Posts Tagged ‘Nilson Galvão’

Um bom lugar

27/04/2014

palacio - Cópia

Seu Ari, ontem neste lugar só faltou você. Pessoas, música, poesia. E tudo quase por acaso, do meu ponto de vista, é claro. Dizem, texto adjetivado e repetitivo perde a força. Mas eu preciso completar: pessoas fantásticas, música e poesia absurdamente boas e da mais alta qualidade, papo gostoso. Uma tarde de sábado inesquecível. Só faltou você.

E tudo quase por acaso, do meu ponto de vista, é preciso repetir.

Foi uma tarde de muitas designorâncias pra mim. Aprendi, por exemplo, que Sábado em Copacabana é de Dorival Caymmi. E não é que a letra cabe direitinho ali?

“Depois de trabalhar toda a semana
Meu sábado não vou desperdiçar
Já fiz o meu programa pra esta noite
E sei por onde começar”

Cheguei atrasado para a homenagem a Manoel de Barros, mas a ponto de ouvir o último poema. Bem sacaninha:

“Êta mundão
moça bonita
cavalo bão
este quarto de pensão
a dona da pensão
e a filha da dona da pensão
sem contar a paisagem da janela que é de se entrar de soneto
e o problema sexual que, me disseram, sem roupa
alinhada não se resolve.”

E as pessoas reclamam muito da falta de homenagens a Caymmi no centenário. Mas é nestes pequenos encontros, neste formato intimista é que as homenagens são mais verdadeiras.

E para ficar no lugar comum, Alexandre Leão deu um show, ali na voz e violão, botando o público pra cantar, falando sobre as músicas.

Gosto muito da casualidade destes eventos pequenos, sem muita pompa, sem ingresso, sem multidão. São uma boa forma da gente ter nosso imposto revertido em serviço.

E este formato parece mais com a vida cotidiana. Ali sentado, tomando um vento, olhando as árvores e diante de pessoas talentosas, produtivas, vivas. Depois um papo com os amigos, sem ter marcado, sem compromisso, falar mal da oposição, falar mal do governo, falar mal e bem dos outros, conversar sobre as crianças, sobre a vida.

Aqui em Brotas, no Engenho Velho, temos um espaço parecido e sinto a mesma coisa quando vou lá no Parque Solar Boa Vista. O lugar é ocupado pelas pessoas do bairro, tem sempre alguma coisa acontecendo.

Enfim seu Ari, ou Meu Rei, seu súdito aqui agradece e muito a tarde de sábado no seu, no nosso palacete. Estou acompanhando seu cronômetro, quando passar a maresia, quero ir de novo num sábado qualquer neste bom lugar pra gente jogar conversa fora.

 

03/11/2013

Toda lua mata,
tiro no escuro,
bala de prata.

Nilson Galvão

(Eu e o lobisomem Bernardo Guimarães ganhamos de presente esta síntese lunar. Obrigado, poeta.

O poeta Nílson Galvão nos seus melhores dias.

18/09/2013

Balada dos dias perdidos

Cada dia perdido é
mais um no palheiro
perdi não sei quantos
busquei tantos quantos
jamais encontrei nem
um dia perdido que
fosse daqueles que eu
mesmo perdi.

Nilson Galvão

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/posts/10200532779778745

O que eu era e podia ter sido

07/04/2013

Trago para cá este poema de Nilson Galvão sobre o fardo existencial do passado imperfeito.

O que eu era e podia ter sido

Nílson Galvão

Tudo o que eu era e podia ter sido
eu deixei num banco de ônibus,
tempos atrás. Não houve jeito de
recuperar o que se perdeu, como
quando um primo deixou o walkman
na cadeira em que viajara. Achei
ingênuo o meu primo ligar pra
empresa de ônibus na esperança
de que alguém tivesse devolvido.
É um crente, pensei. Por isso não
voltei lá pra tentar recuperar tudo
que eu era e podia ter sido. Acontece
com muita gente esquecer coisas
assim, e raramente elas voltam
pros seus donos, por isso as pessoas
vão em frente sem aquilo que perderam.
Então nem cogitei voltar pra buscar
tudo o que eu era e podia ter sido.

Uma vez um sujeito perdeu dez mil
dólares em uma valise, e o dinheiro
voltou pra ele porque um homem honesto,
um homem pobre e decente segundo
os jornais, achou o dinheiro e não
teve dúvidas quanto a buscar o
verdadeiro dono de coisa tão
valiosa. Mas não achei que valesse
essa grana o que eu era e podia
ter sido, nenhum sujeito por mais
honesto acharia necessário procurar o
dono de algo do gênero.

