

– Vamos trocar Má?

Má é um apelido carinhoso, quando vem é porque a coisa vai ficar muito, muito  ruim.

Rodei a baiana, nem que vaca tussa e engasgue, vai ficar esse mesmo, foi você quem escolheu, agora assuma, não vou voltar, já combinei com o pedreiro segunda, às 8 da manhã, você sabe da minha dificuldade de lidar com pedreiros, já vai começar ruim. Não volto.

Voltei. Pesou na decisão a possibilidade de queixas e lamentos diários pelos próximos 355 anos.

Novamente piso da sala pro elevador, piso no carro, corpo encharcado de suor, coração pela boca, Ladeira da Cruz da Redenção abaixo.

Aqui, um parêntese. Por que diabos as construtoras não entregam todos os cômodos com piso? quem disse que eu quero ou tenho dinheiro para reforma?

Finalmente, de volta à loja, um pequeno porém. Tem o tal Urano Bianco igual ao do começo daquele sábado feliz às 9 da manhã. Mas acabou. Agora só no depósito. Ali, em Vida Nova, depois do aeroporto, já em Lauro de Freitas.

Daqui a pouco, às 7 da manhã desta terça-feira, o João de Barro segue para a segunda viagem a Lauro de Freitas, para pegar a segunda carga do Urano Bianco, já parcialmente assentado e aprovado.

– Ficou lindo, Má.

Comportas II

21/12/2013

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Cartas e documentos da Rússia estavam numa grande pasta transparente. Espalhei na mesa para arrumar e encaixotar. Mas desarrumei ainda mais.
Maria e André se surpreendem com o alfabeto russo. André futuca as cartas e Maria se espanta  com minhas velhas/nova cara.
– Maldito, diz Maria, surpresa, num  elogio ao jovem barbudo. Por que você engordou, tirou a barba e cortou o cabelo?

Mais CCCP: https://licuri.wordpress.com/?s=cccp

Comportas

21/12/2013

Abrir pastas velhas é abrir comportas. Tarefa ingrata esta de preencher  com lembranças as caixas de mudança. Bastou a primeira pasta para praticamente a manhã ir embora. Lá estavam Badameiros, da Faróis, com  MarfuzÊnioTênison, Radi e Davi,  no Troféu Caymmi  (com o auxílio luxuoso das letras de Toni Paulo Vascon), lá estava a mana Monica Gedione em uma foto do vídeo da Bienal do Recôncavo, boas lembranças de Cachoeira. Lá estavam fragmentos do passado. E era apenas a primeira pasta.

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Caixas

13/12/2013

caixas

Neste registro de outubro de 2006, do coco pequeno ainda no UOL BLog, André e Maria se esbaldam nas caixas da mudança. Agora, 7 anos depois, estamos novamente envolvidos com novas caixas, nos preparativos de uma nova mudança.
Sempre mudei muito, sempre gostei de mudanças. Uma das minhas mais antigas lembranças de criança foi aos 5, 6 anos, atravessando a Praça da Bandeira, em Conquista, com um travesseiro na mão, mudando de uma esquina para outra da praça.
De esquina em esquina a gente segue mudando. Aos poucos.

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Ofícios semelhantes

13/05/2009

De olho no exemplo do Dr. Bernardo, que deu um basta bem dado, gostaria muito, muito mesmo, de entregar  muitos ofícios semelhantes vida afora, a partir de agora. Principalmente porque descubro  na coragem do outro que já tenho redigido muitos deles, que dormem nos escaninhos da falta de iniciativa e da procrastinação. Apenas redijo, muitas vezes inconscientemente,  numa decisão silenciosa, irredutível. Mas não entrego o bendito a quem de direito. Aí o ofício redigido e não entregue faz os seus estragos. Aí fico devedor daquilo que não concordo, que não quero pra mim. Aí então deduzo que preciso, urgentemente, entregar muitos ofícios. O mais fácil,  ou difícil, é que  a maioria não é para ser entregue a outra pessoa. A maioria dos meus ofícios urgentes,  necessários, redigidos e não entregues é endereçada a mim mesmo. Valei-me Santo Expedito.