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Véspera

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23 de junho de 2009, em Iaçu

A cidade se enfeita, na cozinha o movimento é grande, no quintal o forno está aceso. É véspera, manhã/tarde da noite de São João. E eu torço para que isso fique nos meninos como ficou em mim. Hoje já não sinto nada, só lembranças. Da fogueira, dos fogos, dos balões, da música. Hoje sou apenas memória, que tento reaver em caminhadas pelas ruas decoradas da cidade. São João passou por aqui. Pelas minhas lembranças.

Descrição da imagem: Em primeiro plano vaso de cerâmica pendurado, decorado com bandeirolas coloridas. Ao fundo, fogueira armada em rua enfeitada com fileiras de bandeirolas azuis e vermelhas. Céu azul.
Descrição sugerida por www.facebook.com/pracegover

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3389607975737&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

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Zé Dantas

Ao fazer uma matéria sobre médicos artistas para a Revista da ABM, no ano passado, o ignorante aqui descobriu que  Zé Dantas, autor de um dos mais belos poemas sobre a explosão dos hormônios femininos na adolescência, era obstetra. O próprio dotô que  chama o pai de lado  e diz que pra tal menina não há um só remédio em toda a medicina.

O parágrafo acima era pra apresentar mais um post bacana, do nosso médico e artista Bernardo Guimarães. Como ficou grande e ia tirar o foco da idéia principal, resolvi adiar o post e dar uma pausa rápida na sequência para falar de Zé Dantas.

Prestei atenção então, com a ajuda do Google, e descobri que  Zé Dantas é também autor de outras minhas preferidas, reunidas neste CD. Pode ser até injustiça afirmar, mas desconfio que Gonzagão entrava mais com a fama e com a estrela nestas parcerias. Faço esta injustiça com nosso rei do baião, mais por vingança, só para compensar outra injustiça da nossa cultura, mestra em relegar ao segundo plano os parceiros, os letristas.

Segue então uma sequência Zé Dantas. E porque hoje é 13, porque hoje é junho, Viva Zé Dantas, Santo Antônio, São Pedro e São João!

Zabumba bumba esquisito

Morreu do coração. Tem expressão mais injusta? O pobre bate, bate, bate, bate a vida inteirinha e vem o outro e diz que um morreu do coração.
Sofre do coração. Esta já não é injusta, é dúbia.
Coração apertado.  De onde vem esta mão invisível?
Enfim, acordei hoje pensando no coração. No meu coração que anda batendo descompassado. Literalmente.

Um sabor de vidro e corte

Resignado e mudo no compasso da desilusão

Quer guardar o mundo em mim

Não sei por que