Fico imaginando o que se passou com
o que eu era e podia ter sido. Quem
achou pode ter tirado de lá só o que
interessava, uns trocados, talvez, e
jogado o resto, eventuais documentos
gastos com fotos de outros tempos, em
alguma lixeira da rodoviária.

Ou alguém se abrigou do temporal com
o que eu era e podia ter sido até entrar
no cinema, ou numa lanchonete, e também
esquecer num canto o que eu era e podia
ter sido, que foi passando de mão em mão
até que ninguém mais achasse aproveitável
o que eu era e podia ter sido com todas
aquelas hastes quebradas como ocorre
a esses produtos baratos “Made in China”.

É possível ainda que as pessoas tenham
folheado displicentemente o que eu era e
podia ter sido. Até que alguém resolveu
entregar à biblioteca do bairro ou vender
ao sebo que pra variar pagou quase
nada, se muito. Até porque, avaliou o sovina
do proprietário, aquilo era item pra ir direto
à banca de “Qualquer título a R$ 5”.

O que eu era e podia ter sido pode ter ficado
ali sem que ninguém mexesse: quem se
interessaria por uma escova de dentes
usada, um estojinho de fio dental e uma
bisnaga de pasta de dentes pela metade e
ainda por cima com aquela sujeirinha
na tampa? Até que os funcionários
da companhia levaram o que eu era e podia
ter sido pra sala de achados e perdidos,
onde os objetos são mantidos por um período
de três meses, à espera de reclamação até
serem por fim destinados a sabe deus o que.

Quanto a mim, fiquei por um tempo apegado
ao que eu era e podia ter sido como a gente se
apega a qualquer coisa que se perde de nós.
Mas o tempo passou, você sabe, e esqueci o
que eu era e podia ter sido como a gente
finalmente deixa pra lá aquela bermuda azul
predileta que sumiu do varal pra nunca mais,
fazer o que?

(Veja original aqui: Sexta

_____________________

Resolvi trazer para cá as coisas que me são caras. Aqui elas são recuperáveis, ao contrário do Facebook, isso aqui tem uma busca, tem tags. Vai me ajudar um dia a pensar no que eu fui e no que podia ter sido.

E o Facebook não facilita mesmo as coisas. Fui buscar o link do post com o poema e descubro que textos sem foto não geram link.
Mas o diabo do Facebook gera mais interatividade. A solução é publicar aqui e colocar lá depois.
Enfim, aqui vai o poema completo e quando Nilson publicar no Blag, trago o link de lá.
P.S: descobri, depois de publicado, que a data de publicação, o Sexta acima, abaixo do poema, é o link para o post no facebook. Menos mal.

 

Poesia na Gamboa de Baixo

26/03/2013

Sem título

Domingo de Poesia na Gamboa de Baixo, sob os arcos da Contorno, a convite de Nilson Galvão e Kátia Borges. Passeamos pelas vielas, ouvimos poesia, ganhamos poesia, ganhamos a tarde/noite diante da Bahia de Todos os Santos e muitos poetas.

https://www.facebook.com/gusmaomarcus/media_set?set=a.2926826766496.2119817.1135737937&type=1

Nilson Galvão e Kátia Borges

27/07/2012

Convite recebido e repassado. Vamos!
Mais no blog do lançamento: http://escorpiaoamareloeocidente.wordpress.com

Rubem, Joel, Edith, Gabriel.

25/06/2012

Rubem Reis, aos 91, chora seu melhor amigo,  o compadre  Joel Barbosa. Sempre que toca no assunto passa a mão nos olhos. Resolvi não perguntar nada. Ofereci novo passeio ao Trapiá. Por uma destas coincidências intrigantes, Joel Barbosa passou para visitar o amigo justamente naquele dia do passeio ao Trapiá. Aquele seria o último encontro dos dois.

Desta vez seu Rubem  pediu para ir ao Faustino.

O Faustino é um dos  povoados de Iaçu, distante 4 léguas ou 14 km de asfalto mais 10 de estrada de chão. No caminho, comentou a seca, lamentou várias vezes a seca,  e soltou uma de suas tiradas. Ao ver dois carros  no sentido contrário comentou: a cidade tá vazia. Diante da interrogação minha e de Luísa, explicou: cabe todo mundo em dois carros.

Uma praça, uma igreja, um bar no centro, bandeirolas e fogueiras ainda quentes da noite de São João. Foi só perguntar por Laureano Rocha ao primeiro e bastou uma indicação com o dedo apontado para o outro lado da praça. Lá estava ele, sentado na porta de um mercadinho, vestido com uma camisa branca de mangas compridas, com o nome Varig bordado no  bolso. Contou muitas histórias. Vive só, numa grande casa ao lado da igreja, aos  84, embora tenha uma pretendente de 28. “Um homem só não vale nada” diz.

A conversa rendeu, seu Rubem ouviu mais do que falou, mas voltou satisfeito do passeio. Encontrara um dos poucos sobreviventes.

Sempre me intrigou a solidão dos sobreviventes de uma geração. Nilson Galvão tem um nome pra isso, pra quem já foi. Chama de a inocência dos mortos. Não podem mais interferir, são poupados das atualizações surpreendentes desta vida.

E o que sobra para os ainda vivos? lembrar. Quinta-feira desço para a roça, para a divisa da Bahia com Minas, onde minha mãe tem vivido feliz e enfurnada nos últimos tempos, talvez sonhando com lembranças. Ela também conta muitos mortos. Pai, mãe, irmãs, irmãos, amigos, meu pai.

Em 2007 provoquei o encontro entre os dois, entre Edith e Rubem. Ficaram esta foto e outras no Rio Paraguaçu como  lembrança. E sempre um perguntando pela saúde do outro.

Pensando sobre tudo isso, revivendo os vários junhos aqui neste coco pequeno caiu como uma luva no meu pensamento a  frase de Gabriel Garcia Marquez, relembrada por Ricardo Viel no seu post no Purgatório:  “A vida não é aquilo que vivemos, senão o que recordamos e como recordamos para contar.”

Prefiro a frase no original. Não gosto dela traduzida na primeira pessoa. Acho bem bacana esta expressão uno, em espanhol. Uno é todo mundo, é qualquer um, é o nosso “neguinho”.

“La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda, y cómo la recuerda para contarla”

Neguinho que vive a solidão dos últimos dias sabe bem o que é isso.

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3407286817697&set=a.1137311949744.2020128.1135737937&type=1

Palavra de poeta

29/07/2010

De uns tempos pra cá a magra estante daqui de casa ostenta  livros bem bacanas autografados por Kátia Borges, Maria Sampaio, Renata Belmonte, Janaína Amado, Nilson Galvão. Eu considero um privilégio ter conhecido pessoalmente estas pessoas.

E ontem, ao participar de uma espécie de recital/conversa com Nilson, na Tom Saber, tive também o privilégio de compartilhar com Soraya e amigos a primeira audição de poemas desconcertantes.

Sim, é esta a qualificação mais próxima dos poemas de Nilson: desconcertantes. A diversão do cara é dar drible e nó no juízo da gente.

É interessante a idéia de colocar o autor diante dos seus leitores. Deixa a gente como  testemunha de um tempo ao compartilhar esta criação tão recente.

Lembro de duas experiências também interessantes,  de ouvir os poemas de Kátia Borges, Mônica Menezes e Martha Galrão, lidos por elas, na Bienal do Livro.

E vivá a poesia.

Olha o carteiro

21/02/2010

Estive com Maria na sexta para conversar sobre a idéia de repetir o hotblog no  lançamento do Continhos para cão dormir II, já marcado para 9 de março, uma terça-feira, na Tom do Saber.

Desta vez Maria vem acompanhada por uma amiga de infância, Paloma Amado, que faz sua estréia na literatura infantil com o livro Tio Tomás.

Nilson também está na empreitada da divulgação destas primeiras Cartas Bahianas de 2010. Faremos novamente antecipação das reservas pelo blog, idéia que deu bastante certo no lançamento de Continhos para cão dormir I e Caixa Preta.

Mas ao sintonizar o assunto, eu me dei conta das mudanças, do quanto o cenário está alterado aqui neste conjunto de blogs afins desde  setembro do ano passado.

O Vestígios da Senhorita B e o Madame K deram um tempo, M. saiu do ar e a maioria publica  num ritmo mais lento, mais espaçado.

Vamos ver no que vai dar.

Atualizado em 22/10: 

O hotblog do lançamento está criado.  Façam suas reservas:
http://mariaepaloma.wordpress.com/

Continhos para cão dormir & Caixa preta

30/08/2009

maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saberNesta terça-feria, 1º de setembro, a partir das 17 horas, na Tom do Saber, Pirâmide do Rio Vermelho.

Reservas:
http://mariaenilsonmil.wordpress.com/reservas

Prévia de Continhos:
http://mariaenilsonmil.wordpress.com/tres-continhos

Prévia de Caixa preta:
http://mariaenilsonmil.wordpress.com/caixa-preta

YouTube:
http://www.youtube.com/user/Contihosecaixapreta

Twitter:
http://twitter.com/prosaepoesia Maria Sampaio e Nilson Galvão, em 06 de Julho de 2009. Foto Marcus Gusmão

Na pirâmide do Lelé

29/08/2009
Encontro prévio no mezanino da Piola. Vamos lá de novo?

Encontro prévio no mezanino da Piola. Vamos lá de novo?

Gosto de todo ambiente criado por Lelé. Das amplitudes dos ambientes criados por Lelé. Das cores dos ambientes criados por Lelé. Da respiração dos ambientes criados por Lelé. Talvez venha daí meu astral sempre alto quando estou na Pirâmide do Rio Vermelho. Talvez venha daí o fato de ter sempre muita gente naquele lugar concebido por Lelé.

Gosto de conversar com gente sabida, com mestres. Uma das melhores tardes do ano que passou, passei ao lado de Lelé, ouvindo o cara, conhecendo o hospital da  Rede Sarah em Salvador, uma das suas obras primas, ouvindo sobe os projetos dele para Salvador como os bondinhos como este instalado no hospital, mas que serviria também para dar acesso às cumeadas da cidade, as histórias de vida de Lelé, a visão de mundo de Lelé. Tentei  resumir tudo  nesta entrevista publicada na revista da Unifacs. Revista inventada e editada por Marcinha e Emília, com matérias de Nilson, Kátia Borges, Ana Cristina Barreto, Franciel Cruz.

A revista foi lançada na Pirâmide, Marcinha já não estava conosco. Voltaremos quase todos os que estavam naquela revista novamente para a Pirâmide, desta vez para o lançamento dos livros de Maria e Nilson.

E este lançamento tem sido a brincadeira mais bem sucedida que eu me meti nos últimos anos. Tudo dá certo. Talvez pelo alto astral permanente de Maria, talvez pelo despojamento de Nilson, tudo caminhou sem dificuldades, sem entraves. Leve.

Acho bacana o gesto de Janaína Amado, de sair do seu Maceiócio especialmente para o lançamento, da gincana de Bernardo para vir e voltar por cima do rastro, o post de Chorik com Dorival Caymmi de fundo musical, os muitos posts de adesão ao fuxico.

Enfim, vai ser uma noite bem bacana!

E encerro com um convite: depois do lançamento vamos todos ao mezanino da Piola novamente, para comemorar. Infelizmente desta vez vai ser na base do cada um paga a sua, mas, com certeza, as amizades, as e-amizades continuam!

maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saber

De hoje a 15

18/08/2009
continhos mais caixa-preta
.
O contador do blog http://mariaenilsonmil.wordpress.com/já registra 14 dias, algumas horas e outros tantos minutos para os lançamentos de Maria Sampaio e Nilson Galvão, na Tom do Saber, dia 1º de setembro, das 17 horas até o último convidado.

Mas em bom baianês, e eu nunca entendi muito bem por que, o lançamento será de hoje a quinze. Tá certo, se você conta hoje, amanhã, depois…e a terça-feira do lançamento você chega a 15. Então vence a tradição contra a matemática.

Pois é, de hoje a 15 Maria e Nilson terão diante de si uma pilha de pelo menos 100 livros cada um já devidamente autografados, prontos para serem entregues aos respectivos donos. Até agora já são 126 reservas. Não tenho dúvida que chegarão a 200.

E sabe quem fez o último pedido? Jussara Silveira. Então senta que lá vem história.

Teve uma época lá em casa, enquanto nossa renca éramos apenas eu e Soraya, ou no máximo Luísa bem pequena, que quase todo dia a gente ouvia Jussara. Além de sua bela interpretação de Dama do Cassino, outra música sempre me impressionou, especialmente o verso amigos são parentes que pude escolher. O nome da música estava lá bem grande, Bolero Maria Sampaio (letra de J. Velloso e música do Mestre Almiro Oliveira).

Mas o distraído alqui  nunca associou o nome à pessoa. Pois Maria Sampaio, descubro recentemente, é Maria Sampaio a quem o bolero é muito bem dedicado, esta figura impar, agora minha parente, que junto com este outro parente, ambos de primeiro grau, de hoje a quinze vão lançar dois belos livros. E são bons mesmo.

Eu já  me decretei oficialmente propagandista dos dois na internet  (a assessora de imprensa é Ana Lívia. Sim, o baba é organizado),  e estou aqui e no http://mariaenilsonmil.wordpress.com a apregoar estas duas mercadorias de grande valor.

E você, o que está esperando, já reservou os seus?

Hiperfoco

23/07/2009

Rede dos Pontos de Cultura da bahia

Ando monotemático estes dias, viajando em duas variações sobre o mesmo tema.
Não me pergunte absolutamente nada sobre outra coisa.

Maria Sampaio e Nilson Galvão

Os reais livros

16/07/2009

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Taí um sonho de consumo.
Mais hoje quero falar sobre  outra coisa. Sobre os virtuais livros de Maria e Nilson. Veja aqui

Piedade

16/09/2008

 

 

   Vi um cara de muletas
   Não senti pena
   Canalhas também caem

 

 

 

 

Inspirado em post de  Nilson Pedro,
com assessoria métrica de Wladimir Cazé.